segunda-feira, 26 de agosto de 2013

EXCERTOS DA RAIZ DE GUINÉ NA VISÃO DO MESTRE-RAIZ MEMENTOS – PARTE II

Retomamos o texto da publicação passada e para que os leitores entendam melhor a nossa publicação, explicitemos a parte final do mesmo.
Em dezembro de 1987, a O.I.C.D. com todo seu corpo mediúnico presente estava esfuziante, espiritualmente falando para receber nosso querido Mestre e, muito especialmente, Pai Guiné.
Às 20 horas em ponto adentramos o solo sagrado de nosso Santuário. Pai Matta fez exortação, dizendo-se feliz de estar mais uma vez em nosso Terreiro. Embora felizes, sentíamos em nosso Eu que aquela seria a última vez que nosso Mestre pisaria, nessa sua existência, as areias de nosso Templo.
Pai Guiné, ao baixar, saudou a todos e promoveu um ritual profundamente vibrado e significativo. Num determinado instante do ritual, disse-nos de forma grave:
- ARAPIAGA, MEU FILHO, SEMPRE FOSTE FIEL AO MEU “CAVALO” E AO ESPIRITUAL, MAS SABEIS TAMBÉM QUE A TAREFA DE MEU CAVALO NÃO FOI FACIL, E A VOSSA TAMBÉM NÃO SERÁ... NÃO VOS DEIXEIS IMPRESSIONAR POR AQUELES QUE QUEREM USURPAR E SÓ SABEM TRAIR... LEMBRAI-VOS DE QUE OXALÁ, O MESTRE DOS MESTRES, FOI COROADO COM UMA COROA DE ESPINHOS ...  QUE OXALÁ ABENÇOE VOSSA JORNADA, ESTAREI SEMPRE CONVOSCO.
Em uma madeira de cedro, deu-nos um ponto riscado, cravou um ponteiro e ao beber o vinho da Taça Sagrada, disse-nos:
-PODES BEBER DA TAÇA QUE DEI AO MEU “CAVALO” - AO BEBERES, SEGUIRÁS O DETERMINADO... QUE OXALÁ TE ABENÇOE SEMPRE!
A seguir em voz alta, transmitiu-nos o Comando Espiritual-Magístico de nossa Raiz.
Alguns dias após o ritual, Pai Matta deu-nos um documento com firma reconhecida, no qual declarava que éramos seu representante direto, em âmbito nacional e internacional.
Na época, não entendíamos o porquê da tal precaução, mesmo porque QUERÍAMOS E QUEREMOS SERMOS APENAS NÓS MESMOS.
Talvez por circunstancias Pai Guiné e Pai Matta e Silva NÃO PUDESSEM DEIXAR O HIATO ONDE USURPADORES VÁRIOS PODERIAM, COMO AVENTUREIROS APROVEITAR-SE PARA DESTRUIR O QUE ELES HAVIAM CONSTRUIDO. SABIAM QUE, COMO SUCESSOR DO GRANDE MESTRE, EU NÃO SERIA NADA MAIS DO QUE UM FIEL DEPOSITÁRIO DE SEUS CONCEITOS DOUTRINARIOS.
Quem nos conhece sabe que somos desembuídos da tola vaidade! Temos defeitos, mas vaidade não é um deles. Não estaríamos de pé durante 45 anos de lutas e batalhas se o espiritual não estivesse conosco!...
ASSIM, QUEREMOS DEIXAR CLARO A TODOS QUE, NEM AO PAI GUINÉ OU AO PAI MATTA, EM MOMENTO ALGUM, SOLICITAMOS ISSO OU AQUILO REFERENTE À NOSSA INICIAÇÃO E MUITOS MENOS À SUCESSÃO... FOI PAI GUINÉ QUEM PEDIU, E COMO SEMPRE O FIZEMOS, A ELE OBEDECEMOS... MAS O QUE QUEREMOS, EM VERDADE, É SER AQUILO QUE SEMPRE  FOMOS: NÓS MESMOS.
NÃO FOI A SUCESSÃO QUE NOS FEZ REALIZAR O QUE REALIZAMOS. FARÍAMOS O QUE FIZEMOS, POIS SEMPRE ACHAMOS QUE NÃO BASTA SABER É NECESSÁRIO FAZER.
Aquilata-se a destreza e a capacidade de um Mestre pelas obras que realizou, e não pelo que falou ou não falou... É necessário para ser Mestre não ter mãos vazias, mas repletas de realizações. No mais é utópico, falacioso e erístico, tão apropriado aos fariseus de todos os tempos.

Relataremos alguns eventos e atos que abrangem vários anos de nossa vivencia Iniciática com o nosso Mestre, o Babalawô Yapacani.
1.       Em julho de 1983 quando completávamos 33 anos, fomos agraciados por nosso Mestre, Pai Matta, com os Sinais Riscados na Lei de Pemba, que ele havia recebido de Pai Guiné em 1946. Esses Sinais eram “Ordens e Direitos”, que ele havia recebido do Astral Superior, de Pai Guiné para sua tarefa mediúnica.
Quando pediu que colocássemos esses Sinais em nosso “congá”, já tínhamos as “Ordens e Direitos” de Velho Payé, que havia nos estendido há muitos anos.
2.       Na época deixamos os “Sinais” de Velho Payé velados atrás dos de Pai Guiné. Assim, em nosso Congá, ficaram visíveis, os Sinais de Pai Guiné.
Na ocasião não havíamos percebido o que de realidade se passara. Sim, o Pai Guiné por intermédio do Pai Matta já estava preparando-nos para o que viria acontecer – A SUCESSÃO DA RAIZ DE GUINÉ.
3.       Em 1987 no Rito de Transmissão de Comando da Raiz de Guiné, que obvio eu não pedi, Pai Guiné, entre outras coisas nos disse – “Você ficará com esses “Sinais de Pemba” que dei ao meu “cavalo” e também a você, até o sétimo  ano  após a passagem dele para outros planos da vida. Isto é necessário pois no outro lado da vida ele precisará estar desvinculado de qualquer ligação com os entrechoques de sua última reencarnação.
Você tomará a frente. Não se assuste, estaremos ao seu lado. Esses Sinais que lhe demos representam a Tradição e que agora passam as suas mãos.
Após o sétimo ano, retire-o do Congá. Coloque-o sob os “Sinais de Pemba” que Caboclo Velho Payé lhe deu. São suas Ordens e Direitos de Trabalho.”
Do exposto conclui-se que Pai Guiné d’ Angola reconheceu e legitimou os Sinais de Pemba de Caboclo Urubatão da Guia em perfeita incorporação sobre mim há muitos anos. Esse reconhecimento aconteceu no Templo da O.I.C.D. em 1987 em meio a mais de 100 pessoas.
4.       Até o presente momento procuramos transmitir fielmente os acontecimentos por nós vividos até a data de 20/03/1996 (após os 7 anos citados) . A partir desta data, Caboclo Velho Payé assume a Raiz de Guiné. Sim, a Raiz de Velho Payé é a Raiz de Guiné renovada, revigorada, refundida e atualizada, segundo os conceitos contemporâneos.
5.       Aproveitamos o ensejo para respondermos a muitos, quando nos perguntam sobre outros irmãos de Santé da Raiz de Guiné, o porquê alguns deles serem nossos detratores declarados ou a socapa. A todos esses pedimos muita atenção para nossa resposta.
Não acreditamos que tenhamos irmãos que nos ataquem por palavras, atos ou agressão mística. Primeiro todos fomos Iniciados pelo mesmo Pai, portanto conhecemos os fundamentos e a ética de nossa Raiz; segundo, como poderíamos ir contra a um irmão feito pelo Pai? Não seria o mesmo que ir contra o Pai? Não seria um suicídio Iniciático, espírito-magístico? NÃO, NA NOSSA RAIZ, A RAIZ DE GUINÉ HOJE DE VELHO PAYÉ NÃO HÁ TRAIDORES E MUITO MENOS USURPADORES DE DIREITOS, POIS CONHECEM OS DEVERES ENSINADOS POR PAI MATTA, POR PAI GUINÉ E TODA SUA LINHAGEM.
6.       Outros mais nos questionaram se nossos irmãos de Raiz , Mestres de Iniciação de 7º grau no 1º e 2º Ciclo teriam se ressentido de não terem sido escolhidos para a sucessão da Raiz.
Mais uma vez somos levados a discordar dos nobres interlocutores, pois todos os Mestres de Iniciação de 7º Grau sejam no 1º ou 2º Ciclo sabem que a escolha não fui eu que fiz, mas sim o Pai de todos nós, e mais que isso, o Pai Guiné de Angola (Mestre Yoshanan).
Também muitos perguntaram porque alguns de nossos irmãos de Raiz – Mestres de Iniciação do 7º grau, se aliaram a nossos detratores declarados e além disso os Iniciou como sendo da Raiz de Guiné, isto é, para legitimá-los como filhos de uma Raiz que jamais conheceram e nem conhecerão.   
Não podemos responder pelos outros, mas acho improvável tal atitude de um Mestre de Iniciação de nossa RAIZ, pois fere os cânones da ética de nossa Casa de Fundamentos que foi sediada por muitos anos em Itacurussá. Não iria o hipotético “Mestre” tomar para si a responsabilidade de acobertar erros e traições ao seu par de Raiz, principalmente sendo ele, o atual Mestre-Raiz de nossa “Escola-Iniciática”. E por que não? Porque estaria em rota de colisão com a Ética Mestral cantada em prosa e verso por Pai Matta e Pai Guiné, e por terem sido eles que me escolheram para ser o sucessor da Raiz.
7.       Pai Guiné incorporado em Pai Matta no dia da Transmissão de Comando da Raiz disse alto e bom som a todos os presentes na O.I.C.D. que seríamos o único de seus filhos, MESTRE DE INICIAÇÃO DO 7º GRAU NO 3º CICLO. Desde esse dia até os de hoje não tivemos nenhuma contestação, como só poderia ser, de nenhum Mestre de Iniciação de nossa Raiz. Quero render homenagem a todos eles: Mestre Itaoman (Ivan Costa), Mestre Yassuami (Mário Tomar), Mestre Arabayara (Ovidio Carlos Martins), Mestre Yatsara (Omar Belico dos Reis), Mestre Itassoara (Valter Lima Silva), Mestre Kariumá (Jairo Nilton Pinto), Mestre Itaçuan (Wilson Tadeo) e ainda Mãe Salete, Miriam Gavião, Butiol, Professor Rodrigues e tantos outros.


Finalizando, nosso trabalho só confirma a aguçada percepção que Pai Matta e Pai Guiné possuíam, pois sabiam, que não SERÍAMOS MESTRE DE INICIAÇÃO DE MÃOS VAZIAS, mas sim de realizações, de trabalhos e atuação na nossa comunidade afro-brasileira.
Sabiam que éramos participe do: NÃO BASTA SABER, É PRECISO FAZER. E todos sabem que fizemos e fazemos com a aquiescência de Velho Payé e Pai Guiné. Axé! Salve, Saravá!

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 385


5 comentários:

  1. Ao ler e reler a mensagem de nosso mestre, vejo como é grave a postura de alguns detratores de seu trabalho e obras. Mais grave ainda quando, pode-se supor, um iniciado da raiz de Guiné, um irmão de santé de nosso mestre, possa atacá-lo com injúrias ou processos mágicos-místicos. Mais escabroso ainda é pensar que uma atitude desta possa ser feita com o conhecimento iniciático sobre as consequências de um ataque a um irmão espiritual, sabendo que estaria incorrendo em um suicídio espiritual – magístico, como disse meu mestre em seu post.
    Desde cedo aprendi que estamos debaixo de uma Lei toda própria, que rege as atitudes de todo iniciado das religiões afro brasileiras. A ética prepondera em todos os aspectos nestas relações mestre/discípulo e a postura do iniciado tem que ser ilibada e equânime. O compromisso com a sua coletividade tem de ser de seriedade e muita responsabilidade.
    Infelizmente, o que estamos vendo são atitudes delinquentes de pessoas que saíram e buscam amparo psicológico para legitimar suas atitudes e correm atrás daquilo que perderam e não mais terão, a Raiz que os sustentavam astralmente falando.
    Sim, aquela Raiz que o Pai Guiné da Angola por meio do mestre Yapacani trouxe e transmitiu ao mestre Arhapiagha para que ele desse continuidade, e assim vem o fazendo com várias obras até os dias atuais.
    É inconcebível ver até onde chegou a sede de poder destes desenraizados. Queriam o título de Pai/Mestre sem terem sido filhos ou discípulos e pior acabaram levando muitos a acreditar nestes delírios de grandeza, fazendo iniciações imaginárias e “médiuns” de uma hora para outra, fundando terreiros e arregimentando uma suposta linhagem...
    Cegos, guias de cegos!
    Ygbere – discípulo de mestre Arhapiagha

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  2. Sabedoria, lucidez, bom senso é o manto que acoberta esses velhos Mestres iniciados de Mestre Yapacani, compreenderam e compreendem os designios do mundo espiritual.
    Sem vaidade, e eticos por si só, respeitaram a determinações de Pai guine e mestre Yapacani quando da transmissão da raiz a Mestre Arapiaga.

    Yamatiara

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  3. Antonio Luz (Aratish)27 de agosto de 2013 09:40

    O relato minucioso do processo de sucessão, da Raiz de Guiné para a Raiz de Velho Payê, é também um relato sobre a ética que fundamenta, governa e permeia todas às relações de uma Raiz, pelo menos, digna deste nome. Do Astral ao Mestre de Iniciação e dele para com os Mestres Iniciados e iniciantess, como também destes com toda a coletividade, todos sem exceção, estão debaixo desta mesma lei e regidos por ela. Claro, não poderia ser diferente e não faria o menor sentido se assim não fosse.

    O alerta “QUERÍAMOS E QUEREMOS SERMOS APENAS NÓS MESMOS” exemplifica esse mesmo compromisso de coerência ética, tanto do sucessor de Pai Matta, Mestre Arhapiagha, como também de seus irmãos de iniciação - Mestres de Iniciação de 7º grau no 1º e 2º Ciclo. Após a leitura atenta do texto, o bom senso já nos alertaria sobre o perfil de caráter de pessoas que, de forma dissimulada ou ostensivamente, procuram por meios ardilosos obter títulos ou pseudo filiação à Raiz de Guiné, a qual nunca pertenceram. Assim, querem ser o que não são, portanto, violam o compromisso básico com a ética: pretendem produzir e fingir viver uma ficção de si mesmos.

    Então, diante desta conduta, restaria uma pergunta fundamental: estes indivíduos seriam dignos de carregar a Tradição que pretendem obter de forma tão vil? A resposta é uma só.

    Axé Baba mi,

    Aratish

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  4. A TRANSMISSÃO DA DOUTRINA PERPETUA O CONHECIMENTO; QUE É ABSORVIDO PELOS DEMAIS UMBANDISTAS.
    OS QUE NÃO TIVERAM A OPORTUNIDADE DE VIVENCIAR SENTEM A BELEZA DA NOSSA RELIGIÃO.
    QUE O PAI OXALÁ NOS PERMITA QUE O PAI E MÉDICO RIVAS NETO TRANSMITA OS CONHECIMENTOS DA RAIZ DA GUINÉ;

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  5. Desde que cheguei na Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino, venho passando por várias fases de aprendizado e experiências. Acredito que como eu, muitos chegaram sem conhecer nada e tão pouco os aspectos que envolviam os processos iniciáticos que tinham e tem como responsável o mestre Arhapiagha (Pai Rivas) a ministrá-los. Cheguei lá por vontade própria, sem ter ainda noção da responsabilidade que envolvia este caminho e com o tempo fui adquirindo amadurecimento e certezas.

    Neste processo todo, vivi ritos e mais ritos, aprendendo com o mestre e com o astral que me acompanha que o trilhar deste caminho tem que ser devagarinho, como diz Caboclo, e tudo sempre foi feito de forma tranquila e sem falsas promessas ou ilusões de títulos, apenas trabalho. Ouvia muitas vezes relatos de preconceito quanto às nossas crenças, mas nunca pude avaliar, naqueles tempos, o quanto era cruel a discriminação que passavam os irmãos de cor, os indígenas e os excluídos socialmente falando. Não podia avaliar por que fazíamos uma Umbanda esotérica e que passava a largo destas situações. De certa forma, a mesma era elitista e tinha conceitos que eu mesmo defendia com unhas e dentes como únicos. Mas o tempo...

    Sim, o tempo trouxe amadurecimento e novas oportunidades de aprendizado e pude sofrer na carne algumas injunções de preconceitos, quando fui buscar falar das religiões afro brasileiras na academia, e foram tantas dificuldades que tive para mostrar que primeiro não éramos invisíveis, possuíamos uma história, possuíamos ancestralidade, tínhamos conceitos epistemológicos e teoria para embasar qualquer discussão, bastavam que nos dessem oportunidade para fazê-lo. Mas quantas caras amarradas...

    Sim, o tempo foi passando, e pude perceber por que nosso mestre vem falando exaustivamente há muito tempo sobre a diversidade e o resgate que temos de fazer com estas tradições legitimas, que sempre foram denegridas e colocadas do lado de fora da soleira. Precisamos fazer hoje em dia com que estas tradições tenham voz na sociedade como parte de um todo, por isso nossa luta começa na educação por meio da FTU – Faculdade de Teologia Umbandista.

    Hoje posso ver como estava errado nos conceitos elitistas que chamava de esotéricos e só favoreciam a um pequeno grupo, e que por designação do mundo espiritual, por meio do mestre Arhapiagha, estamos dando voz a todos.

    Infelizmente, algumas pessoas que saíram e não entenderam as mudanças necessárias, permaneceram com conceitos elitistas e por que não chamar de puristas, afinal uma das definições de purista é o sujeito que se opõe às mudanças; que não aceita modificações de normas, padrões, ou seja, ortodoxo. Essas pessoas, não contentes com isso, procuraram arregimentar adeptos com falsas promessas de iniciação, títulos e nomes retirados sei lá de onde e para piorar, lançaram estas pessoas a consultar por meio de um astral que, quando em nossa companhia, em nenhum momento se apresentou...

    Muitos podem achar que falamos duramente, mas não podemos compactuar com egos inflamados, soberba, desatinos vários, que trarão doenças, derrotas, sofrimentos a muitos que deram ouvidos às suas fantasias e no caso pior, aos consulentes que lá chegam...

    Ygbere – Discípulo de mestre Arhapiagha

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