segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O enredo do ritual de Exu




Nesta publicação, disponibiliza-se o vídeo que comenta o enredo da celebração anual das religiões afro-brasileiras ou afro-americanas, ritualizado nas dependências da FTU em seus dois templos.
O ritual Exu – Vencedor das Trevas – Guardião do destino é celebrado anualmente, sendo a próxima celebração em 27/10/2012.
O vídeo é uma homenagem e agradecimento a todos os presentes, principalmente aos quase cem sacerdotes ou sacerdotisas que compareceram com seus filhos, e todos juntos registraram mais uma vitória espiritual e social para as religiões afro-brasileiras ou afro-americanas.
Todos estão convidados para os próximos eventos que tem como ponto culminante o respeito incondicional com as diferenças, ritualizado numa forma inteligente e espiritualizada que coroa a convivência pacífica. Axé.





Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 196

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Exu - O Guardião do Axé e do Destino


Na próxima publicação, texto sobre o  rito.



Ps: Clique na foto para ampliá-la


Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
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Publicação 195



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A mobilização da comunidade terreiro na Festa de Santo




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Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 194

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Blog entrevista Pai Luizinho (Rio de Janeiro - RJ)


Qual o nome do senhor e como é conhecido no santo? 
Luiz Antônio Cardoso Araújo. Sou conhecido como Pai Luizinho  

O senhor é sacerdote há quantos anos? 
Desde 05/1987. Há 23 anos. 

A casa do senhor fica em qual endereço? 
A Cabana do Pai Miguel das Almas, fica na Rua Samuel das Neves, 930 - Pechincha - Jacarepaguá - RJ 

Quais são as atividades desenvolvidas no templo? 

Sessões de orientação espiritual (consulta)
Realizadores: médiuns do Templo através das entidades: Exu, Caboclo, Cigano e Preto Velho.
Quando: 2 vezes por mês
Sessões de doutrina com base na doutrina de Kardec:
Realizadores: dirigentes do Templo e palestrantes
Quando: 2 vezes por semana
Sessões de Cura Espiritual (atendimento com homeopatia, cristais, reike, cromoterapia, massoterapia, passes, toque de sensorialização e outros):
Realizadores: médiuns do Templo
Quando: 2 vezes por semana
Sessões de Prece Especial Senzala (com preces para o espíritos desencarnados e antepassados)
Realizadores: médiuns do Templo através dos Pretos Velhos
Quando: 1 vez por mês
Sessões de Tratamento Espiritual para dependentes químicos:
Realizadores: grupo externo
Quando: 2 vez por mês
Cursos
Iniciação mediúnica: com duração de 2 anos. É pré-requisito para adesão dos médiuns novos no Templo.
Ritualísticos: cursos preparatórios para vivências ritualísticas como batizados e recolhimentos.
Holísticos: reike, cristaloterapia, astrologia, cromoterapia, apometria, passes, valores humanos e ifá.
Rituais
Ritos de recolhimento/ iniciação: ocorrem 7 vezes no ano, na preparação gradual dos médiuns. Alguns recolhimentos duram 3 dias e outros 9 dias;
Ritos de Osé: ocorrem duas vezes ao ano com participação de todos os médiuns;
Encontros Mediúnicos:
Ocorre um por ano, com todo o grupo mediúnico, para reciclagem e informação da nossa meta a alcançar naquele ano.
Festividades Religiosas:
Sessões festivas de louvação à entidades e orixás que ocorrem ao longo do ano.
Sessão de Agradecimento/Encerramento que ocorre ao final do ano, encerrando as atividades espirituais.
Cerimoniais: casamentos e batizados.
Festividades Sociais:
Ocorrem duas ou três vezes no ano, para promover a integração dos médiuns e assistentes e gerar recursos para auxiliar na manutenção do Templo.

Como estão configuradas as religiões Afro-brasileiras em sua cidade? E no Sudeste como um todo? 
No Rio de Janeiro e no Sudeste temos:  Umbanda,  Omolocô,  Candomblé de Ketu, Angola e Jeje.

As religiões afro-brasileiras sofrem processos de intolerância religiosa? Se sim, oriunda de que setores? 
Sofrem sim e na maioria das vezes são dos evangélicos!

O senhor faz alguma atividade social?   Se sim, qual? 
Nossas atividades sociais são esporádicas e ocorrem principalmente próximo as datas especiais como, por exemplo, no Natal, através de doação de alimentos, roupas e brinquedos ou ainda, em momentos de auxílio à pessoas carentes que venham ao Templo solicitando por ajuda ou à comunidades que estejam necessitando de doações tempestivas por alguma tragédia de ordem natural ou social. Organizamos o Templo para que possa ser um ponto de referência e recolhimento das doações.
Além disso, todas as atividades desenvolvidas pelo Templo, conforme descrito no item 4, são gratuitas como também não há pagamento de nenhum trabalho espiritual realizado em nome do Templo, seja dentro ou fora do mesmo.

Como está sendo a parceria com a FTU ? 
Ainda não temos nenhuma parceria junto a FTU embora tenhamos a intenção de tê-la, uma vez que nosso Templo converge aos propósitos de conhecimento e desenvolvimento do saber das práticas religiosas afro-brasileiras bem como do crescimento e da valorização do ser humano. Estamos a disposição para que possamos efetivar essa parceria.

O senhor autoriza a disponibilização desta entrevista para a FTU nos seus meios digitais e impressos?
Sim.

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 193

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Religiões Afro-brasileiras: Introdução à iniciação


O vídeo estará introduzindo os aspectos da iniciação que serão discutidos a posteriori.





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Publicação 192

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Blog entrevista Mãe Luiza (Sabará - MG)


Qual o nome do senhora e a dijina de santo? A Senhora utiliza algum?
Aqueles que me conhecem, geralmente me tratam como Mãe Luiza e não tenho uma Dijina.  Os frequentadores que me tratam assim. E devido a isso é Dona Luiza mesmo ou Mãe Luiza.

A senhora é sacerdotisa há quantos anos?
Ah, tem muitos anos que eu trabalho, a mais ou menos uns 30 anos. E comecei no Kardecismo, e de lá, me disseram que minha missão era de “benzeção”, e passei para a Umbanda, veio a obrigação do santo, de zelar. E abri minha casa depois disso uns 8 a 10 anos, num quartinho, e foi melhorando aos poucos. E tudo começou num quartinho, no bairro Sagrada Família, na Rua Cabrobó º 56 em Belo Horizonte. Depois que fizemos um templo com maior espaço.

O ilê do senhor fica em qual endereço?
A Tenda Espírita Mãe Maria e Pai José de Angola fica em Sabará-MG, bem pertinho de Belo Horizonte.

Quais são as atividades desenvolvidas no templo?
Além das reuniões às quartas-feiras, faço caridade com o que ganho. O que recebo faço doações, levo a creches, grupo escolar e jardim de infância. Faço festa na creche como este ano já fiz. Doamos cestas básicas que recebemos da Prefeitura e de outras pessoas.
Temos Congado, não é uma religião, mas é uma coisa que eu faço. Levantei a bandeira no último domingo de junho de São João Batista e São Pedro. E em julho, a de Santana, que representa Nanã no Candomblé. Levanto as bandeiras e toco Congado é porque foi promessa, que eu fiz a mais de 10 anos. Ainda levanto a São Lázaro, e Cosme-Damião. As pessoas que ajudam são da família e amigos. E a prefeitura me ajuda muito, quando vem congado de fora, porque vem muita gente.

Como estão configuradas as religiões Afro-brasileiras em sua cidade? E em Minas Gerais como um todo?
Dentro de Minas se cultiva mais a Umbanda e o Candomblé está aumentando, e ele faz parte desta visão sagrada, mas eu faço parte da Umbanda, mas também tenho raízes no Kardecismo, no Candomblé e até fiz obrigações por lá. Considero muito estas religiões, mas eu trabalho com a Umbanda, pois as pessoas que frequentam a minha casa ajudo com o Preto Velho, Caboclo, Exu, Erês, Baianos e Boiadeiros, tudo dentro da Umbanda.

As religiões afro-brasileiras sofrem processos de intolerância religiosa? Se sim,oriunda de que setores?
Com o respeito à Umbanda, o pessoal do Candomblé não respeita muito a Umbanda por aqui... Eu acho que somos desrespeitados. Aqui no bairro meus vizinhos frequentam minha casa, nunca aconteceu qualquer coisa. Aconteceu um caso com os evangélicos, mas tudo foi conversado e existe muito respeito entre as duas partes.

A senhora faz alguma atividade social? Se sim, qual?
A Prefeitura de Sabará pede que demos cursos ...não pede, exige. O que conta para eles é uma ajuda material, como doações, cursos etc. E como não tenho espaço, não há como realizar atividades para a população, estou olhando como irei resolver isso. E tudo que eu recebo, reverto em doações para as pessoas e entidades do bairro que necessitam.

Como a senhora tem encarado o conceito de Escolas propugnado pelas linhas de pesquisada FTU?
Acho uma ótima idéia, está reunindo as pessoas, é como cultivar uma religião de um ou de outro, e todos se unindo. Este é também o meu viver e é aquilo que também aprendi.

A senhora autoriza a disponibilização desta entrevista para a FTU nos seus meios digitais e impressos?
Pode sim, vocês tem minha autorização para colocar esta entrevista para público.

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Publicação 191

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Reatualizando Doutrina e Práticas da Umbanda Esotérica


No século XX construiu-se uma verdadeira “civilização da imagem”, na contramão de direção da imprensa, da escrita (Durant).

No ocidente sempre se valorizou a tradição escrita em detrimento da tradição oral (insipiente), pois a mesma não obedecia o método da verdade proposto por Sócrates, seguido de Platão e Aristóteles.

A “verdade” é baseada numa lógica do verdadeiro ou falso, não havendo possibilidade para uma terceira opção (terceiro excluído).

No caso das imagens, do acervo perceptivo, há várias possibilidades, valorizando-se, pois, a pluralidade e a diversidade como elementos importantíssimos e cruciais na construção da Sabedoria, manifesta no conhecimento do imaginário.

Com isso podemos afirmar sem sofismar ou ser erístico que as religiões afro-brasileiras são pela diversidade, estando nisso sua riqueza, liberdade, ética, inclusão e abrangência máximas.
Por isto a constante da Tradição é a contínua mudança (ideia manifesta em várias linguagens), logo uma unidade aberta que permite ressignificações ou releituras contínuas.

No objetivo focado no objeto, dá-se início nesta publicação as ressignificações, releituras ou reatualizações da doutrina e metafísica das obras de W.W. da Matta e Silva e de seu sucessor, o Sacerdote das religiões afro-brasileiras F. Rivas Neto que iniciou-se no Culto de Nação Ketu, tendo experiências nas Encantarias várias, Candomblé de Caboclo, Umbanda Omolocô e Umbanda Iniciática (“Umbandização”).

Inaugura-se, pois com esta publicação a releitura das obras de Rivas Neto, principalmente de sua visão polimórfica, plural e diversa das práticas e ritos magístico-religiosos que concretiza nas lides do sacerdócio das Religiões afro-brasileiras há  43 anos. Axé!








Referências Bibliográficas:


Durand, G. O imaginário. 4ª ed. Editora Difel: Rio de Janeiro, 1998


Obras de W. W. da Matta e Silva (Mestre Yapacany)
·         Mistérios e Práticas da Lei de Umbanda
·         Lições de Umbanda e Quimbanda na palavra de um Preto-Velho
·         Segredos da Magia de Umbanda e Quimbanda
·         Umbanda e o Poder da Mediunidade
·         Umbanda de Todos Nós
·         Umbanda Sua Eterna Doutrina
·         Doutrina Secreta de Umbanda
·         Umbanda do Brasil
·         Macumbas e Candomblés na Umbanda


 Obras de F. Rivas Neto (Mestre Arhapiagha)
·         Umbanda a Proto-Síntese Cósmica
·         Umbanda – o elo perdido
·         Lições Básicas de umbanda
·         O Arcano dos Sete Orixás
·         Exu – o grande arcano
·         Fundamentos Herméticos de Umbanda
·         Cura e auto cura umbandista – terapia da alma
·         Sacerdote, Mago e Médico – cura e auto cura umbandista
·         Espiritualidade e Ciência na Teologia das Religiões Afro-brasileiras



Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

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Publicação 190

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Religiões Afro-brasileiras: Sacerdotisa na FTU




Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

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Publicação 189

Blog entrevista Pai Fernando de Oxaguiãn (Portugal)


Qual o nome do senhor e a dijina de santo (caso possua)?
nome: Fernando José dos Santos Soares; Dijina: Fernando de Oxaguiãn

O senhor é sacerdote há quantos anos?
Sou sacerdote há 11 anos.
O ilê do senhor fica em qual endereço?
O meu templo designa-se por "Terreiro de Umbanda Pai Oxalá e Mãe Iemanjá" e a morada é Assafora, São João das Lampas.
Quais são as atividades desenvolvidas no templo?
Desenvolvemos as seguintes actividades: Consultas com Entidades (Pretos Velhos e Caboclos), Descarregos, Energizações/Passes, cerimonias de Casamentos , Batizados, desenvolvimento mediúnico e iniciação à Umbanda.
Como estão configuradas as religiões Afro-brasileiras em Portugal? E na União Européia como um todo?
As religiões Afro-Brasileiras são vistais mais como seitas religiosas, gozando no entanto do preceito constitucional da liberdade religiosa; oficialmente somos constituídos em associações de direito privado sem fins lucrativos e actividade religiosa. A nível europeu, creio não se distanciar muito desta mesma realidade; socialmente somos ainda vistos com alguma estranheza, sendo que poucos são os Umbandistas entre as muitas seitas que vão proliferando. Existe contudo, mais abertura e exposição através da Internet o que tem levado a um maior conhecimento.
As religiões afro-brasileiras sofrem processos de intolerância religiosa? Se sim, oriunda de que setores?
Não podemos falar em intolerância em termos de actos praticados contra pessoas ou terreiros, mas sim de algum escárnio por parte de alguns grupos religiosos,  nomeadamente dos Evangélicos. De uma forma geral, existe um ambiente pacífico no país no que toca à tolerância religiosa.
O senhor faz alguma atividade social? Se sim, qual?
Desde o início de actividade do terreiro, que temos tido a preocupação de ajudar materialmente instituições dedicadas à assistência social, com recolhas de donativos junto daqueles que ocorrem ao terreiro. 
Como está sendo a parceria com a FTU para disponibilizar cursos de extensão universitária?
Considero muito positiva a parceria com a FTU, embora os cursos não tenham tido um numero expressivo de frequentadores, pois se por um lado a comunidade estudantil se projecta e baseia nas faculdades de antropologia existentes no país, sendo que estas têm debatido e debruçado-se frequentemente sobre as religiões afro-brasileiras, oferecendo meios logísticos e uma centralidade para além de capacidade de divulgação que acaba por agregar muito do possível interesse por esta área de estudos; por outro lado entre a comunidade de uma forma geral, não existe ainda uma apetência tão expressiva como no Brasil, dado que é uma religião relativamente recente e ainda em fase de implantação.
Como o senhor tem encarado o conceito de Escolas propugnado pelas linhas de pesquisa da FTU?
Creio que o conceito de "Escolas" é inovador e inclusivo pois permite observar as diferenças entre as distintas formas de praticar Umbanda de um ponto de vista mais abrangente, não pondo de parte a validade desta ou daquela forma , mas sim, mostrando que são formas inteligentes e perfeitamente válidas de se chegar ao mesmo objectivo.

O senhor autoriza a disponibilização desta entrevista para a FTU nos seus meios digitais e impressos?
Autorizo a disponibilização desta entrevista para a FTU nos seus meios digitais e impressos.

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

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Publicação 188

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A Divindade Suprema e os Seres Espirituais


RESUMO
Após a discussão sintética das várias religiões afro-brasileiras entre elas: Candomblé de Caboclo (Ketu, Muxicongo), Umbanda Omolocô, Umbanda traçada, Umbanda Mista, Umbanda Branca ou Umbanda Cristã, Jurema, Terecô, Tambor de Mina, Toré, Xambá, Babassuê, Jarê, Batuque e Xangô, comenta-se na presente publicação a visão da Umbanda Iniciática ou Esotérica (os aspetos internos) sobre os Seres Espirituais ou Espíritos.
Palavras-chave: Divindade Suprema, Seres Espirituais, Teologia, Tradição, Umbanda Esotérica



ABSTRACT
After the synthetic  discussion about the various african-brazilian religions including: Candomblé de Caboclo (Ketu, Muxicongo), Umbanda Omolocô, Umbanda traçada, Mixed Umbanda, White Umbanda or Christian Umbanda, Jurema, Terecô, Batuque, Toré, Xamba, Babassuê , Jarê, Batuque and Xangô, in this publication we talk about the vision of the Initiatiatic Esoteric Umbanda (the internal aspects) about spiritual beings or spirits.
Keywords: Supreme Deity, Spiritual Beings, Theology, Tradition, Esoteric Umbanda


A DIVINDADE SUPREMA E OS SERES ESPIRITUAIS
Após a discussão sintética das várias religiões afro-brasileiras entre elas: Candomblé de Caboclo (Ketu, Muxicongo), Umbanda Omolocô, Umbanda traçada, Umbanda Mista, Umbanda Branca ou Umbanda Cristã, Jurema, Terecô, Tambor de Mina, Toré, Xambá, Babassuê, Jarê, Batuque e Xangô, comenta-se na presente publicação a visão da Umbanda Iniciática ou Esotérica (os aspetos internos) sobre os Seres Espirituais ou Espíritos.
O texto apresentado consta na obra – Umbanda a Proto Síntese Cósmica. F.Rivas Neto – Editora Pensamento, 2011; 11ª edição.
“Sobre a Divindade Suprema e os Seres Espirituais discuti-se:
1.    Todos os espíritos são IMATERIAIS – Somos isentos de matéria, de energia ou qualquer processo agregativo sobre nós. Não somos compostos atômicos, eletrônicos, fotônicos, quarks, antimatéria, etc. Somos apenas Espíritos, com nossa própria Natureza Vibratória Espiritual.
2.    Todos os Seres Espirituais são INCRIADOS – Somos incriados, pois nossa origem se perde na Eternidade. Somente a Deidade, Detentora e Conhecedora da Eternidade, é quem sabe nossa origem. Afirmamos também que o supremo Espírito não nos criou. Quando dizemos que nossa ESSÊNCIA ESPIRITUAL é originada da mesma do PAI, não estamos dizendo que é a própria do PAI.
3.    Todos os seres Espirituais são PERFECTÍVEIS – Todos nós, indistintamente, caminhamos para o nosso aperfeiçoamento.
4.    Não fomos criados por Deus simples e ignorantes – DEUS não criaria ninguém simples e ignorantes, esperando que cada um evoluísse e alcançasse a evolução através de duríssimas e penosas provas. A Corrente Astral de Umbanda crê num Deus infinitamente Bom e Justo, e não num DEUS sádico e cruel.
5.    Cremos inabalavelmente na Suprema Consciência Una, que estende sobre nós, Individualidades Espirituais, o Seu beneplácito espiritual.
6.    Todos os Seres espirituais podem evoluir em 2 regiões distintas:
a.    COSMO ESPIRITUAL – É o que já definimos como as infinitas regiões do espaço cósmico onde jamais houve a interpenetração da matéria ou energia. Nesse campo espiritual ou reino virginal, o Espírito pode evoluir segundo um karma causal. É óbvio que, nesse lado da “Casa do Pai”, os Seres Espirituais estão isentos de “veículos” ou Corpos. Não têm a mínima agregação sobre Si de elementos da matéria ou antimatéria.
b.    UNIVERSO ASTRAL – É o que também já definimos como uma região do espaço cósmico que já foi interpenetrada pela substância etérica ou matéria-energia.
Nesse Universo Astral é que há os milhões de galáxias, com seus sistemas solares, e esses com planetas, satélites, etc.
É nesse Universo Astral que o Espírito pode evoluir segundo um Karma constituído.
Nesse lado da “Casa do Pai” é que o Ser Espiritual constitui seus 7 Corpos ou Veículos de Expressão de sua consciência, percepção, inteligência, sentimentos, etc., através dos Arquitetos Siderais. Esses 7 Corpos ou “Veículos” do Espírito –Consciência são de Energia-Massa em vários níveis, obedecendo a Setessência da Matéria.
Que não se faça confusão entre Cosmo Espiritual e Universo Astral. Como dissemos, no Universo Astral há os vários níveis energéticos, e o Ser Espiritual, dependendo de seu grau evolutivo, em sua jornada evolutiva, ora estará num dado plano – que lhe caracterizará a necessidade de reajuste no Corpo do plano afim imediatamente superior -, ora no plano imediatamente inferior, gerando, como exemplo aqui na Terra, o fenômeno do NASCIMENTO e MORTE”.
P.S. Com esta publicação inaugura-se uma série de textos ou vídeos que pretendem ser releituras ou ressignificados das obras de Matta e Silva e Rivas Neto.
Isto é possível, pois segundo Rivas Neto a CONSTANTE DA TRADIÇÃO É A CONTÍNUA MUDANÇA, LOGO UMA UNIDADE ABERTA QUE PERMITE RELEITURAS E RESSIGNIFICAÇÕES CONSTANTES. Axé!

Referências Bibliográficas:


 Obras de W. W. da Matta e Silva (Mestre Yapacany)
·         Mistérios e Práticas da Lei de Umbanda
·         Lições de Umbanda e Quimbanda na palavra de um Preto-Velho
·         Segredos da Magia de Umbanda e Quimbanda
·         Umbanda e o Poder da Mediunidade
·         Umbanda de Todos Nós
·         Umbanda Sua Eterna Doutrina
·         Doutrina Secreta de Umbanda
·         Umbanda do Brasil
·         Macumbas e Candomblés na Umbanda


 Obras de F. Rivas Neto (Mestre Arhapiagha)
·         Umbanda a Proto-Síntese Cósmica
·         Umbanda – o elo perdido
·         Lições Básicas de umbanda
·         O Arcano dos Sete Orixás
·         Exu – o grande arcano
·         Fundamentos Herméticos de Umbanda
·         Cura e auto cura umbandista – terapia da alma
·         Sacerdote, Mago e Médico – cura e auto cura umbandista
·         Espiritualidade e Ciência na Teologia das Religiões Afro-brasileiras


Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 187