segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ancestrais Divinos e Humanos nas Religiões Afro-brasileiras

RESUMO

Milhares de litros de tinta foram dispensados em textos relativos aos estudos da Teologia das Religiões Afro-brasileiras. Anos após anos continuam as pesquisas sobre as religiões afro-brasileiras. Enfocam-se aspectos metafísicos-ontológicos, epistêmicos, sociológicos, antropológicos, psicológicos, só para citar algumas disciplinas.

Quem estará com a verdade? Todos? Acreditamos que todos estão e não estão ao mesmo tempo, pois cada um fez um estudo em recorte, analítico, e que por isso estudou uma parte (atomismo) e não o todo, e como a parte não pode ser mais que o todo...

São questionamentos que não cabe somente a “exogenia” acadêmica responder (desde fora), mas também aos sacerdotes que com certeza conhecem suas “entidades espirituais” e muitos deles também são conhecedores dos aspectos metodológicos acadêmicos (endógenos). Somos favoráveis ao meio termo, isto é, o estudo acadêmico e conhecimento sacerdotal, em conjunção.

Palavras-chave: Academia, Ancestrais Divinos, Entidades Sobrenaturais, Umbanda, Religiões Afro-brasileiras

ABSTRACT

Thousands of gallons of paint were used in texts relating to the study of Afro-Brazilians Religion Theology. Year after year the research about the afro-brazilian religions continues. Metaphysical aspects, ontological, epistemological, sociological, anthropological, psychological, to name a few disciplines, are studied in focus.

Who has the truth? Everybody? We believe that all are and are not at the same time, as each one did a study on crop, analytical, and therefore studied a part (Atomism) and not the whole, and how the party could not be more than the whole...

These are questions that not only fits the "exogenous" academic responding (from outside), but also the priests who certainly know their "spiritual entities" and many are also cognizant of the methodological aspects of academics (endogenous). We favor the middle ground, ie, the priestly knowledge and academic study in conjunction.

Keywords: Academy, Divine Ancestors, supernatural entities, Umbanda, Afro-Brazilian Religions

ANCESTRAIS DIVINOS E HUMANOS NAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS

Milhares de litros de tinta foram dispensados em textos relativos aos estudos da Teologia das Religiões Afro-brasileiras.

Anos após anos continuam as pesquisas sobre as religiões afro-brasileiras. Enfocam-se aspectos metafísicos-ontológicos, epistêmicos, sociológicos, antropológicos, psicológicos, só para citar algumas disciplinas.

Discuti-se à exaustão aspectos gerais e particulares (recortes), mas ainda, felizmente, têm-se dúvidas a respeito de alguns fatores obscuros para as ciências.

Vez por outra, uns e outros pesquisadores de ponta (merecem tal conotação) afirmam, por exemplo, que a Umbanda foi fundada na primeira década do século XX. Diferentemente dos citados, alguns afirmam que sua fundação foi uma construção coletiva que teve início em pleno século XIX ou, quiçá, XVIII. Há também aqueles que postulam o surgimento da Umbanda na 2ª ou 3ª década do século XX.

Quem estará com a verdade? Todos? Acreditamos que todos estão e não estão ao mesmo tempo, pois cada um fez um estudo em recorte, analítico, e que por isso estudou uma parte (atomismo) e não o todo, e como a parte não pode ser mais que o todo...

O mesmo quando ensinam sobre as entidades sobrenaturais (Orixás e Ancestrais humanos) que afirmam virem de lugares míticos como Vizala, Hungria, etc.

Muitos umbandistas que conhecem a fundo sua religião discordarão, pois dirão que nunca ouviram falar em Vizala, Hungria, Turquia, mas sim de “Aruanda”, “Juremá”, “Humaitá” e “Djacutá”.

Mais uma vez todos estão corretos, mas é bom salientar que os primeiros termos citados são comuns no Candomblé de Caboclo, com influências bantu e ketu, mas que se Umbandizaram. É, muito cultos reforçaram suas práticas com fundamentos de Umbanda e de suas entidades espirituais, denominadas por muitos pesquisadores como entidades sobrenaturais.

Nesse encontro, na confluência de muitos estudos em várias disciplinas sobre as religiões afro-brasileiras é de lastimar-se que não se estude os responsáveis pelas manifestações filo-teológicas (anímicas-espirituais), psicológicas, sócio-antropológicas e semióticas, ou sejam as entidades sobrenaturais (os ditos Orixás, Guias, Protetores, Ancestrais, etc.).

Por que não estudá-los? Será que é por eles serem sobrenaturais (e só se estuda o natural) ou por não se acreditar (melhor, provar sua veracidade) em sua existência, sendo eles apenas aspectos do folk?

São questionamentos que não cabe somente a “exogenia” acadêmica responder (desde fora), mas também aos sacerdotes que com certeza conhecem suas “entidades espirituais” e muitos deles também são conhecedores dos aspectos metodológicos acadêmicos (endógenos). Somos favoráveis ao meio termo, isto é, o estudo acadêmico e conhecimento sacerdotal, em conjunção.

Esperamos poder propiciar um raio de luz que esclareça o obscuro tema, pelo menos na pesquisa acadêmica, postando o vídeo – Entidades sobrenaturais nas religiões afro-brasileiras. Boa leitura. Axé!





Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 99

Um comentário:

  1. Caro Rivas
    Outro texto nuito interessante. Parabéns.
    Entre convergências e divergências pensamos, e dialeticamente, produzimos conhecimento.
    abraço e axé
    Sidney Oliveira

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