segunda-feira, 12 de julho de 2010

Autocura nas Religiões Afro-brasileiras

RESUMO

Com certeza nascemos inconscientes, e temos uma chance de morrermos conscientes, mas para isto é preciso abrir-se para a vida, torná-la ativa todos os instantes, aproveitando todos os momentos para melhorarmos quanto pessoa, cidadão planetário, como filho do Orixá (Pai Divino).

Estamos acordando agora para essa realidade. Acordar para essa realidade, para esse aprofundamento de novas dimensões é o que a Doutrina Umbandística denomina de autocura.

Está em nós a autocura: faça-a, viva-a intensamente, busque a paz interior e seja mais um a propagar com sua própria convicção a Paz Mundial, razão maior de nossa Umbanda, explicitada na Doutrina do Tríplice Caminho (sabedoria, amor e ação divinos)

Palavras-chave: Autocura, Doutrina do Tríplice Caminho, Inconsciente, Religiões Afro-brasileiras, Sacerdote.

ABSTRACT

We are certainly born unconscious and have a chance to die conscious, but for this we must open up to life, make it active every moment, enjoying every moment to improve as a person, planetary citizen, the son of the Orisha (Divine Father).

We are now waking up to this reality. To wake up to this reality, to this deepening of new dimensions is what the Umbandistic Doctrine calls self-healing.

Self-healing is within us: do it, live it intensely, find inner peace and be one more to propagate with your own conviction the World Peace, Umbanda’s main reason, explicited in the Triple Path Doctrine (divine wisdom, love and action)

Keywords: Self-Healing, Triple Path Doctrine, Unconscious, Afro-Brazilian Religions, Priest

AUTOCURA NAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS

Temos plena consciência que um dia nascemos e um dia morreremos. Esta é a Lei que rege nossa evolução planetária. Nascer e morrer, num Planeta onde predomina a ação seguida da reação, é a condição básica para amplificar a consciência.

Se há necessidade de amplificar a consciência é porque a mesma pode encontrar-se atrofiada, embrionária, informe. Podemos ser inconscientes e a cada reencarnação nos tornar mais conscientes, mais cientes do quanto necessitamos nos ajustar perante a Lei que rege o universo e os seres espirituais.

É interessante perceber que não temos ciência ou consciência de como nascemos. O que sentíamos? O que pensávamos? O que fazíamos? Quando tomamos “consciência” de nossa existência, se é que tomamos? E, em relação à morte? Sabemos que um dia ela virá, mas não sabemos como nem quando.

Embora vivamos entre duas certezas, a de que nascemos e morreremos de certa forma somos inconscientes, pois raros de nós questionamos o “porquê” da vida, do nascer e morrer.

Com certeza nascemos inconscientes, e temos uma chance de morrermos conscientes, mas para isto é preciso abrir-se para a vida, torná-la ativa todos os instantes, aproveitando todos os momentos para melhorarmos quanto pessoa, cidadão planetário, como filho do Orixá (Pai Divino).

É sabido que vivemos e morremos várias vezes e, muito provavelmente, os períodos entre os nascimentos e mortes (no plano astral) não vivenciamos ou aproveitamos como devíamos.

Estamos acordando agora para essa realidade. Acordar para essa realidade, para esse aprofundamento de novas dimensões é o que a Doutrina Umbandística denomina de autocura.

Autocura é, portanto, o caminho a ser trilhado por aquele que optou por uma maior percepção e consciência da própria vida. Sabemos que a vida é uma marcha para a evolução e que precisamos viver atentos, com atenção plena, com nitidez mental, abertura cada vez maior em nosso coração, tendo uma atividade sempre maior, trabalhando em nosso benefício, de nossos semelhantes, de nosso planeta.

Conquistar a clareza, serenidade da paz interior, proporcionar ao semelhante e ao mundo a paz maior, eis o objetivo daquele que busca trilhar o caminho da autocura.

Óbvio que a autocura possui níveis de aprofundamento, segundo a experiência e maturidade espiritual, o quanto o indivíduo percebe do real.

Encerrando estas noções básicas, deixemos frisado que a autocura é um caminho que pode ser mostrado por um sacerdote das religiões afro-brasileiras (mestres espirituais), mas deverá ser trilhado pelo interessado. Não adianta vislumbrar o caminho, é necessário percorrê-lo, vivê-lo, aprofundando a cada dia níveis de experiência e consciência.

Está em nós a autocura: faça-a, viva-a intensamente, busque a paz interior e seja mais um a propagar com sua própria convicção a Paz Mundial, razão maior de nossa Umbanda, explicitada na Doutrina do Tríplice Caminho (sabedoria, amor e ação divinos) que, como afirmamos, pode estar no seio das Doutrinas: “Oriental”, “Ocidental”, “Setentrional” e “Meridional”, mas tem como base primeva o ponto central do Planeta, eqüidistante dos 4 cantos, onde se expande e contrai, fazendo pulsar a própria vida – Essência, Existência e Substância da Tradição Cósmica, das religiões afro-brasileiras. Axé!

Texto escrito em 26/03/1997

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 53

Um comentário:

  1. Ai que liiiiindo e verdadeirooooo!!!
    Obrigado por essa injeção!
    Abraços;
    Aranauam!

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