segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Umbanda - A Unidade manifesta na Diversidade

RESUMO

Há tempos afirmamos que a Umbanda é uma forma espiritualizada e inteligente de bem-viver. Igualmente afirmamos que a Umbanda é uma unidade aberta em constante reelaboração. A consequência é que a constante da Tradição é a contínua mudança.

Quando expendemos o conceito de Escolas Umbandistas, dissemos que na Umbanda pela diversidade de seus adeptos , há também uma diversidade de ritos e formas de transmissão do conhecimento. A essas várias formas de entendimento e vivência da Umbanda, denominamos de Escolas. São modos de pensar, fazer e transmitir a Umbanda (Epistemologia, Ética e Método).

Resumindo, podemos dizer que Escola é um ângulo de interpretação das práticas e fundamentos de Umbanda. Há várias Escolas na Umbanda, entre elas citamos: Umbanda Omoloco, Umbanda Mista, Umbanda Traçada, Umbanda Oriental, Umbanda Iniciática, “Umbandaime”, Umbanda Branca, Umbanda de Síntese, entre outras tantas.

Palavras-chave: Ação Coletiva, Diversidade, Escolas, Umbanda, Unidade

ABSTRACT

Some time ago we said that Umbanda is a intelligent and spiritual form of wellbeing. We also stated that Umbanda is an open unit in constant reworking. The consequence is that the Tradition is the constant flux.

When we spoke about the concept of Umbandistic Schools, we said that in Umbanda, because of the diversity of its adherents, there is also diversity of rites and forms of knowledge transmission. In all these ways of understanding and experiencing Umbanda, we call schools. They are ways of thinking, doing and forward Umbanda (Epistemology, Ethics and Methods).

In short, we can say that school is a line of interpretation of the practices and foundations of Umbanda. There are several schools in Umbanda, among them we quote: Omoloco, Mixed Umbanda, Umbanda Traçada, Oriental Umbanda, Initiatic Umbanda, "Umbandaime," White Umbanda, Synthesis Umbanda, among many others.

Keywords: Collective Action, Diversity, Schools, Umbanda, Unit

UMBANDA – A UNIDADE MANIFESTA NA DIVERSIDADE

Há tempos afirmamos que a Umbanda é uma forma espiritualizada e inteligente de bem-viver. Igualmente afirmamos que a Umbanda é uma unidade aberta em constante reelaboração. A consequência é que a constante da Tradição é a contínua mudança.

Quando expendemos o conceito de Escolas Umbandistas, dissemos que na Umbanda pela diversidade de seus adeptos , há também uma diversidade de ritos e formas de transmissão do conhecimento. A essas várias formas de entendimento e vivência da Umbanda, denominamos de Escolas. São modos de pensar, fazer e transmitir a Umbanda (Epistemologia, Ética e Método).

Resumindo, podemos dizer que Escola é um ângulo de interpretação das práticas e fundamentos de Umbanda. Há várias Escolas na Umbanda, entre elas citamos: Umbanda Omoloco, Umbanda Mista, Umbanda Traçada, Umbanda Oriental, Umbanda Iniciática, “Umbandaime”, Umbanda Branca, Umbanda de Síntese, entre outras tantas.

Há Escolas que surgirão pela fusão de outras ou por desdobramentos (unidade aberta). O que devemos deixar claro é que não há, podemos dizer, uma reserva de domínio espiritual desta ou daquela Escola ou mesmo de todas elas.

Mas pode-se questionar: qual o critério para denominar-se Escola Umbandista? O melhor critério é o do princípio de que uma Escola sua análise ou estudo, nunca pode proporcionar uma compreensão do todo (Umbanda), uma vez que o todo é definido pelas interações e interdependências das partes (Escola).

Portanto as partes (Escolas) não mantém sua identidade quando estão separadas de sua função e lugar no todo. Como vimos as partes são as Escolas e estas separadas do todo não conseguem suportar de per si a valência da Umbanda como um todo. Assim fica consignado que querer homogeneizar a Umbanda, ou seja, codificá-la não é próprio do conceito de Escola, e assim aquele que desejar fazê-lo perderá, como dissemos, sua identidade com o todo, pois não estará cumprindo sua função e lugar no todo.

Acreditamos que os defensores da codificação (querem codificar por sua forma de ver e fazer a Umbanda, portanto não mais em interação e interdependência com o todo) quando perceberam que a maioria não queria tal homogeneização, rapidamente como sempre fizeram e continuam fazendo (sofismas e erísticas) retrocederam (na verdade continuam querendo codificar, apenas dizem que não). Esqueceram que no passado criticaram ferozmente a diversidade, a pluralidade e o conceito de Escola. Atualmente, por mais paradoxal que possa parecer, começaram a defendê-la e, pior, como se fossem eles que tivessem trazido à luz o conceito. Claro que todos percebem que é ideologia, todos sabem, pois como negar o que propagam no cotidiano. Mas, que propagam no cotidiano? Cursos homogeneizantes; querem que todos façam seus “cursos” como se eles fossem os únicos de Umbanda, e a Umbanda que “doutrinam”, a única e a melhor que as demais. Nisso está a “megafalácia”, pois o que “ensinam” como Umbanda é o que eles “entendem” dela. Claro que há os seguidores, e nada temos contra, pois se acham que o oferecido é o melhor para eles, tudo bem, mas daí generalizar a toda comunidade é erro crasso, ou como dissemos, ideologia que oculta famélico desejo de poder, de querer ser mais que os outros, de querer ser o dono da Umbanda, algo que seus próprios méritos e ações negam.Ninguém é ou será dono de Umbanda...A Umbanda é uma doutrina redentora estendida a humanidade por espíritos planetários superiores que militam na Umbanda. Portanto se a Umbanda tiver algum “dono” eles são os espíritos planetários superiores.

Assim escrevemos, pois muitos não se conformam quando afirmamos que a Umbanda surgiu de uma construção espiritual que se manifesta em uma ação coletiva e não individual. Portanto, a Umbanda não tem fundador, logo, nem mito fundante. Mas e a propalada fundação da Umbanda em 1908? A “fundação” de 1908 foi a criação de mais uma forma de se fazer Umbanda, portanto não a primeira e nem a única. Nosso respeito aos seus seguidores, os quais temos convicção plena, são sabedores do que afirmamos e são coniventes com nossas premissas.

Disponibilizamos nesta publicação o vídeo “A Umbanda surgiu de uma ação coletiva e não individual”. Axé!





Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 97

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