quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Religiões Afro-brasileiras - Ethos e Política

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Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 213

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Religiões afro-brasileiras são a própria diversidade




Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 212

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Religiões afro-brasileiras – Somos seres transitórios em contínua mudança...



Espiritualidade vivenciada nas Religiões Afro-brasileiras/Americanas têm como escopo demonstrar que do nascimento à morte (a última etapa/momento da vida) há nuances que se bem experienciadas, vivenciadas permitem ao indivíduo humanizar-se, adquirir sua cidadania planetária. Nascimento – vivências – morte – renascimento, eis o ciclo que nos qualifica como transitórios; a cada minuto somos diferentes do que éramos no instante anterior.
Transitórios, pois mudamos da infância até a senectude, embora sejamos os mesmos em essência (espírito). Na realidade o que muda é a forma, tal qual a matéria que estruturou o universo. Somos seres mutantes! Que bom!
Como seres mutantes (mudança, movimento) não podemos nos demorar no ontem, a vida pede passagem, discernimento e adaptações, e é isto que, sem alardes, preconizam as Religiões Afro-brasileiras/Americanas.
Temos a cada momento de nossas vidas a possibilidade de reajustar, ressignificar pensamentos, sentimentos (palavras), atitudes. Sim, como seres mutantes podemos recriar, remodelar nosso destino, devendo a nós mesmos o sucesso ou fracasso de nossas vidas.
Nas Religiões Afro-brasileiras/Americanas aprendemos por intermédio de itanifás, mitos, diálogo com os ancestrais ilustres (Caboclos, Pretos-velhos, Encantados, Exus e outros) que a mente fechada nos traz ignorância; a palavra mal direcionada pode nos levar à ira ou aversão, o mesmo acontecendo com as atitudes que podem ser produtos de nossos apegos.
Todavia, por intermédio de nossos Orixás ou Ancestrais Ilustres podemos cambiar ignorância por sabedoria; ira ou aversão por atração positiva ou amor e os apegos por ações positivas em nosso benefício e de toda a comunidade a que estamos inseridos.
Os pensamentos associamos à cabeça (Ori). Os sentimentos ao coração. As atitudes ou ações e reações comportamentais associamos ao abdome e membros inferiores.
Aqueles acostumados com as Tradições Afro-ameríndias não terão a menor dificuldade de perceber, e os que não estão também, de que falamos de fundamentos de suma importância. Sim, citamos cabeça – que associamos a Ori (Consciência/Destino); Coração (Okan) associado ao Emi (alma) e por último, os membros inferiores (pernas – pés) relacionados ao movimento dado pelo próprio destino, ou melhor, os caminhos que viemos a tomar – onan burukú (maus caminhos) ou onan rere (bons caminhos). Isto é, os aspectos negativos ou positivos do caminho que escolhemos, mas que uma consulta a Orunmilá-Ifá ou aos Ancestrais Ilustres, poderemos retificar, resignificar nosso destino – o bom destino.
No término desse texto esperamos que todos tenham percebido o quanto as Religiões Afro-brasileiras/Americanas, por intermédio dos Orixás e Ancestrais Ilustres, nos demonstram os Onan rere a seguir, retificando o destino, afirmando que todos podem fazer um bom destino, e só querer.
Também afirmam que o amanhã é muito importante, mas mais do que ele é o hoje, o aqui e agora. Sim, façamos o hoje o melhor possível e teremos um amanhã melhor ainda. É só conferir! Tal qual dissemos no início... Tudo transita. Transitemos, pois, do bom para o melhor! É isso que sinceramente desejamos a todos nós – à Comunidade Planetária. Axé!

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 211

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Religiões Afro-brasileiras - ética e cidadania


Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
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Publicação 210

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Cerimonial do enlace de Babatolomi Odé e Yatolomi

Cerimonia realizada no dia 10/12/2011. Em anexo álbum com as imagens do ritual de enlace matrimonial.




Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
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Publicação 209

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pai Rivas ritualiza casamento de mãe e pai de santo


No último sábado, nas dependências do Templo da FTU, realizou-se o casamento de Mãe Yatolomi e Pai Babatolomi.
O inédito é que ambos nubentes já estavam legalmente casados há 26 anos e resolveram casar-se, receber as bênçãos e o axé segundo os princípios que esposam.
Os filhos espirituais de ambos estiveram presentes e exemplificaram os ensinamentos e vivências de seus pais espirituais, pois exemplificaram que vivenciam e fazem grassar a diversidade.
Parabéns para todos!
Parabéns às religiões afro-brasileiras que tem iniciado o processo de reconhecimento do outro da vivência da diversidade, mote indispensável para a convivência pacífica indutora da paz mundial. Axé!





Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
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Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 208

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Religiões Afro-brasileiras - Umbanda e preconceito


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Publicação 207

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Religiões afro-brasileiras-preconceito iniciático


Disponibiliza-se vídeo “Religiões afro-brasileiras-preconceito iniciático” em continuação ao tema iniciação nas religiões afro-brasileiras. Axé!



Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
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Publicação 206

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Religiões Afro-brasileiras - Tradição é para todos?...



Na praxis do templo, da doutrina esposada pelo mesmo, é necessário que seu mandatário tenha como sabedoria religiosa e mágica a Tradição.
Sim, é necessário conhecer e viver a memória de seu iniciador (Pai, Mestre...), do pai iniciador, do pai do pai do iniciador, enfim de sua raiz ou linhagem com as reatualizações devidas.
Considera-se importantíssimo conhecer e vivenciar a Tradição, pois implica em saber a origem, resgatar a memória, entender e vivenciar, inclusive no estilo de vida, a Tradição na sua comunidade-terreiro.
Pode-se associar a Tradição à origem, à memória resgatada e, muito principalmente, a reatualização, sendo que o olvido da última, com raras exceções leva o individuo ao desenraizamento. O pior é que o mesmo não percebe, caso contrário estaria atualizado com os conhecimentos e práticas de sua raiz ou de seu Mestre-Raiz.
Quando bem vivenciada a Tradição, por discípulos maduros, que serão Mestres, são eles possuídos de um salutar sentimento de pertença, o que fortalece sobremaneira sua identidade como ser individual ou como ser coletivo (comunidade-terreiro).
A Tradição é transmitida, tal qual a cultura, mas principalmente pela transmissão de valores éticos, espirituais através das gerações.
Cada comunidade-terreiro de fundamento ou Tradição tem aquele que “incorporou” a ancestralidade, vivenciando-a, reatualizando-a tal qual presenciaram e respiraram  com seus Mestres (Pais ou Mães de Santo).
O discípulo preparado, longe da vaidade, do orgulho e da hipertrofia do ego, está sendo a própria Tradição por intermédio de seu Pai ou Mãe de Santo, detentor e transmissor da mesma. Sim, ele não só sabe, vive, é a própria Tradição, a ancestralidade rediviva.
A Tradição pode ser entendida como sendo a transmissão de práticas, valores espirituais de geração em geração, algo seguido e respeitado no decorrer do tempo.
O étimo do vocábulo em grego, paradosis e, em latim tradere – significando entrega, transmissão.
Em continuação é importante perceber como se “incorpora” a Tradição, vivenciando-a na sua mais pura acepção, com sua constante, e necessária reatualização.
Quando um Mestre Espiritual consumado se expressa, o faz em seu próprio nome e de todos os que o antecederam, e isto é muito importante.
Pai Rivas vivencia seu sacerdócio há mais de 43 anos, “incorporando” seu primeiro Mestre - Pai Ernesto Xangô Ayrá – Sacerdote  Oluô da Tradição africana keto. Com ele teve os primeiros contatos com o Opele Ifá e a Tradição de Santo  (Orisha). Em 1971 conheceu seu derradeiro Mestre – Pai Matta e Silva (W.W. da Matta e Silva) com o qual teve uma vivência, convivência iniciática de dezoito anos, não sendo apenas Iniciado no 7º Grau, no 3º ciclo, mas o detentor de mando da raiz, ou seja foi elevado em 07/12/88 a sucessor de seu Pai Matta e Silva.
Obvio está que ser iniciado em duas Tradições diferentes poderia ser problemático, mas conciliado as diferenças, buscou nas semelhanças (ambos preconizavam o oráculo de Ifá – Oponifá e Opele Ifá) erigir seu templo, a Tradição da qual é o detentor, atualizando-a constantemente, algo que culminou com a fundação inédita, da Faculdade de Teologia (FTU) com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras, regulamentada e autorizada pelo MEC – órgão governamental que normatiza e fiscaliza o ensino universitário no Brasil.
O meio acadêmico realça tal empreitada, pois no mesmo espaço há salas de aula (conhecimento acadêmico) e o Templo (conhecimento religioso, fé, crenças) sendo considerado paradigma a ser seguido.
Isto só foi possível, pois acredita-se que a diversidade é uma forma inteligente e ética de convivência pacífica, de respeito às diferença, e mais, o reconhecimento do outro que é merecedor dos mesmos direitos, a tão propalada igualdade.
As mudanças ocorreram e ocorrerão, e com elas reatualizações que manterão viva a “Tradição de Santo”, algo que não será entendido por todos.
A vida é assim, o importante é que a Tradição mantida e reatualizada sempre proporcione felicidades àqueles que a seguem, e àqueles que a deixam. A verdadeira Tradição sempre é e será provedora de paz e entendimento, permitindo a todos decidirem e escolherem seus caminhos, sejam com Ela ou sem Ela, mas todos felizes. Ashé!

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 205