segunda-feira, 21 de março de 2011

Umbanda - A Senhora das Mil Faces

RESUMO

O título da presente publicação coincide com o nome de nossa obra literária Umbanda – a Senhora das Mil Faces (no prelo) retrata bem os objetivos aparentes e subjacentes do Governo Espiritual do Planeta Terra. Sim, cada individualidade ao encontrar-se com a “Umbanda” tem-na como espelho, vendo-a como a si mesmo. É por isto que cada indivíduo vê a Umbanda segundo sua ótica, sob seu grau de amadurecimento das coisas espirituais.

Muitos irmãos planetários de outros setores, e mesmo os de Umbanda, demoram a perceber que Ela, pacientemente, atende a todos, não se importando que a percebam da maneira que alcançam.É realmente um espelho, pois reflete exatamente a imagem de quem dela se aproxima, sendo justo denominá-La “Senhora das Mil Faces”.Apesar de manifestar-se com “mil faces”, cultuada e interpretada segundo o nível de consciência ou percepção da realidade de quantos a vêem, Ela é una em sua essência.

Palavras-chave: Espiritualidade Universalista, Sagrado, Senhora das Mil Faces, Sociedade, Umbanda.

ABSTRACT

The title of this publication coincides with the name of our book Umbanda - Lady of a Thousand Faces (forthcoming) shows the evident objectives and the apparentand underlying of the Spiritual Government of Planet Earth. Yes, every individuality to meet the "Umbanda " has it as a mirror, seeing it as himself. That’s why each individual sees Umbanda under his optic, in their degree of maturity of spiritual things.

Many planetary brothers from other sectors, and even from Umbanda, are slow to realize that she patiently answers to all, not caring about the way they reach to her. It is really a mirror, because it reflects the exact image of who it approaches, being fair to call it "Lady of a Thousand Faces”. Although manifest itself with a "thousand faces", worshiped and interpreted according to the level of consciousness or awareness of the reality of how they see it, she is one in essence.

Keywords: Universalist Spirituality, Sacred, Lady of a Thousand Faces, Society, Umbanda.

UMBANDA – A SENHORA DAS MIL FACES

O título da presente publicação coincide com o nome de nossa obra literária Umbanda – a Senhora das Mil Faces (no prelo) retrata bem os objetivos aparentes e subjacentes do Governo Espiritual do Planeta Terra.

Sim, cada individualidade ao encontrar-se com a “Umbanda” tem-na como espelho, vendo-a como a si mesmo.

É por isto que cada indivíduo vê a Umbanda segundo sua ótica, sob seu grau de amadurecimento das coisas espirituais.

Muitos irmãos planetários de outros setores, e mesmo os de Umbanda, demoram a perceber que Ela, pacientemente, atende a todos, não se importando que a percebam da maneira que alcançam.

É realmente um espelho, pois reflete exatamente a imagem de quem dela se aproxima, sendo justo denominá-La “Senhora das Mil Faces”.

Apesar de manifestar-se com “mil faces”, cultuada e interpretada segundo o nível de consciência ou percepção da realidade de quantos a vêem, Ela é una em sua essência.

É a Unidade travestida de mil formas diferentes para fazer-se compreendida por todos. Utiliza-se de muitos artifícios que na aparência podem parecer errôneos ou paradoxais, porém, velam a unidade da essência, manifestada no mundo fenomênico de tantas maneiras quantas forem as formas de percebê-La (diversidade).

Vive o homem terráqueo ancorado ao mundo das formas, da substância, decorrência direta de seu nível de evolução espiritual planetário, essencialmente materialista, razão de tantas angústias, dores e sofrimentos da humanidade.

Não se conquista a unidade enquanto houver desigualdade e inconsciência da interdependência entre tudo e todos.

A Sociedade Planetária, embora tenha alcançado avanços consideráveis em vários setores da gnose humana, está distanciada dos comezinhos princípios de Espiritualidade Universalista (Sagrado), atrelada que se encontra ao exclusivismo, à utopia de soberania e superioridade transitórias, valores exclusivamente materiais.

Povos e governos se aglutinam no sentido de resolver problemas cruciais da humanidade, mas sempre de forma tangencial, superficial, nunca cogitando o cerne, o fundamental. Precisamos não de soluções parciais, mas de planejar e executar medidas que visem o bem-estar espiritual e ético do Homem, superando definitivamente os engodos da avareza, da aversão e da ignorância, razão de toda violência, consumada em guerra e destruição.

Enquanto isto, as desigualdades pululam, como se fosse o máximo de liberdade. Mas, liberdade para quem? De que, ou de quem se liberta?

Infelizmente, as pessoas enredam-se no cipoal de incertezas e confusões, que fatalmente, pela ausência de espiritualidade universalista (sagrado) como prioridade existencial, leva-nas a avareza, ao ódio e erro ou apego, desamor e ignorância, triunidade da discórdia, que infelizmente, a História, a Sociologia, a Antropologia, a Economia, a Ciência, a Política e o Direito não conseguem resolver, pois se afastaram do Sagrado, da Religião, da “Religio-Vera ou Religião Indiferenciada”, vendo-a como mero convencionalismo, e jamais como forma de sabedoria, ética e bem-viver

As Religiões, por sua vez, afastaram-se tanto de seus reais objetivos (levando ao descrédito as instituições filosoficorreligosas), que a sociedade não a tem como um meio efetivo de equacionar os seus graves problemas, mas tem-na como “adereço social”, ou quando muito, para cumprir formalidades da convenção social (!!!)

É de se lamentar que o Sagrado, o Divino tenham sido adulterados. Desta inversão surgiram centenas de religiões, seitas, sub-seitas, embora respeitáveis e santas em suas propostas, são visões particularizadas e fragmentadas do Sagrado, razão de tantas discórdias entre as mesmas, levando aos mais sensatos serem céticos, não dando a devida importância às coisas sagradas.

Não seria esta uma causa importante da dissociação da sociedade formando uma estratificação social desencadeando invisibilidade, imobilidade, status, controle e incapacidade de mudança social? Na divisão do mundo em ricos e miseráveis? No desastroso divórcio entre a Religião e Ciência?

Isso é decorrência de perda da Unidade do Sagrado, onde o indivíduo espiritualizado além de ser discriminado é também severamente criticado, sendo tachado de pobre ingênuo, fanático e outros pejorativos.

Todos precisam repensar nos valores que desejam para suas vidas. Necessitam, e muito, do Sagrado, pois por mais que neguem, são Sagrados.

Estaremos passando por períodos de grandes transformações mundiais, inclusive no solo e astral brasileiros, havendo profundas mudanças sócio-políticas e econômicas consideráveis, havendo uma visão ampliada e realista do Sagrado, da Unidade de todas as coisas.

O Brasil, o planeta como um todo, haverá de retornar aos tempos de “civilizações sagradas esquecidas”, onde o Sagrado era a base de todas as realizações, não havendo anátemas, apegos, ódio, ignorância e guerra fratricida, mas um processo de cooperativismo natural, “auto-sustentado” pelo trinômio – Sabedoria – Atividade - Amor Divinos. Este será o Mundo Divino no Homem, que aceitará e viverá sua “Divindade” em consonância com seus Irmãos Planetários, com seus Ancestrais Ilustres, com os Genitores Divinos ou Orishas, com a Consciência-Una.

Este é o escopo da Umbanda*, mesmo que muitos dele duvidem.

Que a Unidade do Espírito seja vencedora!

Somos Imortais, pois somos Espíritos Eternos... nossa essência é Divina, portanto Sagrada.

Que os Augustos Orixás Cósmicos permitam que no menor espaço de tempo possível possamos sentir e viver esses auspiciosos tempos que com certeza chegarão, estão chegando... Trabalhemos sem esmorecimento, respeitando a todos, pois cada grupo cumpre sua parte, e nisto também a Umbanda – A Senhora das Mil Faces.

Bênçãos de Paz e Luz renovadas a todos nós! Axé

* A Umbanda preconiza e sustém, em seus aspectos internos (cósmicos) e externos (regionais) que o Sagrado é a Espiritualidade Universal, inerente a todo ser humano, vivente em seu interior, independente de ser religioso. Pode estar ou não, como vimos na religião, na filosofia, na arte e ciência.

Reafirmamos pelo aludido que não basta ser religioso ou ter religiosidade, é necessário a espiritualidade que não é sectária, dogmática ou misoneísta.

Portanto, ser religioso, não significa, obrigatoriamente, ser espiritualizado (vive a espiritualidade Universal) e vice e versa.

O sagrado é a espiritualidade Cósmica que embora respeite e reconhece, transcende as religiões, as filosofias, as ciências e as artes, sendo pois, ponto de convergência e origem das mesmas.

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 130

Nenhum comentário:

Postar um comentário