quinta-feira, 15 de agosto de 2013

SERIA BOM SE O TEMPO PERDIDO FOSSE ENCONTRADO...


Nos dezessete dias de dezembro de 1987, no Templo da Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino, o Babalawô Yapacani – Pai Matta, num rito solene, mas  simples, nos transmite , confirmado por PAI GUINÉ DE ANGOLA, em perfeita incorporação sobre ele, a SUCESSÃO de nossa Raiz, nos elevando a Mestre de Iniciação de 7º grau no terceiro ciclo – Mestre Raiz da Umbanda Esotérica.
Com Eles, Pai Guiné e Pai Matta, nos compromissamos a levar avante algumas tarefas que felizmente conseguimos realizar e isto fez com que muitas pessoas por vaidade,  inveja ou despeito se posicionassem contra nós.
A esses se faz necessário duas explicações:
1ª . Ao Pai Matta e ao Pai Guiné nunca, ou em tempo algum, pedimos que nos fizesse sucessor ou qualquer outra coisa. Aprendemos, como discípulo, que o Mestre sabe o que faz.
2º . Muitos atualmente insistem em criticar nossas incursões às várias RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS. Ou seja,  a dar publicidade e prática da diversidade manifestada na fundação da primeira Faculdade de Teologia Umbandista – FTU no mundo,  com ênfase em Religiões Afro-Brasileiras, autorizada, credenciada e hoje reconhecida pelo MEC, com louvor.
A esses críticos que, inclusive podem ter sido ex-discípulos (nunca filhos) e mesmo alguns “irmãos” de Raiz, a critica deve ser dirigida então ao Pai Guiné de Angola e ao Pai Matta, pois foram eles que me transmitiram a SUCESSÃO DA RAIZ. Se disserem que estou errado, estarão dizendo que Pai Guiné e Pai Matta seriam irresponsáveis de transmitir a RAIZ a uma pessoa que iria destrui-la.
Esperamos ter respondido para muitos irmãos de fé de nosso Blog e Twitter e mesmo Filhos de Fé e prosélitos de nossa “gira” as perguntas que nos fazem sobre o que colocamos acima. Para reforçar nossa resposta, deixamos a todos a analise da apresentação da Livraria Freitas Bastos, da obra Segredos da Magia de Umbanda e Quimbanda, 3ª edição, 1994.
APRESENTAÇÃO DA EDITORA
Woodrow Wilson da Matta e Silva nasceu em Garanhuns, Pernambuco em 28 de julho de 1916, e não em 28 de junho de 1917, conforme se supunha.
Matta e Silva (YAPACANI), como era conhecido, foi o médium que mais serviços prestou ao movimento umbandista, durante seus cinquenta anos de mediunismo. Foi através dele e de suas obras, que desvendam os 7 véus da SENHORA DA LUZ VELADA, que milhares de iniciados, não só da Umbanda como de outras correntes filosóficas e religiosas, encontraram a porta de entrada que as levaria aos degraus do caminho do oculto.
Matta e Silva iniciou sua missão mediúnica muito jovem, mais precisamente aos dezoito anos de idade, embora aos dez já fosse possuidor de uma CLARIVIDÊNCIA que o acompanharia até os últimos dias de trabalho mediúnico. Já no Rio de  Janeiro, na década de 50, escreveu sua primeira obra, “UMBANDA DE TODOS NÓS”. Considerada a Bíblia da Umbanda.  
Como veículo de Seu Mestre Maior, o autor deixou ainda um precioso legado literário para todos os Umbandistas. Referimo-nos a “Sete Lágrimas de Um Preto-Velho”, que circula em terreiros e lojas de Umbanda como sendo de “autor desconhecido”, mas que, na verdade, é obra de Matta e Silva.
Conhecido e respeitado em todo o Brasil e até no exterior, Matta e Silva a todos cativava com seu jeito humilde, sendo avesso ao endeusamento e a mitificação de sua pessoa. Tinha sempre uma palavra amiga para todos
Os filhos-de-fé, que nos anos 70 eram jovens iniciados dedicados ao Mestre, são hoje relembrados: Benedito Lauro da Silva (Capitão Lauro), grande amigo e conselheiro; Ivan Horácio Costa (ITAOMAN), que foi de grande ajuda na criação dos livros; Mario Tomar (YASUAMY), o braço direito durante os últimos 25 anos, chegando até a ser confundido com seu filho carnal e que acompanhou o Mestre até sua ultima morada na Terra; Ovídio Carlos Martins, amigo e irmão, e Francisco Rivas Neto (ARAPIAGA), discípulo, amigo e irmão, escritor com várias obras publicadas sobre Umbanda Esotérica.
A história da Livraria Freitas Bastos, fundada em 1917, se confunde, a partir da década de 50, com a história da vida de Matta e Silva. Isto porque o autor nos prestigiou com edição de todas obras e, por muitos anos, compareceu duas vezes por semana, à nossa antiga sede, na Rua 7 de Setembro, 111, no Rio de Janeiro, onde atendia uma legião de irmãos que ali acorriam em busca de conforto espiritual.
A reedição da obra de W.W. da Matta e Silva é um dever que cumprimos para com a comunidade umbandista, e uma modesta homenagem ao homem e ao espírito de Luz.”
LIVRARIA FREITAS BASTOS, outubro de 1994

P.S. Além dos irmãos de Raiz citados que conheceram o Babalawô Yapacani, antes de mim e que possuem trabalhos importantes e de escol aos quais rendo homenagem, respeito, amizade e carinho, não posso deixar de citar alguns irmãos de fé, contemporâneos, que para mim contribuíram de forma decisiva para a consolidação da Tradição de Itacurussá - da Raiz de Pai Guiné de Angola:
Miriam Gavião, Aline, que foi mãe pequena de Pai Matta, Professor Rodrigues, Pai Castro, Roberto, o Gordo, Butiol, Rodolfo, Valter e, em especial a querida Mãe Salete, a segunda esposa de Pai Matta.

Aranuan, Macauan, Aumbhandhan, Axé!

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 382

2 comentários:

  1. Aranauan, Axé a todos

    Lendo esta nova publicação de Pai Rivas me permito comentar especificamente o trecho em que ele fala sobre as criticas que vem recebendo de ex-“discípulos” e outros.
    Quem são estes que criticam Pai Rivas pergunto ? São ex “discípulos” que foram excluídos por comportamento inadequado ou resolveram se excluir por incapacidade ou incompetência. Muito bem, vejamos agora o porquê das criticas e me sinto muito a vontade para escrever sobre isso, pois quando estes chegaram a procura do Mestre (sim é preciso ficar muito claro que foram eles que procuraram Pai Rivas), eu já estava ao seu lado há um bom tempo, mas vamos aos fatos.
    Estes criticam de forma desmesurada, pois o que lhes resta? Esta critica é uma tentativa de validar sua incoerência e por que não dizer loucura ... São frustrados, intimamente sabem que se distanciaram da única oportunidade de romper com as inúmeras encarnações falidas e isso tenho certeza os atormentará por muito, muito tempo... Hoje, na infrutífera tentativa de legitimar sua condição de proscritos e desenraizados, buscam alternativas que no mínimo me produzem muitos risos... Tentam pela via obscura e escusa uma nova iniciação, como ?! Permitem que seu Ori que um dia foi tocado por um Mestre de fato e de direito, seja agora entregue à mãos de duvidosas de quem nada realizou, de quem optou pela vida prosaica e profana... Por quê ? Eles sabem a resposta, porem ônus será alto.
    Como diziam os antigos, “trocaram os olhos pela remela* ”... Ensandecidos, loucos pelo poder são o que Mestre Yapacany chamava de “cegos,guias de cegos...” e pior,vendem ilusão as pobres almas que afins as suas incongruências, juntam-se a eles.
    Estes são os que criticam pois como escrevi nada lhes resta, que Oxalá se compadeça de suas almas atormentadas e perdidas...
    Meu Pai peço sua benção e rogo aos Orixás que lhe dêem vida longa com muitas realizações e prosperidade !

    Aramaty
    Discípulo de Mestre Arhapiagha

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  2. (*) remela- secreção da mucosa e das glândulas vizinhas às pálpebras, que se acumula e solidifica no bordo destas e nas comissuras dos olhos, esp. as internas; ramela

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