quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A História Continua...


CASAMENTO NA UMBANDA ESOTÉRICA –
O (RE)ENCONTRO DE ALMAS...

O casamento nas religiões afro-brasileiras não tem apenas uma conotação social com efeito legal; não é somente uma união de corpos, mas principalmente de almas, de espíritos imortais...

As bênçãos estendidas pelos Orixás aos que se casam são aberturas importantes no destino do casal; em geral dão oportunidades de concretizações importantes, pois as bênçãos constroem ou consolidam laços afetivo-espirituais benéficos, quer seja pela aproximação de outros espíritos (que serão filhos) ou para o grupo afim que se beneficiam das vibrações de simpatia, carinho e respeito que introduzem o verdadeiro amor-luz das almas.

Quando realizamos o primeiro casamento, lá pelos idos de 1973, tocávamos uma Umbanda Traçada, diferente do que faço atualmente, mas sabíamos da transcendência do casamento perante a Espiritualidade Superior.

Na época não tínhamos deslizado nos trilhos da experiência e à medida que fomos amadurecendo, fomos ritualizando de várias maneiras o casamento, mas em todas sempre tivemos consciência da gravidade do ato que realizávamos, e sempre o fizemos da melhor maneira que podíamos, segundo nosso conhecimento.

Em 1995, no casamento de Eduardo Parra e Cláudia, iniciamos um novo método ritualístico, o qual entrelaçava o casal em 4 níveis energéticos (espiritual, mental, afetivo e físico), segundo o fundamento do axé do Orixá.

O casamento tinha uma prédica sobre o destino, a eternidade e encontro ou reencontro das almas no mundo carnal. A seguir ritualizamos essa fase (1ª fase) ao mesmo tempo que amarrávamos as duas alianças em uma fita tricolor (vermelha/amarela/azul). As cores se relacionavam segundo suas vibrações (ondas) aos organismos: físico (vermelho), astral (amarela) e mental (azul).

As fases seguintes (2ª e 3ª fases) acompanhadas de rezas e “mantras” de Umbanda - pontos cantados - eram as de ordem astral (afeto-amor) e mental (idéias-pensamentos). Sim, misturávamos seus pensamentos e sentimentos, permutávamos duas vidas numa só, representada por uma taça que continha o néctar do amor. Nesse instante, pedia-se aos Orixás que dispensassem suas bênçãos ao casal, e sob as vibrações de pontos cantados e gestos sagrados, o sacerdote desamarrava as alianças, e eles colocavam as mesmas, segundo o convencional.

Pronto! Na paz e na luz, mais um casal recebia as bênçãos para uma nova vida. Poderiam pelo amor redentor, imitar o Poder Divino Criativo, criando outros seres à sua imagem e semelhança.

Os fundamentos das várias formas de ritualizar o casamento serão apresentados pelo Teólogo Umbandista, Mestre Igbere, que dará um curso gratuito, via net. O Mestre Igberê é um dos sacerdotes por nós iniciado, que assim como outros (Tashanan, Obashanan, Karabayara, Yamatiara, Yamandhara, Araobatan, Babajinan, Tashirenanda, etc) tem procurado levar nossos fundamentos, os de Umbanda Esotérica e, mais recentemente, os de Umbanda na Escola de Síntese.

Não podemos olvidar as iniciadas tais como: Yamaracyê e Aracyauara, ambas Teólogas Umbandistas formadas na Faculdade de Teologia Umbandista, a primeira e única Faculdade de Teologia Umbandista do mundo. As iniciadas citadas, atualmente, são professoras da FTU.

Assim como Mestre Igbere, Mestre Yamatiara, além de sacerdote também é Teólogo Umbandista, ambos professores da FTU.

O trabalho de resgate histórico continua... Não sabemos quando terminará! Temos muita coisa a demonstrar... Não nos afobemos, aguardemos o sábio tempo. A seguir disponibilizamos o vídeo do ritual de casamento de Eduardo Parra e Cláudia realizado em dezembro de 1995, no Templo Iniciático da O.I.C.D. Axé!





Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 71

Um comentário:

  1. Aranauam,

    Obrigado !!!

    Ase e bençãos da Aruanda,

    Eduardo Parra

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