segunda-feira, 22 de junho de 2015

RAB: Resistência e combate à instituição da intolerância


Recentemente fomos atacados pelo preconceito, acompanhado pelo etnocentrismo e pela xenofobia. Preconceito porque houve discriminação com o que difere do estilo de vida ocidental padrão. Inclui-se aí o etnocentrismo porque, nesse caso, o atacante julga-se superior; e a xenofobia, pois manifesta o ódio, terror e medo do estrangeiro e sua cultura, nesse caso a africana. Se para Kailane Campos o candomblé é bom, algum indivíduo ou alguma instituição tem o direito de dizer o contrário? Os adeptos das religiões afro-brasileiras vivem suas religiões de acordo com éticas próprias, que não são as das religiões judaico-cristãs. A pedrada não atingiu apenas a candomblecista de onze anos, mas todos, porque manifesta a existência de ações nefastas resultantes de uma produção cultural, como o diz Stela Guedes Caputo: “discriminação e racismo são violências que se ensinam”.

Nesse sentido, rememoramos a seguir nossas palavras, em pronunciamento que encerrou o VI Congresso Nacional das Religiões Afro-brasileiras, na Câmara Municipal de Itanhaém, em 13 de dezembro de 2014.



Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 631

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