quinta-feira, 22 de julho de 2010

Exu é demonizado por ser contrário às desigualdades...


Vivemos numa sociedade de desiguais onde poucos têm muito, e muitos não têm quase nada. Na verdade temos um mundo de miseráveis, de excluídos.

Há tempos vivemos este estado, onde o “rico”, “o forte” e o “sábio” tripudiam o pobre, o fraco e o “ignorante”.

Isso é decorrência do poder, que deseja manter essa desigualdade e exclusão. Poder é ter os meios para se conseguir os fins.

Quando citamos poder, incontinenti nos vem à mente o conceito de política que é o processo de formação, distribuição e exercício do poder.

Não fica difícil perceber o porquê das desigualdades. Vejamos:

1. Formação do poder

O poder é formado por aqueles que defendem suas prioridades, os interesses de suas classes sociais, as elites dominantes. Com certeza não são os proletários ou excluídos?!!

2. Distribuição do poder

Para quem vocês acham que vai ser distribuído o poder? Óbvio que não é para mim e nem para você. O pior é que por dentro da própria religião há a corrida pelo poder. Que fazer?...

3. Exercício do poder

A política é financiada pela economia, logo os políticos defendem os grupos econômicos vários que os elegem. Mais uma vez, infelizmente, é necessário citar que há pseudos líderes religiosos que engrossam essa falange – a que deseja manter o status quo.

Por essas e outras mais é que as religiões que representam as elites dominantes tentam de todas as maneiras demonizar Exu. Sabem por quê? Porque Exu afirma que não devemos nos conformar com os infortúnios, sejam eles quais forem. Ele diz que todos têm direito à felicidade e para isso acontecer é necessário haver igualdade e a não-exclusão.

Na verdade muitos têm medo de Exu, pois para ele tudo é possível, tudo é factível, inclusive a inclusão.

O vídeo que postamos – Exu – o revolucionário político complementa o que afirmamos. Axé!





Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 56

2 comentários:

  1. Olá,

    Ler e/ou falar sobre Exu, remete a Respeito e Justiça. Estar à frente de Exu nos desnuda por completo, mostrando a nós mesmos nossas "faces" o que é um grande desafio, pelo menos para mim.

    Em nossa sociedade, ter e viver a possibilidade de se conhecer e exercer o poder que temos como agentes de mudança soa como algo desafiador e ao mesmo tempo inseguro, pois mudanças em geral sugerem sair do "atual" para o "novo?", que nem sempre é previsivel ou mesmo conhecido.

    Nessa linha, manter o status atual é de interesse de muitos que querem propagar o Poder para sí e não para poder agir pelas mudanças em prol de um mundo melhor.

    Na Umbanda somos Convidados cotidianamente a ler o nosso papel de Agente de Mudança, de nós mesmos!, pois o caminho nos e mostrado e Iluminado; mas nem sempre conseguimos vê-lo ou mesmo trilha-lo.

    Obrigado pelo texto e por lembrar o quanto podemos. Basta olhar para nós mesmos.

    Saravá,

    Reinaldo

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  2. Oswald Andrade (escritor e dramaturgo modernista)nos disse que os valores da igualdade no Brasil começaram à partir do momento em que os europeus, chegando as terras brasileiras, depararam-se com os índios nus, totalmente expostos. Isto, para aquela sociedade européia, bem vestida, e de "hierarquias" foi uma visão fatal de que somos todos iguais.
    Quando li o que o Prof. Reinaldo escreveu: "Exu nos desnuda" e mais o texto falando sobre Exu...lembrei-me de Oswald e a sua filosofia "Antropófoga".
    Nesta Antropofagia temos a Arte, a Filosofia, a Ciência e a Religião, todas juntas sendo devoradas e digeridas para se desenvolver uma nova cultura, e própria. Isto é Brasil.
    Vamos todos juntos, sem paredes!

    Saudações artisticas.
    Diego Gonzalez

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