quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O conceito de Escolas promovendo avanços na União Umbandista

O conceito de Escola Umbandista ou das Religiões Afro-brasileiras, por mim definido e desenvolvido há muito tempo tem sido discutido a exaustão e felizmente aceito, principalmente por terminar com infindáveis discussões ou mesmo concorrência (o que é inadmissível) entre os vários grupos. Sim, o conceito de Escola por si só é pela inclusão total, união e paz, contrário, portanto, as cizânias e litígios vários.

Muitos de meus filhos de santo, em várias épocas me auxiliaram em fazer grassar o conceito, que custava a ser entendido, o que não acontece, felizmente, na atualidade. Dentre eles quero citar e agradecer: Roger Soares (Araobatan), William do Carmo (Obashanan), Silvio Garcez (Aramati), Ivan Cintra (Babajinan), Osvaldo Solera (Ygbere), Raimundo Medeiros (Karabayara), José Roberto Silva (Yamatiara) e Bruno Barbosa (Yamandhara), atualmente desempenhando outras tarefas não menos importantes, e entre eles, Obashanan, Karabayara e Aramati são dirigentes de Templos situados em São José do Rio Preto (São Paulo), Campinas (São Paulo) e Brasília (Distrito Federal).

Na atualidade auxiliam-me mais diretamente o Yabauara (escreve e divulga muitos textos em várias redes sociais), o Itarayara e o Yorotaman, entre muitos outros.

Agradecendo a todos, queria homenageá-los postando no blog um texto muito didático e auto-explicativo vindo da pena melhor, do teclado de Yorotaman – Sérgio Sardinha – dirigente espiritual do templo de Belo horizonte (Minas Gerais).

Ao homenageá-los, aproveito o ensejo para transmitir minhas bênçãos a todos meus filhos espirituais, que se encontram próximos ou distantes (em outras cidades em vários Estados) pela maturidade e responsabilidade em lidar com o Sagrado esposado pelas religiões Afro-brasileiras. Meu agradecimento a Eugênio Moura (Tashanan) pela tarefa nas lides do Direito e pela condução do Templo em Taubaté (São Paulo). Agradecendo a ele, agradeço a todos os filhos que têm a árdua tarefa de conduzir um Templo das Religiões Afro-brasileiras.

Outrossim, render homenagens aos meus pares que estiveram em São Paulo no dia 23 de outubro, no rito de Exu. Vieram de dezesseis Estados brasileiros e do Uruguai. Estiveram, pois já vivem o conceito de Escola, se identificando com a universalidade dessa unidade que denominamos Religiões Afro-brasileiras. A todos meu agradecimento e esperamos revê-los em 22/10/2011. Até lá!

Aranauan, Motumbá, Mukuiu, Kolofé, Sarava, Axé!

Abaixo segue o texto do Sérgio Sardinha (Yorotaman). Nessa publicação postamos vídeo “Escolas Umbandistas – uma proposta de inclusão total”.

O conceito de Escolas é extremamente moderno e um divisor de águas dentro do Movimento Umbandista. Antes, cada setor Umbandista via esta universalidade de forma piramidal, onde cada um colocava seu grupo no topo da pirâmide e os demais na base dessa mesma pirâmide. Evidentemente que quem estava no topo dessa pirâmide se achava em nível mais elevado e quem estava abaixo era considerado inferior. Como no topo dessa mesma pirâmide o volume é menor do que na base, quem se achava na parte superior se considerava um grupo seleto ou "escolhido"... Quem estava na base era apenas considerado quantidade e não-qualidade... No conceito de Escolas essa estrutura piramidal não existe, pois todos os segmentos estão em um mesmo plano não existindo um acima ou abaixo do outro. Num sistema conceitual de Escolas que é um sistema inclusivo, cooperativista e em rede, todos "nós" dessa estrutura somos igualmente importantes.




Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 88

3 comentários:

  1. Excelente. Tenho aprendido muito com seus textos e fico feliz em começar a entender a Umbanda. A importância de ter pessoas como vc, esclarecendo e ensinando sobre essa doutrina é de valor incalculável. Sinto não morar em SP pra poder estudar na FTU. Obrigada!

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  2. Benção Pai Rivas

    Obrigado por sua citação, mas o que escrevi é apenas um pequeno fruto dos conceitos que aprendi com o Senhor e com irmãos maiores da FTU.

    Obrigado

    Yorotaman

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  3. Sua Benção meu Pai!

    Não tenho palavras sobre a 88ª publicação. Eu realmente fico muito feliz com o avanço da compreensão por parte da comunidade religiosa afro-brasileira sobre Escolas. Porém não posso olvidar que ainda deparamos com visões reducionistas, quando não totalmente distorcidas.

    Como o senhor mesmo explicou com clareza, não faz sentido uma pessoa criticar uma Escola da qual não faça parte. Quantas pessoas que nunca conheceram o Vô Matta e até hoje falam sobre o que ele fazia ou não na Escola Esotérica? Pior do que isto é querer criticar o que o senhor faz, sem perceber que a Escola Esotérica prima pelo princípio, pelo fundamento. E estes estão vivos em cada um dos ritos que o senhor conduz...

    Mas como bem sei, o senhor não se importa com estas críticas pejorativas. Temos muito a avançar e com o conceito de Escolas o caminho ficou mais claro para todos!

    E deixa a Gira girar

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