quinta-feira, 23 de junho de 2011

Religiões Afro-brasileiras: Salve, Salve a Jurema!

CULTO AOS ENCANTADOS

Num ambiente descontraído, de muita energia positiva e felicidades foi celebrado mais um toque de Jurema-Encantaria de Mestre Canindé, no Centro de Cultura Viva das Tradições Afro-brasileiras.

Vários Mestres acostados, como é da Tradição da Encantaria, juntamente com os "príncipes" e "princesas" (índios, curadores e feiticeiros) acompanhados de outras “famílias” da Jurema e de vários cultos das religiões afro-brasileiras, estenderam suas "curas" a todos os presentes.

A celebração pública foi prestigiada por um número grande de sacerdotes de vários rincões do Estado de São Paulo, de diversas religiões afro-brasileiras. Muitos admiradores das “Mesas” de Mestre Canindé e do povo da Turquia lá compareceram e foram beneficiados com o Toque e com as prosas e consultas de Mestre Canindé, Rei da Turquia acostados em Mestre Arhapiagha.

Mestre Arhapiagha conheceu a Jurema e Tambor de Mina por intermédio de Pai Ernesto de Xangô, Babalorixá do Candomblé (Jeje-Nagô), na década de 50 até os primeiros anos da década de 60 (1955 a 1962) que também era profundo conhecedor e iniciado nos cultos citados.

Os encantados de diversas procedências, liderados por Mestre Canindé e Turuatan estenderam seus remédios mais importantes e que propiciaram curas em todos os níveis: o vinho da Jurema.

A preparação, os ingredientes são os segredos dos Mestres da Mesa, o mesmo acontecendo com o preparo das fumaçadas (mistura de fumo com ervas mágicas) usados na marca mestra ou marca.

Agradecido a todos os curandeiros, juremeiros, erveiros, raizeiros, mateiros, benzedeiros, rezadeiros, a todos “feiticeiros” deste e do outro mundo, a presente publicação disponibiliza em forma de homenagem álbum de fotos que retrata a celebração.

Salve, Salve a Jurema!

Salve, Salve os Mestres e Mestras,

todos os Príncipes, Princesas e Gentis.

Salve, Salve todos os reinados,

Salve a Mesa, as cidades da Jurema!

Salve a Mesa de Mestre Canindé e demais Mestres. Axé!


P.S.

O estilo literário dos últimos textos postados foi mudado. Permutou-se a primeira pessoa do plural, pela 3ª pessoa do singular (mais raramente a 3ª pessoa do plural).

Agradecemos a presença de todos os pais espirituais que abrilhantaram o Toque da Jurema e trouxeram o seu axé.

As fotos, artisticamente registradas, foram cedidas pelo filho de Santo Antonio Luz a quem agradecemos sinceramente.


Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 157

3 comentários:

  1. Que fotos lindas pai Rivas! Parabéns mesmo. Acompanho o blog do senhor já faz tempo e as informações trazidas são muito importantes para todos nós que fazemos parte da religião. Porém existe um assunto que vem me incomodando há algum tempo e senti vontade de perguntar para o senhor. Ninguém falava na internet sobre religiões afro-brasileiras com tanta propriedade e alcançando tantos cultos, inclusive tradições do nordeste e da região norte do Brasil. Foi só o senhor começar a divulgar que muita gente começou a falar do tema, claramente imitando os termos, os cânticos e até o nome das entidades. Está certo que não conseguem imitar a parte mediúnica e o fundamento destes cultos que são apresentados no seu terreiro. Aí entra a minha pergunta que gostaria de fazer ao senhor. O que o senhor pensa sobre isto? Estas imitações superficiais são absurdas e isto não deveria ser evitado de alguma maneira?
    Obrigado pela paciência e uma ótima semana. Saravá, Alexandre.

    ResponderExcluir
  2. Bens e luz a todos!
    Alexandre, aceitamos a sua observação e de todos. Ocorre que algumas pessoas ainda estão no início e é assim mesmo. No nosso caso, fazemos isto há décadas e estamos divulgando estas vivências na rede mundial de computadores mais recentemente.
    O universo das Religiões Afro-brasileiras não estão limitadas a uma ou duas regiões do país. Elas são transnacionais, mais do que isto: universo-descendentes.
    Reiteramos. Respeitamos todos. As Religiões Afro-brasileiras são de tradição oral. Elas se fundamentam na vivência, no terreiro. Porque no terreiro é onde há o culto e, teoricamente, é nele onde pode ser encontrado o fundamento. Sendo assim, ritualizamos o fundamento, vivenciando o que somos.
    Axé!

    ResponderExcluir
  3. Salve Pai Rivas.
    Sou Presidente Dirigente da Tenda de Umbanda Caboclo 7 Pena Azul, aqui em Cosmópolis SP.
    Venho através dos meus filhos e em nome da Tenda, agradecer pelos ensinamentos diversos postados por vós e a FTU.
    Somos adeptos da Raiz de Pai Tomé (Aumbandhã) Roger Feraudy e também amantes da Raiz de Pai Guiné a qual está em suas mãos e de seus mentores.
    mas tbém praticamos a Umbanda Tradicional com atabaques e cocares em geral, respeitando todas as escolas Umbandistas existentes por aí.
    Queríamos pedir de coração que postasse mais vídeos de Ritos Esotéricos, desculpe o incômodo.

    Um Saravá Fraterno e fique com Deus.

    ResponderExcluir