segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Via Oculta da Manifestação das Doenças

"PATOGENIA ESPIRITUAL"


RESUMO

Na medicina integrativa ou das religiões afro-brasileiras, o médico ou o sacerdote-curador procuram harmonizar o homem com sua essência, não se esquecendo, porém que o homem possui organismos dimensionais. Não fragmenta o binômio Espírito-Corpo; ao contrário, procura incrementar-lhe a unidade.

Outrossim, tem ciência que os organismos etéreo-físico, astral e mental demonstram que o Ser Espiritual perdeu a Unidade, pois no planeta necessita de três organismos ou sete corpos para se manifestar.

Para entender melhor as patologias de ordens sutilíssima, sutil e grosseira ou densa faz-se necessário analisar o diagrama exposto neste texto onde reconheceremos os bloqueios, desde os oriundos da mente (expressão do código kármico da personalidade ou Ser Espiritual encarnado), passando pela energia mental (interferências negativas), canais sutilíssimos (rompimentos, bloqueios vibracionais), chakras (alterados em suas funções – desestrutura com rompimentos de suas pétalas ou bloqueios nos canais sutis aferentes ou eferentes), corpo etérico ou aura total (solução de continuidade vibracional, dissociação entre aura interno, médio e externo) e corpo físico (desarmonias funcional e morfológica consubstanciadas nas doenças).

Palavras-Chave: Medicina das Religiões Afro-brasileiras, Mente, Orixás, Patogenia Espiritual, Sacerdote-Curador.

ABSTRACT

In integrative medicine or in the african-brazilian religions, the doctor or the healer-priest seeks to harmonize man with his essence, not forgetting that man possesses dimensional bodies. He does not fragment the Spirit-Body binomial, but rather, seeks to increase its unity.

Also, he knows that the physical-etheric, astral and mental organism demonstrate that the Spiritual Being lost unity, because the planet needs three organisms or seven bodies to manifest itself.

To better understand the pathologies of subtlest, subtle and coarse or dense sort it is necessary to analyze the diagram in this text, where we recognize the blockages, since those coming from the mind (the expression of the personality’s or incarnate Spiritual Being’s karmic code), going through mental energy (negative interferences), very subtle channels (disruptions, vibrational blockage), chakras (amended in its functions – with disruptions on their petals or blockages in the efferent subtle channels), etheric body or total aura (vibrational continuity solution, decoupling between inner, middle and external aura) and physical body (functional inharmonies and morphologic diseases expressed).

Keywords: Afro-Brazilian Religions Medicine, Mind, Orishas, Spiritual Pathogenesis, Healer-Priest.

VIA OCULTA DA MANIFESTAÇÃO DAS DOENÇAS

“PATOGENIA ESPIRITUAL”

Na medicina integrativa ou das religiões afro-brasileiras, o médico ou o sacerdote-curador procuram harmonizar o homem com sua essência, não se esquecendo, porém que o homem possui organismos dimensionais. Não fragmenta o binômio Espírito-Corpo; ao contrário, procura incrementar-lhe a unidade.


Outrossim, tem ciência que os organismos etéreo-físico, astral e mental demonstram que o Ser Espiritual perdeu a Unidade, pois no planeta necessita de três organismos ou sete corpos para se manifestar.

Como esta triunidade deveria expressar-se de forma una e isto não acontece, surgem as polarizações em um ou outro organismo, acarretando a quebra da unidade, de síntese.

Veremos em textos subseqüentes que isto se deve à queda do espírito do Reino Virginal, onde a unidade espiritual se tripartiu em Percepção, Consciência e Inteligência, gerando a Doença Primeva, substrato de todas as demais desarmonias, inclusive as enfermidades físicas.

Finalmente, concentremos nossos estudos na organização astral do Homem, em sua anatomia, fisiologia e patologia sutis e, entenderemos a etiologia das doenças, os meios de tratá-las e, se possível, evitá-las, propósito fundamental da Medicina de Síntese.

O organismo mental do Ser Espiritual envia certos impulsos-mensagens através de condutores vibráteis (linhas condutoras das forças sutis), que veiculam a matéria mental, fazendo-a condensar-se, rebaixando o teor vibracional a freqüências menores que a da matéria mental abstrata e maiores que a da matéria mental concreta e da matéria astral. Esta condensação deu formação, no organismo astral, aos centros de iluminação (chakras).

É importante deixar firmado que os centros de iluminação ou chakras se formaram pela condensação da matéria mental em certas regiões do organismo astral, nesses locais de condensação, é como estivesse o próprio organismo mental.

Essa energia mental, rebaixada em suas vibrações, além de dar formação aos centros de iluminação, forma verdadeira rede condutora de energias vitais, tanto aferentes (que entram nos chakras) como eferentes (que saem dos chakras). Estes condutores são os denominados canais, “veias” ou condutos sutis de energias vitais.

Aprofundando-se nesse estudo, sem querer esgotá-lo, após ter entendido o processo de formação dos chakras de ordem astral, sabe-se que também o organismo astral, por sua vez, projeta e condensa seus “órgãos vitais” por meio de mecanismos da transformação de energia, fazendo com que os mesmos fiquem assentados num circuito oscilatório, eletromagnético, no “corpo etérico”. Dessa nuvem eletrônica ou “campo vibracional transdutor”, as linhas de força que dão condições à formação do organismo físico denso penetram no processo embriogênico e presidem, como equivalentes mento-astrais e etéricos toda a formação de glândulas endócrinas, sistema nervoso central (encéfalo-medula), sistema nervoso periférico com seus plexos e feixes nervosos.

Como se pode depreender, o organismo físico é uma projeção condensada de organismos superiores, sendo que os sistemas condutores são equivalências dos canais e veias de ordem astral, condutoras de energias sutis.

As energias bioelétricas ou sutis, que mantém os tônus e os ciclos neural, cardíaco e visceral, provêm de “comandos superiores” oriundos, respectivamente, do organismo mental e do organismo astral, sendo os chakras importantes núcleos receptores e emissores de energias vitais, além de captarem energias primárias (eletricidade, magnetismos, kundalini, etc) que vitalizam e são importantíssimos aos processos da vida e sua manutenção, proporcionando equilíbrio, estabilidade e harmonia astro-psíquica ao indivíduo. É importante salientar que também captam outras energias ultra-sutis que são delicadíssimos alimentos para a tessitura do corpo causal...

Sucintamente, iremos descrever a morfologia básica dos chakras. Os centros de iluminação, morfologicamente, são constituídos de dois elementos: o elemento central captador e a haste condutora até os canais sutis. Pálida idéia do chakra encontraremos no neurônio, a célula nobre do sistema nervoso, no corpo físico denso.

O corpo ou soma do neurônio com seus dendritos seriam o elemento central ou “corpo” do chakra, e o axônio do neurônio seria a haste condutora e de fixação do núcleo vibracional.

As ilustrações a seguir demonstram o que descrevemos.





Observando as ilustrações apresentadas, veremos que o neurônio é o equivalente do chakra no organismo físico. Foi, como dissemos pela condensação das projeções dos chakras do organismo astral no corpo etérico que esses (os neurônios) se consubstanciaram no corpo físico denso, sendo, como vimos, a unidade fundamental do sistema nervoso.

Assim, podemos associar, por equivalência, certas funções neuronais, algumas extremamente delicadas e complexas, com o funcionamento dos chakras.

No organismo astral há cinqüenta e sete núcleos vibracionais fundamentais, sendo oito considerados principais, de 1ª ordem ou magnos. Em verdade 1 + 7, pois o primeiro é de transição entre o organismo mental e o astral. No corpo etérico há a mesma rede vibracional; os sete chakras principais se localizam no corpo astral em topografia que avante discutiremos, mas além deles há os canais, as “veias”, os “vayus” (ares ou ventos) e os chakras secundários e terciários.

É importante reiterar que entre os centros de iluminação há uma profusa rede de ligação e comunicação, interligando-os de forma idêntica à que existe no sistema nervoso.

A rede que conecta os diversos chakras não guarda coincidência anatômica com seu equivalente no corpo físico denso, mas existe uma projeção desta no campo eletromagnético do soma, correspondendo aos denominados meridianos.

Temos também uma importante equivalência física dos chakras nas mãos. As mesmas representam ação, e seus componentes digitais e das zonas hipotênar e tênar se equivalem a Núcleos Superiores do encéfalo, principalmente de suas regiões diencefálicas: zonas talâmicas, epitalâmicas e hipotalâmicas.

Retomando, descrevamos a localização dos sete chakras, por equivalência, no corpo físico:


1º Chakra associado a Oxalá
(Oxalufan, Oxaguian, Oko e outros)

Chakra coronal ou da coroa, se assenta no corpo astral no alto da cabeça, em sua região póstero-superior, apresentando uma proeminência iluminada para mais ou para menos, segundo o grau evolutivo do ser espiritual. Sua cor é branco-azulado com laivos dourados.


2º Chakra associado a Yemanjá
(Oxum, Oya, Oba)

Chakra frontal, localizado na região frontal interorbital, sua cor é amarelo-prateado.


3º Chakra associado a Yori
(Ibeji)

Chakra laríngeo, localizado na região cervical (pescoço). É de cor vermelho puro com laivos dourados se bem desenvolvido, sem bloqueios ou interferências. É esverdeado escuro, até escarlate (vermelho escuro) quando sob influências, bloqueios e interferências várias.


4º Chakra associado a Xangô
(Airá, Kaô, Aganju)

Chakra cardíaco, localizado no tórax, na região do precórdio (região intermamária). Sua cor é o verde puro, tendo laivos amarelo-dourados se estiver em atividade superior e bem desenvolvido. Caso contrário, sua cor é verde-escuro com laivos escarlates.


5º Chakra associado a Ogun
(Wari, Lakayê, Já)

Chakra gástrico, localizado na região abdominal superior. Sua coloração é alaranjado brilhante puro. Estando em atividade superior, bem desenvolvido, é alaranjado muito brilhante e claro com laivos radiais verde musgo brilhantes; caso contrário, é alaranjado afogueado, sem vida, com laivos verdes escuros.

6º Chakra associado a Oxossi
(Ossaim, Odé, Ibualama)

Chakra esplênico, ou do umbigo, localizado na região que denominamos, no corpo físico denso, região umbilical ou mesogástrio. Sua coloração, quando em atividade superior é azul-claro com laivos anil brilhante; caso contrário, é azul escuro com laivos roxos.


7º Chakra associado a Yorimá
(Obaluaiê, Omulu, Nanã, Oxumarê)
Chakra genésico ou secreto, localizado na região hipogástrica. Sua coloração é o violeta claríssimo e brilhante. Em atividade superior e desenvolvido, emite a cor violeta com laivos dourados; caso contrário, é roxo-escuro avermelhado com laivos acizentados, plúmbeos.


Queremos ressaltar que cada chakra citado, portanto principal se divide em 7 núcleos secundários, e esses em terciários, etc., através da rede de “veias”, os condutores vitais interconectores.

Antes de penetrarmos na fisiologia dos chakras e das energias sutis, elaboremos a correlação, a equivalência dos mesmos a órgãos do organismo etéreo-físico.

Continuando, estudemos os aspectos “fisiológicos” e “patológicos” da energia sutil, dos canais e dos chakras.

É de máxima importância entender-se que todo o processo inicia-se na mente sutil que, como vimos, é a primeira manifestação do ser espiritual imaterial.

A própria energia sutil deve sua origem às Mentes Excelsas dos “Sete Orixás Planetários”.

Devidamente compreendidos estes fatores, observemos a seqüência de eventos vibracionais que se concretizam no organismo físico.

Todo o processo tem início na Mente sutil, a qual pela energia mental produz os canais sutis primários, secundários, terciários, que por sua vez se reúnem para dar formação aos chakras ou Rodas de Poder Vitais ou Centros de Iluminação, mantenedores da vida astralizada e da vida planetária (encarnação).

Os chakras emitem vibrações sutis que se condensam formando um complexo gravitacional eletromagnético denominado corpo etérico, intermediário e conector entre os processos de ordem astral e os de ordem densa. É verdadeiro campo de forças, nuvem vibratória (ondas) que circunda e interpenetra o corpo físico denso, sendo, pois, regulador dos processos energéticos vitais.

O “corpo etérico” permite ao “organismo denso” manter sua constituição (forma e função) por meio dos canais sutis, que se manifestam interpenetrando a intimidade vibracional dos tecidos embriológicos (ectoderme, mesoderme e endoderme), dando formação aos nervos que conduzem Energia Mental Sutil através da Energia Nervosa consubstanciada no líquor aos vasos sanguíneos, que conduzem energia astral sutil por meio da energia vital ou sangue, e finalmente aos vasos linfáticos, condutores de energia cinética física pela linfa.

A observação atenta do diagrama a seguir pode fazer-nos entender melhor as patologias de ordens sutilíssima, sutil e grosseira ou densa.

Sim, podemos ter bloqueios, desde os oriundos da mente (expressão do código kármico da personalidade ou Ser Espiritual encarnado), passando pela energia mental (interferências negativas), canais sutilíssimos (rompimentos, bloqueios vibracionais), chakras (alterados em suas funções – desestrutura com rompimentos de suas pétalas ou bloqueios nos canais sutis aferentes ou eferentes), corpo etérico ou aura total (solução de continuidade vibracional, dissociação entre aura interno, médio e externo) e corpo físico (desarmonias funcional e morfológica consubstanciadas nas doenças).

Nos textos que seguirão demonstraremos como surgem as desarmonias, desequilíbrios em vários níveis, segundo a visão das religiões afro-brasileiras. Axé.

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 59

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