segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Fato Histórico - Transmissão do Comando da Raiz de Pai Guiné

RESUMO

Retomando a História, lembro-me bem, era novembro de 1987. Num crepúsculo de tarde ensolarada eis que chegamos, felizes como sempre, a Itacurussá, à rua Boa Vista, 157, no Bairro Brasilinha, local de sua residência e da famosa Tenda Umbandista Oriental (T.U.O).

Como sempre, a emoção tomava conta de nosso “Ser Espiritual”, pois mais uma vez estaríamos revendo o ser encarnado que tínhamos como a luz norteadora da nossa vida, nosso Mestre milenar travestido na roupagem de W.W. da Matta e Silva, nome de um presidente dos Estados Unidos da América, um cidadão do mundo nascido em Garanhuns, Pernambuco.

Mestre Yapacany – concretizador da Sabedoria do Mundo dos Orixás – grato por sua dedicação ao nosso planeta, pelas lições deixadas que, se seguidas, farão de todos nós cidadãos planetários felizes e realizados, construindo um mundo de glórias, de homens-espíritos bem-sucedidos, pois não haverá mais desigualdade, não havendo conflito, guerra e morte fratricida.

Palavras-chave: Linhagem, Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino, Raiz de Guiné, Tenda Umbandista Oriental, W. W. da Matta e Silva

ABSTRACT
Returning to history, I remember well, it was November 1987. On a sunny afternoon to dusk we arrived, happy as ever, at Itacurussá, Boa Vista street 157, Brasilinha neighborhood, place of his residence and the famous Oriental Umbanda Tent (TUO).

As always, the emotion took control of our "spiritual being," because once again we would be reviewing what we had incarnated as the guiding light of our life, our ancient Master dressed in garb of W. W. da Matta e Silva, named after a president of the United States of America, a citizen of the world born in Garanhuns, Pernambuco.

Master Yapacany - concretizing of Wisdom of the Orishas World - grateful for his dedication to our planet, for the lessons learned that, if followed, will make us all happy and fulfilled planetary citizens, building a world of glory, of successful men-spirits, because there is no more inequality, with no conflict, war and fratricide death.

Keywords: Lineage, Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino, Guiné Root, Oriental Umbanda Tent (TUO), W. W. da Matta e Silva.

FATO HISTÓRICO – TRANSMISSÃO DO COMANDO DA RAIZ DE PAI GUINÉ

Retomando a História, lembro-me bem, era novembro de 1987. Num crepúsculo de tarde ensolarada eis que chegamos, felizes como sempre, a Itacurussá, à rua Boa Vista, 157, no Bairro Brasilinha, local de sua residência e da famosa Tenda Umbandista Oriental (T.U.O).

Como sempre, a emoção tomava conta de nosso “Ser Espiritual”, pois mais uma vez estaríamos revendo o ser encarnado que tínhamos como a luz norteadora da nossa vida, nosso Mestre milenar travestido na roupagem de W.W. da Matta e Silva, nome de um presidente dos Estados Unidos da América, um cidadão do mundo nascido em Garanhuns, Pernambuco.

Interessante que, embora emocionado espiritualmente como sempre ficara e com uma certa ansiedade em revê-lo – apesar de nos falarmos por telefone todas as terças-feiras em que ficava no Rio, na Livraria Freitas Bastos (e isto fez por mais de 15 anos), desta vez estávamos calmos, serenos, mais que o habitual. Diria estar pensativo, ensimesmado, mas repito, calmo, tanto que quando o vi, abracei-o, pedi sua bênção e ele, sem rebuços, convidou-me para ir ao conga e a seguir ao recinto contíguo ao templo, que denominávamos “suíte presidencial” (um recinto de uns 5 m²), onde muitas vezes tivemos o privilégio de lá recostar nosso corpo após inolvidáveis “Giras de Pai Guiné”.

Perguntou-me sobre a viagem, sobre a família, sobre a medicina, mas principalmente sobre a “Ordem”, o templo e depois de ouvir minhas respostas, disse-me ter-me chamado pois o Pai Guiné pediu para ir a São Paulo fazer o ritual de transmissão da raiz, e que me apressasse, pois seus dias terrenos estavam se findando.

Falou-nos com serenidade, com naturalidade, tendo certeza de que estávamos preparado. Todavia, percebendo que eu sentiria sua falta, lembrou-me do presente que me ofertou em 1983 – os sinais ou signos sagrados da Lei de Pemba que Pai Guiné grafara em 1946 como sendo suas Ordens e Direitos de Trabalhos, onde dissera-me: “que era prova de sua estima, e também era um amparo de corpo presente...” Pronto, entendera tudo... mais uma vez a Lei Divina manifestando-se, afirmando que a transitoriedade atende a evolução...que a mudança é a constante do mundo, move o mundo...termina um ciclo, hora de recomeçar.

Estávamos os dois frente a frente, o que era e o que seria, a própria dialética da vida, o velho vendo no novo sua “imortalidade”, sua permanência. Esta é a Lei da vida, falou-me sem dizer nenhuma palavra à audição grosseira, mas ao espírito que a tudo sobrevive, pois ele é o Imutável, a Verdade Absoluta e Suprema.

Sobre o Ritual de Transmissão, temos pouco a dizer, pois já o fizemos em outras publicações. Como dissemos, não são os ritos, mas sua oportunidade que consumam aqui no mundo das formas o que já era no mundo da essência.

Para não ser tácito ou mesmo lacônico, diremos que o importante do Rito foi, quando mediunizado por Pai Guiné, ele me deu a “Taça de Vinho” (a essência, o espírito das coisas”) e me disse: “Bebas da Taça Sagrada que dei ao meu “cavalo”; ao beberes, seguirás o determinado. Nunca deixes o vinho faltar na Taça... que Oxalá, e todos os Orixás te abençoem sempre...”

O leitor, sagaz como é, deve ter percebido que quando disse beber do vinho quis alertar-me para que nunca me esquecesse da essência das coisas (vinho). E, ao afirmar que podia beber da Taça Sagrada de seu “aparelho”, consumava a Tradição Mestral, sobre a qual selo meus lábios, mas afirmo que Ele, o Pai Guiné, pediu-me que deixasse os Sinais ou Signos Sagrados de Pemba que me dera em 1983 até o sétimo ano após a passagem de seu “cavalo” a outras dimensões da vida e que a seguir colocasse as Ordens e Direitos que Sr. Urubatão da Guia havia me concedido.

Desde aquele dia (07/12/1987) até os dias atuais nunca dissemos o que fizemos com os sinais sagrados de Pai Guiné, por intermédio de Mestre Yapacany, nos outorgou; continuaremos reticentes...

Encerramos este breve texto lembrando que em abril de 1988, em obediência às leis que regem a vida, Mestre Yapacany desencarnava em plena paz. Não desencarnava apenas seu “corpo sutil” deixava o escafandro, libertava-se para alçar vôo, uma vez mais com as glórias de um vencedor indômito.

Mestre Yapacany – concretizador da Sabedoria do Mundo dos Orixás – grato por sua dedicação ao nosso planeta, pelas lições deixadas que, se seguidas, farão de todos nós cidadãos planetários felizes e realizados, construindo um mundo de glórias, de homens-espíritos bem-sucedidos, pois não haverá mais desigualdade, não havendo conflito, guerra e morte fratricida.

Que as bênçãos da Tua Luz iluminem nosso mundo interno, e grato pela honra de sucedê-lo na tarefa que me foi dada pelos nossos maiores da Espiritualidade – os Mestres de Aruanda!

Mestre Yapacany, permita-me abençoá-lo, pois me abençoaste com tua espada de ouro e com teus louros de glória para sempre.

A História continua, não terminou. Nas próximas publicações relataremos o que aconteceu após o desencarne de Mestre Yapacany, as várias fases, até alcançarmos os dias atuais. Aguardem que temos muito a declarar e contar. Axé!

P.S. Nesta publicação disponibilizamos o vídeo “Pai Rivas – do Candomblé à Umbanda Esotérica”, cujas imagens foram registradas no Templo da FTU, após o rito de atendimento público realizado em 08/10/2010.





Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 81

Um comentário:

  1. Que maravilhoso ver um texto onde tudo que se relata,foi vivido.
    Pode-se sentir as emoções vividas pelo mestre e transportados pelas suas palavras estávamos também lá.
    O amor e dedicação pela sua descendência (W.W. da Mata e Silva) é com certeza motivo para júbilo, afinal são duas almas realizadoras que tiveram a oportunidade de estar ao mesmo tempo no planeta.
    Obrigado meu mestre, pelo exemplo de amor de almas verdadeiramentes vivas!
    Ygbere

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