segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Os Orixás – Pais Divinos presidindo o Destino

SINCRONISMO ENTRE A COSMOGÊNESE E ANTROPOGÊNESE



RESUMO

No momento da cosmogênese, no Fiat Lux, o Espírito cuja Essência é o Vazio-Uno se manifestou como Luz. A primeira manifestação da Consciência-Una foi como a Luz Branca, que em sua unidade contém todas as outras cores, como no prisma que vemos abaixo. A decomposição da Unidade gerou as Sete Vibrações, manifestação dos Sete Orixás que deu formação a todo o Universo Astral.

O que determina a individualidade de cada Ser Espiritual no universo é sua maior ou menor sintonia com a manifestação setenária da Unidade. Isso significa que cada um consegue absorver, em função da sua evolução espiritual, com maior ou menor pureza e em maior ou menor quantidade, a Luz dos Orixás.

O uso da expressão “Poder Volitivo do Orisha” tem como significado a vontade espiritual manifesta na energia massa; o Orisha como Senhor estruturante de todo o universo, por conseguinte das forças sutis da natureza (ar,fogo, água e terra), do Princípio e Poder de realizar todas as coisas, inclusive o destino-existência (Axé-Iwá-Abá).

Palavras-chave: Antropogênese, Cosmogênese, Luz Espiritual, Organismo Astral, Orixás, Vazio-Uno.

ABSTRACT

At the moment of cosmogenesis, at the Fiat Lux, the Spirit whose essence is the Empty-One manifested itself as Light. The first manifestation of the One-Consciousness was the White Light, which in its unit contains all other colors, as in the prism we can see below. The decomposition of the Unit generated the Seven Vibrations, a manifestation of Seven Orishas that has formed the entire Astral Universe.

What determines the individuality of each Spiritual Being in the universe is their greater or lesser tune with the sevenfold expression of the Unit. This means that each one can absorb, according to their spiritual evolution, with greater or lesser purity and in greater or lesser extent, the Light of the Orishas.

The use of the expression " Volitional Power of the Orisha " means the spiritual will manifested in mass energy; the Orisha as the structuring Lord of the entire universe, likewise the subtle forces of nature (air, fire, water and earth), of the Beginning and the Power to accomplish all things, including the fate-existence (Axe-Iwá-Abá).

Keywords: Anthropogenesis, Cosmogenesis, Spiritual Light, Astral Body, Orishas, empty-One.

OS ORIXÁS – PAIS DIVINOS PRESIDINDO O DESTINO

SINCRONISMO ENTRE A COSMOGÊNESE E ANTROPOGÊNESE

A Luz Espiritual

No momento da cosmogênese, no Fiat Lux, o Espírito cuja Essência é o Vazio-Uno se manifestou como Luz. A primeira manifestação da Consciência-Una foi como a Luz Branca, que em sua unidade contém todas as outras cores, como no prisma que vemos abaixo.

A decomposição da Unidade gerou as Sete Vibrações, manifestação dos Sete Orixás que deu formação a todo o Universo Astral.

Cada um de nós possui como Essência Espiritual o Vazio, mas também nos manifestamos dando forma a veículos da Consciência que conhecemos como Organismo Mental (mente sutilíssima), Organismo Astral (mente sutil) e Organismo Físico (mente densa). O Organismo Mental é pontual, ou seja, corresponde à Unidade, que se manifesta no Organismo Astral através dos Sete centros de iluminação ou chakras que absorvem a vibração de cada um dos Sete Orixás.

O que determina a individualidade de cada Ser Espiritual no universo é sua maior ou menor sintonia com a manifestação setenária da Unidade. Isso significa que cada um consegue absorver, em função da sua evolução espiritual, com maior ou menor pureza e em maior ou menor quantidade, a Luz dos Orixás.

Por analogia, temos que a consciência espiritual de cada um pode ser representada como um "código de barras" que contém faixas de todas as Sete Vibrações, com variações de matizes, de intensidade e de largura de banda. Esse código de barras, determinado pela destinação natural ou karma do indíviduo, coordena a formação dos centros de iluminação ou chakras que governam o Organismo Astral que, por sua vez, serve de molde para o Corpo Físico, regulando suas atividades, funções e mesmo permitindo o aparecimento de disfunções orgânicas ou tendências comportamentais.

A FORMAÇÃO DO ORGANISMO ASTRAL

A Luz Espiritual, em suas sete variações, distribui-se por todo o Cosmos, e cada indivíduo a absorve segundo sua percepção espiritual.

Quando o indivíduo reencarna, é preciso deixar para trás sua antiga personalidade estabelecida em sua forma astral para assumir o início de uma nova etapa. Isso acontece mediante um processo de desdiferenciação em que os Sete centros de iluminação ou chakras (que caracterizavam o corpo astral) tomam a forma de um único centro de iluminação ou chakra indiferenciado que presidirá a formação do novo Organismo Astral. O indivíduo então fica “miniaturizado”, podendo se ligar ao ventre materno.

Chegando ao estágio de um único centro de iluminação indiferenciado, o indivíduo perde a recordação de suas existências anteriores, trazendo de sua antiga personalidade apenas os traços mais marcantes que determinarão suas tendências e aptidões. Se, por um lado, há a perda da personalidade anterior, há a recordação do Vazio, de sua Essência e do início de tudo, relembrando o começo do Universo e da odisséia espiritual.

Durante a gestação, o centro de iluminação indiferenciado absorve as faixas das Sete Vibrações Espirituais conforme seu "código de barras" e se desdobra formando os sete centros de iluminação, um de cada vez, o que governa o processo da embriogênese no plano físico através do código genético, formando o feto com seus órgãos e sistemas.

Os centros de iluminação atuam em todo o corpo, inclusive por meio de centros secundários, mas coordenam principalmente sete glândulas endócrinas, conforme vemos no diagrama abaixo, assim como plexos nervosos que se integram com o sistema imunológico formando um sistema psico-neuroimunoendocrinológico integrado cujo balanço é essencial para a manutenção da saúde. Segundo as predisposições genéticas e o comportamento do individuo, que influencia a expressividade e penetrância dos genes, as doenças ou desequilíbrios orgânicos se manifestam com maior ou menor intensidade.

OBS: Clique na imagem para ampliá-la

O Texto e o diagrama ora publicado é um excerto constante em nossa obra literária - O Sacerdote, Mago e Médico – cura e autocura umbandistas, 2002.

O uso da expressão Poder Volitivo do Orisha tem como significado a vontade espiritual manifesta na energia massa; o Orisha como Senhor estruturante de todo o universo, por conseguinte das forças sutis da natureza (ar,fogo, água e terra), do Princípio e Poder de realizar todas as coisas, inclusive o destino-existência (Axé-Iwá-Abá).

O diagrama permite a percepção de que a cosmogênese é molde para a planetogênese essa para a antropogênese (biogênese). Em outras palavras a planetogênese imita a cosmogênese, o mesmo acontecendo com a ontogênese (desenvolvimento do feto ao adulto), que imita a filogênese (evolução das espécies).

Não há como refutar que os fundamentos propugnados pela Umbanda, além de metafísica explicam e desenvolvem aspectos científicos esposados pela biologia molecular e outras ciências afins. Por isso quando uns e outros se propuserem a escrever sobre a Umbanda, relacionando-a com a ciência, que o façam com conhecimento de causa e não por “achismo”, pois mais de uma vez, infelizmente para a Umbanda, vimos alguns cientistas criticarem erros primários escritos em algumas obras tidas como umbandistas. Que tristeza para todos nós, que afirmamos ser a Umbanda uma forma espiritualizada e inteligente de bem viver. Axé!

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 68

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