quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS ELO ENTRE A BRASILIDADE E A AFRICANIDADE





Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá 



Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 327

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

MATTA E SILVA INTEGRANDO AS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS




Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá 


Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 326

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Religiões Afro-brasileiras - Diálogo com Juremeiro

Na publicação de hoje, continuamos a conversar sobre as Religiões Afro-brasileiras e seus três grandes grupos: Umbandas, Cultos de Nação e Encantarias. No caso específico da Jurema, conversamos com o Mestre Juremeiro Cleone Guedes. Tal conversa foi registrado em vídeo instantes depois do encerramento do V Congresso Brasileiro de Umbanda do Século XXI/ II Congresso Internacional das Religiões Afro-americanas no espaço acadêmico e religioso da FTU

O Mestre Juremeiro Cleone é filho espiritual e carnal do Mestre Geraldo Guedes, sendo ambos uma das principais referências em Jurema no Nordeste brasileiro. Além disso, Mestre Cleone fora iniciado também na Jurema pelo renomado Babá Carol, outra grande referência na região. Passou pelo Candomblé Ketu e hoje conduz a casa de Mestre Geraldo.

Na próxima publicação, daremos continuidade aos desdobramentos da histórias das religiões afro-brasileiras a partir de W. W. da Matta e Silva (Mestre Yapacany).



Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá 

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Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 325

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

DE UMBANDA DE TODOS NÓS À MACUMBAS E CANDOMBLES NA UMBANDA



Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá 

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Publicação 324

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

W.W. DA MATTA E SILVA - O PIONEIRO EM HIBRIDIZAR A ENCANTARIA-JUREMA COM AS "UMBANDAS"



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Publicação 323

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS - A IDENTIDADE DA UMBANDA É DEVIDO ÀS "UMBANDAS"



Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá 

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Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 322

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Religiões Afro-brasileiras - FTU unindo e dando voz às religiões afro-brasileiras

Na última publicação discorremos sobre as Escolas Afro-brasileiras e duas delas, em especial, cujos conteúdos rituais e simbólicos possibilitam o trânsito religioso entre a Umbanda (ênfase na louvação dos ancestrais) e o Culto de Nação Africano (Candomblé, ênfase na louvação dos Orixás). Explicamos e situamos também a importância da Faculdade de Teologia Umbandista nesse contexto, pois um de seus objetivos é a valorização de todos os rituais existentes dentro do universo denominado de religiões afro-brasileiras.

A Teologia é o senso crítico da religião e pensamos que a mesma possui dois braços, um que se volta para atender o viés acadêmico e o outro, o viés religioso. No primeiro, estão as discussões específicas e científicas sobre a teologia, a cosmologia e cosmogonia das divindades, os processos históricos-culturais, a contextualização dessas religiões em solo brasileiro, entre tantas outras. No segundo, no viés religioso, a religião é vista como um caminho, um conjunto de ideias e práticas que são aceitas como eficazes, importantes para justificar a existência. Além disso, a religião interessa-se por tornar a existência “mais fácil” proporcionando aos adeptos bem estar e conforto físico e espiritual. Nossa teologia, portanto, interfaceia com esses dois braços: o acadêmico e o religioso.

Voltamos a esta discussão porque em uma de nossas leituras lemos uma frase de Roberto Motta, antropólogo e pesquisador dos Xangôs de Recife, que dizia que os sacerdotes do candomblé e de outras religiões afro-brasileiras buscavam sua teologia nos estudos antropológicos. Ao mesmo tempo, sentimo-nos muito felizes por termos proporcionado a todas as Escolas Afro-brasileiras um espaço legítimo de discussão teológica, ou seja, hoje em dia os pais e mães de santo, adeptos e simpatizantes podem recorrer à FTU para dialogarem, conversarem, criarem laços e, sobretudo, discutir (produzir) sua teologia de forma clara e transparente. A FTU é um local de discussão e sua teologia foi tão bem estruturada que vários dos acadêmicos( Cientistas Sociais, Historiadores, Cientistas Políticos, Teólogos Cristãos e Cientistas da Religião) passaram a frequentar nossos eventos e tornaram-se grandes amigos. Apenas para citar alguns deles, Prof. Dr. Luiz Assunção, Prof. Dr. Reginaldo Prandi, Prof. Dr. Sergio Ferretti, Profa Dra. Mundicarmo Ferretti, Prof. Dr. Volney Berkenbrock, Prof. Dra. Irene Dias e tantos outros! Hoje temos uma teologia das religiões afro-brasileiras que dialoga abertamente com vários setores acadêmicos, com a antropologia, sociologia e outras teologias confessionais.

Na verdade, a criação e o histórico da FTU dariam várias laudas, talvez um grande livro! Para resumir tivemos dois grandes momentos de trabalho na instituição, o primeiro grupo que auxiliou a pensar e construir a ideia da FTU. Este, ainda que tenha dispendido esforços, não conseguiu levar avante a tarefa nem concretizar a proposta perante os órgãos superiores, no caso o MEC. Já o segundo, felizmente, composto por uma verdadeira equipe de trabalho, atuante, engajada, militante, fez valer sua força e conquistou em sua última avaliação do MEC a nota 4 (sendo a nota máxima 5!). Isso muito nos honra, pois toda a equipe é formada por nossos filhos e filhas espirituais. Recentemente, uma notícia correu nas redes sociais sobre as várias faculdades que não obtiveram a nota mínima para funcionamento, dentre elas várias bastante reconhecidas no mercado educacional. Esperamos que, em breve, tais universidades possam reestabelecer suas produções científicas de qualidade. Mas não podemos negar que, mediante essas notícias, ficamos ainda mais felizes, honrados e convictos com nossa instituição, com nosso trabalho, na certeza de nos empenharmos ao máximo para ofertar ao povo de santo uma educação de qualidade e uma teologia, antes inexistente. Afinal de contas, esse processo que a teologia afro-brasileira passa, beneficia as próprias religiões afro-brasileiras pelo fato de estarem contextualizadas sob duplo aspecto: em isonomia com as demais confessionalidades e respeito incondicional à diversidade do povo de santo.

Axé!




Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 321

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

TEOLOGIA DAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS

Da OICD à FTU: diálogo teórico-prático entre as religiões afro-brasileiras

Dedicamos nosso segundo texto do ano para iniciar algumas discussões sobre as religiões afro-brasileiras, sua formação e composição bem como sobre os processos de reelaboração e adaptação sofridos a partir dos vários contatos religiosos ocorridos no Brasil desde o século XV.
Basicamente as religiões afro-brasileiras são formadas pelos componentes ameríndios, africanos e indo-europeus. Destacamos, porém, que ao falarmos nas contribuições europeias, estas foram em sua grande maioria de católicos. Posteriormente as religiões afro-brasileiras sofreram influências de elementos, judaicos, budistas, islâmicos, kardecistas, entre outros.
Na atualidade, segundo nossa abordagem, entendemos que basicamente temos 3 grandes conjuntos nas religiões afro-brasileiras: o primeiro sendo composto pelas "Umbandas", o segundo pelas "Encantarias" e o terceiro pelo Culto de Nação Africano (Candomblé ketu, jeje e angola-congo). O que ocorre é que estes conjuntos não são estanques e nem se colocam como intocados, ao contrário, há poros que possibilitam que tais conjuntos dialoguem, sem com isso perder a identidade de cada um deles.
A título de explanação colocamos dois diagramas abaixo:
1º Diagrama: 3 grandes conjuntos das religiões afro-brasileiras
"Umbandas" (Conjunto 1) ↔ "Encantarias" (Conjunto 2) ↔ Culto de Nação Africano (Conjunto 3)
As "Encantarias" fazem a conexão entre as várias "Umbandas" (dentre as quais citamos algumas: Umbanda Branca, Umbanda Mista, Umbanda Cristã, Umbanda Mística, Umbanda Esotérica, Umbanda Oriental, Umbanda tTraçada ou Omolocô) com o Culto de Nação Africano.
2º Diagrama: diálogo entre o conjunto "Umbandas" e o conjunto Culto de Nação Africano
Este diagrama demonstra a relação entre as "Umbandas" e o Culto de Nação Africano, apontando quais escolas afro-brasileiras fazem a interface que possibilita o diálogo entre o Conjunto 1 e o Conjunto 3:
"Umbandas" (Conjunto 1) ↔ Umbanda traçadaCandomblé de Caboclo ↔ Culto de Nação Africano (Conjunto 3)
A Umbanda Traçada ou Omolocô é o reduto avançado das "Umbandas" e procura fazer uma ponte com o Culto de Nação já que possui elementos significativos para este último. Da mesma forma, o Candomblé de Caboclo é o reduto avançado do Culto de Nação Africano em sentido oposto. A Umbanda Traçada ou Omolocô dá ênfase ao Caboclo (o "Orixá" do Brasil), mas já cultua os Orixás. Já o Candomblé de Caboclo dá ênfase ao Culto dos Orixás, mas os Caboclos também são cultuados, em segundo plano.
O que observamos é que essas duas escolas afro-brasileiras: Umbanda Traçada ou Omolocô e o Candomblé de Caboclo são interfaces entre os conjuntos "Umbandas" e Culto de Nação Africano. Isso só demonstra que há um trânsito entre as várias escolas afro-brasileiras e que, naturalmente, a própria dinâmica religiosa se estrutura de forma a ajustar as múltiplas crenças e práticas.
Ao fundarmos a Faculdade de Teologia Umbandista há uma década tínhamos esse processo em mente. Fomos incompreendidos na época porque havíamos passados 18 anos na Umbanda Esotérica e, por isso, as pessoas nos questionavam como poderíamos montar uma faculdade sobre Umbanda com apenas o viés da Umbanda Esotérica. A grande questão é que nossa bagagem ritualística não era proveniente apenas da Umbanda Esotérica, ao contrário, esta foi uma das nossas últimas passagens da Iniciação. Utilizamos o nome Umbanda para fundar a Faculdade de Teologia Umbandista porque é uma das escolas afro-brasileiras menos preconceituada e possui um histórico de ser a religião brasileira. Para isso, em 2000 iniciamos um projeto em nossa Casa de Fundamentos que visava a realização de "sete tipos de rituais" em que privilegiávamos as várias "Umbandas" e suas interfaces com outras religiões afro-brasileiras. Foi um processo no interior de nossa Casa, a Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino e que culminou com a FTU.
Tal clareza nesta ação foi conquistada em função dos vários anos de pesquisas sobre este campo religioso e principalmente de décadas como sacerdote percorrendo e vivenciando em profundidade os 3 grandes conjuntos citados. Assim, nosso objetivo com a fundação da FTU (a primeira e única faculdade de Teologia afro-brasileira autorizada e credenciada pelo MEC) era dar visibilidade às religiões afro-brasileiras, fazer com que tivéssemos isonomia perante outros setores, criar e fortificar uma teologia voltada para o universo afro-brasileiro e fazer com que os alunos da instituição estivessem em contato com essa realidade de trânsito religioso afro-brasileiro. Muitas vezes a dinâmica religiosa se encarrega de demonstrar que as escolas afro-brasileiras não são sectárias e fechadas. Mas quisemos discutir isso de uma outra lente, a acadêmica, fazendo com que, por meio da educação, os adeptos, simpatizantes e estudiosos das religiões afro-brasileiras se aprofundassem com um universo em que o trânsito religioso torna-se explícito.
Isso só foi possível porque como sacerdote vivenciamos as tradições provenientes em primeiro lugar (historicamente) do Culto de Nação Africano, passando pelas várias "Encantarias" e chegando às "Umbandas", porque mesmo quando fomos vivenciar a Umbanda, não encontramos apenas uma forma de fazê-la. Ou seja, a fundação da FTU só foi possível porque possuíamos um histórico de contato e vivência com várias tradições. Ninguém pode falar, imagina ensinar caminhos que não tenha percorrido.
Nesse sentido, esperamos que os leitores do blog entendam que a fundação da FTU sempre esteve envolta em princípios muito maiores e bastante estruturados. Princípios espirituais por fazer grassar e disseminar as várias tradições espirituais afro-brasileiras. Princípios culturais e sociais por valorizar o senso de pertença e identidade dessas comunidades religiosas. Princípios políticos e econômicos por permitir, por meio de educação de qualidade, que muitos adeptos e simpatizantes afro-brasileiros conquistassem uma formação de ensino superior, muitas vezes com bolsas integrais durante os quatro anos do bacharelado e conseguissem, por consequência, melhores condições de trabalho e qualidade de vida.
Nas próximas publicações daremos continuidade à discussão sobre as escolas afro-brasileiras e as interfaces existentes entre elas.
Axé!


Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 320

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Orô de bons auspícios dando início ao nosso ano litúrgico 2013


Na passagem de 2012 para 2013 realizamos na praia um Orô de bons auspícios – rito de fundamento (que tem segredos). Sabemos que anualmente as pessoas se dirigem ao mar para a celebração do ano vindouro. Consideramos que a opção pelo mar deve-se ao fato do mesmo ser fonte de vida para nosso planeta. A cada ano as pessoas desejam, portanto, renovar suas energias e se dirigem ao mar para que ele traga boa aventurança a todos.
Iniciamos nosso ritual à 1 hora do dia 01 de janeiro de 2013. Ficamos honrados em saber que muitas pessoas deixaram suas famílias, suas festividades e vieram de São Paulo e outras cidades (inclusive de outros estados) para estar conosco celebrando os bons auspícios para o novo ano. A primeira ação do ritual foi louvar Exu e Ogum, divindades que vem sempre à frente, abrindo os caminhos, o que incide sobre nosso mote para 2013: Caminhos abertos e corpos fechados!
Após saudarmos Exu e Ogum, pensamos na saúde em primeiro plano e invocamos os bons auspícios dos orixás Ossaim e Obaluayê para que nos trouxessem saúde, bem estar, deixando nosso corpo fechado contra toda e qualquer enfermidade.
O segundo aspecto, já que estávamos no mar, foi pedir os bons auspícios de riqueza (aje) a Oxumarê – Aroboboi! - para que não tivéssemos penúria, mantivéssemos nossos trabalhos e não nos faltasse dinheiro.
O terceiro aspecto foi o do amor em que saudamos Oxum, para que tivéssemos sorte no amor, estivéssemos afastados dos seus desgostos.
Por último, foram os aspectos espirituais. Poderíamos ter escolhido do panteão, qualquer um dos Orixás mas escolhemos Oguian por ser nosso Eledá, o deus da vegetação (dos inhames novos pilados), com ligação com os influxos da fertilidade acompanhado de seu Exu que é Odara, para trazer tudo que for bom para nós.
A seguir, invocamos os nossos Ancestrais Ilustres afirmando que o Orixá do Brasil é o Caboclo. Invocamos o Caboclo Sr. Urubatão da Guia que nos assiste para que Ele estendesse sobre todos nós suas bênçãos, sua cobertura e proteção, paz, luz e serenidade a todos. Por fim, invocamos os encantados para que nos livrassem de todos os engodos, de todos os sortilégios e feitiços vários, permitindo, assim, que 2013 estejamos nos seus reinos de encantos de realidade.
Ao final desta primeira publicação do ano, gostaríamos de tecer alguns agradecimentos: aos meus filhos e netos de santo que vieram até Itanhaém, a minha filha de santo Mãe Fabi de Yemanjá e seu esposo (também meu filho de santo) Kiko, ao nosso filho de santo Itarayara (Curitiba) ao qual estamos dando as obrigações para elevá-lo à sacerdote, a Mãe Cidinha, a Mãe Regina de Oxalá, a Pai Sílvio de Ogum, a Pai Cléo de Odé e a Pai Paulo de Ogum. A todos os citados, agradecemos profundamente pela distinção que tiveram para conosco através de suas presenças.
A todos, que 2013 seja mais um ano repleto de saúde, paz, amor, alegria e muitas realizações!
Abaixo disponibilizamos fotos do primeiro ritual do ano, o qual vem consolidar a construção do nosso templo em Itanhaém que esperamos inaugurar em fevereiro de 2013.
Axé!


Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 319