quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Blog entrevista Pai Jair Campos (Natal - RN)

Qual o nome do senhor e a Dijina de santo?

Jair Campos. Sou de Oxalá Alufam, mas feito para Ogum Wari (ligado a Oxum, Oxalá) na umbanda Ogum Beira Mar e Sete Ondas e Ogum Iara, meu Pai.

O senhor é sacerdote há quantos anos?

Sou Abikum, 15 anos com mãe Joana D’oxum como Pai pequeno. Tenho 10 anos como Pai de Santo.

O Ilê do senhor fica em qual endereço?

Novo Horizonte – Pajuçara II – Natal/RN.

Quais as atividades desenvolvidas do templo?

Temos as Giras de Orixás, Giras de Jurema, mesa de doutrinação (aberto ao Público, mas sendo exclusiva dos médiuns.

Como estão configuradas as religiões Afro-brasileiras em sua região?

Não estou criticando e muito menos falando de Babalorixás ou Balorixás mas deficiente no sentido de não haver união, integração entre todas as religiões afros, a umbanda é uma religião afro querendo ou não tem seus segmentos, seus ensinamentos e suas raízes, porque ser discriminada quando não há uma mistura. Pouco se vê Umbanda sem mistura, tem que haver mistura para se ter valor, claro que se vê aquela Umbanda antiga, de reza e de rezador mas somente nos interiores do Rio Grande do Norte na capital que ainda persiste com muito custo, é a minha, de minha mãe de santo, e mais duas.

E no Rio Grande do Norte como um todo?

Sim, muitas vezes de outras religiões, principalmente evangélica, forte na capital, mas hoje vemos algumas mudanças,professores pedindo trabalhos escolares e entrevista com sacerdote, e que é muito interessante os alunos procuram a Umbanda para entender melhor, alunos católicos, Evangélicos, testemunhas de Jeová e outras, eles acabam entendendo que Kardescismo é Kardescismo, Umbanda é Umbanda, Candomblé é Candomblé, as vezes o que falta é instrução e aprendizado, para eles tudo é igual, não estou dizendo que eles são leigos, não procuram livros, internet e aprender, se aperfeiçoar.

Como está sendo a parceria com a FTU para o senhor? O senhor autoriza a disponibilização desta entrevista para a FTU nos seus meios digitais e impressos?

Esta pergunta já me foi feita, até disseram o quê ou quanto estava ganhando da F.T.U.

Mas eu gosto de sinceridade e verdade, o que coloco aqui em cada pergunta pode ser divulgado, porque é a pura verdade, quando me veio o convite, para mim foi uma honra, uma benção porque, por estar recebendo os louros de uma grande luta que é levar a Umbanda como vista e honrada, claro que fiquei receoso e, além disto, estava debilitado da perna, mas me senti em casa com o respeito de todos da faculdade, a esposa de Pai, Rivas, seu discípulo João Luiz, o próprio Pai Rivas, me encantei com a faculdade, o memorial afro, o templo Iniciatico do Cruzeiro Divino e a sala dos sacerdotes aonde todos estavam unidos, Umbanda, Gege, Nagô, Keto, Angola, Juremeiros com a sinceridade e verdade assim que deveria ser principalmente, cada um que quer ser individual aleitando só os que são de suas raízes.

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