quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Axé restituído ao equilíbrio espiritual, mental, físico e social

Resumo

Apesar de vivermos momentos auspiciosos na vida do país, com mudanças estruturais efetivas, é necessário avançar pois ainda somos, nós brasileiros, assolados por uma discrepante e inaceitável distribuição de renda. Essa sim, é uma das maiores causas e ao mesmo tempo efeito das desigualdades, que fomentam a pobreza, a miséria em todos os níveis.

Estaríamos numa situação pior se não fossem as ações transformadoras e desassombradas do Presidente Lula e de seu governo inédito, na tentativa, por todos os meios, de erradicar as desigualdades e a vergonhosa morte por inanição que infelizmente, ainda é infringida aos pobres, miseráveis de todos os rincões desse imenso Brasil.

No que concerne as Teologias das Tradições Afro-brasileiras, devemos seguir seu exemplo, e seguimos, fundamos em 2003, a FTU – Faculdade de Teologia Umbandista, um curso universitário, bacharelado de quatro anos, onde o bacharel é formado como Teólogo com ênfase em religiões afro-brasileiras.

Readquirimos a auto-estima, a cidadania e a isonomia que temos direito. Sim, estamos felizes, pois os tão vilipendiados adeptos das religiões afro-brasileiras, com satisfação, podem afirmar que estão em patamar de igualdade com outras Teologias, e mais, em igualdade com qualquer outro curso universitário.

Palavras-chave: Axé, Equilíbrio, Faculdade de Teologia Umbandista, Lula, Mudanças Estruturais

Abstract

Though we live auspicious moments in the nation life, with effective structural changes, it is necessary to advance, to move forward, because we brazilians still are racked by a disparate and unacceptable distribution of money. This is a major cause and effect of the inequalities that fuel poverty and misery at all levels.

It would be worse if we hadn’t have frank and transforming actions of President Lula and his unprecedented government , in the attempt, by all means, to eradicate the inequalities and the shameful starvation which unfortunately is still inflicted to the poor and miserable people of all the corners of this vast Brazil.

Regarding the theologies of the Afro-Brazilian traditions, we should follow his example, and we did it, founding, in 2003, the FTU – Faculdade de Teologia Umbandista (Umbanda Theology Faculty), a university, four-year baccalaureate, where the bachelor is formed as a theologian with an emphasis on african-Brazilian religions.

Regained self-esteem, citizenship and equality that we are entitled. Yes, we are happy, because the supporters of african-Brazilian religions, with satisfaction, can claim to be on the same level with other theologies, and more on equal terms with any other university course.

Keywords: Axe, Balance, Umbanda Theology Faculty, Lula, Structural Changes

AXÉ RESTITUIDO REMETE AO EQUILIBRIO ESPIRITUAL, MENTAL, FÍSICO E SOCIAL

Apesar de vivermos momentos auspiciosos na vida do país, com mudanças estruturais efetivas, é necessário avançar pois ainda somos, nós brasileiros, assolados por uma discrepante e inaceitável distribuição de renda. Essa sim, é uma das maiores causas e ao mesmo tempo efeito das desigualdades, que fomentam a pobreza, a miséria em todos os níveis.

Estaríamos numa situação pior se não fossem as ações transformadoras e desassombradas do Presidente Lula e de seu governo inédito, na tentativa, por todos os meios, de erradicar as desigualdades e a vergonhosa morte por inanição que infelizmente, ainda é infringida aos pobres, miseráveis de todos os rincões desse imenso Brasil.

Por tudo que vivenciamos nestes oito anos do governo do Presidente Lula, muito temos de agradecer a Espiritualidade, em todos os níveis, independente de credos ou crenças, pois demonstrou a todos que um torneiro mecânico, homem do povo conseguiu comandar, e muito bem, os destinos do país. Nossos agradecimentos incomensuráveis ao Presidente Lula e equipe e a todos os brasileiros que o elegeram e que por meio dele e de seu governo tiveram a ousadia de, por força do voto popular, conduzirem a primeira mulher ao comando máximo do país.

Parabéns ao Presidente Lula pois também permitiu ao povo brasileiro quebrar mais um preconceito, e pelo voto popular, elegeu a primeira mulher presidente (a) do Brasil – a Presidente (a) Sra. Dilma Vana Rousseff (40ª a ocupar a Presidência da República do Brasil). À Presidente (a) empossada desejamos toda cobertura espiritual, e siga avançando nos projetos bem sucedidos do Presidente Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, que com toda a certeza, se não foi o melhor Presidente, foi o mais aceito, pois as estatísticas apontaram para 87%. O pior é que uns e outros quiseram criticar o Presidente Lula quando foi aos braços do povo na sua despedida em Brasília. A esses, lembramos que foi o povo que o elegeu por dois mandatos consecutivos, com aprovação jamais vista.

Não estamos neste texto discorrendo sobre a sucessão presidencial, já realizada, mas queremos citar como exemplo um dos mais ilustres brasileiros de todos os tempos, o Presidente Lula. Sim, citar que ele foi oriundo de classe operária, e mais, era pobre. E como afirmamos muitas vezes, é necessário acreditar, é preciso realizar, e o presidente Lula nos deu esse exemplo.

Retornando ao tema central, alias não saímos dele, no que concerne as Teologias das Tradições Afro-brasileiras, devemos seguir seu exemplo, e seguimos, fundamos em 2003, a FTU – Faculdade de Teologia Umbandista, um curso universitário, bacharelado de quatro anos, onde o bacharel é formado como Teólogo com ênfase em religiões afro-brasileiras.

Readquirimos a auto-estima, a cidadania e a isonomia que temos direito. Sim, estamos felizes, pois os tão vilipendiados adeptos das religiões afro-brasileiras, com satisfação, podem afirmar que estão em patamar de igualdade com outras Teologias, e mais, em igualdade com qualquer outro curso universitário.

É o povo da “periferia cultural” que se desloca para o “centro cultural” levando consigo todo o aporte de neutralizar as desigualdades de todos os níveis. É o povo do santo (pobres, “remediados” e ricos), o povo brasileiro que está com maior mobilidade social, proporcionada pela mudança social, cultural e política brasileiras.

Os adeptos mais abastados e mesmo os de classe média, que também tem seu lugar isonômico nos terreiros, tem a oportunidade de observar que a riqueza do templo é a comunidade, a irmandade. Cada membro cumpre sua tarefa, sendo os sacerdotes e os mais velhos os que mais trabalham, exemplificam aos mais novos a satisfação e a alegria proporcionados pelo trabalho realizado em favor da coletividade terrena – a alegria maior de proporcionar felicidade de todos.

As religiões afro-brasileiras estão exemplificando e inovando, pois seus maiores desafios estão em viabilizar aos seus filhos mais abastados que sintam-se felizes em auxiliar, não apenas dando esmolas ou fazendo campanhas para os pobres (formas de manutenção da miséria), que podem ser úteis e ótimas, mas são emergenciais e não estruturais. Eles, os mais abastados, auxiliarão de forma contagiante e entenderão o quanto é importante permitir liberdade a todos, inclusive a de ser feliz, por intermédio do cooperativismo e outras formas de mudanças substanciais na estrutura arcaica da sociedade que pede mudanças urgentes. Precisamos de uma sociedade mais ética, mais espiritualizada, aí sim neutralizaremos na paz, na alegria e felicidade a desigualdade, não havendo mais pobreza.

Com esse mote queremos afirmar a toda a comunidade das religiões afro-brasileiras, que não somos corporativistas, o que desejamos para nós, desejamos para todos os irmãos planetários. A espiritualidade é a favor de todos, não há privilegiados, e realmente precisamos acabar com essa prática fisiologista que quiseram e querem estabelecer também para a espiritualidade.

Por isso pedimos aos nossos irmãos das religiões afro-brasileiras, principalmente aos mais velhos no fundamento, na práxis e na doutrina, que afirmem sempre que puder que o sacerdócio é realizado sob os influxos da fala, da linha de transmissão (tradição oral), da convivência e do axé do sacerdote consagrado por um outro sacerdote, num encadeamento que se perde nas noites do tempo.

Quem quiser ser sacerdote saiba que o mesmo não é status ou meio para ganhar a vida, mas sim de dedicação ao santo ou ancestral, e que auxilie a erradicar a miséria espiritual e material do mundo.

Que o sacerdote viva de seus proventos, de sua sabedoria, mas não pode ferir a ética espiritual, e mesmo os comezinhos princípios de convivência em sociedade, e isto inclui, principalmente, em não ludibriar o próximo, os consulentes ou clientes como muitos afirmam.

Claro está que a FTU pode e deve ser freqüentada por sacerdotes, mas ela não forma sacerdotes, pois temos certeza de que os mesmos são formados no Templo, e não por intermédio de teorias homogeneizantes, onde se ensinam uma pseudo unanimidade (ideologia), que fere a diversidade e liberdade de cultos das religiões afro-brasileiras.

Aqueles que afirmam desejar o sacerdócio, não se incomodarão em procurar um sacerdote consumado e com ele ser iniciado e “coroado” no grau de sacerdote, independente do tempo de duração do aprendizado vivenciado, respirado que só o templo poderá satisfazer e não de forma estandardizada ou homogênea, pois cada um tem sua própria necessidade atrelada ao seu destino, que não pode ser homogeneizado.

Os que não concordam conosco, nosso respeito, pois aprendemos a respeitar as diferenças, mas, sinceramente somos contrários às idéias daqueles que propugnam desigualdades ou sofismas vários fomentadores de cizânias que degeneram nossas tradições, e com isso a sociedade como um todo, eis o motivo de nosso alerta, em verdade, sinal vermelho!

Somos favoráveis ao diálogo como forma de tratamento, de liberdade de expressão, de convivência pacífica e convergência, mas o que deve prevalecer é a Espiritualidade acima de qualquer egoísmo ou vaidade. É isto que defendo, procurando salvaguardar acima de tudo as religiões afro-brasileiras, sua continuidade e mudanças. Espero que consigamos. Axé!

É constante nesta publicação o álbum de fotos de uma forma, não a única e muito menos a melhor, de ritual de restituição do axé (de sacerdote para filhos espirituais). O ritual foi realizado na praia com meus filhos espirituais sejam eles neófitos, iniciados ou sacerdotes.

A eles e a todos os irmãos planetários nossas vibrações de luz na mente, paz no coração e saúde no corpo e na alma. Axé!

PS: As faculdades de teologias credenciadas e reconhecidas pelo MEC, possuem a chancela do referido órgão para formar sacerdotes, pastores, ministros religiosos. A FTU sempre afirmou que o sacerdócio deve ser feito no terreiro em contato com o seu sacerdote, pai de santo ou mestre espiritual consumado. Respeitamos os outros processos confessionais, mas na tradição da umbanda ou religiões afro-brasileiras a formação sacerdotal é no templo. A FTU não forma pais de santo, forma teólogos. Isso corrobora a minha aversão à ideia de codificação, pois se a faculdade formasse sacerdote estaria institucionalizando o sacerdócio, a codificação. Esta condição está em oposição à diversidade e ao conceito de Escolas sustentando por nós.


























Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 106

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