quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Religiões Afro-brasileiras - Ethos e Política

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Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 213

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Religiões afro-brasileiras são a própria diversidade




Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 212

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Religiões afro-brasileiras – Somos seres transitórios em contínua mudança...



Espiritualidade vivenciada nas Religiões Afro-brasileiras/Americanas têm como escopo demonstrar que do nascimento à morte (a última etapa/momento da vida) há nuances que se bem experienciadas, vivenciadas permitem ao indivíduo humanizar-se, adquirir sua cidadania planetária. Nascimento – vivências – morte – renascimento, eis o ciclo que nos qualifica como transitórios; a cada minuto somos diferentes do que éramos no instante anterior.
Transitórios, pois mudamos da infância até a senectude, embora sejamos os mesmos em essência (espírito). Na realidade o que muda é a forma, tal qual a matéria que estruturou o universo. Somos seres mutantes! Que bom!
Como seres mutantes (mudança, movimento) não podemos nos demorar no ontem, a vida pede passagem, discernimento e adaptações, e é isto que, sem alardes, preconizam as Religiões Afro-brasileiras/Americanas.
Temos a cada momento de nossas vidas a possibilidade de reajustar, ressignificar pensamentos, sentimentos (palavras), atitudes. Sim, como seres mutantes podemos recriar, remodelar nosso destino, devendo a nós mesmos o sucesso ou fracasso de nossas vidas.
Nas Religiões Afro-brasileiras/Americanas aprendemos por intermédio de itanifás, mitos, diálogo com os ancestrais ilustres (Caboclos, Pretos-velhos, Encantados, Exus e outros) que a mente fechada nos traz ignorância; a palavra mal direcionada pode nos levar à ira ou aversão, o mesmo acontecendo com as atitudes que podem ser produtos de nossos apegos.
Todavia, por intermédio de nossos Orixás ou Ancestrais Ilustres podemos cambiar ignorância por sabedoria; ira ou aversão por atração positiva ou amor e os apegos por ações positivas em nosso benefício e de toda a comunidade a que estamos inseridos.
Os pensamentos associamos à cabeça (Ori). Os sentimentos ao coração. As atitudes ou ações e reações comportamentais associamos ao abdome e membros inferiores.
Aqueles acostumados com as Tradições Afro-ameríndias não terão a menor dificuldade de perceber, e os que não estão também, de que falamos de fundamentos de suma importância. Sim, citamos cabeça – que associamos a Ori (Consciência/Destino); Coração (Okan) associado ao Emi (alma) e por último, os membros inferiores (pernas – pés) relacionados ao movimento dado pelo próprio destino, ou melhor, os caminhos que viemos a tomar – onan burukú (maus caminhos) ou onan rere (bons caminhos). Isto é, os aspectos negativos ou positivos do caminho que escolhemos, mas que uma consulta a Orunmilá-Ifá ou aos Ancestrais Ilustres, poderemos retificar, resignificar nosso destino – o bom destino.
No término desse texto esperamos que todos tenham percebido o quanto as Religiões Afro-brasileiras/Americanas, por intermédio dos Orixás e Ancestrais Ilustres, nos demonstram os Onan rere a seguir, retificando o destino, afirmando que todos podem fazer um bom destino, e só querer.
Também afirmam que o amanhã é muito importante, mas mais do que ele é o hoje, o aqui e agora. Sim, façamos o hoje o melhor possível e teremos um amanhã melhor ainda. É só conferir! Tal qual dissemos no início... Tudo transita. Transitemos, pois, do bom para o melhor! É isso que sinceramente desejamos a todos nós – à Comunidade Planetária. Axé!

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
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Publicação 211

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Religiões Afro-brasileiras - ética e cidadania


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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Cerimonial do enlace de Babatolomi Odé e Yatolomi

Cerimonia realizada no dia 10/12/2011. Em anexo álbum com as imagens do ritual de enlace matrimonial.




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Publicação 209

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pai Rivas ritualiza casamento de mãe e pai de santo


No último sábado, nas dependências do Templo da FTU, realizou-se o casamento de Mãe Yatolomi e Pai Babatolomi.
O inédito é que ambos nubentes já estavam legalmente casados há 26 anos e resolveram casar-se, receber as bênçãos e o axé segundo os princípios que esposam.
Os filhos espirituais de ambos estiveram presentes e exemplificaram os ensinamentos e vivências de seus pais espirituais, pois exemplificaram que vivenciam e fazem grassar a diversidade.
Parabéns para todos!
Parabéns às religiões afro-brasileiras que tem iniciado o processo de reconhecimento do outro da vivência da diversidade, mote indispensável para a convivência pacífica indutora da paz mundial. Axé!





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Publicação 208

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Religiões Afro-brasileiras - Umbanda e preconceito


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Publicação 207

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Religiões afro-brasileiras-preconceito iniciático


Disponibiliza-se vídeo “Religiões afro-brasileiras-preconceito iniciático” em continuação ao tema iniciação nas religiões afro-brasileiras. Axé!



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Publicação 206

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Religiões Afro-brasileiras - Tradição é para todos?...



Na praxis do templo, da doutrina esposada pelo mesmo, é necessário que seu mandatário tenha como sabedoria religiosa e mágica a Tradição.
Sim, é necessário conhecer e viver a memória de seu iniciador (Pai, Mestre...), do pai iniciador, do pai do pai do iniciador, enfim de sua raiz ou linhagem com as reatualizações devidas.
Considera-se importantíssimo conhecer e vivenciar a Tradição, pois implica em saber a origem, resgatar a memória, entender e vivenciar, inclusive no estilo de vida, a Tradição na sua comunidade-terreiro.
Pode-se associar a Tradição à origem, à memória resgatada e, muito principalmente, a reatualização, sendo que o olvido da última, com raras exceções leva o individuo ao desenraizamento. O pior é que o mesmo não percebe, caso contrário estaria atualizado com os conhecimentos e práticas de sua raiz ou de seu Mestre-Raiz.
Quando bem vivenciada a Tradição, por discípulos maduros, que serão Mestres, são eles possuídos de um salutar sentimento de pertença, o que fortalece sobremaneira sua identidade como ser individual ou como ser coletivo (comunidade-terreiro).
A Tradição é transmitida, tal qual a cultura, mas principalmente pela transmissão de valores éticos, espirituais através das gerações.
Cada comunidade-terreiro de fundamento ou Tradição tem aquele que “incorporou” a ancestralidade, vivenciando-a, reatualizando-a tal qual presenciaram e respiraram  com seus Mestres (Pais ou Mães de Santo).
O discípulo preparado, longe da vaidade, do orgulho e da hipertrofia do ego, está sendo a própria Tradição por intermédio de seu Pai ou Mãe de Santo, detentor e transmissor da mesma. Sim, ele não só sabe, vive, é a própria Tradição, a ancestralidade rediviva.
A Tradição pode ser entendida como sendo a transmissão de práticas, valores espirituais de geração em geração, algo seguido e respeitado no decorrer do tempo.
O étimo do vocábulo em grego, paradosis e, em latim tradere – significando entrega, transmissão.
Em continuação é importante perceber como se “incorpora” a Tradição, vivenciando-a na sua mais pura acepção, com sua constante, e necessária reatualização.
Quando um Mestre Espiritual consumado se expressa, o faz em seu próprio nome e de todos os que o antecederam, e isto é muito importante.
Pai Rivas vivencia seu sacerdócio há mais de 43 anos, “incorporando” seu primeiro Mestre - Pai Ernesto Xangô Ayrá – Sacerdote  Oluô da Tradição africana keto. Com ele teve os primeiros contatos com o Opele Ifá e a Tradição de Santo  (Orisha). Em 1971 conheceu seu derradeiro Mestre – Pai Matta e Silva (W.W. da Matta e Silva) com o qual teve uma vivência, convivência iniciática de dezoito anos, não sendo apenas Iniciado no 7º Grau, no 3º ciclo, mas o detentor de mando da raiz, ou seja foi elevado em 07/12/88 a sucessor de seu Pai Matta e Silva.
Obvio está que ser iniciado em duas Tradições diferentes poderia ser problemático, mas conciliado as diferenças, buscou nas semelhanças (ambos preconizavam o oráculo de Ifá – Oponifá e Opele Ifá) erigir seu templo, a Tradição da qual é o detentor, atualizando-a constantemente, algo que culminou com a fundação inédita, da Faculdade de Teologia (FTU) com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras, regulamentada e autorizada pelo MEC – órgão governamental que normatiza e fiscaliza o ensino universitário no Brasil.
O meio acadêmico realça tal empreitada, pois no mesmo espaço há salas de aula (conhecimento acadêmico) e o Templo (conhecimento religioso, fé, crenças) sendo considerado paradigma a ser seguido.
Isto só foi possível, pois acredita-se que a diversidade é uma forma inteligente e ética de convivência pacífica, de respeito às diferença, e mais, o reconhecimento do outro que é merecedor dos mesmos direitos, a tão propalada igualdade.
As mudanças ocorreram e ocorrerão, e com elas reatualizações que manterão viva a “Tradição de Santo”, algo que não será entendido por todos.
A vida é assim, o importante é que a Tradição mantida e reatualizada sempre proporcione felicidades àqueles que a seguem, e àqueles que a deixam. A verdadeira Tradição sempre é e será provedora de paz e entendimento, permitindo a todos decidirem e escolherem seus caminhos, sejam com Ela ou sem Ela, mas todos felizes. Ashé!

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Publicação 205

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Seminário – cura e auto cura nas Religiões Afro-brasileiras


Disponibiliza-se nesta publicação seminário “O Poder das Ervas” – 5º módulo, realizado no IFE.






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Publicação 204

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Congresso Sacerdotal na FTU

Esta publicação disponibiliza vídeo sobre o II Congresso de Sacerdotes e Sacerdotisas das Religiões Afro-brasileiras que antecedeu o Rito de Exu - Guardião do Axé e do Destino.





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Publicação 203

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Congresso entrevista professores

Esta publicação disponibiliza vídeo de entrevistas realizado com os professores e pesquisadores de diversas áreas do saber e instituições acadêmicas do nosso país sobre o IV Congresso Brasileiro de Umbanda do Século XXI/ I Congresso Internacional das Religiões Afro-americanas.




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Publicação 202

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

IV Congresso Brasileiro de Umbanda do Século XXI/ I Congresso Internacional das Religiões Afro-Americanas


Fotos do Congresso:

Obs: Clique no ícone para expandir.


Caderno de Resumos:
Obs: Clique no ícone para expandir.



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Publicação 201

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Iniciação nas Religiões Afro-brasileiras




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Publicação 200

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Tradição Oral

Professora Maria Elise G. B. M. Rivas
Sacerdotisa Yamaracyê




Observação1: Clique na foto para ampliá-la
Observação2: A aula ficará disponível nos arquivos de cursos de extensão da FTU.

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Publicação 199

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A FTU PROMOVE VÍDEO COMO FORMA DE GRASSAR A CULTURA DE PAZ NAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS

O vídeo disponibilizado demonstra como a FTU faz grassar a cultura de paz por intermédio da convivência pacífica e respeito incondicional às diferenças representadas nas várias formas de entendimento e práticas nas religiões afro-brasileiras. Axé!




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Publicação 198

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Celebração da entidade espiritual Exu no dia 22/10/2011


VITÓRIA DA DIVERSIDADE DE CULTOS

A presença de várias lideranças de todas as regiões brasileiras e do cone sul fortaleceu os laços de respeito, amizade e espiritualidade da sociedade das Religiões Afro-Brasileiras, e, porque não, Afro-Americanas.
Celebramos unidos nosso modo de vida, de ser e viver e o rito com nossos ancestrais manifestou esse estilo de vida.
Pudemos realizar o rito, a celebração de nossa gente por intermédio de Exu de forma democrática e que fortaleceu a cidadania do “Povo do Santo” e, principalmente, como de cidadãos planetários.
Sentimo-nos honrados com a presença de tantos irmãos e amigos, para celebrarmos, cultuarmos nossas divindades, as quais reiteramos os pedidos de bênçãos renovadas de paz, saúde, prosperidade em todos os níveis, mas principalmente de concórdia entre todas as “Escolas” das Religiões Afro-Americanas, entre todas as religiões e o congraçamento efetivo entre os povos e nações planetários.
Em nossa celebração cultuamos a entidade sobrenatural Exu, sua valência de ancestralidade primeva, comunicação, transmissão e ação transportadora do Axé, essa força-mágica sagrada que impulsiona nossas vidas para o desenvolvimento como ser humano espiritualizado, consolidando nossa identidade no respeito incondicional à vida, à igualdade entre todos nós!
Celebrando nossos ancestrais por intermédio de Exu pudemos reafirmar e reatualizar ou mesmo mudar o caminho (do qual ele é Senhor), do destino, neutralizando a morte prematura, a doença, a miséria em todos os níveis, as desigualdades e preconceitos vários.
No ritual cujo mote era de evitar a morte prematura, as doenças de todos os matizes, louvamos o Orixá Omulu – Obaluaiyê – Shapanan, fazendo a conexão Exu – Obaluaiyê, por intermédio do enredo toque-dança, cujo tema era a neutralização dos aspectos maléficos (doenças, pestes) buscando a louvação e a conexão com os bons aspectos de Omulu-Obaluaiyê, que estendeu a todos os benefícios de seus pós de encantamento e cura, fazendo nesse instante a ligação com Exu. Os pós dispensados dos atós de Omulu (cabaças com pós mágicos) se assimilam com os apôs (sacos) de pós mágicos e de encantos de Exu (Realização do Axé).
Com isso homenageamos a Tradição Jejê-Nagô onde tive meu início com Pai Ernesto de Airá há mais de 55 anos.
Depois celebramos, invocamos todos os Exus em seus vários aspectos, que culminou com a ida a rua, como forma de liberdade, de cidadania religiosa quebrando com os preconceitos e firmando nossos anseios de igualdade e liberdade não somente religiosa, mas social, cultural, política e econômica. Realmente Exu é o vencedor da era das trevas, poderoso Guardião do Destino, de um destino alvissareiro e de felicidades a todos nós.
Após estas fagulhas descritivas, queremos agradecer a todos os presentes e participantes. Às Mães e Pais de Santo, mais de 80, os quais tacitamente afirmaram ser coniventes e atores ativos da diversidade das Religiões Afro-Brasileiras.
A todos os participantes nosso agradecimento, e que se possível nos enviem sugestões e críticas, as quais serão bem recebidas pois desejamos que no dia 27 de outubro de 2012 tenhamos uma celebração mais participativa, intensa e com maior brilho revertido em bênçãos para nossa comunidade, e para toda a sociedade como um todo.
No encerramento queremos reiterar e parabenizar a maturidade de todos os participantes em relação à diversidade de cultos e ritos, pois exemplificaram com suas condutas respeitosas que realmente estamos numa nova e alvissareira fase das religiões afro-brasileiras ou afro-americanas em que além de louvarmos os Orixás louvamos a diversidade como Sagrada. Axé!



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Publicação 197

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O enredo do ritual de Exu




Nesta publicação, disponibiliza-se o vídeo que comenta o enredo da celebração anual das religiões afro-brasileiras ou afro-americanas, ritualizado nas dependências da FTU em seus dois templos.
O ritual Exu – Vencedor das Trevas – Guardião do destino é celebrado anualmente, sendo a próxima celebração em 27/10/2012.
O vídeo é uma homenagem e agradecimento a todos os presentes, principalmente aos quase cem sacerdotes ou sacerdotisas que compareceram com seus filhos, e todos juntos registraram mais uma vitória espiritual e social para as religiões afro-brasileiras ou afro-americanas.
Todos estão convidados para os próximos eventos que tem como ponto culminante o respeito incondicional com as diferenças, ritualizado numa forma inteligente e espiritualizada que coroa a convivência pacífica. Axé.





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Publicação 196

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Exu - O Guardião do Axé e do Destino


Na próxima publicação, texto sobre o  rito.



Ps: Clique na foto para ampliá-la


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Publicação 195



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A mobilização da comunidade terreiro na Festa de Santo




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Publicação 194

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Blog entrevista Pai Luizinho (Rio de Janeiro - RJ)


Qual o nome do senhor e como é conhecido no santo? 
Luiz Antônio Cardoso Araújo. Sou conhecido como Pai Luizinho  

O senhor é sacerdote há quantos anos? 
Desde 05/1987. Há 23 anos. 

A casa do senhor fica em qual endereço? 
A Cabana do Pai Miguel das Almas, fica na Rua Samuel das Neves, 930 - Pechincha - Jacarepaguá - RJ 

Quais são as atividades desenvolvidas no templo? 

Sessões de orientação espiritual (consulta)
Realizadores: médiuns do Templo através das entidades: Exu, Caboclo, Cigano e Preto Velho.
Quando: 2 vezes por mês
Sessões de doutrina com base na doutrina de Kardec:
Realizadores: dirigentes do Templo e palestrantes
Quando: 2 vezes por semana
Sessões de Cura Espiritual (atendimento com homeopatia, cristais, reike, cromoterapia, massoterapia, passes, toque de sensorialização e outros):
Realizadores: médiuns do Templo
Quando: 2 vezes por semana
Sessões de Prece Especial Senzala (com preces para o espíritos desencarnados e antepassados)
Realizadores: médiuns do Templo através dos Pretos Velhos
Quando: 1 vez por mês
Sessões de Tratamento Espiritual para dependentes químicos:
Realizadores: grupo externo
Quando: 2 vez por mês
Cursos
Iniciação mediúnica: com duração de 2 anos. É pré-requisito para adesão dos médiuns novos no Templo.
Ritualísticos: cursos preparatórios para vivências ritualísticas como batizados e recolhimentos.
Holísticos: reike, cristaloterapia, astrologia, cromoterapia, apometria, passes, valores humanos e ifá.
Rituais
Ritos de recolhimento/ iniciação: ocorrem 7 vezes no ano, na preparação gradual dos médiuns. Alguns recolhimentos duram 3 dias e outros 9 dias;
Ritos de Osé: ocorrem duas vezes ao ano com participação de todos os médiuns;
Encontros Mediúnicos:
Ocorre um por ano, com todo o grupo mediúnico, para reciclagem e informação da nossa meta a alcançar naquele ano.
Festividades Religiosas:
Sessões festivas de louvação à entidades e orixás que ocorrem ao longo do ano.
Sessão de Agradecimento/Encerramento que ocorre ao final do ano, encerrando as atividades espirituais.
Cerimoniais: casamentos e batizados.
Festividades Sociais:
Ocorrem duas ou três vezes no ano, para promover a integração dos médiuns e assistentes e gerar recursos para auxiliar na manutenção do Templo.

Como estão configuradas as religiões Afro-brasileiras em sua cidade? E no Sudeste como um todo? 
No Rio de Janeiro e no Sudeste temos:  Umbanda,  Omolocô,  Candomblé de Ketu, Angola e Jeje.

As religiões afro-brasileiras sofrem processos de intolerância religiosa? Se sim, oriunda de que setores? 
Sofrem sim e na maioria das vezes são dos evangélicos!

O senhor faz alguma atividade social?   Se sim, qual? 
Nossas atividades sociais são esporádicas e ocorrem principalmente próximo as datas especiais como, por exemplo, no Natal, através de doação de alimentos, roupas e brinquedos ou ainda, em momentos de auxílio à pessoas carentes que venham ao Templo solicitando por ajuda ou à comunidades que estejam necessitando de doações tempestivas por alguma tragédia de ordem natural ou social. Organizamos o Templo para que possa ser um ponto de referência e recolhimento das doações.
Além disso, todas as atividades desenvolvidas pelo Templo, conforme descrito no item 4, são gratuitas como também não há pagamento de nenhum trabalho espiritual realizado em nome do Templo, seja dentro ou fora do mesmo.

Como está sendo a parceria com a FTU ? 
Ainda não temos nenhuma parceria junto a FTU embora tenhamos a intenção de tê-la, uma vez que nosso Templo converge aos propósitos de conhecimento e desenvolvimento do saber das práticas religiosas afro-brasileiras bem como do crescimento e da valorização do ser humano. Estamos a disposição para que possamos efetivar essa parceria.

O senhor autoriza a disponibilização desta entrevista para a FTU nos seus meios digitais e impressos?
Sim.

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Publicação 193

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Religiões Afro-brasileiras: Introdução à iniciação


O vídeo estará introduzindo os aspectos da iniciação que serão discutidos a posteriori.





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Publicação 192

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Blog entrevista Mãe Luiza (Sabará - MG)


Qual o nome do senhora e a dijina de santo? A Senhora utiliza algum?
Aqueles que me conhecem, geralmente me tratam como Mãe Luiza e não tenho uma Dijina.  Os frequentadores que me tratam assim. E devido a isso é Dona Luiza mesmo ou Mãe Luiza.

A senhora é sacerdotisa há quantos anos?
Ah, tem muitos anos que eu trabalho, a mais ou menos uns 30 anos. E comecei no Kardecismo, e de lá, me disseram que minha missão era de “benzeção”, e passei para a Umbanda, veio a obrigação do santo, de zelar. E abri minha casa depois disso uns 8 a 10 anos, num quartinho, e foi melhorando aos poucos. E tudo começou num quartinho, no bairro Sagrada Família, na Rua Cabrobó º 56 em Belo Horizonte. Depois que fizemos um templo com maior espaço.

O ilê do senhor fica em qual endereço?
A Tenda Espírita Mãe Maria e Pai José de Angola fica em Sabará-MG, bem pertinho de Belo Horizonte.

Quais são as atividades desenvolvidas no templo?
Além das reuniões às quartas-feiras, faço caridade com o que ganho. O que recebo faço doações, levo a creches, grupo escolar e jardim de infância. Faço festa na creche como este ano já fiz. Doamos cestas básicas que recebemos da Prefeitura e de outras pessoas.
Temos Congado, não é uma religião, mas é uma coisa que eu faço. Levantei a bandeira no último domingo de junho de São João Batista e São Pedro. E em julho, a de Santana, que representa Nanã no Candomblé. Levanto as bandeiras e toco Congado é porque foi promessa, que eu fiz a mais de 10 anos. Ainda levanto a São Lázaro, e Cosme-Damião. As pessoas que ajudam são da família e amigos. E a prefeitura me ajuda muito, quando vem congado de fora, porque vem muita gente.

Como estão configuradas as religiões Afro-brasileiras em sua cidade? E em Minas Gerais como um todo?
Dentro de Minas se cultiva mais a Umbanda e o Candomblé está aumentando, e ele faz parte desta visão sagrada, mas eu faço parte da Umbanda, mas também tenho raízes no Kardecismo, no Candomblé e até fiz obrigações por lá. Considero muito estas religiões, mas eu trabalho com a Umbanda, pois as pessoas que frequentam a minha casa ajudo com o Preto Velho, Caboclo, Exu, Erês, Baianos e Boiadeiros, tudo dentro da Umbanda.

As religiões afro-brasileiras sofrem processos de intolerância religiosa? Se sim,oriunda de que setores?
Com o respeito à Umbanda, o pessoal do Candomblé não respeita muito a Umbanda por aqui... Eu acho que somos desrespeitados. Aqui no bairro meus vizinhos frequentam minha casa, nunca aconteceu qualquer coisa. Aconteceu um caso com os evangélicos, mas tudo foi conversado e existe muito respeito entre as duas partes.

A senhora faz alguma atividade social? Se sim, qual?
A Prefeitura de Sabará pede que demos cursos ...não pede, exige. O que conta para eles é uma ajuda material, como doações, cursos etc. E como não tenho espaço, não há como realizar atividades para a população, estou olhando como irei resolver isso. E tudo que eu recebo, reverto em doações para as pessoas e entidades do bairro que necessitam.

Como a senhora tem encarado o conceito de Escolas propugnado pelas linhas de pesquisada FTU?
Acho uma ótima idéia, está reunindo as pessoas, é como cultivar uma religião de um ou de outro, e todos se unindo. Este é também o meu viver e é aquilo que também aprendi.

A senhora autoriza a disponibilização desta entrevista para a FTU nos seus meios digitais e impressos?
Pode sim, vocês tem minha autorização para colocar esta entrevista para público.

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Publicação 191

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Reatualizando Doutrina e Práticas da Umbanda Esotérica


No século XX construiu-se uma verdadeira “civilização da imagem”, na contramão de direção da imprensa, da escrita (Durant).

No ocidente sempre se valorizou a tradição escrita em detrimento da tradição oral (insipiente), pois a mesma não obedecia o método da verdade proposto por Sócrates, seguido de Platão e Aristóteles.

A “verdade” é baseada numa lógica do verdadeiro ou falso, não havendo possibilidade para uma terceira opção (terceiro excluído).

No caso das imagens, do acervo perceptivo, há várias possibilidades, valorizando-se, pois, a pluralidade e a diversidade como elementos importantíssimos e cruciais na construção da Sabedoria, manifesta no conhecimento do imaginário.

Com isso podemos afirmar sem sofismar ou ser erístico que as religiões afro-brasileiras são pela diversidade, estando nisso sua riqueza, liberdade, ética, inclusão e abrangência máximas.
Por isto a constante da Tradição é a contínua mudança (ideia manifesta em várias linguagens), logo uma unidade aberta que permite ressignificações ou releituras contínuas.

No objetivo focado no objeto, dá-se início nesta publicação as ressignificações, releituras ou reatualizações da doutrina e metafísica das obras de W.W. da Matta e Silva e de seu sucessor, o Sacerdote das religiões afro-brasileiras F. Rivas Neto que iniciou-se no Culto de Nação Ketu, tendo experiências nas Encantarias várias, Candomblé de Caboclo, Umbanda Omolocô e Umbanda Iniciática (“Umbandização”).

Inaugura-se, pois com esta publicação a releitura das obras de Rivas Neto, principalmente de sua visão polimórfica, plural e diversa das práticas e ritos magístico-religiosos que concretiza nas lides do sacerdócio das Religiões afro-brasileiras há  43 anos. Axé!








Referências Bibliográficas:


Durand, G. O imaginário. 4ª ed. Editora Difel: Rio de Janeiro, 1998


Obras de W. W. da Matta e Silva (Mestre Yapacany)
·         Mistérios e Práticas da Lei de Umbanda
·         Lições de Umbanda e Quimbanda na palavra de um Preto-Velho
·         Segredos da Magia de Umbanda e Quimbanda
·         Umbanda e o Poder da Mediunidade
·         Umbanda de Todos Nós
·         Umbanda Sua Eterna Doutrina
·         Doutrina Secreta de Umbanda
·         Umbanda do Brasil
·         Macumbas e Candomblés na Umbanda


 Obras de F. Rivas Neto (Mestre Arhapiagha)
·         Umbanda a Proto-Síntese Cósmica
·         Umbanda – o elo perdido
·         Lições Básicas de umbanda
·         O Arcano dos Sete Orixás
·         Exu – o grande arcano
·         Fundamentos Herméticos de Umbanda
·         Cura e auto cura umbandista – terapia da alma
·         Sacerdote, Mago e Médico – cura e auto cura umbandista
·         Espiritualidade e Ciência na Teologia das Religiões Afro-brasileiras



Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 190