quinta-feira, 27 de junho de 2013

RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS – OPINIÃO DE UM SACERDOTE SOBRE OS ÚLTIMOS MANIFESTOS POPULARES - DAS MANIFESTAÇÕES POPULARES AO PLEBISCITO OU REFERENDO -



Há aproximadamente 15 dias demos um brado de alerta sobre a necessidade de uma tomada de posição em relação aos desmandos do capitalismo vigente proporcionado pelo desenvolvimento técnico-científico.
Nos textos postados afirmamos que o sistema leva as pessoas ao excesso de consumismo, ao modismo, a construção de líderes interessados em sim mesmos, a manipulação das massas nas eleições e, principalmente, na criação de necessidades artificiais e não necessárias que se tornam necessárias e naturais, fazendo de mambembe o povo, que deveria ser respeitado em todas as camadas sociais, em especial, a maioria de marginalizados e afastados do poder de decisão.
Muitos de nossos leitores, amigos e seguidores do blog perguntaram se nossa clarividência já havia detectado as manifestações populares que estão ocorrendo, já que havíamos discutido os desmandos que são alvos dos protestos populares destes últimos dias. Não poderia ser coincidência, pois foi muito lúcido e claro o que havíamos discutido.
A mediunidade esta presente em vários momentos e locais, não apenas nas coisas do Terreiro. Não negamos que em nosso Terreiro, Ilê Funfun Awô Oshogun, temos nos dedicado, como sempre fizemos, aos vaticínios de Orunmilá Ifá, e claro está que estes oráculos não se atem apenas ao individuo, mas ao coletivo, ao ser humano, a humanidade.
Deixando este pormenor, no momento o importante é o destino de nossa política, da reforma política necessária, pois de há muito esta emperrada no Congresso Nacional, que deveria ter agilizado sua discussão e solução.
  Não importa, chegou a hora... Plebiscito ou Referendo é algo inadiável e necessário ao desenvolvimento da democracia brasileira, da “democracia da democracia”.
A preocupação é com o pouco tempo que dispomos, aproximadamente 60 dias para discussão de uma reforma política, que há tempo se faz necessária, e por isso acreditamos deva ser discutida à exaustão; outra preocupação é o plebiscito. Como discutir reformas, apenas num sim ou não? Quais as categorias que seriam ou deveriam ser discutidas? Outro óbice é a mobilização do sistema de viabilização do plebiscito pelo TSE, e o que isto custaria ao erário público.
Apesar das dificuldades técnicas achamos que devemos levar a cabo o plebiscito, que acreditamos ser melhor que o referendo. O referendo permite ao povo aceitar ou refutar as mudanças políticas propostas pelo Congresso. Mas a crise não se deve ao mal relacionamento entre a sociedade civil e os partidos políticos, logo com o Congresso? Vamos mais uma vez entregar a eles a solução de problemas que jamais demonstraram vontade em solucionar?
É necessário pensar nesses “pormenores” que na verdade são substanciais para uma ampla reforma política que atenda aos anseios populares, fazendo com que o povo se torne mais próximo do centro político decisório, sendo seus representantes porta vozes fidedignos do POVO, pelo POVO (não é esse o conceito de democracia?).

Como simples exemplo, poderemos propor no plebiscito o “voto distrital” e utilizar o recall, isto é, o político eleito depois de determinado período pode ser reavaliado pelos seus eleitores, que se não satisfeitos podem substituí-lo. Não é a solução final, mas acreditamos, segundo nossa opinião, seja um avanço ímpar para a democracia. Isso sim é democracia, passe livre a igualdade e justiça em todos os níveis. Que os “deuses”, em especial Orunmilá Ifá, permitam o “DA IFÁ FUN”, retificando e reatualizando os destinos do Brasil e de todos os brasileiros. É o que sinceramente desejamos. Axé!

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 368

sábado, 22 de junho de 2013

MANIFESTO DE PAI RIVAS SOBRE A MOBILIZAÇÃO POPULAR BRASILEIRA

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 367

quinta-feira, 20 de junho de 2013

RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS-MILITÂNCIA PARA A PAZ, IGUALDADE E JUSTIÇA SOCIAL

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 366

segunda-feira, 17 de junho de 2013

IFÁ E PEMBA SÃO FUNDAMENTAIS NA UMBANDA ESOTÉRICA

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 365

quinta-feira, 13 de junho de 2013

A FILOSOFIA DAS MASSAS PENETRA AS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS



Nas últimas publicações discutimos epistemologia, métodos e algumas incursões à ética das/ nas religiões afro-brasileiras. Também fizemos algumas incursões em vídeo sobre a filosofia das massas e outras categorias correlatas. Retomamos o tema filosofia das massas afirmando que a mesma é sustentada pelos meios de comunicação e indústria cultural. Assim a filosofia das massas é produto do “avanço” da tecnologia e ciência (vertente tecno-científica) e claro pedra angular do capitalismo vigente (Adam Smith).
Com ela consegue-se manter o sistema, manipulando as pessoas e garante o status quo de uma elite dominante de capitalistas inveterados.
É essa mesma filosofia das massas, que como dissemos leva as pessoas ao hiperconsumismo (Lipovetsky), a sociedade do consumo, onde há o engodo da criação de necessidades artificiais e não necessárias, que se tornam necessárias e naturais, e uma série infindáveis de falácias que sustentam a economia capitalista, mesmo que isto não seja tão ético, pois gera sociedades desiguais, sem justiça social, que discrimina, preconceitua a maior parte da comunidade planetária (globalização da miséria em vários níveis).
Bem não estamos discutindo política econômica e sociedade, mas introduzindo tal discussão, que tudo tem de há ver com as religiões afro-brasileiras, que é nosso foco de estudo e ação vivencial há mais de cinco décadas.
Estamos nos colocando, pois, além dos vários anos de vivência no dia-a-dia do terreiro como sacerdote desde 1968, também fundamos a FTU, a primeira Faculdade de Teologia das Religiões afro-brasileiras, que apesar do “sistema” sinalizar negativamente, foi autorizada, credenciada e reconhecida pelo MEC. É verdade! Pode parecer mentira, mas conseguimos, apesar de todos os óbices. Uma vitória inquestionável e inestimável para as religiões afro-brasileiras que conseguiram sua senioridade.
Mas o “sistema” tem seus esquemas, pois apesar de perder algumas batalhas, tenta de todas as maneiras exterminar a boa semente, valorizando as sementes doentes, mesmo que para isso utilize sua arma principal: a mentira e sua irmã gêmea, a adulação.
Toda essa introdução para confirmar como o sistema, a manutenção do status quo pode se fazer presente nas religiões afro-brasileiras, principalmente pelo egoísmo e narcisismo patológico, exacerbado pela lógica do oprimido e opressor e pela manutenção da zona de conforto proporcionada pela filosofia das massas como afirmamos, mantenedora da filosofia liberal que dia após dia faz vítimas, decorrência de homens insensatos que são tidos como “sábios”, entronados pela lógica do capitalismo aviltante de que são os primeiros mantenedores e contumazes manipuladores e divulgadores da criação de necessidades artificiais e não necessárias que são tornadas necessárias e naturais, enfim, invertem a ordem natural da vida em suas diversas dimensões.
Vejamos como isto pode ocorrer nos vários terreiros das religiões afro-brasileiras, para tal faremos um recorte trazido há alguns anos pela pesquisa de Claude Lepine, constante no livro Oloorixá - escritos sobre a religião dos Orixás, coordenado e traduzido por Carlos Eugenio Marcondes de Moura.
No seu artigo – os Estereótipos da Personalidade no Candomblé Nagô – na pagina 25 ele enfatiza os que aderem ao Candomblé:
Observamos que aderem ao Candomblé numerosos elementos brancos do sexo masculino, que são integrados ao culto na qualidade de ogan. Estes elementos não pertencem às classes de baixa renda, as pessoas sem perspectiva de ascensão social costumam buscar consolo, de preferência, o sofrimento, prometendo recompensas no além, como é o caso da Umbanda e das seitas cristãs. Os novos ogans pertencem, em sua maioria às classes privilegiadas. Antigamente recrutados na comunidade negra e na classe social em que eles se inserem, os ogans são cada vez mais escolhidos nos estratos mais altos da sociedade baiana. As mães de santo atribuem cada vez mais este título a industriais, comerciantes, profissionais liberais, artistas e intelectuais de renome, fato aliás que vem criando certo distanciamento entre estes membros masculinos e o corpo das filhas de santo, que são humildes, lavadeiras, empregadas domésticas, costureiras”
A visão do autor, suas constatações, muitas vezes, ou a maioria, suas deduções e conclusões continuam na mesma toada. No final há uma conclusão inesperada de que o elemento branco busca no Candomblé sua identidade perdida relacionando-a com o arquétipo do Orixá ao qual é devoto. (?!?)
Fazendo-se uma análise, chegamos a conclusão que mais uma vez tentou-se minar o sentimento de pertença e identidade natural dos adeptos dos cultos afro-brasileiros, pois há uma intromissão, esta sim, artificial, que segue  a filosofia liberal, a lógica do Capitalismo, pois recruta-se somente os privilegiados, as elites dominantes. Mais um grave malefício, pois o que se pretende é descaracterizar o povo de santo. Há aqueles que “compram” cargos, pois são bem sucedidos, não tendo problemas socioeconômicos que os motivem a buscar o Candomblé.
A posição social deles é privilegiada, não necessitam de nada, são comprometidos por interesses econômicos com a ordem vigente, que eles não pensam em questionar.
Queremos enfatizar que as mães de santo na época, talvez buscassem uma visibilidade e uma mobilidade ao culto e ao povo de santo, e não perceberam que estavam colocando em seus templos, justamente aqueles que no passado fomentaram a escravidão e criticaram com veemência os cultos africanos e tudo o que deles decorria.
Afinal, uma intromissão malfazeja dos mantenedores do status quo que desejam marginalizar e aviltar a naturalidade e a devida necessidade do Orixá no seio do povo de santo. É a filosofia das massas que segue o tom da filosofia liberal que deseja minar a grandiosidade do Orixá na sociedade, algo que sabemos de sobejo é pela igualdade e justiça em todos os níveis.
Encerrando, queremos salientar que o autor constatou isto nos terreiros da Bahia há décadas. E na atualidade, será que a alta tecnologia e cientificismo, pedra angular do capitalismo, vigente entraram portas adentro nos terreiros para ficar?

No final queremos deixar ao leitor que tire suas conclusões, todavia, queremos lembrar a terceira versão do filme “Matrix” em que no final do filme, o personagem Neo, que tanto lutou contra o sistema, buscando a igualdade e justiça social, viu-se perseguido por toda a sociedade que preferiram a zona de conforto e não alçar voos à liberdade. Axé!

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 364

segunda-feira, 10 de junho de 2013

RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS - INICIAÇÃO E PRECONCEITO


Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 363

quinta-feira, 6 de junho de 2013

RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS - FILOSOFIA DAS MASSAS E PRECONCEITO




Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 362

segunda-feira, 3 de junho de 2013

PODER E PRECONCEITO ÀS/NAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 361