quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Celebração da entidade espiritual Exu no dia 22/10/2011


VITÓRIA DA DIVERSIDADE DE CULTOS

A presença de várias lideranças de todas as regiões brasileiras e do cone sul fortaleceu os laços de respeito, amizade e espiritualidade da sociedade das Religiões Afro-Brasileiras, e, porque não, Afro-Americanas.
Celebramos unidos nosso modo de vida, de ser e viver e o rito com nossos ancestrais manifestou esse estilo de vida.
Pudemos realizar o rito, a celebração de nossa gente por intermédio de Exu de forma democrática e que fortaleceu a cidadania do “Povo do Santo” e, principalmente, como de cidadãos planetários.
Sentimo-nos honrados com a presença de tantos irmãos e amigos, para celebrarmos, cultuarmos nossas divindades, as quais reiteramos os pedidos de bênçãos renovadas de paz, saúde, prosperidade em todos os níveis, mas principalmente de concórdia entre todas as “Escolas” das Religiões Afro-Americanas, entre todas as religiões e o congraçamento efetivo entre os povos e nações planetários.
Em nossa celebração cultuamos a entidade sobrenatural Exu, sua valência de ancestralidade primeva, comunicação, transmissão e ação transportadora do Axé, essa força-mágica sagrada que impulsiona nossas vidas para o desenvolvimento como ser humano espiritualizado, consolidando nossa identidade no respeito incondicional à vida, à igualdade entre todos nós!
Celebrando nossos ancestrais por intermédio de Exu pudemos reafirmar e reatualizar ou mesmo mudar o caminho (do qual ele é Senhor), do destino, neutralizando a morte prematura, a doença, a miséria em todos os níveis, as desigualdades e preconceitos vários.
No ritual cujo mote era de evitar a morte prematura, as doenças de todos os matizes, louvamos o Orixá Omulu – Obaluaiyê – Shapanan, fazendo a conexão Exu – Obaluaiyê, por intermédio do enredo toque-dança, cujo tema era a neutralização dos aspectos maléficos (doenças, pestes) buscando a louvação e a conexão com os bons aspectos de Omulu-Obaluaiyê, que estendeu a todos os benefícios de seus pós de encantamento e cura, fazendo nesse instante a ligação com Exu. Os pós dispensados dos atós de Omulu (cabaças com pós mágicos) se assimilam com os apôs (sacos) de pós mágicos e de encantos de Exu (Realização do Axé).
Com isso homenageamos a Tradição Jejê-Nagô onde tive meu início com Pai Ernesto de Airá há mais de 55 anos.
Depois celebramos, invocamos todos os Exus em seus vários aspectos, que culminou com a ida a rua, como forma de liberdade, de cidadania religiosa quebrando com os preconceitos e firmando nossos anseios de igualdade e liberdade não somente religiosa, mas social, cultural, política e econômica. Realmente Exu é o vencedor da era das trevas, poderoso Guardião do Destino, de um destino alvissareiro e de felicidades a todos nós.
Após estas fagulhas descritivas, queremos agradecer a todos os presentes e participantes. Às Mães e Pais de Santo, mais de 80, os quais tacitamente afirmaram ser coniventes e atores ativos da diversidade das Religiões Afro-Brasileiras.
A todos os participantes nosso agradecimento, e que se possível nos enviem sugestões e críticas, as quais serão bem recebidas pois desejamos que no dia 27 de outubro de 2012 tenhamos uma celebração mais participativa, intensa e com maior brilho revertido em bênçãos para nossa comunidade, e para toda a sociedade como um todo.
No encerramento queremos reiterar e parabenizar a maturidade de todos os participantes em relação à diversidade de cultos e ritos, pois exemplificaram com suas condutas respeitosas que realmente estamos numa nova e alvissareira fase das religiões afro-brasileiras ou afro-americanas em que além de louvarmos os Orixás louvamos a diversidade como Sagrada. Axé!



Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 197

Nenhum comentário:

Postar um comentário