quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Preparativos para o Rito de Exu: Guardião do Destino, Vencedor da Morte

Em nossa última publicação comentamos sobre alguns rituais preparatórios que foram realizados no Ile Funfun Awoshogun – Casa de Axé da Cura e do Destino em Itanhaém. Basicamente, tratava-se de dinamizar o axé coletivo de nossa comunidade, atentando-se, obviamente, para as particularidades de cada um de meus filhos e filhas espirituais. Nesta publicação gostaríamos de comentar sobre outro ritual importante que envolve nossa comunidade, o ritual anual de Exu. Este ano, a celebração ganha o nome de Exu: Guardião do Destino, Vencedor da Morte e faremos uma importante reunião com tantas outras comunidades de axé.
Antes de penetrar no enredo de nosso ritual, gostaria apenas de mencionar novamente a relevância do conceito de axé. Este termo que se tornou usual no linguajar do santo, (corriqueiro até) é, na verdade, pedra angular da teologia afro-brasileira. O axé é a energia vital que anima tudo e pode ser transformado em densidades e níveis diferenciados. O axé se “adquire” por introjeção ou contato. Ele é renovado a partir do cumprimento das obrigações rituais e sociais. Isso feito há, consequentemente, um fortalecimento do axé individual e coletivo. Podemos dizer que cada filho(a) espiritual possui seu axé individual que soma-se ao axé do sacerdote e ao axé dos demais irmãos(ãs) de santo. Este ritual de exu, que realizamos anualmente, é uma oportunidade de nossa comunidade de santo entrar em contato com outras comunidades de santo. Isso é reforçar o axé das religiões afro-brasileiras, pois, independente de cada tradição, todos comungam do ideal (que se faz real) de estabelecer uma constante relação com o mundo espiritual. Falar em axé é falar em equilíbrio. Lidar com o axé é movimentar forças sutis em determinadas proporções. Nada melhor que os exus para fazerem esse trabalho!
Este ano o enredo de nosso rito é com um grande Osho do panteão de deuses: Oxóssi. Oxóssi é o caçador, o provedor, aquele que guarda a comunidade, a família. Sua cor fundamental é o azul. Tem como características a agilidade, destreza, habilidade para entrar e sair das situações da vida. Em uma palavra, lépido.
 Existem vários itans, mas – um em especial – fala de como Oxóssi se torna o senhor de Ketu, o Alaketu ao matar com uma flecha só o pássaro das Yami que trazia morte para a comunidade. Este enredo será dramatizado, ritualizado no próximo rito de exu, dia 26/10/2013 as 23hs nas dependências da FTU. Esperamos todos lá! Axé!

 Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 400





3 comentários:

  1. Maravilhoso será e eu vou estar presente sim!!!!!!!!

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  2. Estive presente e gostei muito, da energia socializada pra quem soube aproveitá-la e tb a recepção, atendimento e carinho.

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  3. Estive presente e gostei muito da energia que foi socializada por quem soube aproveitar para si próprio. Espero poder participar de mais Ritos e tb aproveito o espaço pra agradecer FTU,Pai Rivas e Equipe.Asè

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