quinta-feira, 21 de abril de 2011

Doenças do sistema imunológico na visão das Religiões Afro-brasileiras

Depois de vários textos sobre as doenças, em que enfocamos o mecanismo básico delas segundo os fundamentos da Medicina das Religiões Afro-Brasileiras ou Umbanda, demonstramos que os ascendentes espirituais (mapa kármico) determinam a fisio-morfologia do organismo astral proporcionando as particularidades do mapa genético (genoma), caracterizando a individualidade, por intermédio das características imunogenéticas.

Reiterando é muito importante a compreensão do conceito de que, por intermédio de um código oriundo dos centros de iluminação se consolida o mapa genético, as características imunogenéticas, particulares de cada indivíduo, sendo que na dependência de sua personalidade, expressará ou não determinadas enfermidades e, em apresentando-as, as mesmas poderão estar nas formas atenuada ou agravada (expressividade e penetrância gênicas).

É de vital importância o mecanismo psico-neuro-imunoendocrinológico, o qual poderá ser fator inibidor ou indutor de enfermidades, que tem ascendentes espirituais, manifestos nos centros de iluminação.

Penetrando nos fundamentos da autocura (1º aspecto) e cura (2º aspecto), estudemos à luz da Roda da Vida a manifestação do desequilíbrio dos “elementos”, a Patologia dos Elementos (na verdade a consciência) e subsidiado nela demonstraremos as bases da Terapia das Religiões Afro-Brasileiras.

Dissemos que a autocura seria o primeiro aspecto, deixando os aspectos de cura para o segundo; vejamos o que tentamos dizer.

Imaginemos uma fratura óssea simples, sem maiores complicações. Os cuidados médicos são pertinentes à redução da fratura (se necessário) e imobilização por meio do gesso, já tão conhecido por todos. Mas, para que a imobilização? Para permitir a regeneração óssea e a conseqüente consolidação da fratura (reconstrução óssea).

A regeneração, a consolidação da fratura óssea explica o processo de autocura, a capacidade que os ossos têm, não só eles, mas todo o organismo, de auto-regeneração, em obediência à homeostasia.

A condição sine qua non para que houvesse a regeneração foi a imobilização (a não interferência no processo); por isto dizemos aos nossos pacientes que vamos “gessar”, imobilizar suas almas, advindo a autocura.

Da mesma forma que gessamos o individuo que sofreu uma fratura óssea, e imaginando-a em membro inferior, às vezes somos obrigados a pedir ao paciente que use uma muleta ou bengala, que em nossa analogia são os medicamentos, sejam das Religiões Afro-Brasileiras, alopáticos, homeopáticos ou outros, segundo o grau consciencial do indivíduo, isto é, o quanto sua consciência está mais ou menos desfocada do centro da roda da vida.

Ao explicarmos o porquê de usarmos medicamentos ou remédios (várias formas de terapia não medicamentosas) entenderemos como funciona o sistema psico-neuroimuno-endocrinológico, que tem como ascendente o mapa kármico.

Os medicamentos sejam das Religiões Afro-Brasileiras, homeopáticos, alopáticos, não podem por si só curar as doenças, muito menos os doentes. O paciente estará curado somente quando houver autocura.

Mas o que fazem os medicamentos? São importantes no auxílio da erradicação da doença, pois auxiliam o Sistema Imunológico a combater o desequilíbrio, fazendo-o atuar sem embargos, propiciando a homeostasia (o retorno ao equilíbrio).

Para melhor entendermos a teoria, vejamos o esquema:



Para restaurar a homeostasia, o Sistema Imunológico deverá combater o grupo celular desencadeante. Todavia, torna-se débil em virtude de ter de vencer uma enorme barreira (células ou secreções).

A célula deflagradora produz células que a defendem do Sistema Imunológico (fagocitose) que produz o complexo ou da reação antígeno/anticorpo.

O processo é como se fosse uma camuflagem; a célula permanece camuflada. A “camuflagem” não permite que o Sistema Imunológico a reconheça como anômala em sua morfologia ou fisiologia. Se a reconhecer, não consegue vencer a “barreira” formada por “células defensoras” que exaurem o Sistema Imunológico, impedindo o retorno à homeostasia.

Os medicamentos auxiliam, pois eliminam, neutralizam as células anômalas ou mesmo secreções, permitindo que o Sistema Imunológico, por intermédio de seus componentes celulares e humorais (aqui também se pode explicar por meio dos elementos da Roda da Vida em dissonância; na verdade, a Consciência desarmonizou-se, destrambelhou-se), “ataquem” a “célula revel”, fazendo retornar a higidez, a homeostasia. O medicamento permitiu que o Sistema Imunológico pudesse atuar isto quando o processo funciona, pois na dependência da consciência, não se consegue o sucesso esperado.

O processo resumidamente descrito nem sempre tem o sucesso esperado, pois como afirmamos, dependerá muito da atitude Espirítica-psicológica do indivíduo, sendo que nem sempre o médico ou quem o represente consegue demover do paciente das suas idiossincrasias comportamentais. Neste caso, o paciente poderá ir a óbito ou ter um processo crônico de maior ou menor intensidade, atuando nesse caso, os ascendentes do mapa genético.

O sistema de defesa do organismo tornando-se hipoativo ou hiperativo pode, no primeiro caso, não conseguir debelar a enfermidade e, no segundo, deflagrar as enfermidades auto-imunes, ou seja, algo faz com que ele não reconheça a célula como normal ou própria do indivíduo. Não será que a doença auto-imune é profilática a uma mal maior? Ou é mesmo um descontrole com ascendente genético, do mapa kármico, do karma não atenuado?

No primeiro caso, quando o sistema imunológico é hiperativo, os danos da “célula revel” podem ser causados por ela diretamente ou por suas “secreções” (toxinas, antígenos vários, etc.). Pode-se também aventar a hipótese viral com alterações cromossômicas (DNA), portanto genéticas, mas isto o tempo vai nos dizer...

O processo aventado, da “célula revel” é importantíssimo nas causas das doenças que, na dependência da espiritualidade real do indivíduo, poderá ser ou não neutralizada rapidamente pelo sistema imunológico.

A neutralização do mecanismo da “célula revel” não se dará à força de retórica, mas pela efetiva capacidade do indivíduo conseguir a paz interior, a mente clara, lúcida, coragem e bom ânimo alimentados por uma alegria crescente, enfim, por uma verdadeira e não condicionada felicidade.

Alinhavando nossos conceitos, percebe-se que a cura é real quando houver autocura, e isto depende do individuo, como já dissemos; temos a saúde e a doença, depende do indivíduo, como já dissemos; temos a saúde e a doença, depende do que desejamos expressar, de acordo com nossa atitude, visão de mundo interno e mundo externo. Axé!

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 139

Um comentário:

  1. Estimado Pai Rivas, soy de Montevideo y cursé el introductorio de la Facultad de Teología Umbandista como alumna a partir del Centro Reino da Mata, me gustaría profundizar conocimientos espirituales sobre las dolencias del sistema inmunológico ya que hace 16 años tuve Linforma No Hodking y con mi acercamiento a la espiritualidad me gustaría conocer las formas en las que puedo trabajar la autocura desde la espiritualidad, que nunca practiqué a pesar de encontrarme en la actualidad en buenas condiciones de salud.
    Muchas gracias por sus comentarios. Mi mail es noeliamaciel@gmail.com

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