segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A FTU no Simpósio Internacional da Associação Brasileira de História das Religiões na USP: a participação da nossa comunidade de Axé!


Dando continuidade à publicação anterior, gostaríamos de apresentar vídeo com excertos da participação de alunos e professores, filhos e netos espirituais da nossa comunidade de Axé no I Simpósio Internacional da Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR). O evento ocorreu nas dependências da USP entre os dias 29 e 31 de outubro. Gostaríamos de comentar questões importantes antes de passar ao vídeo.
Reiteramos o que já afirmamos na publicação passada. A Faculdade de Teologia Umbandista (FTU), primeira faculdade com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras, autorizada, credenciada e reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), coordenou o primeiro grupo de trabalho com enfoque na teologia afro-brasileira. O nome do GT foi “Escolas das Religiões Afro-brasileiras e Diálogos”, tema pesquisado há muito tempo por nós, que fora discutido amplamente na FTU e que deu origem, inclusive, ao nosso livro de mesmo nome lançado durante o Simpósio da ABHR.
A participação de pesquisadores no nosso GT de várias regiões do país: Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Pará. Inclusive de vários setores acadêmicos: História, Etnobotânica, Ciências da Religião, Sociologia, Medicina, Antropologia e, claro, Teologia Afro-brasileira. Os temas pesquisados também tocaram várias Escolas das Religiões Afro-brasileiras. Durante os três dias foram discutidos Umbanda, Culto de Nação, Candomblé de Caboclo, cultos específicos do Pará, Catimbó. Essa diversidade, dentro de um conceito amplo como Escolas, demonstra como é possível conciliar a pluralidade afro-brasileira sem perder a identidade.
Nossa comunidade de Axé também participou em peso. Tanto os coordenadores, quantos os comunicadores, tanto os pôsteres, como os ouvintes, reforçaram a participação expressiva no evento. Gostaríamos de parabenizar a todas e todos pela militância. Vocês, meus filhos e netos espirituais, mostraram pelo exemplo próprio que é possível um diálogo pacífico e construtivo entre os saberes acadêmico e religioso, passando pela saber popular.
Este profícuo diálogo entre Ciência e Religião fortalece os dois espaços sem solução de continuidade. No caso da Academia, a Teologia Afro-brasileira apresenta novas possibilidades de leitura e compreensão do campo religioso. Novos dados, novas reflexões, novas interações humanas são materiais importantíssimos para o avançar da ciência. Ao mesmo tempo, os religiosos começam a consolidar uma nova forma de interagir com os acadêmicos. Somos produtores de conhecimento, não com adaptações à história, psicologia ou ciências sociais, mas um conteúdo próprio, portanto teológico.

Vamos assistir agora os trechos das comunicações. Axé!


Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 405

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