quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Blog entrevista Pai Wellington Gomes (Caldas Novas - GO)

Qual o nome do senhor e a dijina de santo?

Wellington Gomes Pinto e minha dijina é Rumpi de Xangô.

O senhor é sacerdote há quantos anos?

Há dez anos.

O ilê do senhor fica em qual endereço?

Caldas Novas, Estado de Goiás.

Quais são as atividades desenvolvidas no templo?

Nós temos o desenvolvimento mediúnico, trabalhos aberto ao público nas segundas-feiras, rito de exu sempre as últimas sextas-feiras de todos os meses e toques para os Orixás.

Como estão configuradas as religiões Afro-brasileiras em Goiás? E na Região Centro-Oeste como um todo

Em Caldas Novas somos muito respeitados devido a honestidade e responsabilidade que temos com os nossos ritos e o social que o Terreiro realiza. Nosso terreiro sofreu ate hoje, nesses dez anos de trabalhos realizados algumas ofensas, nada que venha a atrapalhar os nossos rito e trabalho, como por exemplo, comentários de irmãos de outras religiões que dizem que nossa casa é casa do demônio, que no setor não abriria casa do demônio, etc. A religião na região centro-oeste em si é muito respeitada. Não tenho conhecimento de algum fato que veio a oprimir algum sacerdote ou trabalho realizado por ele.

As religiões afro-brasileiras sofrem processos de intolerância religiosa? Se sim, oriunda de que setores?

Sim. Essa intolerância parte dos irmãos protestantes e para grande espanto dos irmãos kardecistas. Porém os novos sacerdotes vêm mudando o rumo dessa historia, da historia da nossa tão querida Umbanda, por exemplo, trazendo novos ritos que não sujam tanto a imagem da nossa Umbanda, como os antigos sacerdotes o fizeram para mostrar o “poder” que tinham. O meu Terreiro tem só tem dez anos e essa transformação é estampada no público que nos segue, são jovens que vem em busca de desenvolver a sua mediunidade, porque demonstramos que a Umbanda é do povo, é livre, e não é macumba.

O senhor faz alguma atividade social? Se sim, qual?

Sim. Temos o projeto Cosme e Damião que engloba a confecção e distribuição de sopa, agasalhos, brinquedos, cestas básicas, e com futuros investimentos ofereceremos para as crianças do nosso setor aulas de maculelê, informática, artesanato, etc.

Como está sendo a parceria com a FTU para o senhor?

Ainda não possuímos parecerias com a FTU, infelizmente, mas pretendemos estreitar nossos laços. Estive na FTU e gostei muito do tratamento que nos foi dispendiado no evento do rito de Exu, voltaremos nesse ano a esse grande rito, e a nossa ligação e conhecimento da FTU e através do nosso amigo João Luiz, que não dispensa esforços para nos deixar atualizados de tudo o que acontece na FTU.

Como o senhor tem encarado o conceito de Escolas propugnado pelas linhas de pesquisa da FTU?

Vejo um grande crescimento intelectual, teológico e cultural para a nossa Umbanda. Nossos Sacerdotes têm que manter a essência de cada terreiro ser conforme a sua entidade espiritual conduz, mas nossos sacerdotes não podem deixar de evoluir culturalmente, todo conhecimento é valido, e tudo que é realizado para a propagação, desmistificação e crescimento da Umbanda é recebido por mim de bom agradado.

O senhor autoriza a disponibilização desta entrevista para a FTU nos seus meios digitais e impressos?

Tem minha total autorização.


Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 176

4 comentários:

  1. gente vcs nao tem como passar esse endereço?????

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  2. prrimeiramente sua bençao padrim parabens pelo trabalho mediunico do centro espirita amor em açao ...................agradeço as orixas e guia por te conhecido vcs ................amo vcs de mais .................centro espirita amor em açao...................jane(ou seja ninguem nao)

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