quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Congressos de Umbanda do Século XXI

O I Congresso de Umbanda do Século XXI apresentou o tema “Universo Religioso Umbandista: Fronteiras e Perspectivas”. O evento foi realizado no ano de 2008 com enorme sucesso na FTU (Faculdade de Teologia Umbandista credenciada e autorizada pelo MEC). Recebemos professores e pesquisadores de vários estados brasileiros que compartilharam suas idéias sobre as religiões afro-brasileiras e seus caminhos nos últimos 100 anos. Estabelecemos um modo novo de lidar com as questões pertinentes à nossa comunidade umbandista porque fomos capazes de realizar um diálogo produtivo entre o conhecimento acadêmico e espiritual tradicional.

O II Congresso de Umbanda do Século XXI, realizado também nas dependências da FTU no ano de 2009, novamente aproveitou a oportunidade de explorar conceitos, questionar teses e articular novos saberes. O tema deste último congresso foi desafiador e necessário: “Do Sincretismo à Convergência”. Iniciamos o processo do Sincretismo religioso que pode ser visto como uma forma de aproximação simbólica entre culturas espirituais diferentes na forma e caminhamos até a idéia de Convergência como modo de perceber a universalidade do processo místico e a integração existente entre as várias religiões brasileiras.

Umbanda, Candomblé, Tambor de Mina, Catimbó-Jurema, Toré, Xambá, Jarê, Babassuê, Terecô, Batuque, Omolocô e várias outras tradições espirituais fazem parte do universo religioso brasileiro e nos proporcionam vínculos e afinidades que podem ser utilizados para o fortalecimento de nossas identidades coletivas. Enxergar os laços que nos unem e trabalhar pelo respeito à pluralidade é um dos objetivos destes congressos.

Este ano realizaremos o III Congresso de Umbanda do Século XXI que abordará “As Religiões Afro-Brasileiras aproximando os Saberes”. Convidamos os irmãos planetários a conhecer o sítio eletrônico da FTU para maiores informações: www.ftu.edu.br

Para ilustrar o exposto, gostaríamos de apresentar alguns registros fotográficos dos últimos dois congressos.


Fotos do I Congresso


Recepção do I Congresso


Conferência: “Câmara Cascudo e a Memória Popular Brasileira” – Anna Maria Cascudo (filha de Luís da Câmara Cascudo, Jornalista e Escritora)


Nossa fala de abertura foi: “Umbanda Do Século XXI”


Conferência: “Campo Religioso Brasileiro - Religião e Espaço Público” – Prof. Dsc. Marcelo Ayres Camurça UFJF/Minas Gerais


Conferência: “A Questão do Gênero nos Cultos Afro-Brasileiros” – profa. Dsc. Patrícia Birman UFRJ/Rio de Janeiro


Conferência: “O Alabê De Jerusalem”Altay Veloso é compositor da 1ª obra ópera umbandista/ Rio de Janeiro


Sacerdotisa Yamaracyê (Mãe Maria Elise Machado Rivas- Teóloga Umbandista e professora da FTU) ao lado de Ogãs, Pais e Mães espirituais, valorizando o saber religioso e popular tradicional, após sua conferência: “Cultura e Imaginário na Umbanda”


Conferência: “A dinâmica das Religiões na Sociedade Brasileira nas últimas três décadas” – prof. Dsc. Reginaldo Prandi USP/São Paulo


Fotos do II Congresso


Sala de Exposição dos Pôsteres, Fotografias e Acervo Musical das Tradições Afro-brasileiras


Oficina de Música: "A Música Sacra dos Cultos Afro-Brasileiros” – Mestre Obashanan (Pai William do Carmo)


Nossa oficina de Ervas: "Mesa de santo e sincretismo". No dia seguinte apresentamos a conferência "Do sincretismo à convergência"


Conferência: "A Tecnologia como ferramenta de aproximação no processo sincrético nas Religiões Afro Brasileiras" – Sacerdotisa Yamaracyê (Mãe Maria Elise Machado Rivas)


Conferência: "O sincretismo hoje: entre práticas e discursos" – Profa. Dsc. Maristela Oliveira de Andrade UFPB/Paraíba


Conferencistas e Amigos. Da esquerda para a direita: Prof. Dsc. Carlos Benedito Rodrigues da Silva UFMA/Maranhão, Profa. Dsc. Laila Andresa Cavalcante Rosa Fund. Pierre Verger/Bahia, e
Prof. Dsc. Luiz Assunção UFRN/ Rio Grande do Norte


Mesa, com a Sacerdotisa Yamaracyê e prof. Dsc. Yuri Tavares, aprecia a conferência "Sincretismo: um diálogo entre ciência e religião" – prof. Dsc. Cassiano Terra Rodrigues FTU e PUC-SP/ São Paulo

Conferência: "O sincretismo na dialética do conhecimento" – Mestre Araobatan (Pai Roger T. Soares) - Diretor Acadêmico e professor da FTU


Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá



Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar"

Publicação 14

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Introdução às Doenças Psicossomáticas

RESUMO

O médico deve ser um cientista, conhecer em profundidade a medicina acadêmica, mas não pode ignorar a influência dos aspectos psicológico e social no desencadeamento das doenças no indivíduo. Não podemos olvidar que as doenças são manifestações do indivíduo doente e não o contrário. É no indivíduo doente que a medicina psicossomática focaliza seus estudos, pois é ele quem determina a forma de apresentação e variações das diversas patologias.

Por intermédio do diagrama da interdependência entre mente, corpo e aspecto social e da discussão da trilogia: medicina somática, medicina psiquiátrica e medicina psicossomática, concluímos que a visão psicossomática está mais próxima da Espiritualidade, pois privilegia o indivíduo como um todo, em seus aspectos: bio (corpo); psi (alma, mente); social (relações sociais).

Palavras-Chave: Corpo, Espiritualidade, Medicina Psicossomática, Mente, Social.

ABSTRACT

The doctor should be a scientist and should have a deep knowledge into academic medicine, but can not ignore the influence of psychological and social aspects in the trigger of a disease in a person. We can not forget that diseases are manifestations of the individual patient and not vice versa. It is the sick person that psychosomatic medicine focuses its studies. It is he who determines the form of presentation and variations of various diseases.

Through the diagram of the interdependence between mind, body and social aspect and the discussion and the trilogy: somatic medicine, psychiatric medicine and psychosomatic medicine, we can conclude that the psychosomatic view is closer to spirituality, because it focuses on the person as a whole in its aspects : bio (body); psi (soul, mind), social (social relations).

Keywords: Body, Spirituality, Psychosomatic Medicine, Mind, Social.


INTRODUÇÃO ÀS DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS

“Sabemos muito bem que ficamos doentes quando as condições de vida são hostis, e nos mantemos saudáveis quando são favoráveis”

Hipócrates


Antes do breve comentário que faremos da última parte da trilogia médica – medicina psicossomática -, referimos que as medicinas somática e psiquiátrica atuam visando prevenir, atenuar e, se possível, curar as doenças, tendo uma abordagem apenas somática do indivíduo. Por sua vez, a medicina psicossomática procura o entendimento integral, não separa a unidade mente-corpo.

Achamos que o médico deve ser um cientista, conhecer em profundidade a medicina acadêmica, mas não pode ignorar a influência dos aspectos psicológico e social no desencadeamento das doenças no indivíduo.

Na atualidade, o médico tem à sua disposição equipamentos de ponta, o que é importante, todavia em tal nível de sofisticação, parece faltar uma correspondente otimização na compreensão da pessoa humana. As técnicas apresentadas nas áreas emocional e social não têm sido desenvolvidas na mesma intensidade. Desse modo as três partes do existir humano – corpo, mente e social – os esforços diagnósticos e terapêuticos têm sido concentrados praticamente na área corpórea.

Não podemos olvidar que as doenças são manifestações do indivíduo doente e não o contrário. É no indivíduo doente que a medicina psicossomática focaliza seus estudos, pois é ele quem determina a forma de apresentação e variações das diversas patologias.

Na atualidade a maioria dos médicos não tem tempo para ouvir seus pacientes, não usa o diálogo como terapia; deveria além de comprovado saber científico, possuir a capacidade do verdadeiro “doutor”, dar como primeiro remédio atenção e compreensão, para a seguir entrar com o arsenal medicamentoso, próprio de seus conhecimentos acadêmicos. Alguns colegas alegando cientificismo hi-tech são céticos ao poder do diálogo como terapia, de dar atenção e ser solícito com o paciente e seus familiares.

Remontando a OMS (Organização Mundial de Saúde) a qual defende a tese que saúde não é apenas ausência de doença, mas completo bem estar físico, psíquico e social. O indivíduo deve ser analisado de forma global, irredutível, de maneira não fragmentada, o que não vem acontecendo.

Quando por intermédio de perfeita diagnose chegamos à conclusão que este ou aquele órgão encontra-se alterado devemos, antes de qualquer atitude, entender que o achado clínico reflete a enfermidade do indivíduo. Não é o órgão que adoeceu, mas sim o paciente como um todo, e o órgão afetado é o alarme orgânico, o órgão de choque (órgão alvo) sinalizando que o indivíduo doente manifesta a doença.

Negando a hipervalorização dada, as doenças somáticas e psíquicas isoladas, pois temos certeza que a mente, o corpo, o social e o cultural formam uma unidade, são inseparáveis.

Tendo como intenção objetivar o que afirmamos sucintamente, relataremos o histórico (adaptado ao texto) sobre a enfermidade de um indivíduo que tivemos oportunidade de tratar.

Paciente do sexo masculino, 45 anos, aparentando bom estado geral com queixa de desconforto abdominal, há seis meses.

Após minuciosa anamnese e interrogatório de praxe, nada pudemos acrescentar à sua queixa. O paciente era introvertido, não colaborava e respondia com monossílabos aos nossos questionamentos. Esfregava as mãos continuamente, com a face tensa demonstrando ansiedade e contrariedade. Serenamente, sem irritação, explicamos a necessidade de ele responder as nossas perguntas as quais proporcionariam o diagnóstico e a terapia adequada. O paciente sentiu-se mais confiante, e arriscou uma pergunta: por que você me faz questionamentos que não tem relação com a doença? Explicamos a ele que a doença além dos fatores corpóreos possui os da mente e do cotidiano.

Do breve comentário, podemos deduzir que os pacientes não falam com seus médicos além de seus sintomas físicos. Não acham necessário falar sobre seus pensamentos, sentimentos, crises financeiras, crises afetivas, etc. O médico atuante na medicina psicossomática saberá como motivar o paciente a dialogar, começando aí, na terapia do diálogo, o processo de retorno ao equilíbrio, ao natural.

Continuando a anamnese, concluímos não haver história prévia e nem atual de etilismo (era abstêmio), tabagismo ou outros hábitos. Na história familiar, apenas o avô paterno estava com 93 anos e apresentava hipertensão arterial (?)...

No exame físico, digno de nota, fígado palpável a 2 cm do rebordo costal direito, indolor e mole.

Nos exames complementares solicitados, constatamos pequenas alterações bioquímicas na função hepática. Como o quadro de desconforto abdominal se agravara, estando a crase sangüínea normal, optamos por uma biópsia, sendo o diagnóstico anatomopatológico de cirrose hepática (desarranjo da citoarquitetura das células hepáticas).

Não havia nada que justificasse o quadro clínico, pois como afirmamos, até então, o paciente jamais havia procurado o concurso médico. Afastáramos quadro infeccioso prévio (hepatite), quadro imunológico (doença auto-imune). Então pensamos em fígado reacional, mas por quê?

Conversando com o paciente, esposa, filhos e genitores que eram vivos e gozando de “plena saúde” muito sutilmente, dissemos que seus hábitos, comportamento colérico, irritável e essencialmente atrabiliário poderia ser o fator predisponente, etiológico da cirrose hepática.

Realmente, em sua personalidade atrabiliária estava a causa da doença, pois esta era simples manifestação de seu comportamento em relação à própria vida. O comportamento irritável, além de fazê-lo doente, havia iniciado um processo de alterações morfológicas em órgãos-alvo como fígado, coração e rins (interligados na fisiologia dos fluidos invisíveis).

Nas entrevistas que tivemos posteriormente com o paciente, após resultado do exame anatomopatológico do fígado, lhe explicamos que seu comportamento era a causa fundamental de sua doença. Também lhe dissemos que mudando seu comportamento, e nisto o ajudaríamos, poderia encontrar a cura não só do fígado, mas de seu corpo e de sua alma.

O princípio mais importante desta abordagem é o de propor ao paciente que uma análise das partes nunca pode proporcionar uma compreensão do todo, uma vez que o todo é definido pelas interações e interdependências das partes. As partes da unidade não mantém sua identidade quando estão separadas de sua função e lugar no todo.

Antes de apresentarmos o diagrama da interdependência entre os aspectos mental, corporal e social que proporciona uma diagnose e terapêutica seguras, salientamos que o diagnóstico se apóia na tríade: anamnese (entrevista); exame físico (geral e especial) e exames subsidiários ou complementares (bioquímicos, imagens, etc).

Diagrama da interdependência entre aspectos mental, corporal e social

1º aspecto: dissociação

2º aspecto: conexão parcial

3º aspecto: interação

4º aspecto: unidade tripartite

5º aspecto: unidade biopsicossocial


No primeiro aspecto, expresso no diagrama, há completa dissociação entre corpo, mente e social. O paciente se apresenta com a linguagem do corpo (sintomas), olvidando os aspectos mental e social. Representa a maioria dos pacientes. Ex.: “Doutor tenho pedra nos rins”.

No segundo há uma conexão parcial entre mente, corpo e o social, mas de superfície. O paciente já demonstra sensibilidade, percebe que sua doença depende de outros fatores além do corpo. Ex.: “A angústia dá-me dor no peito”.

Na interação, o terceiro aspecto, demonstra um entrelaçamento entre corpo, mente e o social. A prevalência é do corpo seguido da mente e por último o social. Ex.: “Terminei o namoro e a tristeza piorou minha TPM”.

Na unidade tripartite admite-se que a doença é uma tríplice manifestação em proporções iguais dos três fatores, já aludidos. Esta unidade tripartite é percebida pelos médicos ou curandeiros que entendem a doença como um desequilíbrio ou desarmonia de um ou mais fatores.

O quinto aspecto, unidade biopsicossocial, é praticada pelos médicos capacitados na medicina biopsicossocial, que acreditam na convergência entre corpo, mente e meio externo ou social.

Depois do diagrama da interdependência entre mente, corpo e aspecto social e da discussão da trilogia: medicina somática, medicina psiquiátrica e medicina psicossomática, concluímos que a visão psicossomática está mais próxima da Espiritualidade, pois privilegia o indivíduo como um todo, em seus aspectos: bio (corpo); psi (alma, mente); social (relações sociais). Esperamos com isso ter proporcionado conhecimentos introdutórios sobre fundamentos que iremos discutir da medicina complementar ou integrativa em convergência com a medicina popular, pois quando necessário recorreremos à trilogia médica.

Esperamos não tangenciar, vamos para o centro, promovendo a terapia do diálogo ou diálogo como terapia não somente entre médicos e pacientes, mas entre as “várias medicinas”, que não descaracterizam a nobre arte de Hipócrates, fazendo-a convergir com a medicina popular propugnada pelos curandeiros, juremeiros, erveiros, mateiros, rezadeiros, benzedeiros e feiticeiros há milhares de anos.

Citando feiticeiros, curandeiros, rezadeiros e outros, somos remetidos à Espiritualidade que, mais uma vez insistimos, ser inerente a todo ser humano independente de ser ou não religioso.

A Espiritualidade transcende as religiões embora esteja em todas elas, sem exceção. Temo-La como a ciência de SER ESPÍRITO. No léxico encontraremos Espiritualidade com vários significados com o qual concordamos, mas ousamos acrescentar o tão discutido em nosso blog.

Também afirmamos como pressuposto que a Espiritualidade é o inconsciente profundo, exaustivamente discutida nos vários textos postados. Associamos o inconsciente profundo como sendo um espelho imerso no barro. Obvio que não cumprirá sua função, qual seja a de refletir a luz, a imagem. O barro ou a lama associamos ao inconsciente superficial. Portanto, remover ou fragilizar as camadas de barro (inconsciente superficial) devolvem ao espelho sua natureza primeva, refletir a luz, permitir, observar a “imagem”.

Concluímos que para acessar a Espiritualidade, precisamos vencer a “barreira” do inconsciente superficial. Em tese, o pressuposto, é claro e simples, todavia não é tão fácil. Por quê?

Imaginemos estar à procura de um tesouro (cofre). Quais as etapas que devemos cumprir? Primeiro, saber o local exato onde se encontra; segundo, ao encontrá-lo, saber a senha para abri-lo (decodificação); terceiro, iniciar a operação de abertura (tradução); quarto, o que esperamos encontrar, qual riqueza? Surpresa!!! O tesouro está vazio..., é... está vazio, vazio, vazio... Que tal?!?!

Suponhamos que sabemos do tesouro, sua localização, mas não sabemos a senha, muito menos a decodificação e menos ainda a tradução. O que fazer? Violá-lo? Como? Explodindo-o?!?! Se sim, imagine a frustração de encontrar “apenas” o vazio. A Espiritualidade é vazia de concretude; Ela não é nada daquilo que conhecemos como tudo.

As duas suposições apresentadas demonstram de forma alegórica as dificuldades de se acessar o inconsciente profundo. Primeiro precisamos superar o inconsciente superficial, que convenhamos é deveras difícil, esbarrando em tempo ilimitado.

Outro exemplo é o conhecido por todos, Estádio Jornalista Mário Filho – Maracanã. Imaginemo-lo lotado em todas as suas dependências, inclusive o próprio campo de futebol. São milhares de pessoas, as mais diversas personalidades e comportamentos. Pode-se imaginar que a aglomeração de pessoas possa trazer certos tumultos. Quais tumultos?

Primeiro, o locutor do estádio avisa que os portões de acesso a saída estão fechados. Isto ocasiona alguns comportamentos ou atitudes, desde a completa inação à máxima perturbação, conflitos, dilemas, e outros.

Segundo, um novo aviso diz que os portões que permitem a saída foram abertos. Que todos tenham paciência mantenham-se serenos e cooperem entre si, pois isto facilitará a saída.

Terceiro, os que estiverem mais próximos da saída serão os primeiros a deixar o estádio. Os demais demorarão mais tempo em decorrência da distância que se encontram dos portões de saída.

Quarto, há os que não desejam sair e não se importam se estão atrapalhando ou não a saída dos outros.

Acredito ser muita alegoria... Mas o Maracanã, na analogia que fizemos, está relacionado com o inconsciente superficial. O lado de fora do estádio com o inconsciente profundo – a Espiritualidade.

Não temos nenhuma pretensão de ensinar como acessar a Espiritualidade, apenas informamos. Nós como outros, também estamos nos havendo com o nosso inconsciente superficial, portanto não se veja nisso, na informação, que já somos liberados. Nada disso, muito longe.

Por estas e outras escrevemos vários textos. Somos como os ponteiros do relógio, informamos que a hora é esta. É hora de tangenciar uma vez somente e, depois definitivamente, se dirigir ao centro – à Espiritualidade.

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá



Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar"

Publicação 13

Bibliografia

Aspectos Psicológicos e Psiquiátricos

  • ANDRADE, Arthur Guerra de. ALVARENGA, Pedro Gomes.Fundamentos de Psiquiatria. 1. ed. Barueri: Manole, 2008, 644p.
  • AUSIELLO, Dennis. GOLDMAN, Lee. Cecil - Tratado de Medicina Interna - 2 Vols. 23. ed. Rio de Janeiro: Ed. Elsevier, 2009, 2688p.
  • BICKLEY, Lynn S. Propedêutica Médica – Bates. 8. ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Koogan, 2005, 928p.
  • MURPHY, Michael J. COWAN, Ronald L. Psiquiatria – Murphy – Série Blueprints. 4. ed. Rio de Janeiro: Ed. Revinter, 2009, 152p.
  • PADRO, Cintra do. VALLE, Ribeiro do. RAMOS, Jairo.Atualização Terapêutica. 23. ed. Porto Alegre: Ed. Artes Médicas, 2007, 2400p.
  • PAIN, Isaias. Tratado de Clínica Psiquiátrica. 3. ed. São Paulo: E.P.U. Ed, 1991, 370p.
  • PINHEIRO, Raimundo. Medicina Psicossomática – Uma abordagem clínica. 1. ed. São Paulo: Fundo Editorial DYK, 1992, 125p.
  • PORTO, Celmo Celeno. PORTO, Arnoldo Leme. Semiologia Médica. 6. ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Koogan, 2005, 1356p.
  • SÓFOCLES. Édipo Rei. 1. ed. Porto Alegre: L&PM, 2001, 104p.

Aspectos Religiosos

  • RIVAS NETO, Francisco. Do Sincretismo à Convergência. In: II CONGRESSO BRASILEIRO DE UMBANDA DO SÉCULO XXI, São Paulo: Faculdade de Teologia Umbandista, 2010.
  • RIVAS NETO, Francisco. Sacerdote, Mago e Médico : cura e autocura umbandista: terapia da alma. 1. ed. São Paulo: Ícone, 2003, 493p.
  • RIVAS NETO, Francisco. Vídeo-Aula 19: A ciência do Orixá - Parte 2 - Psicanálise e Arquétipos dos Orixás. Disponível em:mms://wm01.mediaservices.ws/ftu12-ondemand/FTU_VIDEOAULA_19.wmv. Acesso em: 20 fev 2010.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Resenha dos textos postados


Os textos postados no blog expressam descobertas e pressupostos que defendemos sobre Espiritualidade e Ciência. Pela primeira vez a Espiritualidade é apresentada como sendo inerente a todo ser humano, independente de ser ou não religioso.

Como os textos apresentam teorias e práticas que, podemos dizer inéditas, faremos uma breve resenha necessária, proporcionando ao leitor a oportunidade de entender de forma rápida o tema central de nossos textos, expresso nas linhas que se seguem.

1. A Espiritualidade é inerente a todo ser humano vivente no interior dele.

2. À mente associamos a estrutura defendida por Freud. A porção inconsciente da mente representa a maior parte. A porção consciente representa a menor parte.

3. Nos textos afirmamos que o inconsciente se divide em inconsciente superficial e profundo. O INCONSCIENTE PROFUNDO É A ESPIRITUALIDADE.

4. Como todo ser humano tem o inconsciente profundo, todos têm Espiritualidade, porém, é necessário acessá-La.

5. Como acessá-La? A resposta é a principal finalidade do blog, que segundo nossos pressupostos, demonstraremos nos textos que seguirão.

6. A Espiritualidade encontra-se em todas as religiões, transcende-as, não sendo monopólio de nenhuma delas. Todas as religiões são nobres e santas em suas aspirações, todavia não são os únicos métodos de acesso à Espiritualidade. Outros métodos (forma mediata) são encontrados na ciência, na filosofia, na arte e na cultura.

7. O acesso imediato à Espiritualidade é realizado quando se vence a barreira do inconsciente superficial (mente sutilíssima), penetrando no inconsciente profundo (mente indiferenciada).

8. Os quatro pilares do conhecimento humano são métodos de acesso à Espiritualidade. Apesar de serem métodos não possuem monopólio da Mesma, pois Ela é inerente a todo ser humano, vivente no seu interior, independente dele ser religioso, cientista, filósofo ou artista.

9. Estamos levando à discussão teoria e prática que há tempo utilizamos, principalmente por intermédio de vários ritos das religiões afro-brasileiras. Os ritos de fundamento evocam, trazem o conteúdo do inconsciente decodificado e traduzido para o consciente, como forma gradativa de acesso efetivo à Espiritualidade. Os ritos promovem saúde física, afetiva, mental, prosperidade e bons augúrios, enfim sustentabilidade com qualidade de vida otimizada.

10. Além do primeiro aspecto, relativo aos ritos de fundamento, temos o segundo aspecto, que desenvolvemos na prática da medicina complementar ou integrativa em vivências-terapia breve ou focal (4 a 12 sessões) e/ou continuada (mais que 12 sessões).

11. Ambos os aspectos promovem à Espiritualidade. Removem, de forma atraumática, os óbices do inconsciente superficial que impedem o acesso ao inconsciente profundo, trazendo benefícios espirituais, mentais, emocionais, físicos, sociais e culturais (o indivíduo vai se conscientizando da Espiritualidade).

12. Pretendemos com esse pressuposto divulgar a universalidade da Espiritualidade - a “ciência de ser espírito” que reiteramos, independe do indivíduo ser ou não religioso. Com esse propósito promovemos cursos, palestras, seminários, vivências, workshops etc.

13. Quando afirmamos: a Espiritualidade é inerente a todo ser humano, constatamos que Ela é pela inclusão total, não há privilegiados, todos são contemplados. A meta é fazer chegar a toda comunidade planetária a alvissareira constatação.

14. Nos textos utilizamos fundamentos da Ciência, em especial da medicina, que tomamos como ferramenta analógica, não vendo nisso nenhum embargo para o entendimento dos textos. Como a medicina esta associada à cura, estendemos a mesma ao espiritual, mental, emocional, corporal e social.

Encerrando a breve resenha, reiteramos que o acesso imediato à Espiritualidade independe de métodos tradicionais preconizados pelas religiões, artes, ciências e filosofias. Esperamos, nas futuras publicações (textos ou vídeos), desenvolver e ampliar o diálogo que nos remeta à Espiritualidade.

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá



Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar"

Publicação 12