segunda-feira, 29 de outubro de 2012

III Congresso Internacional das Religiões afro-brasileiras

Na publicação de hoje gostaríamos de apresentar um excerto do encontro de sacerdotisas e sacerdotes das Religiões Afro-brasileiros que ocorrera momentos antes do XXIII Rito de Exu nas dependências da FTU.



Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 300

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

I Simpósio "Ciência, Espiritualidade e Saúde" - Faculdade de Saúde Pública da USP

Religiões Afro-brasileiras
Espiritualidade promovendo saúde, neutralizando as desarmonias


Foi com este título de palestra que participamos do I Simpósio "Ciência, Espiritualidade e Saúde" - Faculdade de Saúde Pública da USP ao lado outros colegas médicos e sacerdotes de diferentes denominações religiosas. O evento foi marcado pela convivência pacífica de ideias diferentes, mas não desiguais discutindo o homem como uma unidade biopsicossocial.

Abaixo, segue o vídeo que registra a nossa contribuição para o Simpósio:





Não poderíamos encerrar esta publicação sem antes agradecer o convite feito pela USP. Também agradecemos à organização, aos colaboradores e todos os participantes deste importante evento para a Saúde Pública brasileira. Axé!


Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 299

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Pronunciamento - Projeto de políticas nas Religiões afro-brasileiras


Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 298

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Umbanda - nem centro, nem periferia

Umbanda de todos nós!





Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 297

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

PAI MATTA – MESTRE JUREMEIRO E MESTRE DE INICIAÇÃO




Esta postagem praticamente às vésperas do Rito de Exu, que realizamos há muitos anos em parceria com muitas respeitáveis associações da Tradição de Santo, faz com que reflitamos sobre o presente momento auspicioso que vivemos, todos nós sacerdotes, iniciados, prosélitos e simpatizantes em vários níveis, nas religiões afro-brasileiras.
Explicitamos o presente, mas o mesmo é relativo. Imaginemos uma experiência iniciática em que o adepto vivencia, experimenta, sinta junto de seu Pai ou Mãe de Santo, embora fique registrado reforçando a valência do conhecimento, sentimento e identidade com sua Tradição, ela passa, torna-se arquivo vivo, ou seja, passado.
Para outros que não a vivenciaram é futuro, ou seja, no próprio presente temos o passado e o futuro. Temos em nós não apenas o tempo linear, cíclico ou mítico, mas o tempo próprio que marca o ritmo de cada individuo como sendo único, óbvio sem desprezar-se o “temporal”. Assim pensando e sentindo num célere átimo de “tempo” rodei o mosaico do tempo.  O ontem é agora, daqui a pouco amanhã, não importa. Sou criança, adolescente, jovem, maduro, velho (é o meu presente, que é passado e futuro).
Quando criança lembro-me de várias vivências no Culto de Nação, Candomblé de Caboclo  e a  Encantaria, com o Pai Ernesto de Xangô.
Na adolescência a vivência das várias “Umbandas”. Umbanda do Sr. Toninho (médium ímpar do Caboclo Pedra Branca), de Roberto Getúlio (médium de Caboclo Guarantan) e de tantos outros que embora anônimos me foram muito importantes para minha formação como pessoa  e posteriormente como sacerdote.
No final da adolescência tive a honra de conhecer o arauto, o transformador, idealizador e realizador do presente futuro W.W.da Matta e Silva – Mestre Yapacany ou somente Pai Matta para seus discípulos que mesmo iniciados nunca deixaram de ser apenas seus filhos e pai da Matta e Silva para os forâneos.
Em 1971, já com terreiro aberto desde 1968, tendo sido iniciado (coroado) após 7 anos de vivências e convivências várias com meu pai de santo e sua tradição experienciada no terreiro, meu âmago espiritual sinalizou-me que “precisaria” de mais fundamentos, por dentro da Umbanda.
A priori acreditei estar aumentando a amplitude de meu conhecimento e ação por estar dentro do terreiro, de seus erós e mandingas, enfim a busca de maiores fundamentos.
Foi assim que (re) encontrei W.W.da Matta e Silva, que era tido como fundador da Umbanda, em sua vertente esotérica, o qual afirmava que para tudo havia uma explicação.
Até então havia experienciado o fundamento de santo na vivência do terreiro, da comunidade afim e do axé do Pai de Santo.
Conhecer Pai Matta foi um impacto em minha vida, em minha “convivência” com a espiritualidade livre e imiscuída de meus pontos cegos.
Quanto mais vivenciava o terreiro em seu aspecto esotérico, mais percebia, apesar de parecer paradoxal, a conexão entre as várias formas de manifestação das Religiões afro-brasileiras.
Pode parecer incoerente, pois a Umbanda Esotérica  tinha seus próprios métodos que eram muito diferentes  de tudo aquilo conhecido como religião afro-brasileira.
Isso fez com que muitos criticassem a Umbanda Esotérica, que apesar de na aparência ser austera e  culta , nada mais fazia do que balizar a todos os processos da Umbandização.
Umbandização era o fenômeno em que as várias religiões afro-brasileiras, de forma passiva, por vontade própria, buscaram os métodos práticos da Umbanda (a essência da miscigenação das três matrizes formadoras do povo brasileiro).
O pesquisador e estudioso W.W. da Matta e Silva era oriundo da Encantaria (Catimbó do Agreste) nascido em Pernambuco, ainda jovem foi iniciado sob as cantorias e louvarias dos Mestres, Mestras, Príncipes e Princesas nos fundamentos do Culto de Jurema, tornando-se um grande Juremeiro, mateiro, erveiro,  benzedeiro, rezadeiro, raizeiro e feiticeiro.
Por intermédio de seus Mestres, em especial Juremá (que no terreiro de Umbanda se denominou Caboclo Juremá) conheceu várias pajelanças e seus erós. No seu terreiro na Pavuna-RJ, onde dirigia mais de cem médiuns, segundo seu próprio relato foi idealizado a Umbanda Esotérica, que na aparência, e, somente na aparência era uma inaceitável incursão de fundamentos afro-brasileiros/americanas aos do orientalismo.
Não se percebeu que ele apenas justificava e explicava à luz do fundamento a união as três raízes formadoras da Umbanda, como de todas as demais manifestações afro-brasileiras/americanas.
Muitos podem achar que forçamos, que queremos justificar. Por nossa vez afirmamos apenas o que observamos na vivência iniciática tida com ele em quase duas décadas.
Como várias vezes, pronunciamos, reiteramos que somos bem aventurado de tê-lo conhecido, e pelas dádivas que me ofertou, sendo a maior delas, a de ser seu sucessor da Raiz que se não fundou-a, estruturou-a, deu-lhe corpo e alma.
Para os que não o conheceram, e tem uma ideia estereotipada, achando-o, percebendo-o pelo que escreveu em suas nove obras, infelizmente, não o conhecem, nem superficialmente.
Pai Matta, Mestre Yapacany nunca deixou de ser ele mesmo. Quem o conheceu pessoalmente há de lembrar-se que ele não largava por nada deste mundo seu cachimbo (marca mestra), utilizando-o em tempo integral, algo que é recorrente, comum a todo Mestre Juremeiro.
E suas cantigas de terreiro (desconhecidas em outros terreiros) eram cantadas em forma de cantilenas, sem atabaques, tal qual acontecia na Jurema e em vários cultos correlatos. Com isso não estamos afirmando que ele construiu uma nova Umbanda, mas uniu as várias umbandas em suas vertentes estruturais (apologia a diversidade).
O processo de Umbandização teve início com seu sacerdócio inovador e ao mesmo tempo futurista, pois na aparência era uma nova Umbanda que descartava as demais. Esta era a primeira fase do processo. Ele estruturou para quem deveria segui-lo, o processo de Umbandização que demonstraria que todas as expressões umbandistas ou mesmo das demais Religiões afro-brasileiras eram diferentes, mas de igual importância.
Este processo de valorização equânime a todas as religiões afro-brasileiras, por nós defendido por intermédio do conceito de “Escolas” teve seu embrião com W.W. da Matta e Silva em 1953, e veio à luz, sob seus auspícios em Dezembro de 1987, quando me ordenou e consagrou como sucessor de sua Raiz, mas principalmente de seu trabalho. Haveríamos de continuar a tarefa por ele iniciada. Esperamos estar honrando o insigne Mestre com realizações, e entre elas não podemos olvidar a fundação da FTU, em 2004, a primeira e única instituição do ensino superior, credenciada e autorizada pelo MEC.
A FTU é um local de ampla e irrestrita inclusão sócio cultural e espiritual da Comunidade afro-brasileira, apesar de nem todos perceberem tal espaço ocupado pelas religiões afro-brasileiras como um avanço no processo democrático, de visibilidade e mobilidade, na medida que ela aproximou e continuará, até quando for necessário, o saber religioso com o saber acadêmico, passando, sem desdenhar pelo saber popular tradicional.
Na próxima publicação esperamos continuar desdobrando o que afirmamos. Axé!
Obs: Aproveitamos esta publicação para registrar publicamente a denúncia que recebemos sobre a possível tentativa de alguns grupos em invadir o templo da Faculdade (Av. Santa Catarina) e também o Templo da rua Chebl Massud, os quais sediarão o rito de exu no próximo sábado (20 de outubro). A invasão seria seguida de furto de objetos materiais da pessoas que estariam participando do ritual, sejam estas meus filhos de santo ou irmãos de outros templos. Sentimos muito pela índole dessas pessoas, pois as mesmas não conseguem entender a necessidade deste ritual e a importância da convivência entre irmãos de santo. Mas consideramos importante dar publicidade a esta denúncia.

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Publicação 296



quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Continuação: Publicação dos professores da FTU é reconhecida na Academia

Dando sequência às publicações acadêmicas de destaque no cenário internacional, gostaríamos de divulgar o texto construído por nossos filhos espirituais prof. Dsc Yuri Tavares (Vivekara) - USP/SP, Maria Elise Rivas (Sacerdotisa Yamaracyê) e prof. Msc. José Luis R. Vuscovich conosco.
O trabalho intitulado "Ervas nas Religiões Afro-brasileiras" foi publicado na revista portuguesa TRIPLOV - Artes, Religiões e Ciências e pode ser acessado na íntegra por meio deste site: http://novaserie.revista.triplov.com/numero_28/yuri-rocha/index.html

Abaixo, segue o intróito que produzimos:


"Este artigo é dedicado à memória e às contribuições acadêmica e espiritual do professor, babalorixá e escritor José Flávio Pessoa de Barros. Grande estudioso brasileiro de Antropologia das Religiões, de Etnobotânica, de Sistemas Classificatórios e das Religiões Afro-Brasileiras. Possuía graduação em Ciências Físicas e Biológicas pela Universidade Gama Filho (1971), graduação em Direito pela Universidade Cândido Mendes (1969), especialização em Antropologia Biológica e Arqueologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1974), doutorado em Antropologia pela Universidade de São Paulo (1983) e pós-doutorado pela Université Paris-Descartes (1986). Autor de várias obras de referência para os estudos das Religiões Afro-Brasileiras, entre elas: “A Galinha d’Angola: Iniciação e Identidade na Cultura Afro-Brasileira”, “O Segredo das Folhas: Sistema de Classificação de Vegetais no Candomblé Jêje-Nagô do Brasil”, “Na Minha Casa: Preces aos Orixás e Ancestrais”, “A Fogueira de Xangô, o Orixá de Fogo: uma introdução à música sacra afro-brasileira”, “Banquete do Rei-Olubajé” e “Ewé Òrisà: Uso Litúrgico e Terapêutico de Vegetais nas Casas de Candomblé Jêje-Nagô”, esta muito utilizada na elaboração deste artigo.

Òsáyìn Onísegùn Ewé ó Asá!"

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Publicação 295

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Encontro com filhos(as), netos(as), bisnetos(as) da minha linhagem no ritual de Ibeji em Itanhaém

No último dia 30 de setembro estivemos presentes no rito -  Orô Ibeji - no Templo da Mãe Fabíola, nossa filha de santo, localizado em Itanhaém (SP). Lá constatamos um rito relevante no fundamento e no congrassamento com a família-de-santo e com a comunidade local. Acreditamos ter sido um dos rituais afro-brasileiros mais relevantes da cidade. Muitos de meus filhos de santo estavam presentes prestigiando com seu axé a festividade onde na louvação ao Orixá Ibeji constatamos a grandiosidade e, ao mesmo tempo, a singeleza das religiões afro-brasileiras. Abaixo disponibilizamos algumas das fotos que registraram momentos importantes do rito. Axé!



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Publicação 294

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Publicação dos professores da FTU é reconhecida na Academia

Na publicação de hoje, gostaríamos de divulgar o artigo produzido por nossos filhos espirituais e professores da FTU Maria Elise Rivas (Sacerdotisa Yamaracyê) e João Luiz Carneiro (Yabauara) sobre Teologia das Religiões Afro-brasileiras na renomada revista teológica Pistis & Praxis. A revista possui padrão internacional e é referência no campo da teologia. Já recebeu, por exemplo, publicações de teólogos como João Batista Libânio, Clodovis Boff.

O resumo do artigo pode ser lido logo abaixo e o link do texto completo na versão digital é este: http://www2.pucpr.br/reol/index.php/PISTIS?dd1=6116&dd99=view



Teologia da tradição oral: uma questão para as religiões afro-brasileiras
Theology of the oral tradition: an issue for the Afro-Brazilian religions
  
João Luiz Carneiro 1
Maria Elise Rivas 2
 

Resumo

A relação sujeito-objeto se diferencia em cada uma das formas de transmissão de conhecimento,seja oral ou escrita, o que – para o estudo da Religião – denota uma unidade(homem religioso) expressa na diversidade (tradição oral e escrita). Tais aproximações econtrastes serão discutidos sob a ótica da Teologia com ênfase nas religiões afro-brasileiras em F. Rivas Neto considerando a Vertente Una do Sagrado, tempo mítico (circularidade),ancestralidade (primordial), senioridade, memória (inconsciente), linguagem simbólica(sentidos) e Comunidade. A Teologia aqui apresentada está em contato direto com a Ciência da Religião, Antropologia, Sociologia, História, Filosofia e essa característica multidisciplinar é chave importante para compreensão do objeto.
Palavras-chave : F. Rivas Neto. Religiões afro-brasileiras. Teologia com ênfase nas religiões afro-brasileiras. Tempo mítico. Tradição oral.  


Abstract

The subject-object relationship differs itself in each of the methods of transmissionof knowledge, whether oral or written, which – for the studies of Religion – denotes aunit (religious man) expressed in diversity (oral and written tradition). These similaritiesand contrasts will be discussed from the perspective of Theology with an emphasison afro-brazilian religions, based on F. Rivas Neto, bearing in mind the Unique Trendof the Sacred, mythic time (circularity), ancestry (primordial), seniority, memory (unconscious),symbolic language (senses) and the community. The Theology presentedhere is in direct contact with the Science of Religion, Anthropology, Sociology, History,Philosophy, and this multidisciplinary feature is capital to understand the object.
Keywords : F. Rivas Neto. Afro-Brazilian religions. Theology with an emphasis on Afro- -Brazilian religions. Mythical time. The oral tradition.

1 Doutorando em Ciência da Religião (PUC-SP), professor da Faculdade de Teologia Umbandista de São Paulo, São Paulo, SP-Brasil, e-mail:joaocarneiro@ftu.edu.br
2 Mestranda em Ciência da Religião (PUC-SP), professor da Faculdade de Teologia Umbandista(FTU), São Paulo, SP - Brasil, e-mail: m.e.rivas@ftu.edu.br

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Publicação 293

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Rito Orô Axé Ibeji


Disponibilizamos abaixo algumas das fotos que registraram o ritual Orô Axé Ibeji em nossa Casa de Fundamentos na última quinta-feira, dia 27 de setembro. Elas apresentam a sequência em que o ritual foi realizado e permitem que os amigos do blog tenham uma leve ideia da transmissão de axé veiculada no ritual citado. 
Axé!





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Publicação 292