quinta-feira, 29 de abril de 2010

Terapia de Transtorno Obsessivo Compulsivo

TRATAMENTO DO TOC

O tratamento preconizado pela medicina oficial acadêmica é deveras importante para ser negligenciado, todavia preferimos associá-lo, quando possível, com a medicina integrativa propagada pelas religiões afro-brasileiras. Portanto, comentaremos alguns tratamentos da farmacoterapia e da psicoterapia e outros em associação com “os remédios do terreiro”. No final do texto, disponibilizaremos dois vídeos, o segundo complementando o primeiro sobre as “fumaçadas” ou defumações feitas com a Marca (cachimbo) utilizadas nos cultos da Jurema e Pajelança.

Iniciaremos nossas ligeiras considerações sobre o TOC e seu tratamento, ressaltando que a cura de qualquer doença depende da mudança profunda e interna do indivíduo. A cura será real quando houver mudanças essenciais de sentimentos, pensamentos e atitudes. A essa atitude internalizada e exteriorizada denominamos metanóia.

Remontemos ao início de nossos textos no blog e, logo os associamos à Espiritualidade, saúde e sustentabilidade. Sim, é o que acreditamos. Não temos as últimas respostas, mas as primeiras são de que a ciência de ser espírito, a consciência desta verdade, permite uma saúde equilibrada, harmonizada com os ciclos e ritmos do universo. Em suma, afirmamos que a Espiritualidade permite que nos libertemos do que nos escraviza, isto é, do sofrimento.

Todo ser humano tem um nível mental (a consciência de que é Espírito). Quanto maior o nível, maior a vontade de suplantar o anti-natural, retornando ao normal, ao natural e, por decorrência, ao sobrenatural (espiritual).

O indivíduo é o responsável por seu nível mental. Quanto mais responsável for, mais capaz de responder pelo que faz, não dá falsas explicações por suas atitudes. Isso denominamos maturidade para a vida, estando mais próximo da Espiritualidade. Ela é inerente a homens comuns, mas que sejam coerentes, responsáveis e naturais, sem o artificialismo que medra em nosso mundo contemporâneo. “É o não precisa ser, basta parecer que é”. Somos avessos a tal comportamento, pois acreditamos que somos o que somos e, nada mais.

Os níveis mentais congregam os afins, logo temos as amizades que desejamos que compactuam de nossas afinidades, sendo isto válido para todos os níveis mentais.

Depois destas considerações que dividimos com nossos leitores, relembremos que os níveis mentais, segundo nossos pressupostos, são três (em cada um deles há vários sub-níveis): o sutilíssimo, o sutil e o denso.

Cada indivíduo é livre para escolher seu nível mental, sendo que ressalvamos ser a valoração que se dá às coisas define o mental e não o certo ou errado, fazer isto ou aquilo; é o indivíduo em essência e não na aparência. Diz o adágio popular: ele é o que é, o que quiser ser. O ideal é viver os três níveis, mas saber que tudo é manifestação. O sutil é manifestação do sutilíssimo, assim como o denso é manifestação do sutil. A não-percepção ou a não vivência dos níveis mentais é a causa fundamental das doenças, as quais nada mais são que manifestações das desarmonias do individuo. O fator desencadeante é a não-vivência integrada dos três níveis mentais básicos. A vivência tripartite separa e polariza os níveis. A separação e a polarização rompem a unidade mental (os três níveis integrados) deflagrando a doença ou enfermidade (quebra homeostática).

Nossas especulações ou pressupostos, sempre abertos à discussão, nos remetem a energia densa (nível mental 1), representado no corpo (soma) e a energia sutil (nível 2), manifesta na porção consciente da mente, e a energia sutilíssima (nível 3) se expressando no inconsciente superficial (neo-inconsciente, as várias estratificações) e no inconsciente profundo (arqui-inconsciente). Vencendo-se as barreiras do corpo, do consciente, do inconsciente superficial (neo-inconsciente) acessamos o inconsciente primevo, profundo, enfim o arqui-inconsciente – a Espiritualidade.

Depois desse retrospecto e aprofundamento conceitual, antes de discorrermos sobre o tratamento dos transtornos obsessivos compulsivos, faremos algumas ligeiras considerações, as quais serão úteis na compreensão da enfermidade em voga e o escopo das terapias propugnadas.

A maioria dos pacientes apresenta características marcantes, sendo uma delas a ambivalência (já discutida) e o pensamento mágico que abordaremos superficialmente.

No pensamento mágico, a regressão desvela formas precoces de pensamento, em vez de impulsos, isto é, as funções do ego, bem como do id, são afetadas pela regressão. Inerente ao pensamento mágico é a onipotência do mesmo. As pessoas acreditam que, por pensar em um acontecimento no mundo externo, isso pode levar à sua realização sem as ações físicas intermediárias. Tal sentimento leva-os ao medo de ter um sentimento agressivo (SADOCK).

A versão da psiquiatria é pré-clara, mas não achamos que expressa toda verdade. A visão das religiões afro-brasileiras não nega os conceitos da medicina oficial, todavia propugna que há mente externa interferindo no processo. Pensamentos, sentimentos, impulsos, sensações podem ser captadas, apreendidos tal qual a visão, a audição. Em outras palavras, o pensamento mágico é possível (ver, ouvir pelo inconsciente). Um pensamento pode ser emitido (emissor) e ser apreendido, captado no inconsciente superficial do receptor. Deixemos esses “fatores metafísicos” para uma próxima oportunidade, onde aprofundaremos esses conceitos.

Encerrando as considerações, afirmamos que a metade dos pacientes com TOC tem início súbito dos sintomas. Pode ocorrer após um acontecimento estressante (estressor), como gravidez, problema sexual ou morte de um parente. Como muitas pessoas mantêm seus sintomas em segredo, por vezes há uma demora de 5 a 10 anos antes que busquem ajuda psiquiátrica. Um mau prognóstico é indicado por ceder (em vez de resistir) às compulsões, início na infância, necessidade de hospitalização, transtorno depressivo maior coexistente, crenças delirantes, idéias supervalorizadas (isto é, certa aceitação das obsessões e compulsões) e presença de um transtorno de personalidade (especialmente transtorno de personalidade esquizotípica).

Um bom prognóstico é indicado por um ajustamento social e ocupacional, presença de um acontecimento precipitante e natureza episódica dos sintomas. O conteúdo obsessivo não parece se relacionar ao prognóstico. Ótimo, excelente, penetremos sem mais delongas nos meandros das várias terapias por nós colecionadas.

TRATAMENTO FARMACOTERÁPICO

  1. a.Inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSr)
  2. b.Medicamentos tricíclicos ou tetracíclicos (clomipramina)
  3. c.Potencializadores de (a) e (b)

Valproato

lítio

carbamazepina

  1. d.Venlafaxina
  2. e.Pindolol
  3. f.Inibidores de monoaminoxidase (iMAO)

Fenelzina

  1. g.Pacientes não responsivos (que não respondem ao tratamento prescrito)

Buspirona


  1. h.Hidroxitriptamina (5-HT)

L – triptofano

Clonazepam

PSICOTERAPIAS VÁRIAS

- Psicoterapia orientada para o insight

- Vivencia terapia breve ou continuada – propaga a cura universal

- Casos extremos (?!?) - Psicocirurgia – cingulotomia (há probabilidade de seqüelas: convulsões e outras)

- Terapia comportamental

(muitos a tem como tratamento de escolha para o TOC)

TRATAMENTO PRECONIZADO PELAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS

a. Promover o retorno da harmonia e equilíbrio entre o indivíduo, Ori e Orixá.

b. Mantenedores do axé (Princípio e Poder de Realização e Crescimento) que proporcionam harmonia, estabilidade e equilíbrio entre a vida espiritual, orgânica e social.

- Banhos de ervas rituais e medicinais.

1. Descarrego (neutralizar energias negativas e “afugentar” antagonistas)

2. Purificação

3. Propiciatório

4. Ervas + acassá dissolvido, depois do ebó ou adimu

5. Sacudimento (com peregum, aroeira, etc)

6. EBÓ, principalmente com os 7 vegetais para a saúde, neutralizar doenças (limpeza).

7. ABÔS (se o indivíduo for iniciado ou está na iniciação)

8. AMACI (se o indivíduo tem “carrego de santo” e outros)

9. Chás

10. Decocções

c. BORI – Dar de comer ou fortalecer a cabeça, e louvá-la. É fundamental na ligação do indivíduo e o Orixá, afastando todos eguns e arajés – renova e fortalece a unidade - indivíduo / Ori / Orixá (louvar o Ipori).

BARÁ e OKÊ IPORI – Preceituar o destino, fortalecendo o Bará ayê (Exu no corpo do indivíduo) e Bará Orun (no pote de barro – continente) com os conteúdos fundamentais (búzios, obi, orobô, ervas, okutás etc).

d. Rito de Bênçãos e bons auspícios curativos (corpo e espírito). Não podem faltar as oferendas do Orixá, principalmente o acassá e água (omi tutu)

e. Rito devocional (deitar na dicissa – louvar o olori ou juntó)

f. Oráculo terapia –

O oráculo retifica o destino, afastando Osogbá, eguns e outros.

Depois de consultar Orunmilá-Ifá é necessário dar ebó (o jogo diz o que e para quem) otimizando o “destino”. O destino é aberto, pois o individuo é quem decide, é livre para se libertar do que o escraviza – o sofrimento.

g. Diálogo como terapia

Nas religiões afro-brasileiras, temos as “engiras” com “consultas”. Os ancestrais ilustres são invocados para ajudarem a resolver os mais variados problemas, que em geral são de 4 espécies: problemas espirituais, de saúde, afetivo-emocionais e das coisas materiais, como problemas financeiros, dificuldades no trabalho, problemas de justiça, de polícia entre outros.

É uma terapia que veicula o som, o sopro divino, o ar divino, principalmente o “Princípio Massa-genitora” – Ofurufú – a vida renovadora – o verbo divino.

h. Terapia do Transe, transe de possessão –transe mediúnico - transe como elemento que fortalece a unidade mental, sendo o elixir da mente.

i. “Fumaçadas” (defumação com a “Marca”)

“Fumaçadas” curativas, para todos os momentos, para todas as necessidades. Usadas na pajelança, na Jurema e outros cultos das religiões afro-brasileiras.

As “fumaçadas” se compõem de fumo misturado com outras ervas curativas ou mágicas, segundo a necessidade, que o próprio Mestre saberá escolher. O Mestre Juremeiro, em geral é rezadeiro, erveiro, mateiro, benzedeiro, curandeiro e “feiticeiro”. Para melhor entender disponibilizaremos dois vídeos que tratam das “fumaçadas” como terapia.

Que o sopro divino nos envie seu Ofurufú - medicinal e ritual.

Mo Ju Iba Gbogbo Ooxá! Ooxaguian tori bo mi ! Axé!

Saravá! Salve, Salve a Jurema, Salve os Mestres do além e todos os demais encantados.



Caso não consiga assistir o vídeo, clique aqui


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Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 32

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Transtornos de Ansiedade: Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

RESUMO

O Transtorno obsessivo compulsivo (TOC) tem como características fundamentais as obsessões ou compulsões recorrentes, graves que causam efeito expressivo. O paciente pode apresentar obsessão, compulsão ou ambas. Esses interferem de modo significativo na rotina normal do indivíduo, no desempenho ocupacional, nos relacionamentos e nas atividades habituais.

No que concerne aos sintomas do TOC assumem inúmeras formas. O aspecto mais característico é a “vacilação” e dúvida que ocorrem como consequência de uma contínua luta interna contra o sintoma. A convicção periodicamente renovada de que um sintoma absurdo deve ser enfrentado, sempre provoca uma atitude de dúvida e apreensão pelas possíveis e desconhecidas consequências.

Analisando apenas estas considerações pode-se avaliar o sofrimento desses indivíduos, os quais, como discutiremos no final do texto, estão na maioria dos casos, sob os guantes de antagonistas espirituais cruéis e desalmados, que os impedem de ter uma vida, quiçá normal.

Palavras-chave: Medicina complementar, Medicina espiritual das religiões afro-brasileiras, Obsessão, Transtorno Obsessivo Compulsivo, Vivência-terapia breve

ABSTRACT

Obsessive Compulsive Disorder has among its fundamental characteristics recurrent obsessions or compulsions, which cause severe expressive effect. The patient may present obsession, compulsion, or both. These interfere significantly in the individual's normal routine, occupational performance, relationships and on usual activities.

Regarding the symptoms, Obsessive Compulsive Disorder take many forms. The most characteristic feature is the “wobble” and doubts that occur as a result os continuous fighting against the symptom. The periodically renewed conviction that a symptom must be faced absurdity, always brings an attitude of doubt and apprehension for the unknown and possible consequences.

Analyzing only those considerations, one can evaluate the suffering of these individuals, which, as discussed at the end of the text, are in most cases, under the spiritual guantes antagonists cruel and heartless, which prevent them from having a life, maybe normal.

Keywords: Complementary medicine, spiritual medicine of african-Brazilian religions, Obsession, Obsessive Compulsive Disorder, Brief Therapy Experience

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO (TOC)

O Transtorno obsessivo compulsivo (TOC) tem como características fundamentais as obsessões ou compulsões recorrentes, graves que causam efeito expressivo.

O paciente pode apresentar obsessão, compulsão ou ambas. Esses interferem de modo significativo na rotina normal do indivíduo, no desempenho ocupacional, nos relacionamentos e nas atividades habituais.

As obsessões são pensamentos recorrentes que interferem com a consciência. Igualmente podem ser sentimentos, idéias ou sensação recorrente e intrusiva. Em contraste com estas, que são um acontecimento mental, a compulsão é só um comportamento. É um comportamento consciente, padronizado, recorrente, como contar, verificar ou evitar.

O paciente com TOC se dá conta da irracionalidade das sensações e experimenta tanto a obsessão como a compulsão – como comportamentos indesejados (egodistônicos).

O ato compulsivo consiste em uma tentativa de reduzir a ansiedade associada à obsessão, mas quase sempre não há êxito em realizá-lo. Completar o ato compulsivo pode não afetar a ansiedade, mas aumentá-la. A não realização da compulsão também aumenta a ansiedade.

O paciente como podemos deduzir, sente-se extremamente desconfortável com os seus sintomas (geralmente os dois tipos), tenta sem sucesso resistir-lhes e apresenta ansiedade se for impedido de realizar seus rituais (os atos compulsivos). Como no paciente fóbico, o obsessivo compulsivo necessita de seus sintomas como escudo contra a ansiedade. Ao contrário do paciente fóbico ele não pode objetivar seus receios, e portanto, evitar o objeto ou a situação, mas deve enfrentá-los no seu próprio estilo característico o qual se assemelha ao pensamento mágico (esperando que as coisas aconteçam pelo seu desejo e não por uma atitude ativa ou meios lógicos). Torna-se inútil apontar-lhe a irracionalidade de suas obsessões ou compulsões, pois ele o sabe e sofre por isto.

A despeito das tentações e medos obsessivos quase nunca se realizarem, eles freqüentemente levam a execução de certos atos inocentes que parecem servir como contramedidas. Estes atos (frequentemente denominados rituais) geralmente consistem de uma repetição cerimoniosa de atividades diárias comuns, como por exemplo, rotinas especiais de lavar-se, vestir e arrumar o quarto. O significado pode parecer claro para o paciente, mantendo as mãos escondidas nas mangas do paletó, como se prevenindo para não agredir a alguém ou então o ato de lavar continuamente as mãos para prevenir contaminação por germes. Às vezes, entretanto, não é claro o que a ação significa; o contar ou pisar sobre fendas de modo compulsivo. Quer o ato tenha algum significado ou não, ele procede de uma necessidade interior, e a resistência a este ato provocará ansiedade (SADOCK).

No que concerne aos sintomas do TOC assumem inúmeras formas. O aspecto mais característico é a “vacilação” e dúvida que ocorrem como consequência de uma contínua luta interna contra o sintoma. A convicção periodicamente renovada de que um sintoma absurdo deve ser enfrentado, sempre provoca uma atitude de dúvida e apreensão pelas possíveis e desconhecidas decorrências.

Normalmente a dúvida faz parte do pensamento crítico na sua forma obsessiva, ela derrota a finalidade do pensamento. Conclusões racionais e decisões lógicas tornam-se impossíveis e os infindáveis ciclos de soluções frustradas tornam a vida mental do indivíduo um disco quebrado que nunca termina. A área confusa entre a dúvida como ceticismo, e a dúvida como ruminação compulsiva, separa o mundo mental do obsessivo-compulsivo daquele da experiência cognitiva normal.

Analisando apenas estas considerações pode-se avaliar o sofrimento desses indivíduos, os quais, como discutiremos no final do texto, estão na maioria dos casos, sob os guantes de antagonistas espirituais cruéis e desalmados, que os impedem de ter uma vida, quiçá normal.

Retomando os aspectos clínicos aventados pela medicina oficial, em especial a psiquiatria, relembremos que pensamentos recorrentes que interferem com a consciência, sem que o indivíduo seja capaz de fazer nada a respeito caracterizam as obsessões. Quanto às compulsões são atos repetitivos, (comportamento) que devem ser executados, não importando o quão irracionais e inúteis possam parecer.

Alguns exemplos, explicarão, demonstrarão o que discorremos. O clássico é o do paciente que receia ter atropelado alguém com seu carro, sem estar certo disto e refaz seu caminho para verificar se há alguém caído na estrada. Outro caso é o do paciente que refere ao médico que tem inexplicável necessidade de matar alguém a quem ama, mas este receio de matar persiste mesmo que a pessoa envolvida esteja residindo fora do país. Finalmente, o exemplo do paciente que tem medo compulsivo da AIDS, não poderá ser desarmado evitando-se as vias de contaminação (sexo, drogas, etc) ou por intermédio de contínuos e repetitivos exames de HIV negativos.

Depois desta terrível constatação de sofrimento sem fim, na atualidade questiona-se a etiologia ou causa do TOC. Os fatores mais importantes tem sido os biológicos – neurotransmissores (sistema serotonérgico, noradrenérgico), a neuroimunologia e genéticos.

Os fatores comportamentais se somam aos fatores psicoemocionais, sendo este último composto pelos de personalidade e psicodinâmicos.

Antes de continuar nossa tentativa de elucidar sobre o TOC é importante salientar que o transtorno obsessivo compulsivo ocupa o 4º diagnóstico psiquiátrico mais comum, após as fobias, os transtornos relacionados às substâncias (drogas) e o transtorno depressivo maior. A prevalência na população geral é estimada em 2 a 3%. Alguns pesquisadores referem que o transtorno é encontrado em até 10% de pacientes ambulatoriais de clínicas psiquiátricas (PAIM).

Por sua prevalência, justifica-se tê-lo incluído em nossos textos que buscam identificar nos processos nosológicos, além das causas aventadas (e muito bem encaminhadas) pela medicina oficial, os aspectos sobrenaturais, os aspectos relacionados com o inconsciente profundo (segundo nossa teoria) e a interferência de outras mentes antagonistas, sejam elas do mundo dos vivos ou do mundo dos mais vivos (“mortos”).

Sumarizando e terminando descreveremos o rol de sintomas, que infelizmente, acompanham a maioria dos pacientes.

Primeiramente citaremos alguns dos sintomas apresentados nas obsessões. (KAPLAN)

- Preocupação ou nojo com excreções ou secreções do corpo (urina, fezes, saliva);

- Medo terrível que algo horrível possa acontecer (incêndios, mortes ou doenças);

- Necessidade de simetria, ordem ou exatidão;

- Números de sorte e azar;

- Pensamentos, imagens ou impulsos sexuais proibidos ou perversos;

Compulsões (KAPLAN)

- Lavar, usar duchas, banhos, lavar os dentes ou se enfeitar de forma excessiva ou com rituais;

- Rituais de repetição (por exemplo, sair e entrar pela porta, levantar e sentar na cadeira);

- Verificação de portas, fechaduras, fogão, acessórios e trava do carro;

- Limpeza e outros rituais para evitar o contato com contaminantes.

No encerramento esperamos ter demonstrado o sofrimento atroz que padece o indivíduo acometido por TOC. Por sua importância magna deixaremos o tratamento para a próxima postagem (32).

Pretendemos sumarizar os avanços da medicina oficial na terapia do TOC. Contudo, não deixaremos de aprofundar os conhecimentos proporcionados pela medicina complementar ou integrativa mormente no referente à vivência-terapia breve ou continuada e os tratamentos propugnados pela medicina espiritual das religiões afro-brasileiras.

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 31

Bibliografia

Aspectos Psicológicos e Psiquiátricos

· ANDRADE, Arthur Guerra de. ALVARENGA, Pedro Gomes.Fundamentos de Psiquiatria. 1. ed. Barueri: Manole, 2008, 644p.

· AUSIELLO, Dennis. GOLDMAN, Lee. Cecil - Tratado de Medicina Interna - 2 Vols. 23. ed. Rio de Janeiro: Ed. Elsevier, 2009, 2688p.

· BICKLEY, Lynn S. Propedêutica Médica – Bates. 8. ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Koogan, 2005, 928p.

· HALL, Calvin S. LINDZEY, Gardner. CAMPBELL, John B.Teorias da Personalidade. 4. Ed. Porto Alegre: Artmed, 2000, 591p.

· KAPLAN, Harold I., SADOCK, Benjamin J. Tratado de psiquiatria. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 1999, 1486p.

· MURPHY, Michael J. COWAN, Ronald L. Psiquiatria – Murphy – Série Blueprints. 4. ed. Rio de Janeiro: Ed. Revinter, 2009, 152p.

· PADRO, Cintra do. VALLE, Ribeiro do. RAMOS, Jairo.Atualização Terapêutica. 23. ed. Porto Alegre: Ed. Artes Médicas, 2007, 2400p.

· PAIN, Isaias. Tratado de Clínica Psiquiátrica. 3. ed. São Paulo: E.P.U. Ed, 1991, 370p.

· PINHEIRO, Raimundo. Medicina Psicossomática – Uma abordagem clínica. 1. ed. São Paulo: Fundo Editorial DYK, 1992, 125p.

· PORTO, Celmo Celeno. PORTO, Arnoldo Leme. Semiologia Médica. 6. ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Koogan, 2005, 1356p.

· SÓFOCLES. Édipo Rei. 1. ed. Porto Alegre: L&PM, 2001, 104p.

Aspectos Religiosos

· RIVAS NETO, Francisco. Do Sincretismo à Convergência. In: II CONGRESSO BRASILEIRO DE UMBANDA DO SÉCULO XXI, São Paulo: Faculdade de Teologia Umbandista, 2010.

· RIVAS NETO, Francisco. Sacerdote, Mago e Médico : cura e autocura umbandista: terapia da alma. 1. ed. São Paulo: Ícone, 2003, 493p.

· RIVAS NETO, Francisco. Vídeo-Aula 19: A ciência do Orixá - Parte 2 - Psicanálise e Arquétipos dos Orixás. Disponível em: mms://wm01.mediaservices.ws/ftu12-ondemand/FTU_VIDEOAULA_19.wmv. Acesso em: 17 abr 2010.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Tratamento das Fobias

TRATAMENTO DAS FOBIAS

Dispensaremos de forma sumarizada a terapia das fobias, e no final do texto disponibilizaremos vídeo que demonstra na prática das religiões afro-brasileiras o transe como terapia das várias enfermidades, e mais, demonstra que o mesmo não fragmenta a mente do indivíduo que sofre sua ação, ao contrário areja, dinamiza e fortalece a personalidade, a identidade.

TRATAMENTO PSICOTERÁPICO

  1. 1.Tratamento comportamental

a. Dessensibilização sistemática (Joseph Wolpe) em escala progressiva.

b. Exposição intensiva ao estímulo fóbico, por meio da imaginação ou dessensibilização.

c. Inundação ou implosão in vivo

O paciente tem de experimentar uma ansiedade semelhante pela exposição ao estímulo fóbico real.

  1. 2.Psicoterapia orientada para o insight

Procurar a situação que desencadeia a fobia e experimentar a ansiedade e o insight resultantes. Capacita o paciente a compreender a origem da fobia; incentiva a procura de forma sadia de lidar com os estímulos deflagradores de ansiedade.

  1. 3.Combinação da psicofarmacologia e psicoterapia.

Após citar as principais psicoterapias, à farmacologia associamos medicamentos quando as fobias estão associadas a ataques de pânico (vide publicação 28)

  1. 4.Vivência terapia breve

Assim como as demais formas de terapia, temos na vivência-terapia breve a CURA UNIVERSAL, que remete à saúde “mental”, física e social, pois promove um retorno a homeostasia (equilíbrio, estabilidade e harmonia). A CURA UNIVERSAL é o mote principal de nossas descobertas, pressupostos e métodos práticos, pois têmo-la como o retorno à origem, ao divino, ao sagrado, à tão desejada Espiritualidade a qual é inerente a todo ser humano, vivente no seu interior, no inconsciente primevo (arque-inconsciente), independente do indivíduo ser religioso.

TRATAMENTO PRECONIZADO PELAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS

Promover o retorno da harmonia entre o Indivíduo, Ori e Orixá – disponibilizador máximo de Axé:

- mantenedores do Axé – (proporcionando harmonia e equilíbrio entre a vida espiritual, orgânica e social)

1. Banhos de ervas:

descarrego

purificação

propiciatório

ervas + acassá (depois de despachado o ebó)

2. Outros procedimentos:

sacudimento

ebó (vários tipos)

abô (se o indivíduo for iniciado ou está na iniciação)

chás

decocções

"fumaçadas na pajelança ou jurema (fumo misturado com ervas curativas específicas, segundo fundamento próprio)

3. Bori – Quanto a este rito de fundamento seremos reticentes. Só afirmamos que “dar de comer à cabeça” ou “louvar a cabeça” é fundamental na ligação harmoniosa entre Indivíduo/Ori/Orixá (necessário louvar e oferendar ao Ipori)

Bará – Preceituar o destino, fortalecendo o bara-ayê (no corpo do indivíduo) e o bará-orun (no pote de barro – continente) com os conteúdos fundamentais e característicos à pessoa.

4. Ritos de bênçãos e bons auspícios curativos (corpo e espírito). Não podem faltar oferendas, principalmente o acassá.

5. Oráculo terapia

O oráculo faz a pessoa retificar o destino. Depois de consultar Orumilá-Ifá é necessário dar ebó (o jogo diz qual será), otimizando o “destino” (aberto, pois o indivíduo é quem decide, inclusive se deseja ou não fazer o ebó).

6. Diálogo como terapia

Nas religiões afro-brasileiras temos as consultas com os ancestrais ilustres (transe mediúnico), onde dia após dia os consulentes são orientados e na medida do possível tem seus problemas espirituais, mentais, físicos e sociais amenizados ou resolvidos. Busca incessantemente neutralizar toda e qualquer forma de miséria ou sofrimento. É uma terapia do diálogo que veicula o som, mas principalmente o “princípio-massa genitora” – ofurufú- o sopro divino – o ar renovador

7. Transe como terapia ou elixir da mente - disponível no vídeo constante nesta publicação.



Caso não consiga assistir o vídeo, clique aqui


Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 30

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Transtorno de Ansiedade: Fobias Específica e Social

RESUMO

A fobia se refere a medo excessivo de objeto, circunstância ou situação específica. Medo intenso e persistente de um objeto ou de uma situação é denominado fobia específica. A fobia social é o medo intenso e persistente de situações em que possa ocorrer embaraço.

Um sintoma característico da fobia é a ambivalência (coexistência de impulsos e emoções contraditórios ao mesmo objeto. A ambivalência dos sintomas fóbicos está bem demonstrada no ponto de vista sobre o papel protetor do sintoma fóbico.

Discutiremos neste texto um caso onde se evidencia além dos fatores psicogênicos (em geral repressões ou conflitos inconscientes), os fatores espiríticos do próprio indivíduo ou em associação com antagonistas de outras dimensões da vida.

Palavras-chave: Fobias Específicas, Fobias Sociais, Ritos de Fundamento, Transe, Transtornos de Ansiedade

ABSTRACT

Phobia refers to excessive fear of an object, circumstance or situation. Intense and persistent fear of an object or a situation is called specific phobia. Social phobia is the intense and persistent fear of situations in which embarrassment may occur.

A characteristic symptom of phobia is the ambivalence (the coexistence of contradictory impulses and emotions to the same object. Ambivalence of phobic symptoms is well established in view of the protective role of the phobic symptom.

In this text we will discuss a case where in addition to psychological factors (in general repression or unconscious conflicts), we can find the spiritual factors of that individual or in combination with antagonists of other dimensions of life.

Keywords: Specific Phobias, Social Phobias, Rites of Ground, Anguish, Anxiety Disorders


TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

FOBIAS ESPECÍFICA E SOCIAL

A fobia se refere a medo excessivo de objeto, circunstância ou situação específica. Medo intenso e persistente de um objeto ou de uma situação é denominado fobia específica. A fobia social é o medo intenso e persistente de situações em que possa ocorrer embaraço.

A fobia é estudada e caracterizada como um medo irracional que produz a evitação consciente de assuntos, de atividades ou de situações temidos.

A presença bem como a antecipação da situação fóbica desencadeia um sofrimento grave no indivíduo afetado. Essas respostas podem tomar forma de um ataque de pânico. As reações fóbicas por sua vez perturbam a capacidade do indivíduo de ter bom desempenho na vida, sendo este um óbice importante que pode comprometer em definitivo o indivíduo doente.

Retomando a fobia específica, as mesmas podem antecipar lesões, como mordidas de animais domésticos, ou podem entrar em pânico com o pensamento de perder o controle; por exemplo, se tem medo de elevador, também pode se preocupar com o fato de ter um mal súbito quando a porta se fechar.

No caso da fobia social (transtorno de ansiedade social) tem medo excessivo da humilhação ou embaraço em várias situações sociais, como falar em público, urinar em banheiros públicos, etc.

Depois das ligeiras considerações concluímos que o principal sintoma das fobias é a ansiedade. Entretanto a ansiedade difusa pode ligar-se a qualquer elemento externo, interpessoal ou físico, enquanto as fobias o paciente fixa sua ansiedade num determinado objeto ou situação a qual ele não pode evitar.

Entre as fobias comuns incluem-se: agorafobia (medo de locais amplos e abertos), claustrofobia (medo de ambientes fechados); acrofobia (medo de altura), xenofobia (medo de estranho), zoofobia (medo de animais). Síndrome específica descritas como são as constituídas pela fobia do metrô, fobia do avião e tantas outras mais.

Mas como se apresenta ao paciente a fobia? Apresenta-se com uma característica particular comum: o paciente evita o objeto de seu medo, pois do contrário algo de mal irá lhe acontecer apesar dele não saber exatamente o quê e como.

A terapia exploradora (raramente bem sucedida) poderá revelar a razão de seu medo, todavia interpretações agressivas na fase inicial do tratamento apontam para o fracasso terapêutico. Mesmo que o médico-curador reconheça alguma das causas da fobia, a simples tranquilização é raramente eficaz, pois os sintomas estão tendo a importante função de promover alívio emocional, concentrando toda a ansiedade em alguma coisa, o paciente – mesmo a um grande custo – evita os sofrimentos da ansiedade.

O medo de espaços abertos (agorafobia) pode representar o medo da separação do ambiente protetor do lar. Pacientes com claustrofobia podem estar sentindo o medo de tomar suas próprias decisões.

Um sintoma característico da fobia é a ambivalência (coexistência de impulsos e emoções contraditórios ao mesmo objeto. Em geral, o temor se refere à coexistência de amor e ódio, enfim “atitudes” contraditórias). Do mesmo modo que sintomas “neuróticos” em geral, a fobia serve a dois propósitos:

  1. Deve ajudar de algum modo o indivíduo a se adaptar ao seu problema emocional, mesmo que seja um recurso pouco satisfatório ou desagradável;
  2. Deve preencher, pelo menos na fantasia, os desejos reprimidos inaceitáveis, sendo a dor e o sofrimento fatores concomitantes de punição. Ambos os fatores citados remetem à “ansiedade de separação”.

A ambivalência dos sintomas fóbicos está bem demonstrada no ponto de vista sobre o papel protetor do sintoma fóbico. O paciente fóbico pode freqüentemente superar seus receios quando protegido por alguém geralmente uma determinada pessoa.

Nas meninas fóbicas, a mãe assume freqüentemente o papel protetor. Caracteristicamente, o protetor é uma pessoa à qual o indivíduo fóbico devota sentimentos ambivalentes de amor e ódio (Kaplan).

O que determina a escolha do sintoma fóbico é tão “pouco compreendido”, como a escolha de sintomas psiquiátricos em geral. Entretanto, o significado da situação evitada numa fobia é frequentemente bastante “evidente”.

Após os aspectos gerais do quadro clínico das fobias, penetremos um pouco mais na clínica e melhor entenderemos a “dor espiritual” que infelizmente acomete os portadores das várias fobias.

Mecanismos de defesa são essenciais para o entendimento, no caso, das fobias e seus sintomas. O ego deve lidar não somente com as demandas e pressões do ID e do superego, mas também com as memórias do passado e com o mundo externo. Ele (o ego) atua melhor quando está ciente de todos os fatos, pressões e impulsos que deve enfrentar e quando pode ser totalmente objetivo, lógico e racional.

Entretanto sem situações que provocam fortes sentimentos de culpa ou ansiedade, o ego não pode operar deste modo; a ansiedade-sinal inconscientemente ativa uma série de mecanismos de defesa para proteger o ego contra uma dor psíquica iminente. Estes mecanismos operam em graus variáveis de sucesso e em alguns casos são construtivos e moderadamente eficientes. Alguns são melhores que outros, no sentido de que não desperdiçam muita energia psíquica e não interferem exageradamente com outras funções do ego; mas todos são menos satisfatórios do que um ego liberto funcionando na plena percepção da realidade objetiva, sendo que todos requerem algum gasto de energia psíquica.

Depois dessas explicações necessárias explicaremos de forma sumarizada mecanismos por nós evocados afetos às fobias. A projeção é o mecanismo pelo qual o ego recusa-se em reconhecer um impulso inaceitável do ID, dirigindo-o a alguma outra pessoa. Ex: uma esposa com desejos sexuais “ilícitos”, porém reprimidos, afirma que todos os maridos são infiéis e não merecem confiança.

O deslocamento consiste num processo pelo qual o todo pode ser representado por uma parte ou vice-versa. Também uma idéia ou imagem pode ser substituída por outra que está emocionalmente associada a ela embora nem sempre logicamente. O exemplo é o de que se uma mulher teve uma experiência muito desagradável com um homem ruivo, ela pode reagir agressivamente contra todos os homens ruivos; a parte passou a simbolizar o todo. O fenômeno do deslocamento é deveras importante na interpretação dos sonhos onde uma coisa ou uma parte, em geral, representam algo diferente. É importante na transparência na qual os sentimentos em relação a alguma pessoa importante do passado do paciente são deslocados ou transferidos para o médico.

Sumarizando, as possíveis causas e as bases da psicodinâmica envolvida nas fobias, observamos um caso onde se evidencia além dos fatores psicogênicos (em geral repressões ou conflitos inconscientes), os fatores espiríticos do próprio indivíduo ou em associação com antagonistas de outras dimensões da vida.

O paciente, masculino, 30 anos, engenheiro mecânico, procura tratamento por causa de medos que o impedem de visitar seu sogro, doente terminal no hospital. Explica não poder suportar, nem mesmo ver ou ouvir sobre pessoas doentes. Por esse medo evita consultar o médico mesmo quando esta doente. Não suporta ver sangue, muito menos traumatismos físicos e outros infortúnios. Por isso tornou-se vegetariano há cinco anos para evitar pensamentos sobre os animais sendo sacrificados. Relata ter desmaiado pela primeira vez aos nove anos de idade, quando o professor do ensino fundamental relatou sobre uma cirurgia que houvera presenciado. Afirma que outras vezes desmaiou por ver pessoas feridas por ferimentos corto-contundentes (cortes), e não soube explicar porquê de ter esses medos, pois não há nada racional que explique.

A história aproximada é a que relatamos, todavia além da fobia tipo sangue-ferimento, misto de fobias específica e social (com o menor componente), há um trauma, embalde encontrado em suas reminiscências mnemônicas, mas não oculta à uma visão mais apurada, não com a visão física, mas com os olhos da alma, nos recônditos de suas experiências passadas (para quem acredita), em outras existências e mesmo no período que esteve na dimensão hiperfísica (quando “morto” para os vivos), a causa para tais medos ou fobias. O importante é que o paciente depois de uma introvisão (insight) encontrou melhoria significativa e, concomitantemente, começou a frequentar um templo das religiões afro-brasileiras, onde por meio de vários ritos de fundamento e transe tem consolidado sua melhora. O próprio paciente está confiante que encontrará a remissão total de seus problemas, podendo construir uma nova vida onde prevalecerá a paz, a saúde e a felicidade. Axé! Que assim seja com ele e com todos os irmãos planetários.

Após a apresentação resumida do caso, deixemos para a próxima postagem a terapia das fobias, que constará também de um vídeo, onde no final apresentaremos na prática o transe como terapia.

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 29

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