quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Convergência Filosófica Religiosa

O mundo contemporâneo tem como estandarte o culto ao individualismo, a apologia do ego, que sustenta a pluralidade de opiniões como se a mesma fosse sinal de liberdade de expressão. A grande diversidade de filosofias, ciências, artes e religiões, de uma certa forma, é também conseqüência desse processo de isolamento em busca da individuação onde, cada vez mais, tornamo-nos distantes uns dos outros ressaltando as diferenças e olvidando as semelhanças.

O processo de Convergência para a Paz Mundial procura não apenas a convivência pacífica, mas principalmente a busca da origem comum de todos, da Ciência do Ser, até alcançarmos a identificação total entre todos.

Apesar de todas as diferenças existentes entre as pessoas, na verdade, temos muito mais em comum do que julgamos. A causa disso é que perdemos o conhecimento da Ciência do Ser, da manifestação do princípio divino em todo o universo, inclusive nos homens. Vivemos na diversidade por estarmos fragmentados em nossa consciência, distantes de nossa origem que é também nosso destino final.

A Tradição de Síntese-Umbanda contém em si os princípios que regem toda a criação, seja no nível macrocósmico ou no microcósmico. Tudo o que existe obedece às Leis de formação do Universo e o fato de não compreendermos as mesmas não impede que continuem atuando tanto em nós, indivíduos, como em toda a energia-massa do universo.

Devido à fragmentação do homem, essa Tradição de Síntese dividiu-se em compreensão do que é abstrato e do que é concreto, em número e fenômeno. As leis que regulam os fenômenos tornaram-se objeto de estudo da Ciência no geral, e também da Arte. Quer dizer, toda e qualquer forma de manifestação em energia-massa obedece a leis científicas, compreender a harmonia das formas faz parte da Arte.

Por outro lado, o estudo das causas abstratas que incidem sobre a matéria gerando os fenômenos não pode ser simplesmente apreendida pela ciência concreta, é preciso estar de posse dos instrumentos da Ciência do Espírito para compreender os números, as idéias que antecedem a forma. Isso tudo faz parte do campo de atuação da Religião e Filosofia.

Infelizmente, após perdermos a Tradição de Síntese, acabamos por perder também a Filosofia, a Ciência, a Arte e a Religião integrais e primevas. Como conseqüência passou existir a fragmentação também nesses campos, surgindo várias filosofias, religiões, etc, muitas vezes opostas entre si.

Para exemplificar, vemos que as religiões são formas particulares e parciais de ver o Sagrado que todas buscam. Fica claro que quanto mais nos aproximamos da convergência, menos observações parciais, regionais ou sectárias existirão, predominando a universalidade sobre a individualidade.

O processo de Convergência faz parte do reencontro do Homem consigo mesmo. Não quer dizer apenas convivência pacífica, embora este seja talvez o primeiro passo. Temos que nos dirigir para os princípios, para a origem de tudo e vermos o Todo como Uno.






Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 60

2 comentários:

  1. Bênção meu Mestre, meu pai!

    Como sempre, toda essa sabedoria que o senhor compartilha conosco, com os irmãos planetários, faz com que reflitamos e nos aprofundemos com o que ocorre à nossa volta.

    Assim como o ponto leva à reta, que será o raio do círculo, este se multiplicado (repetido em da ângulo) a partir de um ponto do próprio círculo e retornando ao mesmo, levará a um emaranhado de fios entrelaçados, uma espécie de rede, com incontáveis pontos de entrecruzamentos, formando assim um globo tridimensional que, se observado com um novo olhar, vê-se diferentes e lindas elipses em harmonia, como se fossem belíssimas ilhotas, mas sendo assim mesmo parte do todo que converge para o ponto inicial. O Todo no UM.
    Se pegarmos este desenho, calculado matematicamente, e deslocarmos um desses pontos de intersecção ou um desses círculos, ocorre uma desarmonia, o todo deixa de ser o Todo...

    O Todo é o coletivo.
    Nosso irmão do lado, na rua, que muitas vezes nem percebemos, é um dos pontos, que podemos "puxar" para que fique na harmonia do Todo. Nós, que não tomamos conhecimento deste irmão, somos o ponto em desarmonia.
    A tendência das pessoas é pensarem somente em si. Muitos nem enxergam ou nem querem ver aquele irmão como um igual.

    Muitas vezes, esquecemos de dar a importância devida ao coletivo.
    Quando votamos, votamos pensando no próprio umbigo e não pensando na coletividade, no todo, naqueles que mais precisam e naqueles que ainda estão por vir.

    Deveríamos buscar não somente o nosso sustento, mas também deveríamos sempre tentar buscar o sustento do Todo, manter seu equilíbrio.

    Quantas vezes um simples sorriso faz com que alguém se sinta mais feliz! Ou aquela pessoa que está sentada a seu lado no metrô ou ônibus, muitas vezes ela quer somente uma palavra amiga para se sentir melhor... Aquela senhora no leito do hospital, que precisa que alguém lhe dê um copo d'água, mas ela precisa mesmo é que alguém lhe diga que seu sofrimento é passageiro, que junto a ela há muitos 'espíritos amigos' que a assistem.

    Nas pequenas ações, que parecem simples e desimportantes, é que se consegue "mexer" com as pessoas, fazer com que reajam. Aquelas palavras amigas, talvez um dia venham a surtir algum efeito naquele Ser e fazê-lo acordar e começar a enxergar.

    É isso que conseguimos enxergar nesses ensinamentos que nos proporciona, meu Mestre - sua missão imensurável para o Planeta, o amor incondicional pela Umbanda, pelo Astral, pela Humanidade.

    Obrigada por estar entre nós!

    Bênção, da tua discípula, filha e aluna

    Fatima Desombergh

    ResponderExcluir
  2. Desculpe-me, havia um errinho. Agora segue o texto corrigido.

    Bênção meu Mestre, meu pai!

    Como sempre, toda essa sabedoria que o senhor compartilha conosco, com os irmãos planetários, faz com que reflitamos e nos aprofundemos com o que ocorre à nossa volta.

    Assim como o ponto leva à reta, que será o raio do círculo, este se multiplicado (repetido em dado ângulo) a partir de um ponto do próprio círculo e retornando ao mesmo, levará a um emaranhado de fios entrelaçados, uma espécie de rede, com incontáveis pontos de entrecruzamentos, formando assim um globo tridimensional que, se observado com um novo olhar, vê-se diferentes e lindas elipses em harmonia, como se fossem belíssimas ilhotas, mas sendo assim mesmo parte do todo que converge para o ponto inicial. O Todo no UM.
    Se pegarmos este desenho, calculado matematicamente, e deslocarmos um desses pontos de intersecção ou um desses círculos, ocorre uma desarmonia, o todo deixa de ser o Todo...

    O Todo é o coletivo.
    Nosso irmão do lado, na rua, que muitas vezes nem percebemos, é um dos pontos, que podemos "puxar" para que fique na harmonia do Todo. Nós, que não tomamos conhecimento deste irmão, somos o ponto em desarmonia.
    A tendência das pessoas é pensarem somente em si. Muitos nem enxergam ou nem querem ver aquele irmão como um igual.

    Muitas vezes, esquecemos de dar a importância devida ao coletivo.
    Quando votamos, votamos pensando no próprio umbigo e não pensando na coletividade, no todo, naqueles que mais precisam e naqueles que ainda estão por vir.

    Deveríamos buscar não somente o nosso sustento, mas também deveríamos sempre tentar buscar o sustento do Todo, manter seu equilíbrio.

    Quantas vezes um simples sorriso faz com que alguém se sinta mais feliz! Ou aquela pessoa que está sentada a seu lado no metrô ou ônibus, muitas vezes ela quer somente uma palavra amiga para se sentir melhor... Aquela senhora no leito do hospital, que precisa que alguém lhe dê um copo d'água, mas ela precisa mesmo é que alguém lhe diga que seu sofrimento é passageiro, que junto a ela há muitos 'espíritos amigos' que a assistem.

    Nas pequenas ações, que parecem simples e desimportantes, é que se consegue "mexer" com as pessoas, fazer com que reajam. Aquelas palavras amigas, talvez um dia venham a surtir algum efeito naquele Ser e fazê-lo acordar e começar a enxergar.

    É isso que conseguimos enxergar nesses ensinamentos que nos proporciona, meu Mestre - sua missão imensurável para o Planeta, o amor incondicional pela Umbanda, pelo Astral, pela Humanidade.

    Obrigada por estar entre nós!

    Bênção, da tua discípula, filha e aluna

    Fatima Desombergh

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