quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Blog entrevista Mãe Magali (Curitiba-PR)



Qual o nome da senhora e como é conhecida no santo?
Meu nome completo é Magali Pasqual Okazaki e no nosso meio umbandista, alguns me chamam pelo nome e outros por Dona Magali. No contato com outros grupos de Umbanda, sou conhecida por Mãe Magali.
A senhora é sacerdotisa há quantos anos?
Não utilizamos o título de sacerdote, apenas dirigente. Sou dirigente deste grupo há 31 anos;
A casa da senhora fica em qual endereço?
O nosso Templo fica na Rua Túlio Sá Pereira de Souza, n° 134 - Bairro:- Boa Vista - CURITIBA - PR.
Quais são as atividades desenvolvidas no templo?
Realizamos Trabalhos de Gira aos sábados à partir das 20:00 hs.e palestras aos nossos membros e demais interessados, periódicamente. E temos realizado Batismos e Casamentos em grande número.
Como estão configuradas as religiões Afro-brasileiras em sua cidade? E no Sul como um todo?
Em Curitiba, até os anos 80/90, os Terreiros mais conhecidos se dividiam entre aqueles que praticavam um misto de UmbandaxCandomblé e outros que seguiam com forte influência CatólicaxKardecismo. Nos dias de hoje, os vários grupos fazem trabalhos com muitas semelhanças. Não temos informações detalhadas de como anda o movimento umbandista no sul.
As religiões afro-brasileiras sofrem processos de intolerância religiosa? Se sim, oriunda de que setores?
Temos conhecimento de grupos que sofrem ação da Secretaria Municipal do Meio Ambiente pelo uso de atabaques e muito barulho. Nós nunca tivemos problema de intolerância religiosa. Não fazemos uso de atabaques.
A senhora faz alguma atividade social? Se sim, qual?
Com alguma regularidade, temos feito Campanhas de Cestas Básica, roupas e calçados usados, doações para Albergue noturno, Natal para crianças carentes, etc
Como está sendo a parceria com a FTU?
Fiz um curso presencial no ano passado; no restante, tenho apenas acompanhado aquelas informações via internet.

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 186

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ori - O Guardião do Destino Individual


Os Odu-Ifá – vaticínios do oráculo, as respostas signos do destino, afirmam nos Odu Oturopon (12º) e Oyeku Meji que o Babalawo estava desacoroçoado, pois não tinha mulher (esposa), dinheiro e muito menos filho.
Reclamou, reivindicou a Orunmilá, e esse não lhe respondia. Quando respondeu disse-lhe que seria melhor pedir a Exu. E assim remetido a Exu, o Babalawo ouviu de Exu:
- Orunmilá não vê com simpatia ou importância seus pedidos. O que posso lhe aconselhar é que você deve pedir a Ori, pois ele lhe estenderá e lhe satisfará as carências. Aviso-lhe que se ele não fizer ninguém o fará.
É sobre esse fundamento que versará a presente publicação apresentada no vídeo A relação Ori-Orunmilá / Ifá. Axé!





Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 185

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Blog entrevista Mãe Flávia (Rio de Janeiro - RJ)


Qual o nome da senhora e como é conhecida no santo?
***FLÁVIA EMÍLIA LEAL DA SILVA BARROS. SOU CONHECIDA COMO FLÁVIA BARROS.

A senhora é sacerdotisa há quantos anos?
***HÁ 05 ANOS.

A casa da senhora fica em qual endereço?
***RUA GOIÁS, 548 PIEDADE RIO DE JANEIRO MAIORES INFORMAÇÕES EM www.temploestreladooriente.com

Quais são as atividades desenvolvidas no templo?
***SESSÕES PÚBLICAS DE CARIDADE TODAS ÀS SEGUNDAS FEIRAS, ÀS 20:00 HORAS E TODO 1º SÁBADO DE CADA MÊS, ÀS 18:00 HORAS. ALÉM DESTAS, SÃO REALIZADOS DESENVOLVIMENTOS MEDIÚNICOS E SESSÕES DE ESTUDOS ESPIRITUALISTAS, COM O OBJETIVO DE APRIMORAR O CORPO MEDIÚNICO DA CASA. REALIZAMOS TAMBÉM PALESTRAS MENSAIS, CUJOS TEMAS ESTÃO LIGADOS AO ESPIRITUALISMO EM GERAL E A UMBANDA EM PARTICULAR. TEMOS AINDA TRATAMENTOS ESPIRITUAIS COM A FALANGE DO POVO DO ORIENTE, SOB PRÉVIA INDICAÇÃO DE ENTIDADES, TODAS ÀS QUINTAS FEIRAS, A PARTIR DE 19:00 HORAS. ALÉM DISTO, DESENVOLVEMOS O ESTUDO DA DOUTRINA ATRAVÉS DO CURSO “A UMBANDA SEM FRONTEIRAS”, MINISTRADO TODAS ÀS QUINTAS FEIRAS. EVANGELIZAÇÃO INFANTIL, SEMANALMENTE, ÀS SEGUNDAS E QUINTAS FEIRAS. FINALMENTE, O GRUPO TEATRAL FAMÍLIA TEO, FORMADO EXCLUSIVAMENTE POR MÉDIUNS DO TEMPLO ESTRELA DO ORIENTE, LEVA A MENSAGEM ESPÍRITA/UMBANDISTA ATRAVÉS DA APRESENTAÇÃO DE ESPETÁCULOS TEATRAIS.

Como estão configuradas as religiões Afro-brasileiras em sua cidade? E no Sudeste como um todo?
***INDEPENDENTEMENTE DE RESSALTARMOS A IMPORTÂNCIA HISTÓRICA, CULTURAL E RELIGIOSA DESTES SEGMENTOS, NÃO SÓ PARA NOSSA CIDADE, MAS PARA O PAÍS COMO UM TODO, ENTENDEMOS QUE MUITO MAIS DO QUE DIFUNDIRMOS AS TRADIÇÕES DAS “ÁFRICAS” E DE REVERENCIARMOS OS SAGRADOS ORIXÁS, SÃO INQUESTIONÁVEIS OS TRABALHOS DESENVOLVIDOS BUSCANDO A VALORIZAÇÃO DO SER HUMANO, ELEVANDO SUA AUTO-ESTIMA, FAZENDO-O AGREGAR VALORES ESPIRITUAIS À SUA JORNADA TERRENA, OBJETIVO QUE NOS É ORIGINARIAMENTE TRAÇADO PELO ASTRAL SUPERIOR.

As religiões afro-brasileiras sofrem processos de intolerância religiosa? Se sim, oriunda de que setores?
***OS PROCESSOS DE INTOLERÂNCIA SÃO HISTÓRICOS E AO MESMO TEMPO MUITO ATUAIS. ELES SE INICIAM EM NOSSO SEIO, ISTO É, DE DENTRO PARA FORA, A PARTIR DA VISÃO DE QUE SÓ O “NOSSO TERREIRO” PRATICA A “UMBANDA CERTA”. NA VERDADE, NÃO NOS APERCEBEMOS DE QUE A DIVERSIDADE FAZ PARTE DE NOSSA ESSÊNCIA, DE QUE É UMA REALIDADE INALIENÁVEL E ALGO FUNDAMENTAL PARA A DIFUSÃO E O FUTURO DO MOVIMENTO UMBANDISTA. POR OUTRO LADO, EM VIRTUDE DO ACIMA EXPOSTO E SABEDORES DE NOSSA PRINCIPAL CARÊNCIA, “A DESUNIÃO”, SEGMENTOS DE ALGUMAS IGREJAS PROTESTANTES DITAS “ELETRÔNICAS”, ALIADOS A PARTE DE UMA SOCIEDADE LEIGA, IGNORANTE DAS LEIS SUPREMAS E CARENTE DE UM DEUS, PROMOVE TODA SORTE DE CALÚNIAS, DIFAMAÇÕES, LANÇANDO SOBRE AS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS “PRECONCEITOS” INFUNDADOS, FALTANDO COM RESPEITO AOS CREDOS QUE TIVERAM PAPEL CRUCIAL NA FORMAÇÃO DESTA NAÇÃO, CONSIDERADA A “PÁTRIA DO EVANGELHO”. FINALMENTE, QUANDO TIVERMOS O ENTENDIMENTO DE QUE TODOS OS SEGMENTOS DAS “VÁRIAS UMBANDAS” CUMPREM SUAS FUNÇÕES DENTRO DO ASTRAL SUPERIOR, EM CONFORMIDADE COM AS DIRETRIZES TRAÇADAS PELOS MENTORES ESPIRITUAIS DE CADA CASA, A PARTIR DESTE MOMENTO, UNIDOS DENTRO DE UMA DIVERSIDADE, ESTAREMOS EM CONDIÇÕES DE GARANTIR ÀS GERAÇÕES FUTURAS, NÃO UMA “TOLERÂNCIA” AO NOSSO CREDO, MAS O RESPEITO A ELE DEVIDO, ALÉM DA RESIGNAÇÃO QUE NOS FARÁ COMPREENDER QUE “O TEMPO, E SOMENTE ELE, DARÁ O DEVIDO VALOR ÀQUELES QUE O TIVEREM”.

A senhora faz alguma atividade social? Se sim, qual?
***SIM. DESENVOLVEMOS DISTRIBUIÇÕES DE ALIMENTOS, AGASALHOS, ENTRE OUTROS UTENSÍLIOS, A FAMÍLIAS CADASTRADAS EM NOSSA INSTITUIÇÃO, ALÉM DE OUTRAS INICIATIVAS EM COMUNIDADES CARENTES.  

Como está sendo a parceria com a FTU?
***APESAR DE ESTAR DANDO OS “PRIMEIROS PASSOS”, A PARCERIA JÁ DEMONSTRA DE FORMA INEQUÍVOCA A SOLIDEZ NECESSÁRIA E UM FUTURO PROMISSOR. NA VERDADE, COM UMA VOCAÇÃO PREDESTINADA PELO ASTRAL SUPERIOR PARA A DOUTRINAÇÃO, O TEMPLO ESTRELA DO ORIENTE (TEO) ACABOU ENCONTRANDO NA FACULDADE DE TEOLOGIA UMBANDISTA (FTU), O ALICERCE ATRAVÉS DO QUAL PODERÁ MATERIALIZAR O SONHO DE TERMOS IRMÃOS UMBANDISTAS CULTOS, EVOLUÍDOS, DISTANTES DOS TABUS E CRENDICES QUE MARCARAM OS PRIMÓRDIOS DE NOSSA RELIGIÃO.

A senhora autoriza a disponibilização desta entrevista para a FTU nos seus meios digitais e impressos?
***ESTÃO POR MIM AUTORIZADOS.


 Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 184

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ori/Bará – Aprofundando fundamentos


Nas últimas publicações deu-se ênfase aos fatores cosmológicos e ontológicos das religiões afro-brasileiras, não deixando, contudo de formalizar a importância magna da experiência mágico-religiosa.

A personalidade, identidade, individuação e o ethos da comunidade afro-brasileira foram discutidos.

Realçou-se o conceito Ori/Bará e dele a riqueza mítico-psicológica e comportamental do arquétipo, o qual reforça a identidade do adepto afro-brasileiro.

Enfatizou-se que o Ori é destino e Bará as possibilidades (condições) de fazer-se um bom destino. Com isto refutou-se a interpretação mítica de que há o mau ou o bom destino definitivo. Há sim destino, quanto à direção a ser dada está no “trabalho existencial” de cada indivíduo. Se assim não fosse, para que consultar os vaticínios de Orunmilá Ifá?

Na certeza de que se é Senhor do Destino, e para tal segue-se os vaticínios de Ifá, que apresentam os meios para a realização do bom destino, refutando de forma peremptória o caráter fatalista e determinista do mesmo.

Antes de discutir-se a triunidade Ori – Emi – Ese  ou destino manifesto no coração (alma) e no corpo (pés), disponibiliza-se o vídeo- Religiões afro-brasileiras - A Filosofia do Orixá como forma de introduzir e subsidiar novas e instigantes discussões que se consubstanciam, espera-se, em prolíficos diálogos. Axé!





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Publicação 183

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Blog entrevista Pai Victor de Oyá (Uruguai)


Cual es el nombre del Sr. y dijina de santo?

Pae Víctor de OÍA NIQUE. Soy de nación YEYE=YEYA. De la casa de Airtón Preto de BARA LANA. Actual  Irai de IEMANYA BOCI

El señor es sacerdote hace cuantos años?

llevo 21 años que realice la primera obligación de ORIXA y EXU. 14 años de umbanda cruzada.

El ile que domicilio tiene?

Montevideo R.O. del URUGUAYOS

Cuales son las actividades que se realizan en el templo?

Se realizan giras de orixas,caboclos y exú.

Como están configurad as las religiones Afro brasileiras en mi ciudad?

Es una religión que aún no a salido a luz completamente por no tener una unión verdadera, varias federaciones con querer ser los primordiales.

Las religiones sufren procesos de intolerancia religiosa?

Sufrimos la intolerancia por ser una religión que permite que nuestros mayores no supervisan los axes y enseñanzas se pratiquen como ellos los dieron. Aveces eso cuando cae una persona no se practica como religión y lo hacen como negocio.

El señor hace alguna actividad social?

Casi nula.

Como foi a parceria com a FTU para disponibilizar cursos de extensao universitaria?

Lo que uno aprende siempre es bueno,nos sacan dudas,nos dan seguridad y afirman los conocimientos. ante todo es alguien que no tiene interés de decirnos esto es la verdad y tá.

cual es la respuesta de la comunidad para las comunidades de terreros que como el suyo,están llevando la educación a los templos?

El reino das matas y el pae Alexander,el pae Casildo y la mae Luz deben decir como fue la respuesta, yo fui un mero estudiante.


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Publicação 182

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Religiões Afro-brasileiras: A Ciência do Orishá revelando o Arquétipo

Resumo

A psicologia do arquétipo introduzida na publicação anterior carece de mais alguns conceitos que serão discutidos nesta e próximas publicações.

Nesta publicação discute-se de forma sintética conceitos que são essenciais na compreensão do instigante tema: arquétipo – modelo comportamental adotado pelos “cavalos” ou “filhos de santo”.

Os conceitos estão conectados e tentarão explicar o porquê de ter-se afirmado de uma “civilização de extra-terrestres” (Orishas?!) que teria convivido com os Homens Planetários, justificando dessa maneira o “salto quântico” do Homo sapiens em relação ao Homo neanterthalensis.

Palavras-chave: Arquétipo, Ayiê, Orishá, Orun, Religiões Afro-brasileiras.


Abstract

The archetypal psychology introduced in the previous publication lacks a few concepts that are discussed in this and future publications.

This publication discusses in synthetic form concepts that are essential to understand the intriguing theme: archetype - behavioral model adopted by the "horses" or "sons of the saint."

The concepts are connected and try to explain why it claimed to be an "extra-terrestrial civilization" (Orishas?) that would have lived with the Planetary Men, thus justifying the "quantum leap" of Homo sapiens in relation to Homo neanterthalensis.

Keywords: Archetype, Ayiê, Orishas, ​​orun, Afro-Brazilian Religions.



RELIGIÕES AFRO—BRASILEIRAS - A CIÊNCIA DO ORISHÁ REVELANDO O ARQUÉTIPO

A psicologia do arquétipo introduzida na publicação anterior carece de mais alguns conceitos que serão discutidos nesta e próximas publicações.

Nesta publicação discute-se de forma sintética conceitos que são essenciais na compreensão do instigante tema: arquétipo – modelo comportamental adotado pelos “cavalos” ou “filhos de santo”.

Os conceitos estão conectados e tentarão explicar o porquê de ter-se afirmado de uma “civilização de extra-terrestres” (Orishas?!) que teria convivido com os Homens Planetários, justificando dessa maneira o “salto quântico” do Homo sapiens em relação ao Homo neanterthalensis.

O primeiro conceito é sobre a origem da vida planetária que a ciência acadêmica disponibiliza em três vertentes:

1ª - Origem Divina

- Extra- terrestre

3ª - Evolução das moléculas

A segunda vertente afirma que a vida terrena pode ter origem extraterrestre. Poderia ter vindo com os meteoros que bombardeiam incessantemente a crosta planetária. O princípio vital poderia ter adquirido forma de resistência (esporo) e ter conseguido sobreviver às altas temperaturas ocorridas quando o meteoro ultrapassa a atmosfera. Se houve essa possibilidade, porque não pôde haver “civilização extraterrestre” – O Orun e seus habitantes manifesto no Aiyê, sem solução de continuidade?

Vive-se num planeta de luz e sombra, de períodos diurnos (solares) e noturnos (ausência de luz). Associando a esse princípio à mente, a luz liga-se ao consciente e a noite ou sombra ao inconsciente, ou mesmo à sombra Junguiana, sendo esta um “arquétipo”, uma energia psíquica que é repositório da parte reprimida do ser humano, algo indesejado e ameaçador, principalmente por ser seus desejos e emoções incompatíveis com os padrões sociais vigentes.

Outro conceito acrescentado nesta publicação é o da individuação, processo de tornar-se um indivíduo ou de dar-se conta de que se é um indivíduo. O conceito inclui não apenas a idéia de que se é separado e diferente dos outros, mas também a idéia de que se é uma pessoa integral e indivisível (unidade ori/olori).

Nesta publicação disponibiliza-se o vídeo – Religiões afro-brasileiras – A ciência dos Orishás, como conhecimento complementar desta e da publicação anterior. No próximo trabalho dar-se-á continuação explicando-se o conceito de arquétipo nas várias Religiões afro-brasileiras. Axé!




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Publicação 181

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Blog entrevista Mãe Maria do 7 (São Luís - Maranhão)

Perguntas:

Qual o nome da senhora e como é conhecida no santo?

A senhora é sacerdotisa há quantos anos?

A casa da senhora fica em qual endereço?

Quais são as atividades desenvolvidas no templo?

Como estão configuradas as religiões Afro-brasileiras em sua cidade? E no Nordeste como um todo?

As religiões afro-brasileiras sofrem processos de intolerância religiosa? Se sim, oriunda de que setores?

A senhora faz alguma atividade social? Se sim, qual?

Como está sendo a parceria com a FTU ?

A senhora autoriza a disponibilização desta entrevista para a FTU nos seus meios digitais e impressos?

Respostas:

Nome: Maria da Conceição Muniz.

Sou conhecida como Maria do 7 ou Maria do Caboclo 7 Flexas.

Sou sacerdotisa a 38 anos, sendo que passei pelos seguintes cargos na Tenda Espirita de Umbanda Rainha de Yemajá em Codó Maranhão, Assistente, presidente, contra-guia e atualmente sou a Guia daquela casa, ou seja sou a segunda pessoa na hierarquia da casa depois do sacerdote da mesma o Mestre Bita do Barão.

Mais hoje também sou sacerdotisa da minha própria casa. Kamafêu de Oxóssi que funciona a 17 anos aqui em São Luís, mais com as mesmas raízes da minha casa matriz, onde cultuamos o Terecô, um pouco do Tambor de Mina e Umbanda respectivamente.

Estamos instalados na Praia do Araçagy, São Luís-Ma.

Além das sessões de caridade realizadas 1 vez a cada mês, temos dois toques festivos na casa, em Janeiro, tocamos no segundo final de semana do mesmo para os patronos da casa, Oxossi e Yemanjá. e no ultimo sábado do mês de Julho, tocamos para Obaluayê.

Temos ações na área de saúde com parceria com a rede de saúde nos terreiros e com as secretarias de saúde do município e do estado, com ênfase para os esclarecimentos e prevenção do HIV/DST-Aids para a comunidade do terreiro e adjacências.

Desenvolvemos oficinas de Tambor de Crioula e outras relativos a confecção de rosários e guias ritualísticas com a comunidade infantil do terreiro.

Bom, aqui em São Luís as religiões de matriz africana são bem diversificadas. A nossa casa é a única aqui na capital maranhense que vem das raízes do terecô, mas basicamente as maiorias das casas daqui são mesmo do Tambor de Mina, apesar de um numero considerável delas já realizarem fusão de Tambor de mina e Umbanda. É uma tendência muito forte aqui. São poucas as casas que só cultuam as entidades da Umbanda e já existem aqui em São Luís importantes casas de Candomblé.

A exemplo de São Luís, o Nordeste também adota essa postura da mistura do Cultos e no Pernambuco e na Bahia predomina o Candomblé. Mas como o nordeste é muito grande, temos noticias que se cultua praticamente todas as religiões de matriz africana.

A intolerância religiosa quanto as religiões Afro-brasileira aqui no maranhão é extremamente preocupante, pois cada vez está mais exacerbada, pelas igrejas eletrônicas evangélicas que se vale da estratégia desse meio de comunicação de massa para denegrir e aniquilar com todos e quaisquer praticante de religião afro-brasileira. Em Codó chegam ao fanatismo de partirem para agressão física quando as agressões psicológicas já não funcionam mais, a ponto de ficarem jogando sal grosso em qualquer manifestação publica das religiões de matriz africana.

Mais de contra partida a relação dos terreiros com a religião católica aqui no Maranhão se dá de maneira totalmente pacifica. A exemplo da maioria das festas do Divino Espirito Santo, aqui no maranhão está ligada às festas de obrigação dos terreiros de Mina. sendo obrigatoriamente a ser realizada uma missa no ponto alto da festa, as caixeiras do Divino, tocam suas caixas e entoam seus cânticos dentro das igrejas e alguns casos tem algumas filhas de santo incorporadas com seus Voduns nesses referidos rituais, sendo tudo isso feito na mais intensa harmonia.

As atividades sociais promovidas pelo terreiro já foram citadas acima, mas vale salientar que agora no mês de setembro sempre escolhemos uma comunidade bem carente para realizarmos uma ação para as crianças, sendo assim nossa obrigação para São Cosme e São Damião.

A parceria com a FTU está sendo importante, pois a informação é tudo, principalmente para um segmento tão carente de informações feito o nosso da comunidade de terreiro.

Sim, autorizo que a FTU, publique essa entrevista em seus meios de comunicação.

Axé a todos!

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 180

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Religiões Afro-brasileiras - Psicologia do Arquétipo

Resumo

O homem, por intermédio de suas instituições, procura ajustar-se ao meio em que está inserido.

Precisa adaptar-se aos três níveis de ambiente: o natural, o social e o sobrenatural. A adaptação aos níveis natural e social é mais obvia que ao sobrenatural.

A sua natureza física (biológica) se assemelha à natureza, ao natura naturandis, a Physis à qual se adapta. Quanto ao social é a forma de viver harmonicamente em sociedade, com o outro.

Quanto ao sobrenatural talvez não haja tanta obviedade, pois se relaciona ao imaginário e ao conteúdo inconsciente do coletivo e individual, nem sempre acessível, ou quase nunca, por meios conscientes.

Palavras-chave: Arquétipo, Escolas, Inconsciente Coletivo, Psicologia, Religiões Afro-brasileiras.

Abstract

Man, through its institutions, seeks to adjust itself to the environment in which it operates.

Need to adapt to three levels of environment: the natural, social and supernatural. The adaptation to the natural and social levels are more obvious than the supernatural.

Its physical (biological) resembles the nature, natura naturandis, the physis which adapts. As to the social is the way to live harmoniously in society, with the other.

As for the supernatural, it may not be that much obvious as it relates to the imaginary and the unconscious content of the collective and individual, not always accessible, if ever, by conscious means.

Keywords: Archetype, Schools, Collective Unconscious, Psychology, Religions Afro-Brazilian.

RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS – PSICOLOGIA DO ARQUÉTIPO

O homem, por intermédio de suas instituições, procura ajustar-se ao meio em que está inserido.

Precisa adaptar-se aos três níveis de ambiente: o natural, o social e o sobrenatural. A adaptação aos níveis natural e social é mais obvia que ao sobrenatural.

A sua natureza física (biológica) se assemelha à natureza, ao natura naturandis, a Physis à qual se adapta. Quanto ao social é a forma de viver harmonicamente em sociedade, com o outro.

Quanto ao sobrenatural talvez não haja tanta obviedade, pois se relaciona ao imaginário e ao conteúdo inconsciente do coletivo e individual, nem sempre acessível, ou quase nunca, por meios conscientes.

A instituição religião seria o meio pelo qual o homem se ajusta ao seu ambiente sobrenatural (imaginário). Para alguns autores, em especial Keller e Summer, o homem, uma vez que incorre na crença, na existência de “outro mundo”, de espíritos e seres super humanos tem necessidade de a ele se ajustar, da mesma forma que faz com o natural e social.

Na esteira desse conceito deseja-se apresentar a visão de inconsciente coletivo, inconsciente individual e arquétipos associados aos Genitores Divinos (Orishas) e Ancestrais Ilustres (linhagem espiritual).

Reitera-se que a religião em sua mais pura acepção não se baseia apenas em necessidades físicas do homem, sendo a única instituição com tal perfil.

Não por isso, a religião (crenças, fé, rituais) está afeta ao saber mítico, alegórico, enquanto sua vertente crítica, a Teologia se insere no “pensamento racional” (logos), lógico.

Interessante que, apesar de muitos afirmarem que a religião se fundamenta apenas em conceitos absolutos ou metafísicos, ou que o mito se opõe ao logos, tal como a fantasia à razão, como palavra que narra a que demonstra, logos e mito são duas funções igualmente fundamentais da vida do espírito.

Neste aspecto e momento do discurso é necessário evocar o conceito que
Nietzsche trouxe quando afirmou que a filosofia ocidental a partir de Sócrates foi negada a intuição criadora da filosofia pré-socrática. Com isso se faz a distinção e se estabelece dois princípios: o apolíneo e o dionisíaco – a partir de Apolo (deus da razão, da clareza, da ordem, etc.) e Dionísio (deus da aventura, da música, da fantasia e da desordem).

Obvio esta que tais princípios não são opostos, mas complementares da realidade, e é nisso que se apóia a Teologia das Religiões afro-brasileiras, em outras palavras, na razão (consciente) e no irracional (inconsciente que corresponde a maior parte da mente).

A partir do conhecimento supra é necessário reiterar que as religiões afro-brasileiras (as várias Escolas) umas mais outras menos, conceitua suas entidades sobrenaturais como origem e fonte do comportamento (ethos) de seus “filhos de santo”, algo que determina, consolida e fortalece a identidade individual e coletiva (relações sociais positivas).

Conceitua-se de forma simples o inconsciente coletivo para designar parte do inconsciente que contém arquétipos, sendo, portanto, comum a todos os homens. E é no conceito de arquétipo que se alia os fundamentos do Orisha (Olori) e de seu “filho de santo” que lhe segue o perfil comportamental, como forma de identidade normal e não patológica (esquizofrenógena) como era da praxe acadêmica em passado recente.

Arquétipo ou imagem primordial (Jung) não tem sua origem conhecida e se repete em qualquer época e em qualquer lugar do mundo, mesmo onde não é possível explicar a sua transmissão por descendência direta. Os arquétipos nas religiões afro-brasileiras criam mitos dramatizados nos rituais do terreiro e da própria vida cotidiana, da mesma forma que influenciam várias tendências da comunidade ou sociedade como um todo.

Essa energia psíquica muito antiga (arquétipo – arque-antigo e tipo) presente no inconsciente coletivo (de todos os homens) é como se fosse o DNA psíquico, idêntico a todos os homens, mormente em seu aspecto nuclear, sendo o periférico característico a cada indivíduo (como exemplo cita-se o Orisha Ogun (Nuclear) e Ogun Onirê (o periférico) – próprio do indivíduo).

Introduz-se assim o conceito de Consciência que é um atributo humano que permite (re)-conhecer “quem sou” (consciência em si e de si), quem é o outro (que é diferente de mim) e o transcendente (o absolutamente outro).

Esse processo histórico é o de construção da identidade (de uma pessoa, grupo, povo, nação) por meio da consciência.

Com esse ensejo conceitua-se a individuação, processo de tornar-se um indivíduo ou de dar-se conta de que se é um indivíduo. Tal como empregado por Jung, o termo parece incluir não apenas a idéia de aperceber-se de que se é separado ou diferente dos outros, mas também a idéia de que se é uma pessoa integral e indivisível.

Assim se conceitua tais atividades que são robustecidas nos transes de possessão ou outros nas religiões afro-brasileiras, e mesmo como se dizia, fenômenos esquizofrenógenos, tais como fantasias e devaneios vários.

Depois desses conceitos sumarizados não se pode cogitar o que vem sendo teorizado ou pressuposto por várias vertentes científicas, mormente as antropológicas. Tem-se questionado que o período do Homo neanderthalensis ao Homo sapiens sapiens é muito curto para explicar os avanços tecnológicos e científicos alcançados. Do sílex às aeronaves que propiciam as viagens interplanetárias há um abismo de fases que deveriam ser superadas no processo de desenvolvimento psíquico e o período é insuficiente. E, então?

Aventa-se a hipótese de civilização extra-terrestre ter vindo de outros lócus do universo e ter proporcionado aos homens terráqueos condições psícosomáticas superiores, o que explicaria o recorde de transformações que se consubstancia no desenvolvimento da humanidade contemporânea.

A saga aventada pela ciência corrobora com a presença dos Orishas no Aiyê; e, principalmente a de época em que não havia limites entre o Orun (espaços sobrenaturais?!) e o Aiyê (Terra). Segundo o mito, por motivo de transgressão dos homens, Oxalá, de seu Espaço Sagrado lançou seu bastão de Poder Divino (Opashoro), que separou definitivamente o que era Orun do que era Aiyê.

Não seria essa civilização que teria estruturado o processo de desenvolvimento da comunidade planetária terrena? Não seria essa a explicação determinante sobre o arquétipo do Orishá? Isto é, Eles “deuses” se fizeram “homens”, todavia sem retirar as características fundamentais da herança humana, embora hibridizassem nos homens seus mundos de Luz e Sabedoria. Não seria essa a herança que se carrega que se vivencia e se forma a identidade do indivíduo, por intermédio do arquétipo?

Espera-se continuar e a discussão no próximo trabalho, que terá como mote o que foi exposto e se aprofundará no conceito do arquétipo e do fundamento do Orisha das várias religiões afro-brasileiras. Axé!

Obs. Resolveu-se grafar Orisha com sh como se fez nos primeiros textos, desde 1989.


Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

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Publicação 179

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Blog entrevista Mãe Viviana (Uruguai)

Qual o nome do senhor e a dijina de santo?

Nombre: Viviana de Cabocla Flechera das Matas. Morubiyaba de Umbanda. (No realizo linea de Santo)

O senhor é sacerdote há quantos anos?

2 años y 1/2

O ilê do senhor fica em qual endereço?

La casa de mi Jefe espiritual es Benito Riquett 333.

Quais são as atividades desenvolvidas no templo?

Tengo 18 años de religion. Realice todos los paso dentro de Umbanda y Kimbanda, antes de Liberarme, ahora colaboro en todas las actividades Del Templo de donde me forme hasta poder tener mi propia casa.

Como estão configuradas as religiões Afro-brasileiras em sua cidade? E no Uruguai como um todo?

Aqui hay diversas casas Religiosas de diferentes lineas ej: Candomble Nago, Candomble Ye Ye, Candomble de caboclos. Nacion. Batuque. Umbanda Blanca. Umbanda Cruzada. Kimbanda. Kimbanda Cruzada o Magia Negra(culto Haitiano)

As religiões afro-brasileiras sofrem processos de intolerância religiosa? Se sim, oriunda de que setores?

Aqui en Uruguay, si religiosa y social.

O senhor faz alguma atividade social? Se sim, qual?

Dentro del Templo de mi pay colaboro con un merendero infantil, y fuera pertenesco a una O.N.G.con una comision directiva que tiene una policlinica barrial y un club con actividades para ninos y adolecentes.

Como está sendo a parceria com a FTU para disponibilizar cursos de extensão universitária?

Buena, pudiendo cordinar me encantaria realizar otros.

Qual é a reposta da comunidade para as comunidades de terreiro que como a sua, tem levado a educação pelo templo?

Aqui no todas las comunidades tienen dotrina, pero en la nuestra, no existe religion sin la misma.

Como o senhor tem encarado o conceito de Escolas propugnado pelas linhas de pesquisa da FTU?

Es algo nuevo para nosotros.

O senhor autoriza a disponibilização desta entrevista para a FTU nos seus meios digitais e impressos?

Si claro.


Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 178