quinta-feira, 28 de março de 2013

segunda-feira, 25 de março de 2013

quinta-feira, 21 de março de 2013

RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS – ITANHAÉM A TRADIÇÃO CONFIRMADA DE ITACURUÇA


Depois de vários vídeos e textos sobre meu relacionamento iniciático com Pai Matta (Matta e Silva) durante 18 anos, aproveito o ensejo para comunicar a todos que se interessam pelo meu trabalho no campo das Religiões afro-brasileiras, a fundação do TEMPLO DE OKAMARAGUAÇUSHAMAN, em Itanhaém, que acredito ter ficado claro a ocasião e oportunidade de sua edificação.
Nos idos de 1971, há 42 anos estivemos pela primeira vez em Itacuruçá em pleno litoral sul do Rio de Janeiro, na Tenda Umbandista Oriental, de W.W. da Matta e Silva, Pai Matta.
Achamos tudo maravilhoso, tudo nos remetia ao Sagrado, a começar pela entrada da cidade, com seu “arco do triunfo”, repleto de sinais pré-históricos similares ou próximos ao “signário” da Lei de Pemba, verdadeira Escrita Teúrgica, Mágica e Sagrada, a qual foi trazida à luz por intermédio mediúnico de Matta e Silva, o saudoso Pai Matta.
A tradução do vocábulo Itacuruçá é “A Pedra da Cruz Sagrada” ou hieraticamente – A Terra de Luz. Por muitos anos (1971 a 1988) estive na Terra da Pedra da Cruz Sagrada, e nas vezes que conversei com Pai Matta, disse a ele que gostaria de ter um templo na praia, e ele me afirmou várias vezes que em futuro, com certeza, eu edificaria um.
Na época já conhecia a cidade do litoral sul paulista, Itanhaém, mas nem imaginava que lá, edificaria um templo que tenho-o como definitivo e que me possibilitará atender minha “comunidade” de forma a colaborar com a Espiritualidade em sua abrangência “full time”, algo que se fazia necessário há tempo.
Com uma comunidade de “filhos de santo” numerosa, só ela tomará meu tempo, mas espero ter forças físicas e espirituais para poder atender a todos que me procurarem. Sim, edificamos após 42 anos, com as “ordens e os direitos” de nosso “Espiritual”, A Casa Branca da Cura e do Destino.
Os tempos são outros, e Itanhaém, cuja tradução – “A Pedra que canta ou fala” e, ouso acrescentar, que encanta me relembra Itacuruçá, e sinceramente espero que seja não só na denominação, mas em realizações, mormente na cura e na retificação do destino, o que trará equilíbrio, estabilidade e harmonia nos âmbitos da saúde, do afetivo-emocional, do socioeconômico e, principalmente, do espiritual.
Tenho certeza que Itanhaém espiritualmente se ilumina ainda mais, pois na terra de “Pedra que fala”, de ITA que pode ser traduzida por Morada da Divindade, e NHAEM como língua, canto ou fala, teremos a TERRA DA MORADA DA DIVIINDADE QUE FALA que agora tem em sua geografia e no espiritual a “ Casa Branca de Cura e do Destino” ou  Ile funfun Awo Oshoogun.  Axé!

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 341

terça-feira, 19 de março de 2013

Rito na OICD-DF: Exu Senhor da Comunicação e Diversidade

Na publicação de hoje, gostaríamos de passar a "pena" para nosso filho espiritual Aramaty (Pai Ramos) que comentará em breves palavras como foi o rito de Exu em Brasília intitulado: "Exu Senhor da Comunicação e da Diversidade". Axé!


Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 340



Exu Senhor da Comunicação e Diversidade

No último dia 2 de março, foi realizado no templo da Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino, subsede Distrito Federal mais um Rito de Celebração à Diversidade nas Religiões Afro-brasileiras. O tema foi: Exu Senhor da Comunicação e da Diversidade.
Presentes mais de duzentas pessoas entre elas várias lideranças espirituais, estudantes da Universidade Federal de Uberlândia, professores doutores e consulentes. Todos compartilhando de um ambiente de alegria e de muito trabalho, pois a maiorias destes Pais e Mães espirituais colocaram  “em terra” seus exus e pomba giras.
Os que estiveram presentes puderam demonstrar como é possível conviver pacificamente, mesmo com visões diferentes. Mais um exemplo de respeito e convivência pacifica proporcionado pelo povo do santo.
O rito foi marcado por momentos importantes. Antes do início do Rito os professores, acadêmicos e pesquisadores da UFU (Universidade Federal de Uberlândia) fizeram uma visita acompanhada pelas várias dimensões do Templo da OICD-DF, observando espaços onde várias formas de visão da Umbanda são reverenciadas: Exotérica, Mística, Kimbanda, Mesa da Jurema e o Templo principal.
Nem a falta de luz devido a problemas técnicos da concessionária de energia elétrica atrapalhou. Pelo contrário, proporcionou uma experiência inusitada de todo o Rito ser realizado à luz de velas! 
O tema do rito foi Exu Senhor da Comunicação e Diversidade. Mais uma vez foi possível atestar que Exu empoderando as pessoas presentes, reafirma que todos temos força, poder, que devemos lutar contra a submissão, contra a falta de respeito, contra a injustiça. Enfim Exu prega, de forma silenciosa e pacífica, promove paz abalando as estruturas do status quo de estratificação e submissão existente hoje no mundo. Alem disso Exu também se coloca como agente político e social apaziguando dilemas e minimizando os impactos que estes produzem na coletividade.
Sob esta perspectiva fica evidente os motivos de Exu ser tão vilipendiado e alvo de preconceitos, especialmente dos que propagam a submissão, medo e manutenção das diferenças, seja entre ricos e pobres ou entre pecadores e salvos.
Sem dúvida, mais um momento que ficará marcado no história e na memória dos que o vivenciaram. Vale ressaltar que foi realizado e alcançou o seu ápice graças às as orientações e direcionamentos de meu Pai Espiritual, Pai Rivas (Mestre Arhapiagha), a quem mais uma vez agradeço a oportunidade do trabalho ! Axé Baba Mí !

Aramaty-Silvio Garcez
Discípulo de Pai Rivas






segunda-feira, 18 de março de 2013

quinta-feira, 14 de março de 2013

Religiões afro-brasileiras - A Tradição da Magia


Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 338

segunda-feira, 11 de março de 2013

ORDENAÇÃO INICIÁTICA CONFIRMADA EM TEXTO-DOCUMENTO

É necessário conhecer sua Tradição, algo que implica em saber sua origem, resgatar a memória e entender como funciona esta Tradição em sua comunidade religiosa.
Reiteramos que a Tradição diz da origem, memória e reatualização, sempre havendo grupo ou indivíduo que é detentor (legítimo e legal), pois “incorpora” a ancestralidade que vem sendo transmitida numa Raiz-Linhagem de Pai para Filho, de Mestre para discípulo, e é claro, isto não é feito, não é concretizado de forma alegórica ou de aluguel.
A Tradição permite um sentimento de pertença, de pertencimento, de fazer parte de uma comunidade que tem um estilo de vida, que vivencia, respira e experiência seus valores.
Isso corresponde ao grupo, ao indivíduo detentor de uma Raiz, ou seja, viver, experienciar por intermédio da Iniciação ou convivência real com seu sacerdote (mestre ou pai-de-santo), sendo, pois, pela sua vivência a própria da Tradição, vive-a, sendo pois a Tradição Viva. Todo este processo leva os indivíduos que seguem de verdade a terem uma identidade, que é permanente, pois serão veículos de sua Tradição para a posteridade, mesmo que a mesma sofra as reatualizações devidas e necessárias.
A Tradição, como dissemos, além de ser percebida, deve ser transmitida pelo Mestre Raiz, transmissão esta de valores espirituais através das gerações, numa sequência ordenada e legítima que passa de Pai para Filho, o qual se torna Pai.
Sumarizemos com o seguinte Fluxograma Tradição e Identidade:





Nas religiões afro-brasileiras, mormente em suas iniciações, seguem o modelo que propusemos, isto é, fazem grassar seu sentimento de pertença e identidade, que jamais podem ser conseguidas sem uma vivência e aderência a experiência espiritual, que por motivos óbvios não podem ser transmitidos em cursos, mormente os que têm uma visão particular, homogeneizada e que desejam o poder, ou melhor açambarcar o poder para serem hegemônicos (codificarem para todos fazerem um único modelo, que atenda aos seus desejos financeiros e econômicos) do codificador, é claro.
Na umbanda, segundo nossa visão, que é pela diversidade, ela é uma ideia manifesta em várias linguagens, religião manifesta em várias linguagens sendo todas respeitadas e tidas como legítimas, mas somente aquelas que não desejam a homogenia e muito menos a hegemonia (ser o dono, o codificador).
A aceitação e prática real da diversidade implica em fazer grassar o direito universal de inclusão, de democracia, lato senso, pois todos tem o mesmo direito efetivo, e buscam impedir o nefando e inaceitável preconceito.
Preconceito (pré-conceito) é conceito ou oposição formados antecipadamente, sem maior ponderação ou maior conhecimento dos fatos; prejuízo; intolerância; ódio; aversão a credo, raça, etnia, etc.
A inclusão que norteia a diversidade de cultos permite o diálogo, o respeito com a alteridade, e mais, reconhece o outro como importante, como a si mesmo.
O preconceito que fomenta violências várias, próprios de regimes totalitários, é carregado principalmente nos pobres, negros, analfabetos, nordestinos, homossexuais e mulheres.
Como aludimos, os cultos de umbanda e de outras religiões afro-brasileiras como uma ideia que se manifesta em várias linguagens, chegamos ao absurdo de uns e outros quererem ditar uma “linguagem culta ou elitista” que, na verdade, camufla seus sentidos e desejos de poder, prestígio social, político e econômico, e para tal, afirmam ser necessário “falar” a “linguagem” (língua) certa, caso contrário, haverá uma decadência. Mas, decadência de quem/que?
Outra questão que julgamos pertinente: mas qual é a certa? Se houver uma, então todas as demais são erradas? Não. Há várias linguagens, a diversidade aceita todas e tem-nas como legítimas. Não há como legitimar uma só, sem ferir a lei, o direito e a justiça social e espiritual.
Por isto, e somente por isto, respeitamos a todas as religiões afro-brasileiras e, principalmente, a Iniciação por dentro delas. Eis o porquê de sermos contrários a cursos que formam sacerdotes ou outras denominações que venham dar, como também somos contrários à formação dessa ou daquela Raiz-Linhagem, pois ninguém é mestre de si mesmo, e muito menos, pode se achar fundador dessa ou daquela Raíz que dizem precisar ser resgatada. Mas, porque precisa ser resgatada e porque eles devem ser aqueles que, presumidamente, precisam resgatá-la? Não há necessidade de resgate algum, o que acontece é que uns e outros querem ser os “resgatatadores” da Raiz sem ter precisão...
Os adeptos da boa lógica não terão dificuldades em perceber o que desejam. É só analisar o que faziam, como faziam e porque deixaram de fazê-lo. A investigação minuciosa dará a resposta. E mais. Ninguém de repente, nada mais que de repente, se torna fiel depositário de uma Tradição que não vivenciou, experienciou ou respirou. Mas, infelizmente, é isto que acontece e vem acontecendo.
Lastimamos mas não podemos deixar de expor nossa visão, pois esses mesmos que citamos, mais uma vez, à socapa, tal qual no passado faziam com nosso Pai (Pai Matta – W.W. da Matta e Silva) querem, agora, detratar, difamar nosso trabalho, calcado na experiência e vivência iniciática que tivemos com três mestres, mas em especial, com Mestre Yapacani, o qual nos fez seu sucessor.
Remontando ao nosso Pai Espiritual (Pai Matta) com o qual tivemos uma vivência de 18 anos queremos levar a público pela primeira vez, portanto, de forma inédita (temos muitas coisas ainda para mostrar, só estamos aguardando a oportunidade devida) parte de um texto que explicita a vivência iniciática com nosso Iniciador.
Assim fazemos pois apesar de vivenciarmos por mais de 18 anos e termos levado exatos sete anos para sermos iniciado como Mestre de Iniciação, assim mesmo Ele nos deu o texto que apresentaremos no final dessa publicação. Apenas pedimos escusas pois o texto-documento que só tem valor para quem o recebeu, terá sua parte final ilegível, pois é Iniciático, e de direito apenas dos que foram iniciados na Raiz de Pai Guiné d´Angola. Apenas cumpriremos nosso dever de Iniciado, não revelando aquilo que é próprio da nossa Escola de Iniciação.
Pode-se questionar: “Mas porque, então, tornar público um texto-documento que é próprio da Raíz Iniciática?
Digitalizamos parte do documento para que todos possam perceber o quanto é séria e grave a Iniciação e também para que confirmem o que temos falado e feito nesses últimos vinte e cinco anos (1988 – 2013).
Mais uma vez agradeço ao Mestre Yapacani, seu mestrado e os “presentes” que nos ofereceu e nos oferece por intermédio de sua sabedoria milenar.
Abaixo, segue o texto-documento que espero fortaleça aqueles que seguem seu Iniciador e não se deslumbram por atalhos, por atalhos...
Aranauan, Anauan, Macauam, Saravá, Axé!

 Obs: Clique no documento para ampliar.



Em tempo...
Após a digitalização apresentada de forma parcial, afirmo que muitos filhos de fé, Iniciados ou Iniciandos e mesmo muitos dos consulentes que frequentam os ritos de minha Casa Espiritual ouviam o nome da Entidade Guardiã da Luz para as sombras e dessas para as trevas. Disso nunca fiz nenhum segredo.
Quanto ao mistério do Rito Yayrê, não transmiti a ninguém em tempo algum.
O Mestre de Iniciação deve ser módico, ponderado e reticente nos fundamentos que estende, caso contrário pode colocar esses fundamentos em cabeças e mãos indevidas. Reitero que a nenhum Iniciado transmiti esse ritual.
Como a própria digitalização demonstra, o mistério do Axé do Rito Yayrê é transmitido, segundo nossa Raiz, a Mestres de Iniciação de 7º Grau, no 2º ciclo.
Que fique patenteado que os Iniciados por mim ordenados até o momento, nenhum foi no 2º ciclo. Axé!

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá 


Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 337


quinta-feira, 7 de março de 2013

RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS-A HISTÓRIA DA RAIZ CONTINUA



Nas últimas publicações discutimos e tornamos público, algo inédito, de nosso relacionamento iniciático com o Mestre Yapacani (W.W. da Matta e Silva).
A relação Pai/filho, Mestre/discípulo se adensaram após nossos relatos de convivência iniciática, e permitiram o entendimento do quanto é importante para o discípulo saber relacionar-se com seu Iniciador, em nosso caso a relação com o Pai, Mestre e amigo, Pai Matta, e nunca o contrário.
Depois de várias horas de discussões, proposições e argumentações várias, por intermédio de vídeos em nosso blog, quero demonstrar como nosso Pai, Mestre e amigo – Mestre Yapacani, e em especial o Mestre Astralizado, o Portentoso em Luz e Sabedoria “Pai Guiné d’ Angola” encaminharam para nós de forma atraumática a “sucessão” de nossa Raiz-Linhagem Espiritual-Sacerdotal.
Iniciamos esse relato remontando a 1983, há 30 anos, quando Mestre Yapacani (Pai Matta), esteve em São Paulo, em julho de 1983, quando estávamos completando 33 anos de existência terrena.
Sua presença, realmente foi uma surpresa inexcedível, jamais esquecida, e para reiterar, queremos apresentar duas fotos e a digitalização do texto que estava no verso da madeira que nos foi presenteada, onde estavam riscados em pemba as Ordens e os Direitos dados a Ele por Pai Guiné d’Angola.
Vejam, analisem. Ele deu-nos suas próprias Ordens e os Direitos. Temos  os primeiros pródromos da “sucessão” (não percebido por nós na época) que ele nos proporcionava com a aquiescência de Pai Guiné, pois apesar dos sinais riscados serem outorgados ao Pai Matta, quem riscou foi o “Pai Guiné”, logo o “astral” estava abrindo o caminho para a sucessão.
Este é o primeiro da série que esperamos disponibilizar aos leitores de nosso blog, para que melhor entendam o que seja uma Raiz Espiritual vivenciada, experienciada e consolidada na Iniciação.
No mais, que as vibrações de todos iniciandos e iniciados possam falar por si mesmas. Axé!
Abaixo seguem as fotos e o texto anexo a madeira dos sinais riscados em pemba por Pai Guiné d’Angola. 




Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá 

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 336

segunda-feira, 4 de março de 2013

A Tradição de Umbanda Esotérica pós Matta e Silva



Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá 

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 335