quinta-feira, 11 de abril de 2013

Religiões afro-brasileiras - Iniciação:manifestando valores espirituais

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 347

3 comentários:

  1. Vídeo importantíssimo para entendermos melhor a iniciação nas religiões Afro-brasileiras. O enfoque dado por Pai Rivas nos mostra com clareza e coerência, como o Orun(Mundo dos Espíritos) manifesta o seu poder no Ayiê(mundo dos homens) em perfeita harmonia.
    Como foi dito, a Hierarquia começa já no plano dos Orixás e se concretiza no plano físico, demonstrado nos Terreiros. As ordens sempre são de cima para baixo. Isto não foi inventado pelos homens.
    Por fazer parte de uma casa de iniciação e querer muito me desenvolver como pessoa procuro absorver, entender e executar da maneira mais pura os ensinamentos de meu Mestre, o qual agradeço por ter me aceitado e colocado sua mão sobre minha cabeça.
    Axé,Yaranacy(Fernanda Roberti Aterje)

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  2. Neste post de nosso mestre, a continuação dos processos iniciáticos, bem como de determinados símbolos que a representam. Nosso mestre, fala sobre os processos hierarquicos, técnicos, éticos, afetivo/ emocionais que constituem os processos iniciáticos e que são permeados pela razão e emoção. A interiorização destas vivências, faz com que o adepto/iniciado consiga lucidez, serenidade, profundidade em seus pensamentos e com isso permite ao mundo espiritual aproximá-lo do céu/Orun, trazendo energias positivas a sua constituição psicosomática e espiritual.
    Este adepto/iniciado, pleno deste ashé ou poder de realização, alcançará o equílibrio na saúde, nos aspectos sociais e econômicos, e no amor, afastando-o das influências negativas, tornando seu corpo astral, mental e físico fortalecido e fechado a estas situações. Vamos então conferir tudo isso, assistindo mais este vídeo revelador!

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  3. Fica evidente a necessidade de um Mestre carnal em nosso processo de iniciação, haja vista que as palavras do "nosso" Mestre nos conduzem ao raciocínio e nos incomodam ao ponto de começar uma auto-análise e uma vigília constante.
    Também é impressionante constatar que suas palavras se fazem presentes ao podermos atestar que Ele as vive e as exemplifica em sua conduta, seja no templo ou fora deste. Ou seja, Ele faz o que fala. Sua fala é testada antes de ser dita e somos testemunhos vivos da eficiência e a eficácia de tudo o que faz.

    Chamou-me a atenção, principalmente, o processo de "fechamento de corpo" no curso dos degraus iniciáticos, em que ocorre uma aproximação entre o mundo físico e astral, processo este que, gradativamente, neutraliza toda e qualquer influência/interferência.negativa.

    Me parece que a "união" entre os dois mundos, através do transe, faz os ajustes finos e equilíbrio de forças em nossos centros de iluminação e nos torna cada vez mais dóceis aos ensinamentos superiores, nos propiciando condições e vontade ativa de colocá-los em prática. Deste modo, estes ensinamentos se tornam um modo de vida natural ao discípulo, não havendo mais distinção entre o que é santo e profano. Deixamos de ser fragmentados e caminhamos rumo a unidade.

    O fato de ceder o corpo a outra personalidade, estando esta em condições superiores de pensamentos e sentimentos, nos permite, por algum momento, experimentar tal condição que ainda não é a nossa. Naturalmente, após o transe, este equilíbrio se mantém por algum período e nos estimula na busca desta condição permanentemente. É um bem-estar e uma alegria indescritível, e que eu desejo a todo mundo.

    Eu gostaria de citar um exemplo banal, mas que me marcou e tem me motivado a buscar cada vez mais o aperfeiçoamento da minha personalidade, objetivando a iniciação e, por consequência, cada vez mais a simbiose com os mentores que por muita misericórdia hoje me assistem:

    "A pouco mais de um ano tenho sentido dores fortes na coluna, por conta de uma hérnia de disco".

    Sabedor de que ainda sou um iniciante no processo de transe mediúnico, que se iniciou a pouco mais de 2 anos e, portanto, com pouquíssima atuação astral, mesmo assim fica evidente a melhora quando estou nos ritos em processo de incorporação. Melhora esta que perdura, algumas vezes, até por alguns dias. Penso que isto seja uma minúscula parcela do que nosso Mestre fala sobre o ashé, ao referenciar receber, armazenar, multiplicar e distribuir.

    Deve ocorrer uma carga que se perde ou se dinamiza, de acordo com a nossa conduta de pensamentos, sentimentos e ações no dia-a-dia.

    Se estivermos atentos e realmente incomodados (fundamental para o início da mudança), é possível perceber o que é nosso e o que vem por interferência astral, sejam elas positivas ou negativas. Deste modo, obviamente, podemos fechar as portas para o que é negativo e começar a armazenar muito mais, objetivando, sempre, chegar ao ponto de poder distribuir e, principalmente, retribuir um pouco do muito que recebemos.

    Longa vida ao Mestre Yamunisiddha Arhapiagha e a Raiz que Ele representa.
    Que um dia eu possa ser digno da iniciação e possa acompanhá-lo nos trabalhos infindáveis da eternidade.

    Gerson

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