segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Religiões Afro-brasileiras - Fundamento de Ori "nas Umbandas"

Nesta publicação ensaia-se a discussão do fundamento Ori-Bará como é entendido “nas Umbandas” mais próximas do: Catolicismo Popular e Kardecismo; Culto Africano e Iniciática. Como método de estudo escolheu-se para este ensaio os principais ou mais conhecidos ícones: Tancredo Pinto (Umbanda Omolocô – Matriz Africana); W.W.da Matta e Silva (Umbanda Iniciática – Matrizes Afro-indígena – Indo-européia) e Zélio Fernandino de Moraes (Umbanda Branca-Matriz Indo-européia).

O vídeo disponibilizado nesta publicação – “Religiões afro-brasileiras – Fundamento de Ori “nas Umbandas” discute e se aprofunda nas raízes citadas. A discussão pretende instigar a pesquisa e também apresentar a diversidade das religiões afro-brasileiras demonstrando que as mesmas se manifestam como um caminho, e não como uma “casa fechada” isto é, uma unidade aberta a releituras e ressignificações contínuas. Axé!





Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

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4 comentários:

  1. Axé Baba mi!

    Ficou muito claro para mim, após ter visto seu vídeo, todo o caminho que as Religiões Afro-brasileiras percorreram e ainda precorrem Brasil afora.
    Lembro que o Sr. mesmo disse que a formação das Religiões afro-brasileiras aconteceram em conformidade com a formação do Brasil, pois somos fruto da interação do índio, do negro e do europeu.
    As trocas, as uniões entre culturas são fatos inegáveis de nossa realidade.
    Mas os pontos de encontro, de intersecção também são reais e são através destes pontos de ligação que fortalecemos nossa identidade e o sentimento de pertencimento.
    Neste vídeo entendi que um destes pontos de semelhança está no fato de que a cabeça ou o chamado Ori dos africanos sempre foi louvado, independentemente do método usado.
    Todos nós temos uma mente e um corpo e é por meio deles que nos ligamos as nossas entidades, e esta mesma mente e este mesmo corpo precisam estar preparados, fundamentados e receptivos para o intercâmbio com o mundo sobrenatural.
    Cada terreiro tem sua forma de louvar ou mesmo de "fazer" a cabeça para este ou aquele caboclo ou para determinado Orixá mas este fundamento nunca foi negligenciado tamanha importância do mesmo.
    Hoje tive a oportunidade de aprender um pouco mais sobre os vários métodos utilizados nas Religiões afro brasileiras no processo de fortalecimento de reencontro com os nossos genitores Divinos.
    Agradeço suas palavras esclarecedoras e de estímulo para estarmos sempre em conformidade com as forças do universo e com as forças dos Orixás.

    Sua Benção,
    Yaranacy.

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  2. Fernanda L. Ribeiro29 de agosto de 2011 22:22

    Axé Baba Mi,


    Ao assitir este vídeo é possível perceber como as diferentes práticas religiosas afro-brasileiras não se chocam, pelo contrário, se complementam.
    Pai Rivas é uma pessoa que destroi as visões distorcidas que nós temos da Realidade, desfaz as cisões em nossa mente. Cura nossas mentes "esquizo" (cindidas).
    Isso está no seu discurso, mas principalmente nas suas atitudes.
    É muito mais do que uma conceituação teórica. Não que esta não seja importante. Mas o que ele propõe é principalmente uma visão de mundo, uma maneira mais saudável e madura de nos relacionarmos com a vida, com nós mesmos e tudo o que nos cerca. É um modo de viver mesmo.
    Obrigada Mestre, por nos propiciar a incorporação destas riquezas em nosso Espírito.

    Benção,
    Fernanda L. Ribeiro

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  3. Axé Baba mi!
    Ao assistir este vídeo, fui remetida há 30 anos. Foi nesta época que dei inicio a minha vida espiritual freqüentando um terreiro de Umbanda. Neste terreiro todos os membros que entravam passavam por 3 processos: Amacys , fixação do Anjo de guarda e lava pés. O interessante que após termos fixados nosso Anjo de guarda, nos foi orientado que esta vela deveria ficar sempre acima de nossas cabeças. Somente quando nosso Mestre comentou da ligação que tem a vela de Anjo de guarda com nosso Ori, é que eu pude compreender esta ligação que há muito tempo já vinha fazendo. Fazia também uma oferenda fora de casa como: pipoca com dendê e uma lamparina, também fazendo a ligação com o meu Bará. Isto vem comprovar o que nosso Mestre vem demonstrando através de seus blogs, que a diversidade das religiões afro-brasileiras, não esta exclusa das demais, pois demonstra que são manifestações diferentes e que a tradição oral faz releituras e ressignificações continuas.
    O mais importante é que dentro desta vivência, eu durante um tempo estive na casa e nos últimos 11 anos é que eu pude perceber que a religião é o caminho. Agradeço ao astral e ao meu Mestre esta oportunidade de enxergar este trânsito que há entre as religiões, e por permitir que eu vivencie tudo isso.
    Sua Benção
    Yamaracy

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  4. A identidade nas religiões afrobrasileiras foi muito bem esplanada, ficou muito clara a apresentação da diversidade cultural e quanto ela é importante para o desenvolvimento e resignificação da tradição religiosa afrodescendente.

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