quinta-feira, 2 de agosto de 2012

NOVOS TEMPOS, NOVOS TEMPLOS...


Na última publicação apresentamos imagens e relatamos brevemente um ritual interno de louvação aos exus e pomba-giras realizado em um templo do litoral paulista.
Achamos de fundamental importância que novos templos surjam não apenas no litoral mas em várias regiões do país e fora dele. As religiões afro-brasileiras estão a cada dia se afirmando e dialogando com as demais em condições isonômicas. Tal fato muito se deve à Faculdade de Teologia Umbandista que possibilitou a constituição de um novo campo científico específico da cosmovisão afro-brasileira.
Estamos certos que a Faculdade deu respaldo acadêmico mas principalmente atua em âmbito simbólico reafirmando a identidade afro-brasileira e fazendo com que seus adeptos tenha coragem e orgulhos de se autodenominarem e realizarem suas práticas livremente. Em tempos passados, em função do processo histórico ditatorial, já comentado em outros textos, muitas sacerdotisas e sacerdotes tiveram que retirar os nomes de suas Casas de Fundamento e realizarem suas atividades litúrgicas às escondidas, já que conviviam com o medo e perigo de denúncia à polícia.
Felizmente os tempos são outros, a reação afro-brasileira não se deu por entrechoques. Ao contrário reagiu a esse movimento ofertando à comunidade como um todo um caminho honroso: o da educação.
Os dirigentes espirituais relatados na publicação anterior não chegaram até nós pela Faculdade, mas pela vontade de firmar uma relação mestre-discípulo verdadeira e honesta. Desejamos a eles muito sucesso no caminho e a todas as demais lideranças nossa profunda admiração e respeito.

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 275

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