quinta-feira, 30 de agosto de 2012

NAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS HARMONIA E EQUILIBRIO SÃO SINÔNIMOS DE SAÚDE


Nos últimos textos temos discutido noções de corpo, doença e saúde segundo algumas escolas das religiões afro-brasileiras que nós depreendemos da nossa vivência durante anos. Daremos continuidade a essa abordagem na presente publicação.
O homem é um ser biopsicossocial, ou seja, possui um organismo físico, um organismo psíquico (mente/espiritual) e atua socialmente.  A parte psíquica relaciona-se ao Orun (sobrenatural) enquanto as partes bio e social estão relacionadas ao aiyê. Assim há um continuum entre dois planos de existência. A parte psíquica (mente) tem seu ponto de equivalência no corpo físico no cérebro, que é o gerenciador da homeostasia psicofísica. A homeostasia (equilíbrio) permite saúde. Já a quebra da homeostasia indica desequilíbrio e, portanto, doença.
Nas religiões afro-brasileiras os indivíduos possuem um Genitor Divino (Olori), o Dono da Cabeça, conhecido como Orixás, Voduns, Inkices. Essas divindades são detentoras do axé, iwa e aba, respectivamente entendidos como o princípio e poder de realização, a existência e o sentido da existência.
Além dessas divindades há os responsáveis pelo trânsito correto do axé, iwa e abá: os Exus. São eles os condutores, transportadores e fiscalizadores desses princípios, garantindo ou não a saúde. Exus são “fiscais” porque permitem ou não o trânsito desses princípios, garantindo positividades para a cabeça (destino), o coração (alma), os órgãos sexuais (aspectos criativos) e as pernas (atividade, dinamismo na vida), caso o indivíduo esteja em dia com as suas atividades rituais e sociais (a ética).
Se o indivíduo estiver em dia e for responsável com suas práticas rituais e sociais ele terá equilíbrio, estabilidade e harmonia, representando saúde. Já a doença é a quebra desse trânsito, ocasionando desequilíbrio, desestabilidade e desarmonia. Assim, a saúde e a doença nas religiões afro-brasileiras estão associadas ao equilíbrio e desequilíbrio, harmonia e desarmonia, estabilidade e instabilidade.
Lembrando que é na mente que a doença se inicia e o seu ponto de equivalência no corpo físico, o cérebro – sistema nervoso também fica doente. Acontece que o cérebro possui entrepostos em todos os sistemas do organismo e, em caso de desequilíbrio, seus nervos não conseguirão transmitir as informações necessárias, gerando a quebra da homeostasia, o rompimento do fluxo. Ainda que o indivíduo fique com um ou mais órgãos doentes, ele estará doente como um todo, já que a doença se iniciou muito antes, pela quebra do bom relacionamento entre os princípios das divindades transportados pelos exus para atuar nos indivíduos.
Nos próximos textos continuaremos a discutir aspectos da “medicina” das religiões afro-brasileiras.
Axé!

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 283

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O espírito manifesto na unidade mente-corpo


Nossa última publicação foi destinada a apresentar a visão das religiões afro-brasileiras acerca do corpo e sua relação com o Sagrado. Gostaríamos, hoje, de retomar a questão para aqueles que não tiveram a oportunidade de assistir o vídeo.
A religião, como forma de provir interpretação e releitura da vida é uma instituição forte e, ao contrário, do que muitos teóricos profetizavam sobre o fim da religião na era moderna isso não se confirmou. Os problemas da humanidade não foram resolvidos, vivemos um momento planetário de muitas mudanças e redefinições do ciclo evolutivo dos seres humanos e, justamente, nessa fase as pessoas tem se apegado muito às religiões pela capacidade delas de possibilitar um caminho para o reencontro com o Sagrado.
As religiões afro-brasileiras inserem-se neste contexto e possuem uma maneira específica de lidar com o corpo, por ele ser o veículo que possibilita essa conexão. O corpo não é visto como algo pecaminoso ou como uma externalidade do processo espiritual, ao contrário, está intimamente ligado ao processo de cura e de religare do homem com ele próprio, com sua essência.
O conceito de corpo está intimamente relacionado ao processo de cura já que este é um dos motes das religiões afro-brasileiras, possibilitar que os filhos de santo entrem em contato com sua ancestralidade e sintam-se melhores e ativos, em equilíbrio, harmonia e estabilidade, na sua cotidianidade. Assim, o corpo é sagrado. Os sentidos (visão, audição, tato, paladar, olfato) são portas de acesso à outros estados de consciência. Por isso, nos terreiros há defumações, ervas, oferendas, ritos de fundamento, bebidas e comidas de santo, entre tantos outros elementos que fazem parte de um arsenal simbólico que atua diretamente na constituição bio-psicossocial do indivíduo, sendo o corpo e mente apenas manifestações do ser espiritual
Longe de nós vermos o corpo como um elemento negativo. É ele que nos possibilita vivenciar o momento ápice da experiência religiosa afro-brasileira: o transe, seja este de possessão ou mediúnico.
Em próximos textos continuaremos essa discussão aproveitando para apresentar a relação do Ori e Bará com o processo de cura afro-brasileiro que faz parte de uma discussão mais aprofundada sobre a Teologia do Ori/Bara.
Axé!

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 282

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Religiões Afro-Brasileiras: sacralização do corpo




Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
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Publicação 281

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A TRADIÇÃO EM MARCHA FRAÇÃO DO ACERVO FOTOGRÁFICO DE 1963 A 1987



Nesta postagem quero compartilhar, fazer alusão ao início dos anos 1960 (62), quando iniciei minha jornada mediúnica por dentro da Tradição Umbandista. Quero relembrar quem me iniciou, homenageando e agradecendo-lhes os fundamentos e experiências, vivências a mim transmitidos.
Nesta foto vemos a esquerda o Sr. Antonio Romero mediunizado com o Caboclo Pedra Branca abençoando as alianças de Creuza e Heriberto, que muitos anos depois seriam meus filhos espirituais, sendo ambos iniciados no início da década de 1980.  A  bênção estendida ao Heriberto e a Creuza foi realizada na Rua 1822, no Ipiranga.

Na próxima vemos à direita, além das pessoas citadas, a Maria das Dores Francisco da Cruz, médium de predicados insofismáveis de Caboclo Arruda.

Vemos a Maria incorporada com o Caboclo Arruda orientando uma criança e sua mãe. À esquerda vemos a Creusa (esposa do Heriberto). A fotografia é histórica, a Maria é a mesma que estaria comigo em 1968, quando edificamos nosso primeiro terreiro, e continuou na Via Anchieta 308, onde em 1970 inauguramos o Templo Seara de Umbanda do Caboclo Urubatão e Caboclo Arruda. Outro fator é o local desta fotografia ser, como dissemos, várias vezes, na rua Oliveira Alves, próximo à Silva Bueno, na Mansão da família Jafet (garagem).

Visualizamos o Heriberto  (Kaoanan) mediunizado com o Caboclo Pele Vermelha, no mesmo local.

A corrente mediúnica de Caboclo Pedra Branca no local citado. Saudades dos amigos, muitos deles já estão no plano de cima, com certeza vitoriosos, pois já cumpriram fielmente suas tarefas.
Com o Sr. Antonio Romero conheci a Umbanda e nela fui “desenvolvido”, pelos Caboclo Pedra Branca e Caboclo Guarantan, e em 1968 fomos iniciado, elevado ao grau de médium-coroado.
Meu preito de gratidão, respeito e amizade, pois foi por intermédio deles que tive a benção de ter em minha coroa Caboclo Urubatão da Guia, Pai Joaquim, Caboclo Angarê, Pai Chico, Sr. Doum e tantos outros que nos abençoaram e abençoam nossa vida espiritual e terrena.
Sr. Antonio Romero desencarnou em 31 de dezembro de 1969. Acompanhei seu “corpo” até o cemitério de Congonhas, num fim de tarde . O planeta perdia, no plano físico, um filho ilustre, que se fizera merecedor de haurir vivências no plano astral superior.
A saudade é grande, mas com certeza cedo ou tarde nos encontraremos e com muito jubilo irei lhe pedir a bênção.

Como muitos conhecem a história (detalhadamente descrita e discursada em publicações anteriores) nos adiantemos até o ano de 1987.
Esta imagem era do terreiro de Pai Guiné D’Angola, em 1987 – Tenda Umbandista Oriental, na Rua Dona Nair, 57 em Brasilinha, Itacuruça – RJ.
Foi nesse local que convivi 18 anos com Pai Matta (Mestre Yapacany) vendo, aprendendo, respirando e pisando nas areias sagradas de Itacuruça. As saudades são imensas, mormente a amizade e paternidade do Mestre para comigo, algo que sempre serei grato e jamais será esquecido de meu “eu espiritual”. Sua bênção meu “Velho”! (Pai e amigo de sempre)

No mesmo ano de 1987 vemos Pai Matta em nosso Templo, a O.I.C.D. – Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino. Observamos nosso Mestre iniciando a prédica daquele inesquecível dia 17 de dezembro.

Continua explicando a todos seus “netos espirituais” o que faria naquele ritual secreto e seleto.

Como sempre o fiz e farei, me ajoelhei e pedi mais uma vez sua bênção. Que prazer tinha em receber sua bênção! Ao fundo vê-se os sinais de Pai Guiné dado por Pai Matta em 1983 (quando completei 33 anos).

Pai Matta mediunizado segura a “Toalha Sacerdotal” – de Mestre de Iniciação de 7º Grau – 3º Ciclo. Nas minhas costas a “Toalha Iniciática”, a mesma que recebi em 1978, acrescida de mais cinco sinais-raiz – Ordens e Direitos de Comando Magístico – Vibratório.

Pai Guiné, incorporado em “Pai Matta” – Mestre Yapacany, firmando o ponteiro, que como seta marcaria no tempo, de forma indelével, aquele momento inesquecível nos vários planos da vida. Sempre acobertado com a “Toalha Sacerdotal de nossa raiz, juntamente com o Cálice da Ordenação”.

Observam-se os sinais sagrados que tem o poder de Lei, traçados no círculo que recebe todas as figuras harmônicas com a ressonância das esferas girantes do universo. Deu-me de beber pela primeira vez o néctar da Transmissão da Raiz, contido simbolicamente no “Cálice da Ordenação Magística-Religiosa”.

Continua o ritual solene, mas muito simples da Transmissão do Comando da Raiz. Vê-se próximo de Pai Guiné, no chão a espada (Poder Magístico-Vibratório).
No mesmo plano um pouco atrás, vê-se a bandeja de Ifá, em que ele mais uma vez consagra, e faz as amarrações finais, segundo palavras de Pai Guiné.

Pai Guiné pede a Terezinha (minha ex-esposa) que lhe dê minha espada, dizendo que ela estará sempre de pé, como sustentáculo vibratório, representando o poder de ação e reação da Confraria dos Magos Brancos, Confraria dos Espíritos Ancestrais.
No peji observa-se a toalha com os sinais (21) de Tembetá, por mim recebido e confirmado por Pai Guiné, como sendo o “Alfabeto de Pemba” desdobrado por interveniência direta da Augusta Confraria de OKA MARAGUAÇU XAMAN, extensão da Confraria do TUYABAÉ-CUAÁ.
Com a Espada Magística (um dos quatro símbolos básicos da Iniciação) cobre meu Ori, minha tarefa Magística-Mediunica. Diz que ficava de pé e falava de forma altissonante, para que todos soubessem, em todos os planos da vida, os bons e os demais que haveria sempre mais um iniciado de espada na mão para defender a Lei e a Justiça, razão de ser de nossa Doutrina e vida.

Segurei a espada com minhas duas mãos na lâmina, enquanto ele segurava a empunhadeira, dizendo que “segurássemos a espada, na certeza de que Ele, Pai Guiné e seu “cavalo” (Pai Matta) sempre estariam juntos de mim, em minha tarefa mediúnica, e que Caboclo Urubatão da Guia / Caboclo Velho Payé (dito por Pai Guiné) tinham muitos planos e precisavam de minha fé, confiança e empreendedorismo, que não temêssemos a nada, e no final me disse  frase que se tornou célebre e sempre atual em minha tarefa entre as humanas criaturas (que não citarei).

É como sempre me encontrei, em profunda meditação, meditando na vida e nos quefazeres. Pois não posso, e não acredito em sacerdote só de palavras e mãos vazias, e muito menos de aluguel, pois continuo trabalhando sempre realizando, sempre repaginando, tendo ciência que sou muito pequeno, preciso crescer e para isto preciso trabalhar e muito mais, pois o compromisso assumido com Pai Guiné e Velho Payé precisam ser cumpridos. Esperamos fazê-lo.

A todos deixamos a última foto, após a Transmissão da Tradição da “Raiz de Itacuruça” em 17/12/1987, onde se vê o terreiro de Caboclo Velho Payé sereno e iluminado, convidando-nos ao trabalho renovador e salutar.
Esta imagem presente em minha alma para a eternidade, com toda valência de paz, luz, alegria e felicidades é o que desejo sinceramente dividir com todos. Por favor, queiram aceitar minha humilde oferenda, que espero seja aceita e more na alma de todos.

Saravá! Aranauan! Aumbhandhan... Anauan... Tanan... Euá
Obs.:
A Tradição tem uma história e esta se realiza com fatos reias, comprovados pelos presentes nos vários rituais, onde Mestre-Discípulo em perfeita harmonia, permutam vibrações em que o Mestre se vê no discípulo. Pronto, a linha de transmissão vivenciada e experienciada se forma, se adensa, permitindo a continuação da Raiz Iniciática, num complexo mecanismo espiritual que é transmitido de Mestre para discípulo desde o início dos tempos, e continuará por todo o sempre!
Axé!

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
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Publicação 280




















quinta-feira, 16 de agosto de 2012

RITO DE RESTITUIÇÃO E REDISTRIBUIÇÃO DO AXÉ NO TOQUE DE CABOCLO


Nesta publicação apresentamos um Toque de Caboclo que aconteceu no litoral paulista no Templo de nossos filhos de santo (Mãe Fabiola – Yamacylê). Aguardamos para breve  inaugurarmos nossa própria casa de santo que se encontra em construção.

Disponibilizamos três álbuns de fotos:

  1. Fotografias do Templo da Vovó Joana de Angola
  2. Fotografias ato deambulatório (pequena procissão) do espaço compreendido entre o Templo e a praia.
  3. Ritos de restituição e redistribuição do axé com a devida oferenda.
Álbuns de fotos:

Fase I -  Templo da Vovó Joana de Angola







Fase II -  Ato deambulatório (pequena procissão) do espaço compreendido entre o Templo e a praia






Fase III -  Rito de restituição e redistribuição do axé com a devida oferenda





Esperamos que com estes álbuns de fotos os irmãos que acompanham o nosso Blog possam ter contato com mais uma forma de praticar as Religiões Afro-brasileiras. Axé!

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Lançamento do livro: “Escolas das Religiões Afro-brasileiras: Tradição Oral e Diversidade”


Aproveitamos a publicação desta segunda-feira para agradecer a todos que estiveram presentes na Faculdade de Teologia Umbandista para o lançamento do nosso livro “Escolas das Religiões Afro-brasileiras: Tradição Oral e Diversidade” publicado pela Arché Editora. Aos filhos espirituais, colegas da Academia, comunidade que frequenta nossas giras públicas e amigos de vários setores da sociedade, nosso agradecimento profundo e sincero. Também não poderia deixar de agradecer ao Astral Superior que nos acoberta. Sem o Astral, nada disto seria possível.
Encerrando gostaria de disponibilizar fotos e trazer algumas palavras de pessoas que estiveram presentes ao momento relatado, exemplificando-as na pena de nosso filho espiritual João Luiz Carneiro (Yabauara). Axé!

Nesta última quinta-feira estivemos no lançamento do livro “Escolas das Religiões Afro-brasileiras: Tradição Oral e Diversidade”. Os que estiveram lá comigo puderam presenciar a maneira delicada e profunda de receber o livro do seu autor, Pai Rivas. Explico-me.
Após adquirirmos o livro, para nossa surpresa não recebemos o mesmo de imediato. Alguns instantes depois, fomos convidados para adentrar o templo da FTU e ficamos emocionados ao ver os livros dispostos como oferendas naquele espaço sagrado.  Eis que Pai Rivas entra e nos envolve com seu carisma agradecendo a presença de todos. Afirma que procurou escrever o livro a partir da sua experiência de décadas no sacerdócio das Religiões Afro-brasileiras e criando pontes de diálogo com a Academia. Ao final, entrega o livro - literalmente repleto de Axé - autografado nominalmente para cada um de nós. Algo inexplicável.
Encerrando o evento, cantamos e louvamos as Religiões Afro-brasileiras por meio da sua música sacra. Maravilhoso!!!
Sua benção, meu Pai. Axé Babá mi!
Yabauara




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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Religiões Afro-brasileiras: Do Noviciado ao Iniciado


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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

TEMPLO DE CABOCLO URUBATÃO DA GUIA: ONTEM, HOJE E SEMPRE


Na última 6ª feira, três de agosto, realizamos nas dependências de nosso templo, mais um rito público, dando seguimento à missão espiritual de nossa “casa”.
Ritos esses que iniciamos em 1968 e continuamos, de forma ininterrupta, até os dias de hoje.
Queremos aproveitar o ensejo, e agradecer profundamente sensibilizado àqueles que colaboraram ativamente para o sucesso de nossos trabalhos espirituais.
Muitos estiveram conosco nesses quase 45 anos, e enquanto estiveram nos auxiliaram de forma efetiva. A eles e aos que estão conosco na atualidade nosso profundo e sincero agradecimento em forma de bênçãos, de paz e luz em seus caminhos e jornadas mediúnicas.
No final desta publicação disponibilizamos o álbum de fotos do ritual do dia 3 de agosto, para que todos tenham sempre em mente e ação, que mediunidade é positiva e efetiva quando auxilia a todos, ontem, hoje e sempre. Axé!



Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
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Publicação 276

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

NOVOS TEMPOS, NOVOS TEMPLOS...


Na última publicação apresentamos imagens e relatamos brevemente um ritual interno de louvação aos exus e pomba-giras realizado em um templo do litoral paulista.
Achamos de fundamental importância que novos templos surjam não apenas no litoral mas em várias regiões do país e fora dele. As religiões afro-brasileiras estão a cada dia se afirmando e dialogando com as demais em condições isonômicas. Tal fato muito se deve à Faculdade de Teologia Umbandista que possibilitou a constituição de um novo campo científico específico da cosmovisão afro-brasileira.
Estamos certos que a Faculdade deu respaldo acadêmico mas principalmente atua em âmbito simbólico reafirmando a identidade afro-brasileira e fazendo com que seus adeptos tenha coragem e orgulhos de se autodenominarem e realizarem suas práticas livremente. Em tempos passados, em função do processo histórico ditatorial, já comentado em outros textos, muitas sacerdotisas e sacerdotes tiveram que retirar os nomes de suas Casas de Fundamento e realizarem suas atividades litúrgicas às escondidas, já que conviviam com o medo e perigo de denúncia à polícia.
Felizmente os tempos são outros, a reação afro-brasileira não se deu por entrechoques. Ao contrário reagiu a esse movimento ofertando à comunidade como um todo um caminho honroso: o da educação.
Os dirigentes espirituais relatados na publicação anterior não chegaram até nós pela Faculdade, mas pela vontade de firmar uma relação mestre-discípulo verdadeira e honesta. Desejamos a eles muito sucesso no caminho e a todas as demais lideranças nossa profunda admiração e respeito.

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
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Publicação 275