segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ori/Bará – Aprofundando fundamentos


Nas últimas publicações deu-se ênfase aos fatores cosmológicos e ontológicos das religiões afro-brasileiras, não deixando, contudo de formalizar a importância magna da experiência mágico-religiosa.

A personalidade, identidade, individuação e o ethos da comunidade afro-brasileira foram discutidos.

Realçou-se o conceito Ori/Bará e dele a riqueza mítico-psicológica e comportamental do arquétipo, o qual reforça a identidade do adepto afro-brasileiro.

Enfatizou-se que o Ori é destino e Bará as possibilidades (condições) de fazer-se um bom destino. Com isto refutou-se a interpretação mítica de que há o mau ou o bom destino definitivo. Há sim destino, quanto à direção a ser dada está no “trabalho existencial” de cada indivíduo. Se assim não fosse, para que consultar os vaticínios de Orunmilá Ifá?

Na certeza de que se é Senhor do Destino, e para tal segue-se os vaticínios de Ifá, que apresentam os meios para a realização do bom destino, refutando de forma peremptória o caráter fatalista e determinista do mesmo.

Antes de discutir-se a triunidade Ori – Emi – Ese  ou destino manifesto no coração (alma) e no corpo (pés), disponibiliza-se o vídeo- Religiões afro-brasileiras - A Filosofia do Orixá como forma de introduzir e subsidiar novas e instigantes discussões que se consubstanciam, espera-se, em prolíficos diálogos. Axé!





 Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 183

Nenhum comentário:

Postar um comentário