quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Ile Oka 7 Estradas local de encontro do povo de axé

Dia 27 de janeiro realizamos mais um toque no Ilê Oka Sete Estradas. Lá fazemos nossos toques de Candomblé de Caboclo. O Ilê recebeu mais uma vez várias pessoas, mas contamos com a presença do Babalorisa Galotti de Airá e de sua esposa. A presença dos dois muito nos honrou. É sempre motivo de alegria e honra receber Babás e Iyás em nossos Ilês. O povo do santo junto reforça e compartilha ainda mais o axé!
Abaixo, as palavras de Yalorisa Maria Elise Ti Ogodô, sobre algumas das experiências vivenciadas ontem.
Axé!

Axé aos irmãos e irmãs de santo!
Ontem tivemos a felicidade de assistir um diálogo sui generis. O diálogo de nosso Babalorisa  Rivas Ti Ogyian e o Babalorisa Galotti Ti Airá que nos visitou no Ilê Oká 7 Estradas. O primeiro diálogo foi travado com o próprio corpo sem voz alguma, mas pleno e consonante com o Orixá. Por meio da dança nos falamos, nos encontramos e pudemos expressar nossa devoção ao Orixá Xangô e aos demais Orixás. Um momento de plenitude e alegria sem igual. Num segundo momento, nosso Babá trava um diálogo, uma verdadeira troca de vivência e conhecimento daqueles que vivem no santo. Ali naquele instante exalava a voz das experiências.
Para nós que temos discutido a Doutrina de Ifá foi um verdadeiro deleite, pois pudemos ouvir sobre como os sacerdotes podem e interferem por meio da predição, prevenção e cura (tratamento) os mais diversos casos. Falaram sobre o uso da terapia do santo desde um ebó até um bori. Além de demonstrar um processo ético entre ambos onde os dois falavam e os dois ouviam em respeito ao conhecimento de ambos. Enfim eu vi e ouvi ontem com muita felicidade esse encontro sui geniris.
Axé
 Yalorisa Maria Elise Ti Ogodô


Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 589

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Ile Oka 7 Estradas repudia preconceitos celebrando a vida

Ontem dia 24 de janeiro tivemos o primeiro toque público do Candomblé de Caboclo no Ilê Oka Sete Estradas. Os preparativos já haviam sido iniciados dias antes por parte da comunidade de santo. A partir das 21h dava-se início mais um dia de festa! Como se diz no linguajar do santo, foi um belíssimo xirê. Para quem não conhece, esta expressão indica festa, celebração! Foi exatamente isso que vivenciamos, uma grande celebração da vida, da saúde e dos caminhos abertos. Ao som dos ilus, com o cheiro das ervas, os cantos variados e as danças ritmadas todos permitiam, de maneira alegre e feliz que o mundo sobrenatural se fizesse presente no mundo natural.
Todas as religiões possuem, em alguma medida, a vontade de conectar realidades sobrenaturais e naturais e procuram realizá-la à sua maneira, com suas especificidades. No Ilê Oka Sete Estradas, um terreiro de candomblé de caboclo, este acesso é realizado pela tradição de santo transmitida e expressa nos assentamentos, nas palavras do sacerdote (historietas de Ifá) nos orins, nos ebós, pelas ervas, pelas comidas de santo, pelas danças e pelo transe! Tudo isto envolve uma performance alegre, intensa, viva e expressiva. No Candomblé de Caboclo nada é contido, nada fica retido, travado, escondido. À exceção dos awôs, do que fica guardado e é transmitido de boca, no Candomblé de Caboclo a marca é uma performance expansiva, intensa sendo esta mesma a direcionadora de caminhos que visam a saúde em vários âmbitos.
Infelizmente, nem todos conseguem entender, respeitar e valorar a cultura religiosa alheia. Enquanto os adeptos desejam e buscam a saúde expressa em axé físico e espiritual, muitas pessoas procuram rechaçá-los, criticá-los e vilipendiá-los. Estas pessoas possuem livre expressão de crença religiosa, porém, é lamentável que mantenham uma visão preconceituosa, especialmente quando esta disposição incide em uma crença afro-brasileira.
Sabemos que o Brasil é um país de imensa diversidade religiosa, mas abriga ainda um grau de intolerância que envergonha. Envergonha pelo preconceito e por tudo que dele decorre como as ações agressivas e violentas. Envergonha ainda mais pois muitas destas ações velam o desejo em manter as religiões afro-brasileiras na marginalidade cultural, social e religiosa.
Desde 2007 foi sancionada pelo então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Lei 11.635 que prevê o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Este dia presta uma homenagem à uma Iyalorixá baiana que sofreu infarto seguido de morte em função de intolerância religiosa. A partir deste ano, os dias 21 de janeiro são dias oficiais de combate à intolerância religiosa. Esta foi uma ação importante, mas e os demais dias do ano?
Dia 24 de janeiro, três dias após o Dia Nacional de Combate a Intolerância Religiosa, o Ilê Oka abriu seu calendário litúrgico em festa, com respeito e visando a saúde. Com disposição ao diálogo com todas as pessoas, sem discriminação de classe, raça ou gênero. Nossa performance religiosa é viva e como tal jamais ataca, recrimina, preconceitua quem quer que seja. 
Iniciamos o toque com uma historieta dos Ibejis que enganam a morte. E então a vida, a saúde, a liberdade, diversidade e felicidade é o que que desejamos e que podem ser vistas nos registros abaixo!
Axé,















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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

RAB: TUO de ontem e de hoje

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sábado, 17 de janeiro de 2015

FTU no Jornal de Itanhaém: Câmara sedia Congresso Nacional das Religiões Afro-brasileiras


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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Inauguração da Casa de Encantados do Capa Preta



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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Umbanda Esotérica tem método próprio de Orunmilá Ifá



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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

T.U.O. de Itanhaém um projeto de 25 anos



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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A voz da primeira Iniciada na Umbanda Esotérica



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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

UE Iniciação não é fé e caridade



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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Na Umbanda Esotérica Iniciação não é caridade



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