segunda-feira, 30 de junho de 2014

Alegria e felicidade! Toque no Ile-Oka Sete Estradas. Itanhaém/SP


Ontem, 28 de junho, tivemos um toque no Ile-Oka, um de nossos Iles em Itanhaém. Na publicação anterior fizemos questão de responder a alguns colegas que tem nos questionado sobre a tradução do nome de nossa casa. Na ocasião, falamos que oka era um termo africano que possuía várias abordagens semânticas, mas que poderíamos afirmar que nosso Ilê era uma casa de poderes mágicos e que está voltado aos cuidados de todos os que recorrem à essa linguagem das religiões afro-brasileiras.
Os terreiros são, por excelência, ambientes religiosos que primam pelas cores, pelos sons, pelas danças, enfim, pela diversidade. O Ilê-Oka Sete Estradas não é diferente. Lá temos a oportunidade de compartilhar entre a família de santo e a comunidade momentos ímpares de contato com ancestrais: mestres, encantados, caboclos, marinheiros entre outros. É uma casa dos vários encontros: de linhas e famílias espirituais, de matrizes étnicas com suas respectivas simbologias, de diferentes pessoas do santo (pais, mães, filhos e filhas de santo), diferentes vestimentas, toques, transes. E é importante que frisemos que todas esses aspectos que se fazem plurais de alguma maneira se encontram em prol da saúde de todos, saúde esta que se consolida em corpo fechado e caminhos abertos.
O corpo fechado livre de demandas, feitiçarias, correntes de baixa magia e os caminhos abertos para que todos possam conquistar boas amizades/amores, firmezas nas questões materiais, saúde física e, principalmente, equilíbrio, estabilidade e harmonia nos aspectos espirituais. É isso que o Ile-Oka deseja e vivencia em todos os seus toques e cotidiano ritualístico. E como diz o mote principal da nossa casa:  Ayó e Axé a todos: felicidade, alegria e força para realizar todas as coisas!
Aproveitamos para disponibilizar algumas fotos que registram momentos de Ayó e Axé!




















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Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 522


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Ile-Oka Sete Estradas: calendário de toques

Algumas pessoas tem nos perguntado o motivo de nosso novo terreiro localizado em Itanhaém chamar Ilê-Oka. Não podemos definir em apenas algumas linhas o amplo sentido e as várias configurações semânticas que o termo Ilê-Oka imprime.
Podemos, inicialmente, afirmar que o termo Oka é africano e o Ile-Oka Sete Estradas é a Casa dos Poderes Mágicos. Agora, essa magia contempla vários aspectos e em cada grupo das religiões afro-brasileiras ela é executada, ritualizada com características próprias. O Ile-Oka é um terreiro do grupo das encantarias (candomblé de caboclo, jurema e encantarias várias) e tem como compromisso o cuidado com a saúde de todas as pessoas que o procuram. Essa saúde, no entanto, é muito mais que apenas a saúde do corpo biológico, físico. A saúde no Ile-Oka (e temos certeza que em todos os terreiros sérios) é entendida a partir da cosmovisão maior que abrange esse grupo das religiões afro-brasileiras, por exemplo de como as encantarias veem o corpo, a saúde, a espiritualidade (corpo fechado e caminhos abertos)
As pessoas procuram as religiões afro-brasileiras por vários fatores, por obsessões espirituais, feitiçarias várias, desvios de personalidade, brigas familiares, problemas afetivos, doenças que já estão manifestas fisicamente. Assim, a saúde é vista de maneira maior e nosso Ile é, portanto, direcionado às várias magias. Outras semânticas existem, mas deixaremos para próximos textos e/ou para cada um dos que pisam no Ile-Oka entendê-los. Aproveitamos a publicação para divulgar o calendário dos toques no Ile-Oka que nos foi solicitado.

Axé!

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Publicação 521

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Pós-graduação em Teologia Afro-brasileira: a FTU indo até você!

Hoje gostaríamos de utilizar nosso canal para abordarmos uma das realizações da Faculdade de Teologia com ênfase em Religiões Afro-brasileiras (FTU), a Pós-graduação presencial em nível lato sensu. Desde 2004 a FTU oferta seu curso de graduação (bacharelado) e alguns cursos de extensão universitária (ampliando o acesso à comunidade como um todo). A partir de 2011, a faculdade honrou com seu compromisso firmado com o Ministério da Educação em fomentar também à pesquisa sobre religiões afro-brasileiras. Explicamos: o MEC impõe como normatividade que as instituições de ensino superior cumpram com o ensino (graduação), extensão (acesso à comunidade) e pesquisa (cursos de pós-graduação).
A FTU, entendendo a necessidade de cumprir com as normatividades do MEC e de oferecer ao povo de santo reflexões aprofundadas sobre a teologia afro-brasileira criou a especialização presencial em São Paulo que hoje é também oferecida em Curitiba, Brasília, Rio de Janeiro e no litoral paulista e em outras cidades.
O curso, devidamente inserido no projeto da FTU, é composto por cinco módulos, pensados de maneira a abordar algumas questões centrais para a teologia afro-brasileira:
Escolas das Religiões Afro-brasileiras (em que são estudadas várias tradições inseridas nos grupos das umbandas, das encantarias e dos candomblés)
Vivências da Tradição Oral - cultura, identidade e música nos terreiros (em que são discutidos temas sobre o entrelaçamento entre a tradição oral e escrita, danças, corpo, família-de-santo, música, crianças no axé)
Etnomedicina e Etnobotânica nas Religiões Afro-brasileiras (em que são discutidos aspectos das ervas medicinais e rituais e as noções de saúde, cura e terapias nas religiões afro-brasileiras)
Sociedade, Gênero e Poder nos terreiros (em que são discutidos temas como preconceito e violência de gênero, funções rituais nos terreiros, mulheres no poder religioso e os laços entre a sociedade como um todo e as comunidades-terreiro)
Metodologia de Pesquisa para Ensino Superior (em que são discutidos as ferramentas e metodologias para pesquisas acadêmicas sobre religiões afro-brasileiras)
Ao final do curso o aluno, após defender sua pesquisa sobre alguma temática escolhida para aprofundamento, recebe o certificado pela FTU e o título de especialista em Teologia das Religiões Afro-brasileiras.
Esse é um projeto que tem por objetivo estimular que as pessoas conheçam ainda mais as religiões afro-brasileiras, revejam preconceitos e estigmas já marcados em nossa sociedade e discutam a importância da discussão reflexiva e teológica para este grupo religioso como um todo, permitindo que mais e mais pessoas possam dar voz para as religiões afro-brasileiras em igualdade de condições com outras confessionalidades.
Pós-graduação em Teologia Afro-brasileiras! Curso único, ideia inovadora!
Para saber o local da pós-graduação em sua cidade ou outras informações entre em contato pelo email coordenacaopos@ftu.edu.br
Axé!

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Publicação 520

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Religiões Afro-brasileiras: primeira mulher iniciada na Umbanda Esotérica!

Há exatos sete dias as religiões afro-brasileiras ganharam mais um marco na sua história. Trata-se especificamente da Escola denominada Umbanda Esotérica que ganhou sua primeira mulher iniciada e no 7o grau do 2o ciclo, Yamaracyê, Maria Elise Rivas.
Os rituais de iniciação são marcos que deixam para a posteridade o registro da história de uma determinada linhagem, de uma determinada comunidade de santo. Este não foi diferente. O ritual foi um marco de um processo muito maior de anos. Eu, especialmente, sinto-me honrada por ter participado do ritual da Yamaracyê quando ela se iniciou no 7o grau, no 1o ciclo. Agora, passados doze anos (será que este número é devido a Xangô?), ela conquistou mais um ciclo de iniciação na Umbanda Esotérica. Esta escola, historicamente, recebe pela primeira vez sua iniciada. Como muitos sabem, o fundador da Umbanda Esotérica, W.W.da Matta e Silva - Mestre Yapacani não iniciava mulheres, mas deixou escrito que novas caminhos seriam trilhados, que novos aspectos seriam abertos. Foi o que permitiu Pai Rivas, sucessor e atual dirigente da T.U.O. ao repensar as questões de gênero nas religiões afro-brasileiras, inclusive na Umbanda Esotérica.
Yamaracyê está acostumada a vencer muitas batalhas e nossa comunidade ficou honrada e feliz por ter visto uma das maiores delas, a vitória de si mesma! Além de sua conquista iniciática é regozijante ver que a Escola da Umbanda Esotérica ou Iniciática está ainda mais viva, atuante, fortalecendo velhos iniciados, iniciando novos e, agora, também nova iniciada. Não por acaso Pai Rivas recebeu a sucessão da raíz de Pai Guiné e da T.U.O., porque ele sempre foi fiel aos compromissos espirituais, sabendo honrá-los com as devidas mudanças que pedem os novos tempos.
Abaixo aproveitamos para disponibilizar algumas fotos parte do acervo da T.U.O. e da Escola de Síntese.
Meus pedidos de bençãos ao meu Mestre!
Meus respeitos à minha mais velha! 
Axé,
Yacyrê.























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segunda-feira, 16 de junho de 2014

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Religiões Afro-brasileiras: Aos seguidores de Matta e Silva


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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Religiões Afro-Brasileiras - Inauguração do Ilê Oka 7 Estradas

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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Ordenação Iniciática do Mestre de Iniciação do 6º Grau Yabauara


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Publicação 515

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Inauguração do Ilê Oka 7 Estradas



Sábado, dia 31 de maio, tivemos a inauguração de mais um dos templos de Pai Rivas na cidade de Itanhaém, o Ilê Oka 7 Estradas. Este era mais uma das idealizações de nosso Baba e que veio a se concretizar rapidamente com a força do astral e de nossa comunidade de santo.
Há algum tempo Pai Rivas tem abordado sua visão sobre as religiões afro-brasileiras. Na verdade essa visão vem sendo construída juntamente com sua iniciação, a qual se firmou em várias raízes até a fundação da Escola de Síntese alicerçada em um olhar voltado para os fundamentos da diversidade afro-brasileira. Como Pai Rivas falado em seus vídeos, ele entende que as religiões afro-brasileiras podem ser agrupadas em três grandes composições: o grupo dos candomblés, o grupo das encantarias e o grupo das umbandas. É importante deixarmos claro que esse agrupamento não implica em uma segmentação, em um afastamento rígido entre as práticas rituais. Ao contrário, as Escolas das religiões afro-brasileiras possuem pontos de contato que as aproximam em várias situações. O olhar para os grandes grupos exige uma atenção às aproximações, às conexões à dinâmica colocada pelo campo religioso afro-brasileiro.
O Ilê Oka 7 Estradas é um templo do grupo das umbandas e que possui pontos de contato com o candomblé e a encantaria. Assim, é na prática diária do sacerdote que ele demonstra sua percepção sobre o universo em que atua. É um discurso que se comprova na prática. Esse discurso da diversidade já há muito é vivido quando Pai Rivas fundou a Escola de Síntese e a Faculdade de Teologia com ênfase em religiões afro-brasileiras. O Ilê Oka é mais um dos templos que vem demonstrar a preocupação de nosso Baba em contemplar verdadeiramente a diversidade afro-brasileira.
Outro fator importante diz respeito a uma das funções dos terreiros afro-brasileiros e que Pai Rivas procura enfatizar sempre: o terreiro como agente de saúde. Sabemos que a saúde é um dos elementos mais preocupantes de nossa sociedade. Houve tempo da história brasileira que os médicos eram os curadores, benzedores, feiticeiros espalhados por todo o território nacional. Consideramos o avanço da ciência médica oficial e o acesso a ela um direito que deveria ser assegurado a todos. Porém, consideramos igualmente importante a presença dos curadores “extra-oficiais” que atuam nos terreiros desde sempre, nos caboclos, pretos-velhos, exus, encantados, pais e mães de santo. Por isso, os terreiros de Pai Rivas sempre valorizaram o aspecto do cuidado com os que a ele recorrem. As terapêuticas são várias e não nos cabe descrevê-las. Em outras oportunidades (vídeo de Cristina Gonçalves) já foi apresentado uma das muitas histórias dos terreiros de nosso Baba. Na ocasião, tratava-se do exu impedindo o suicídio de uma jovem. Como este, existem tantos outros casos que os cuidados da ciência médica podem não alcançar rapidamente. Temos certeza que o Ile Oka será mais um espaço religioso de cuidados espirituais e materiais a todos que nele passarem.
Abaixo, listamos algumas imagens registradas do toque de Inauguração do Ile Oka 7 Estradas.
Meus sentimentos de honra por ter participado de mais uma das muitas realizações de Pai Rivas! Ficamos felizes em saber que nosso Baba é um sacerdote que realiza em prol das religiões afro-brasileiras e acho que como tal, todos deveriam parabeniza-lo! Seus filhos-de-santo já o fizeram! Basta observar a alegria e o senso de identidade que as fotos abaixo demonstram. Todo Baba ancorado em fundamentos e realizações certamente tem uma comunidade de santo integrada e afetivamente disposta ao trabalho. É o caso de nosso Baba, Pai Rivas. Ele nos ensina com seu exemplo a realizar sempre!
Esperamos que todos possam estar presentes no Ile Oka Sete Estradas ou nos outros três templos de Pai Rivas e compartilhar o clima de alegria, força, realização e axé neles impressos.
Axé!
Yacyrê.

Obs: Fotos abaixo. Clique para ampliar.

































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