segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Excertos Históricos - Escolas Umbandistas

RESUMO

Espistemologia, Ética e Método constituem três vertentes que consolidam a Doutrina e a Prática Umbandista como Universalistas, podendo ela ser praticada e entendida de várias formas. Todas elas são, sem exceção, merecedoras de amplo e irrestrito respeito, principalmente por atuar na percepção da realidade espiritual das humanas criaturas, o que significa dizer em suas crenças, em seus mecanismos anímicos de buscar o Sagrado.

Portanto, Escola significa uma linha de transmissão; esta por sua vez, uma linguagem da idéia Umbanda. Sim, a Umbanda pode ser expressa, manifesta de várias formas, sendo todas elas acertadamente denominadas como sendo Umbanda.

É a Umbanda conciliando a diversidade na Unidade; oscilando do centro para a periferia cultural, social, política e econômica. Oscila, pois não se atém a este ou àquele grupo, por menor que seja, atende todos sem discriminação ou exclusão.

Palavras-chave: Epistemologia, Escolas, Ética, História, Método

ABSTRACT

Epistemology, ethics and method are three elements that consolidated the Umbanda Doctrine and Practice as Universalists, and it can be practiced and understood in different ways. They are all, without exception, worthy of broad and unrestricted respect, especially by acting on the perception of spiritual reality of human creatures, which means in their belief, in their psychic mechanisms of seeking the sacred.

Therefore, School means a transmition line, this, in turn, a languageof the umbanda idea. Yes, Umbanda can be expressed, manifested in various forms, all of which are aptly named as Umbanda.

Umbanda is reconciling the diversity in Unity, ranging from center to cultural, political and economic periphery. Fluctuates, as does not hold to this or that group, however small, serves everyone without discrimination or exclusion.

Keywords: Epistemology, Schools, Ethics, History, Method

EXCERTOS HISTÓRICOS – ESCOLAS UMBANDISTAS

Após 23 anos da passagem de Mestre Yapacany (W.W. da Matta e Silva) para o plano astral, ainda brilha como estrela da máxima grandeza no céu da Umbanda sua obra, sua tarefa transformadora e replasmadora.

Suas obras não são apenas as literárias, que sem dúvida alguma deram à Umbanda uma alma; demonstraram sua ancestralidade que muito sutilmente aproveitou da miscigenação étnica, cultural e anímica para das brumas do passado ressurgir com toda sua valência de universalidade.

Como afirmamos, suas outras obras ficaram nas pessoas de seus discípulos, cada um deles com funções que lhes são próprias por dentro do Movimento Umbandista.

Sendo eu um de seus discípulos iniciados e tendo tido com ele uma convivência iniciática de dezoito anos, após seu desencarne esperamos os sinais do Astral Superior.

Aprendemos com os guias espirituais que as diretrizes viriam de “cima para baixo” e, baseados nestas diretrizes edificamos, em 1989, após o lançamento da Obra Umbanda – A Proto Síntese Cósmica, a Escola de Síntese, que preconiza a Universalidade e Unidade de todas as coisas.

Neste e em outros textos entendemos melhor a Escola de Síntese, sua função, sua tarefa, que demonstra de forma cabal que os fundamentos de Umbanda se consolidam em três vertentes. Espistemologia, Ética e Método constituem estas três vertentes que consolidam a Doutrina e a Prática Umbandista como Universalistas, podendo ela ser praticada e entendida de várias formas. Todas elas são, sem exceção, merecedoras de amplo e irrestrito respeito, principalmente por atuar na percepção da realidade espiritual das humanas criaturas, o que significa dizer em suas crenças, em seus mecanismos anímicos de buscar o Sagrado.

Portanto, Escola significa uma linha de transmissão; esta por sua vez, uma linguagem da idéia Umbanda. Sim, a Umbanda pode ser expressa, manifesta de várias formas, sendo todas elas acertadamente denominadas como sendo Umbanda.

É a Umbanda conciliando a diversidade na Unidade; oscilando do centro para a periferia cultural, social, política e econômica. Oscila, pois não se atém a este ou àquele grupo, por menor que seja, atende todos sem discriminação ou exclusão.

Por isso ficamos estarrecidos quando uns e outros afirmam, sentenciam que não praticamos uma Umbanda pura, mas o que é Umbanda pura? É aquela que preconiza uma eugenia espiritual? Essa não praticamos mesmo! Muitos afirmam que misturamos a Umbanda Esotérica (que não tem nada a ver com esoterismo), com Culto de Nação, com Encantaria, e com a Umbanda Popular.

O conceito de Escolas por nós criado, sustentado e propagado afirma que a Umbanda pode ser praticada de várias maneiras e todas elas estão no mesmo plano de importância, não havendo entre elas hierarquização, isto é, não há uma Escola melhor que outra. Com isso afirmamos que a Umbanda esotérica não é melhor que as outras Escolas, como muitos desejam.

Para melhor entendimento postamos vídeo “Escolas – diferentes, mas não desiguais” que esperamos possa dirimir as dúvidas e permita que todos caminhemos rumo à união umbandista, das religiões Afro-brasileiras. Axé!




Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 89

Um comentário:

  1. Aranauan, Saravá meus irmãos planetários,

    Recebemos constantemente elogios para serem levados ao Pai Rivas sobre o trabalho apresentado tanto em teoria como na prática aproximando os adeptos das religiões afro-brasileiras por um espírito de paz.

    Todos sabem que Pai Rivas não liga para isso, prefere que os louros fiquem com o Astral e que nos mobilizemos sempre pela coletividade. Mas não posso deixar de concordar com quem elogia. De fato, é um trabalho maravilhoso que nos deixa “encantados”.

    Uma expressão disto é o conceito de Escolas. Pai Rivas afirma no vídeo que acompanha a publicação sobre sua gênese. Ele não se coloca como revelador do conceito. Afirma que o Astral sempre apresenta as idéias para a coletividade e cabe aos que se interessam pesquisar e aprofundar os mesmos.

    Faz todo o sentido, afinal – como aprendi com o próprio Pai Rivas – todos os conceitos estão no Universo. Basta ir lá e pegar. Aliás, é isto que os cientistas fazem. Observam, pesquisam e apresentam para a comunidade o que conseguiram compreender do que está aí, aos nossos olhos.

    Agora não podemos negar que o difícil é ter este insight. O complexo é captar, refletir e traduzir em uma linguagem simples a complexidade que é a vida em seus vários planos. É isto que fez Pai Rivas. Compreendeu o fenômeno e o fundamentou.

    Vejamos o caso das Escolas. Não é difícil deduzir que existem conceitos próximos em outras religiões. Peguemos o exemplo do Catolicismo. Temos a Ordem Franciscana, a Ordem Beneditina, os Maristas... Porém não podemos dizer que são idênticos. Refletindo bem sobre o exposto, é fácil perceber isto.

    No entanto, não podemos olvidar a possibilidade que este conceito de Escolas permite para alcançar a paz intra-religiosa e o que ela já promoveu nas Religiões Afro-brasileiras, principalmente, no início deste século. Os Congressos e mais recentemente o rito de Exu com a maior representação de Escolas na história do santo estão aí!

    Por isto tudo agradeço ao Pai Rivas pelas ideias entregues à sociedade civil e que são vivenciadas diuturnamente, seja no terreiro, seja no consultório, seja na faculdade, seja em todos os momentos pelos quais tenho a felicidade de conversar e aprender com o senhor.

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