sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Espiritualidade, Saúde e Sustentabilidade - "Introdução à Convergência" (Vídeo)

Dando continuidade ao tema Introdução Teórica às Doenças Somáticas e aprofundando os conceitos da nossa última publicação (05), disponibilizamos o vídeo:

Espiritualidade, Saúde e Sustentabilidade
"Introdução à Convergência"


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Publicação 06

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Introdução Teórica às Doenças Somáticas

Resumo

A medicina tradicional, ao contrário da medicina complementar, valoriza muito a célula, os tecidos, os órgãos, os sistemas e o organismo como um todo. Sendo a célula fundamental é justo que cientistas dissequem-na, entendam sua ultra-estrutura. No entanto, o indivíduo passa a ser compreendido como algo compartimentalizado. É importante que se perceba além da célula, o organismo como um todo, a íntima ligação entre mente e corpo, facilitando os métodos de diagnose e terapêutica.

A preocupação antes de ser com a célula doente deve ser com o indivíduo, com sua conduta ética, afetiva, intelectiva. O egoísmo, a vaidade e o orgulho, fatalmente distorcem, desestruturam até a diferenciação celular, promovendo doenças várias, sejam somáticas ou psíquicas. Logo, todos os avanços da medicina convencional são válidos, mas necessitamos da convergência entre o que é espírito e o que é matéria. Estes aspectos são interdependentes e produz a saúde biopsicossocial.

Palavras-chave: Cura, Espiritualidade, Medicina Convencional, Medicina Complementar, Saúde Biopsicossocial.

Abstract

Traditional medicine, as opposed to complementary medicine, greatly values the cell, tissues, organs, systems and the organism as a whole. As the basic unit, it makes sense that the cell is what scientists dissect, understand its ultrastructure. However, a person shall be understood as something compartmentalized. It is important to notice beyond the cell, the organism as a whole, the intimate connection between mind and body, facilitating the methods of diagnosis and therapy.

The concern, before the sick cell, shuld be with the patient, his ethical, emotional, intellectual conduct. Selfishness, vanity and pride inevitably distort and dismantle even the cell differentiation, promoting various diseases, whether somatic or psychic. All the advances in conventional medicine are valid, but we need the convergence between what is spirit and what is matter.These aspects are interdependent and produces the biopsychosocial health.

Keywords: Healing, Spirituality, Conventional Medicine, Complementary Medicine, Biopsychosocial Health


INTRODUÇÃO TEÓRICA ÀS DOENÇAS SOMÁTICAS

Na última década do século XX assistimos ao avanço considerável da biologia celular e molecular, modificando profundamente os conceitos da patologia estrutural e funcional.

A genética médica há muito ultrapassou os fundamentos da herança mendeliana, os quais, praticamente, servem de substrato histórico, introdutório à “ciência dos genes”.
Para a medicina tradicional, ao contrário da medicina complementar, valoriza-se muito a célula – (unidade básica, estrutural e funcional dos seres vivos), os tecidos, os órgãos, os sistemas e o organismo como um todo.

Sendo a célula, fundamental, é justo que cientistas dissequem-na, entendam sua ultra-estrutura, suas organelas, seus sistemas biomoleculares, suas estruturas edificadas no mundo atômico, vibratório, que esperamos, para breve, ser comprovado pelos abnegados cientistas da medicina tradicional.

Pela resenha que fizemos, percebe-se que a patologia, isto é, o estudo estrutural e funcional das doenças, está passando por profundas reestruturações, mudanças tais que fariam Virchow ou Bichat afirmarem ser o mais louco devaneio.

No passado, a patologia atinha-se apenas ao estudo da estrutura, hoje cogita-se da função ou fisiologia.

Futuramente, se perceberá que estrutura e função estão diretamente relacionadas, em profunda conexão com os sentimentos, comportamentos, ações e pensamentos do indivíduo. Que as desarmonias na forma, na fisiologia e mesmo os mecanismos gênicos, são apenas manifestações ou concretizações de desequilíbrio mental (idéias, pensamentos), desestabilização emocional (sentimentos, emoções, paixões) e dos desmandos da própria atitude ou ação do indivíduo em relação a si mesmo ou aos outros.

Por esta tese, fica evidente que a preocupação antes de ser com a célula doente, deve ser com o indivíduo, com sua conduta ética, intelectiva, afetiva, instintiva ou o quanto é egoísta. Sim, o egoísmo, a vaidade e o orgulho, desestruturam até a diferenciação celular (tumor), promovendo doenças várias, sejam somáticas (que afetam tecidos, órgãos e sistemas) ou psíquicas (que afetam o pensar, o julgar, a capacidade cognitiva, etc).

Infelizmente, a medicina tradicional ou convencional vê o indivíduo compartimentalizado, não percebe a íntima relação entre corpo e mente, provocando interferências nos métodos de diagnose e terapêutica.

Não percebem que o indivíduo é muito mais que um corpo de carne e ossos, sendo este apenas a manifestação visível de organismos mais sutis, de energias ainda não detectadas pelos mais sofisticados aparelhos à disposição da propedêutica armada.

Assim como outros médicos espiritualistas que crêem no espírito, na reencarnação, sejam eles hinduístas, jainistas, taoístas, budistas, adeptos dos cultos de nação africanos, adeptos do espiritismo (kardecismo), gnósticos, ou adeptos da umbanda, aceitamos todos os avanços conseguidos, mas necessitamos da convergência entre o que é espírito e o que é matéria. Estes aspectos são interdependentes.

Não pode o espiritualismo afastar-se da ciência, e nem esta última do espiritualismo, do Espírito.

Há também médicos de outros setores filosoficorreligiosos ou mesmo livres pensadores que contestam a separação entre corpo e espírito (mente). Ótimo! Continuamos de acordo, mesmo que não se cogite de reencarnação, mas cogite-se da unidade entre corpo e mente, ou alma, espírito, enfim o nome que venhamos dar à Consciência, que se utiliza de veículos dimensionais para se manifestar, expressar, viver, ser...

Sim, médicos católicos, sufistas, judeus, protestantes, muçulmanos, que mesmo não crendo na reencarnação, crêem no binômio corpo-alma, sendo muitos deles conceituados esculápios tratam seus pacientes como uma unidade biopsicossocial.

Após estas considerações, que podem e devem ser discutidas, queremos enfatizar que a capacidade de ser amável, solícito, honesto e tolerante para com o paciente é dever de todo médico e não apenas dos espiritualistas. Portanto, não necessitamos afirmar que somos espiritualistas, que cremos na interdependência entre corpo e alma ou espírito, mas agirmos na prática, no ato médico, seja no hospital, no ambulatório, em consultório, em qualquer lugar.

O que vimos afirmando não é crença, mas convicção, pois achamo-nos tão cientistas quanto os outros, só que temos a coragem de expor opiniões que não se opõem à medicina que tanto prezamos, mas complementam-na, auxiliam e “curam” de forma mais abrangente nossos doentes, aos quais não nos envergonhamos de afirmar que os queremos bem, desejando a eles felicidades e saúde mental, física e espiritual – saúde biopsicossocial.

Terminando, deixemos as doenças somáticas aos tratadistas da patologia ou mesmo da medicina interna, que tão bem fazem seu trabalho. No próximo texto discorreremos de forma sumarizada o inconsciente, base discursiva da psiquiatria, para depois finalizarmos com a medicina complementar, nos aspectos psicofisiológicos.

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar"

Publicação 05
Bibliografia

Aspectos Psicológicos e Psiquiátricos

· ANDRADE, Arthur Guerra de. ALVARENGA, Pedro Gomes. Fundamentos de Psiquiatria. 1. ed. Barueri: Manole, 2008, 644p.
· AUSIELLO, Dennis. GOLDMAN, Lee. Cecil - Tratado de Medicina Interna - 2 Vols. 23. ed. Rio de Janeiro: Ed. Elsevier, 2009, 2688p.
· BICKLEY, Lynn S. Propedêutica Médica – Bates. 8. ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Koogan, 2005, 928p.
· MURPHY, Michael J. COWAN, Ronald L. Psiquiatria – Murphy – Série Blueprints. 4. ed. Rio de Janeiro: Ed. Revinter, 2009, 152p.
· PADRO, Cintra do. VALLE, Ribeiro do. RAMOS, Jairo. Atualização Terapêutica. 23. ed. Porto Alegre: Ed. Artes Médicas, 2007, 2400p.
· PAIN, Isaias. Tratado de Clínica Psiquiátrica. 3. ed. São Paulo: E.P.U. Ed, 1991, 370p.
· PORTO, Celmo Celeno. PORTO, Arnoldo Leme. Semiologia Médica. 6. ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Koogan, 2005, 1356p.

Aspectos Religiosos

· RIVAS NETO, Francisco. Do Sincretismo à Convergência. In: II CONGRESSO BRASILEIRO DE UMBANDA DO SÉCULO XXI, São Paulo: Faculdade de Teologia Umbandista, 2010.
· RIVAS NETO, Francisco. Sacerdote, Mago e Médico : cura e autocura umbandista: terapia da alma. 1. ed. São Paulo: Ícone, 2003, 493p.
· RIVAS NETO, Francisco. Vídeo-Aula 19: A ciência do Orixá - Parte 2 - Psicanálise e Arquétipos dos Orixás. Disponível em: mms://wm01.mediaservices.ws/ftu12-ondemand/FTU_VIDEOAULA_19.wmv. Acesso em: 16 jan 2010.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Vivência-Terapia: Espiritualidade, Saúde e Sustentabilidade - O Inconsciente acessando à Espiritualidade (Vídeo)

Dando continuidade ao tema Espiritualidade e aprofundando os conceitos da nossa última publicação (03), disponibilizamos o vídeo:

Vivência-Terapia: Espiritualidade, Saúde e Sustentabilidade
"O Inconsciente acessando à Espiritualidade"


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Publicação 04

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A Espiritualidade não é somente religião - Espiritualidade é a mente Inconsciente...






Resumo
A Espiritualidade é inerente a todo ser humano. Esta condição é confirmada quando compreendemos no homem a existência do corpo e da mente. A mente, por sua vez, possui uma porção consciente e outra inconsciente. É justamente na porção inconsciente que encontramos a Espiritualidade, bastando para tanto despertá-La. O complexo processo de despertar a Espiritualidade é teorizado e vivenciado por intermédio de vários ritos de fundamento nas religiões afro-brasileiras e nas práticas da medicina complementar. Sendo assim, a Espiritualidade tem nas religiões um precioso instrumento, mas não o único. Espiritualidade é a ciência de ser Espírito, abrangendo todos os homens, sejam eles religiosos ou não.
Palavras-chave: Consciente, Espiritualidade, Inconsciente, Medicina Complementar, Religiões Afro-brasileiras.
Abstract
Spirituality is inherent to every human being. This condition is confirmed when we realize in man the existence of the body and mind. The mind has a portion of conscious and other one unconscious. It is precisely in unconscious portion that we find spirituality. One just have to wake it up. The complex process of awakening to spirituality is theorized and experienced through various basis rites of the african-brazilian religions and complementary medicine practices. Therefore, spirituality finds in religions a valuable tool, but not the only one. Spirituality is the science of to be Spirit, including all men, whether religious or not.
Keywords: Conscious, Spirituality, Unconscious, Complementary Medicine, Afro-Brazilian Religions.

A Espiritualidade não é somente religião
Espiritualidade é a mente Inconsciente...

Quando estávamos em vias de voltar a habitar um corpo físico, havia poucos anos que o planeta saíra de uma tormentosa e vergonhosa guerra fatricida (Segunda Guerra Mundial), com danosos agravos e embaraços do destino para a Comunidade Planetária.
Sob os impactos desastrosos da miséria, da dor, de sofrimentos atrozes e da desolação, haveria o início da reconstrução de um mundo novo, de uma nova humanidade, onde augurava-se não mais serem deflagradas ignominiosas guerras. Houve e ainda há uma tentativa de mudança de valores, mobilizando os cidadãos planetários para manter o planeta, seu ambiente, pois se o mesmo for agredido como vem sendo, com explosões nucleares, desmatamentos, alterações significativas da camada de ozônio, com graves repercussões sobre a continuação da vida, a mesma estará seriamente comprometida em futuro não tão distante.
Atualmente, embora guerras ainda sejam deflagradas (o que é inadmissível para o "homem civilizado"; será mesmo civilizado?), há uma conscientização dos danos ao planeta e à humanidade. Tanto isto é verídico que o desarmamento das "grandes potências" mundiais é uma constante preocupação da ONU, principalmente no que se refere ao arsenal de armas atômicas, químicas e biológicas.
Antes da Perestroika, da queda do muro de Berlim, o mundo estava sempre em alerta, temeroso de uma guerra mundial desencadeada pelos desentendimentos entre os EUA e a União Soviética, ou entre o Capitalismo e o Comunismo.
Na atualidade, século XXI, talvez não haja mais o perigo iminente de uma guerra nuclear, pois não há mais a União Soviética e conseqüentemente o Comunismo. Porém, há o Capitalismo voraz e desumano que faz vassalos, traz misérias, iniqüidades e desigualdades culturais, sociais, políticas, econômicas e étnicas, fomentando os conflitos geradores de violências várias.
Por sua vez, o socialismo está cada vez mais frágil, pois o poder emana da política econômica em que são privilegiadas as oligarquias, a globalização da miséria. Há poucos ricos (concentração de riquezas) muitos miseráveis (proliferação da pobreza), conseqüência direta de formas de governo que não interferem, por pouco que seja, na economia, produzindo concentração ou reserva de mercados que não permitem a livre circulação de capitais e mercadorias, o mínimo que poderia se esperar para uma humanidade mais justa e fraterna, na qual o cooperativismo sobrepujasse a competição.
Mesmo que houvesse competição, que se dispensassem reservas para o social, teríamos um "capitalismo socializado" ou mais humano, que não desprezasse a Espiritualidade – ponto de equilíbrio e convergência entre o capitalismo e socialismo, que denominamos cooperativismo inteligente, isto é, o governo que emana do povo sagrado, sendo todos os homens, países, continentes e povos sagrados.
Haveremos de preservar os mananciais do mundo, principalmente as fontes de água potável e também nossos mares, nossas florestas. No caso específico do Brasil esses investimentos trariam recursos diversos para serem aplicados no social, produzindo trabalho havendo trabalhadores, pois certamente diminuir-se-ia o êxodo rural, invertendo-se naturalmente este fluxo.
A inversão do fluxo (então da cidade para o campo) criaria trabalho no campo com justiça social, podendo estar aí a queda dramática da guerrilha urbana, da guerra civil não declarada e, principalmente, da fome e da morte. Para tal evento redentor acontecer, precisamos contar com a boa vontade de nossa plutocracia desaliando-se dos modelos imperialistas que nos impõem outros países – tudo sob nossa aquiescência.
Tudo isto acontece pois não pensamos no próximo, na interdependência e muito menos no fato de que somos transitórios, mortais. Sim, quem nasce (talvez por isso choremos quando nascemos) cedo ou tarde morre. Só não morre quem não nasce. Não sendo niilista e nem reverenciando os existencialistas, não podemos negar que agimos como se nunca fôssemos morrer, nem cogitamos se vivemos bem, se morreremos bem. Contudo, caso haja vida pós-morte, como seria? Não seria de acordo com nossa conduta, principalmente com nossos semelhantes? E então?...
Desdenhamos da interdependência, quando não a olvidamos completamente. Somos renitentes, revéis às Leis do Universo que afirmam: enquanto houver alguém sofrendo, um indivíduo que seja, a paz e a felicidade de ninguém será completa. Precisamos urgentemente ir atrás das verdades, antes que elas venham atrás de nós desnudando nosso egoísmo, vergastando nossa vaidade. Antes porém, reavaliemos condutas, sigamos nossas vidas como quisermos, mas não nos distanciemos da Espiritualidade inerente a todo ser humano, vivente em seu interior.
Após estas ilações, que refletem nossa posição e visão no âmbito social, político e econômico, retornemos ao tema central que muito tem a ver com cura e autocura.
Com a tarefa de vencer a guerra e banir definitivamente os sofrimentos, as dores e a morte é que em todos os quadrantes do planeta encarnaram e encarnam espíritos com senso de universalidade, para atuar nas Religiões, restaurando-as, fazendo-as conviver pacificamente, sem excluir e nem se contrapor às Filosofias, às Ciências e às Artes. Esses missionários estão trabalhando sem alarde e com denodo têm procurado derrubar as barreiras e tabus que separam os homens, como se os homens fossem realmente desiguais entre si. Ensinam os vanguardeiros do amanhã que devemos pautarmo-nos pelas semelhanças, e respeito pelas diferenças. Esses Seres Espirituais, missionários anônimos, tiveram experiências em vários setores Filosóficos, Religiosos, Científicos e Artísticos, conquistando a visão universal da Espiritualidade, passando a trabalhar por sua difusão em todos os setores, não só religioso, pois a Espiritualidade pode estar na Filosofia, na Arte, na Ciência ou mesmo fora dela, além delas.
Como afirmamos a Espiritualidade é inerente a todo ser humano vivente no interior dele. Poderiam perguntar: como assim? Todos nós temos corpo e mente. A mente, e neste momento invocamos Freud,é como se fosse um iceberg. Sabemos que a maior porção do iceberg é submersa e a menor emersa. A porção emersa associamos ao consciente e a imersa ao inconsciente. É nessa porção denominada inconsciente, inerente a todo ser humano, que encontraremos a Espiritualidade. Como todo ser humano tem inconsciente, logo toda a humanidade tem Espiritualidade, basta despertá-la. Claro que sabemos que não é tão simples aliás, é complexo despertá-la. É o que pretendemos discutir neste blog, algo que há tempo vimos teorizando e vivenciando por intermédio de vários ritos nas religiões afro-brasileiras (inumeráveis ritos de fundamento, que evocam, trazem o conteúdo do inconsciente decodificado e traduzido para o consciente) e na prática da medicina complementar em vivências-terapia breve, em algumas sessões ou em terapia continuada, que traz benefícios espirituais, mentais, emocionais, físicos e sociais.
Após esta ligeira exposição que estamos desdobrando em livros, discussões, workshops, palestras, seminários fica claro de que para nós a Espiritualidade não é monopólio das religiões que embora respeitáveis em seus fundamentos e objetivos não abrangem o universo de todos os seres humanos. Esta nossa assertiva afirma que a Espiritualidade tem nas religiões um precioso instrumento, mas não o único. Espiritualidade é a ciência de ser Espírito, como dissemos, abrangendo todos os homens, sejam eles religiosos ou não.
E vamos aos desdobramentos... E como várias vezes dissemos, estamos aproximando os saberes religioso e científico. Eis o porque do sacerdote-médico.
Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar"

Publicação 03

Adapatado do livro Sacerdote, Mago e Médico - pág. 25 e seguintes


Bibiliografia
Aspectos Psicológicos e Psiquiátricos
  • FREUD, Sigmund. Obras Psicológicas de Sigmund Freud – Escritos sobre a psicologia do inconsciente – VOL I. 1. ed. Porto Alegre: Imago, 2004, 228 p.
  • FREUD, Sigmund. Obras Psicológicas de Sigmund Freud – Escritos sobre a psicologia do inconsciente – VOL II. 1. ed. Porto Alegre: Imago, 2004, 200 p.
  • FREUD, Sigmund. Obras Psicológicas de Sigmund Freud – Escritos sobre a psicologia do inconsciente – VOL III. 1. ed. Porto Alegre: Imago, 2004, 208 p.
Aspectos Religiosos
  • RIVAS NETO, Francisco. Do Sincretismo à Convergência. In: II CONGRESSO BRASILEIRO DE UMBANDA DO SÉCULO XXI, São Paulo: Faculdade de Teologia Umbandista, 2010.
  • RIVAS NETO, Francisco. Sacerdote, Mago e Médico : cura e autocura umbandista: terapia da alma. 1. ed. São Paulo: Ícone, 2003, 493 p.
  • RIVAS NETO, Francisco. Vídeo-Aula 19: A ciência do Orixá - Parte 2 - Psicanálise e Arquétipos dos Orixás. Disponível em: mms://wm01.mediaservices.ws/ftu12-ondemand/FTU_VIDEOAULA_19.wmv. Acesso em: 16 jan 2010.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A espiritualidade não é somente religião - Introdução

Resumo
A Espiritualidade sob a ótica da Tradição de Síntese transcende a religião. Desta forma, a Unidade dos diversos saberes e fazeres remete à Convivência Pacífica, à Paz Mundial.
Palavras-chave: Tradição, Religião, Espiritualidade, Ciência, Metafísica, Convivência Pacífica

Abstract
The spirituality under the Synthesis Tradition optics exceeds the religion. In such way, the Unit of several wisdoms and practices refers to a Peaceful Coexistence, to the World-wide Peace.
Key Word: Tradition, Religion, Spirituality, Science, Metaphysics, Pacifical Conveniency


A espiritualidade não é somente religião
Introdução


A constante da Tradição de Síntese, preconizada pelas religiões afro-brasileiras, é a contínua mudança.

Esta preposição está em consonância com a Ciência que se caracteriza pela impossibilidade de uma visão única, completa e acabada a respeito dos fenômenos que estuda: Ela é provisória por definição e aí reside exatamente sua força, que consiste em sempre ser superada por novos avanços.

O mesmo, como vimos, acontece na Umbanda sempre aberta a novos conceitos, a transcender-se. A realidade para a Umbanda pelo menos neste mundo finito regido por feixes eletromagnéticos é uma marcha dialética.

Embora não dispense a luz dos conceitos ontológicos ou metafísicos, não os tem como únicos e exclusivos. Não se veja nisto ambigüidade, mas sim, Síntese onde tese e antítese são essenciais na construção da realidade.

Aproveitamos o ensejo para reafirmar, o que fazemos há décadas: a Unidade entre Ciência e Religião é fundamental na construção do novo homem que remete à Convivência Pacífica, à Convergência e a Paz Mundial.

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Saravá


Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh’ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar"

Publicação 02

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Umbanda e Medicina


Resumo
A Sabedoria Médica compreende no Homem tantos os aspectos da natureza animal quanto espiritual. A conduta condicionada, anti-natural, retira do indivíduo a harmonia, estabilidade e equilíbrio adoentando-o. O retorno ao estado de origem, natural, devolve-lhe a saúde biopsicossocial. Esta é a visão umbandista de saúde e doença, de sua Medicina de Síntese, que preconiza a Harmonia e a Conexão entre macro (Universo) e micro (Homem).
Palavras-Chave: Ciência, Homem, Natural, Sabedoria, Umbanda, Universo

Abstract
The Medical wisdom understands both aspects, animal nature and spiritual nature, in human. The anti-natural conditioned conduct takes from the human been the harmony, stability and balance, making him sick. To return to the natural origin state, gives back his biopsychosocial health. This is umbanda’s point of view of health and disease, its medical synthesis, which calls for harmony and the connection between macro (Universe) and micro (Man).
Keywords: Science, Human, Natural, Wisdom, Umbanda, Universe



Umbanda e Medicina


“Há duas espécies de conhecimento. Há uma Ciência Médica e uma Sabedoria Médica. A compreensão animal pertence ao homem animal, mas a compreensão dos mistérios divinos pertence ao Espírito de Deus neles”.
(Fundamentos Sapientiae)

A Umbanda como Doutrina-Sabedoria entende medicina como poção alquímica quintessenciada e não somente como ciência que se preocupa basicamente com o estudo das doenças e doentes alicerçados em anatomia, fisiologia, bioquímica, patologia, semiologia, terapêutica etc.

A patologia, tão bem retratada em seus aspectos morfofisiológicos, encontra sérias restrições para definir o que sejam desconforto, dor, angústia, moléstia etc.

Além do mais, pode-se objetar contra as definições, pois como delimitar a fronteira individualizada entre conforto e desconforto, bem-estar e mal-estar? Não há como fazê-lo de forma absoluta, pois varia de indivíduo a indivíduo e mais, os processos adaptativos são fatores limitantes e impossibilitam separar os sãos dos doentes segundo fundamentos abertos à discussão. A Umbanda preconiza que o grau de saúde é a nossa aceitação e consonância com o natural, com o reconhecimento da unidade e supremacia da Lei. Esta Lei é o que denominamos harmonia, estabilidade e equilíbrio. Se a esta triunidade associamos à saúde, à recíproca associamos a doença, que com clareza meridiana percebe-se ser decorrência do indivíduo desconexo, portanto doente.

A conduta anti-natural (condicionada) faz o indivíduo doente. O retorno ao natural devolve-lhe a saúde espiritual corporal.

Não se entenda nossas assertivas como fatores conflitantes entre Umbanda e Medicina Acadêmica, pois sempre ouvimos de “nossos Mentores Espirituais” que, para o momento, a nobre arte de Hipócrates cumpre sua função, sendo merecedora de nosso irrestrito respeito, tal qual os outros setores científicos.

Enfatizando os benefícios incontestáveis proporcionados pelas Ciências Médicas e os avanços de outras ciências utilizadas também em medicina, só temos a lamentar a falta de penetração e percepção de que há uma Lei Universal que quando respeitada traz harmonia e saúde. O contrário, isto é, sua transgressão, acarreta desarmonia ou doença. Assim, temos doença como desarmonia. A toda e qualquer desarmonia denominamos doença, seja ela espiritual, mental, psicológica, somática ou social.

A Umbanda aceita a Medicina da atualidade, pois sabe que a mesma está em processo adaptativo, em constante avanço. Como também utiliza-se de outras ciências, tal qual a Física, que está chegando à conclusão que a matéria é composta por feixes ou “campos eletromagnéticos” (é ilusório o que vemos); concluirá a medicina que deverá focar a sua atenção e seus estudos na energia sutil, nas energias ainda não detectadas mas que não invalidam sua existência.

Completando, pois esperamos que o livro demonstre o que aqui resumimos, e como também somos um assecla de Asclépio, embora umbandista (universalista), antes de qualquer coisa procuramos não ferir a diceologia médica, tentamos interfacear as duas , pois cremos que na Umbanda encontramos o subsídio para todas as explicações nos âmbitos da Ciência, da Filosofia, da Arte e da Religião.

Na Umbanda temos que tudo é universo, isto é, o mesmo se expressa tanto no macro como no micro. A própria cosmogênese, em obediência a Lei Suprema, suprimiu o caos e se fez ordem (Cosmo). Temos convicção de que o mesmo aconteceu na antropogênese, onde o Ser Espiritual subtraiu de si o caos (desarmonia) e no Universo encontraria meios para encontrar a ordem e a harmonia (Cosmo=Homem) perdidas. Eis, pois, a causa e também a cura das doenças.

A teia da vida demonstra a conexão direta entre os fenômenos macrocósmicos (Universo) e microcósmicos (Homem). Portanto, o homem sábio e hígido imita, observa o Cosmo.

Doença é a não-precepção da integração e da conexão do Homem (microcosmo) com o Universo (macrocosmo) e suas Leis. Esta é a visão umbandista de saúde e doença, de sua Medicina de Síntese, que preconiza a Harmonia e a Conexão entre macro e micro através dos Centros de Iluminação (chakras), sendo estes projeção do próprio macro no microcosmo.

Que os Orixás, Supremos Curadores e Senhores de nossos centros de iluminação, nos abençoe.



Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Saravá


Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh’ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar"

Publicação 01
Adaptado do livro Sacerdote , Mago e Médico - pág. 81