terça-feira, 31 de maio de 2011

Nada de morte, só vida!

Conta o mito, que quando Orunmilá estava fugindo desesperado da morte encontrou Ewá na beira do rio. Orunmilá comentou com Ewá sobre o ocorrido e ela disse que o ajudaria. Pediu para que ficasse calmo e que a morte não iria lhe “ver”. De fato, Ewá O escondeu sob a bacia na qual “lavava roupas”. Logo após, voltou ao ofício cantando e dançando. A morte passou por Ewá com o séquito de vibrações malévolas e perguntou para ela sobre Orunmilá. Ewá, por sua vez, respondeu que Orunmilá já tinha passado muito longe, passou pela mata, depois pelo rio e certamente já estava muito longe. Diante do relatado, contrariada, a morte desistiu e foi embora. “Ewá havia livrado Orunmilá da morte”

Quantas vezes, após reiterados problemas gravíssimos de saúde, o professor e sacerdote José Flávio Pessoa de Barros, “livrou-se da morte”, não somente escondido por Ewá, mas por todos os Orixás.

Babat’olá (Sacerdote que tem muita honra) mais do que ninguém escreveu em “prosa e versos” os feitos dos Orixás, de seus poderes, do axé vivenciado e compartilhado com todos.

Ontem Olorun o chamou! O irmão, amigo e grande companheiro já não é mais arayê – é um Araorun – torna-se um ancestral ilustre, reconhecido pelos seus ensinamentos na academia e no terreiro, no chão de sua roça.

Nos espaços sobrenaturais do Orum José Flávio Pessoa de Barros é ungido por seu Olori. Mais uma luz brilha no mistério da vida e da morte. Elas são idênticas.

Nosso preito de amizade, carinho e respeito ao professor, sacerdote e, acima de tudo, amigo José Flávio Pessoa de Barros (Babatundé). Sua passagem em nosso plano ficará indelevelmente marcada pela luz de sua inteligência e profunda devoção ao Axé do Orixá. Axé!

“Se não fizermos como a galinha d’ angola, não poderemos ter a vida” (provérbio yorubá constante no livro galinha d’ angola do prof. José Flávio Pessoa de Barros).

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 151

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