quinta-feira, 20 de maio de 2010

Tratamento da Neurastenia


O principal tratamento é a compreensão de que os sintomas do paciente não são imaginários, e sim objetivos. E para tal acontecer é decisivo o relacionamento médico-paciente.

A relação entre médico e paciente poderá ser uma poderosa arma terapêutica. O médico deverá ser parceiro do paciente no combate à doença; pode e deve usar sua própria pessoa como instrumento para compreender e avaliar o paciente.

A boa formação científica e comprovado saber ajudam, são necessários, mas o médico deve dar uma oportunidade ao paciente de que ele se “identifique” consigo. Isto permitirá ao paciente “tomar emprestada” alguma força da pessoa que ele vê como poderosa, onisciente e confiante.

O paciente se sente mais seguro quando ele é capaz de pensar: “meu médico e eu estamos combatendo a doença. À medida que eu aprendo como meu médico pensa, sente, eu posso combatê-la dentro de mim mesmo com um pouco de tenacidade e força.”

Acreditamos que nenhum médico pode praticar boa medicina se não estiver a par do “efeito placebo” e suas implicações. Ainda há muito a ser compreendido neste fenômeno, mas o que já sabemos pode ser usado para obter bons efeitos. (PAIN)

O paciente cronicamente temeroso pode, observando a atitude de seu médico e a maneira como se conduz em relação a ele, aprender que sua mente e seu corpo não são tão delicados como, por exemplo, sua mãe (provavelmente por causa de suas próprias ansiedades) levou-o a acreditar. Como se percebe o médico deve ser possuidor de um alto senso humanitário, e entender a fragilidade do paciente, proporcionando-lhe confiança e esperança para uma vida renovada, com melhor qualidade de vida possível.

Após elucubrações, que cremos pertinentes, pois realmente auxiliam no retorno homeostático do paciente penetremos no tratamento preconizado pela medicina acadêmica.

FARMACOTERAPIA

A disponibilidade dos agentes terapêuticos permite algumas opções:

1. Agentes serotonérgicos

Fluoxetina – efeitos antidepressivos e antiansiedade

Nefazadona e mirtazapina – também são eficazes

2. Analépticos

a. Anfetamina

b. Metilfenidato

Auxiliam no tratamento de fadiga crônica e anedonia

3. Os benzodiazepínicos estão, atualmente, desaconselhados, devido ao abuso – não obstante, sob supervisão médica, podem ser ministrados por um período de tempo, principalmente, para lidar com a ansiedade, fobias ou insônia.

PSICOTERAPIA

1. Orientada para o insight é a mais importante (estudada nos textos anteriores). É necessário ressaltar que sem a psicoterapia citada, apesar dos medicamentos utilizados, a neurastenia, provavelmente continuará inalterada.

2. Vivência- terapia breve ou continuada (citada em outros textos).

TRATAMENTO PRECONIZADO PELAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS

O homem é uma unidade biopsicossocial. O ser espiritual, imaterial manifesta-se na energia/massa como mente e corpo, vivendo em sociedade.

Também se sabe que o homem deve estar ambientado aos aspectos sociais, naturais e sobrenaturais. Sim, vive em sociedade, relaciona-se de várias formas com a natureza e com o sobrenatural, o “imaginário”.

O “imaginário” ou aspecto espiritual não pode ser preterido, e nele, segundo nossos pressupostos, encontramos a origem de todos os desequilíbrios, desestabilidades e desarmonias.

Para as religiões afro-brasileiras a quebra da homeostasia é devida as desarmonias da mente, sendo esta a primeira manifestação do espírito.

A mente, por sua vez, concretiza-se no encéfalo. O sistema nervoso central, autônomo e periférico encontra-se em todos os sistemas da economia orgânica, podendo proporcionar equilíbrio (saúde) ou doença (desequilíbrio) na organização psicossomática.

A unidade doente/doença é deflagrada quando, como afirmamos, a desarmonia mental desencadeia lesão (fisiológica e anatômica). No organismo físico é importante o equilíbrio psiconeuro-imunoendocrinológico (homeostasia), o contrário deflagra doenças várias; cremos na desarmonia como causa primeira promotora de doenças, que na dependência da maior ou menor vulnerabilidade do indivíduo (diátese) se apresenta como enfermidades deste ou daquele sistema.

O mecanismo é do sistema nervoso central e autônomo atuar nas glândulas endócrinas (secretam hormônios) e no sistema imunológico (defesa do organismo – exército que combate as células anômalas e as invasoras).

Os hormônios, como os elementos humorais ou celulares do sistema imunológico são veiculados pelo sangue (sistema hematopoiético) o qual é levado a toda economia orgânica por meio do sistema cardiorrespiratório. O sistema respiratório é responsável pelas trocas gasosas, vitais para toda a economia orgânica (metabolismo aeróbico – consumo de O2).

O sistema nefrológico e fígado são como laboratórios que secretam substâncias vitais e excretam metabólitos que são deletérios. São verdadeiros laboratórios químicos (o rim, basicamente desempenha sua função excretando uréia e íons) e bioquímico (o fígado secreta bile e elementos de defesa).

Assim poderíamos demonstrar a interdependência entre mente e corpo (todos os sistemas integrados). Mas com ascendência das idéias, pensamentos, emoções e desejos sobre as células orgânicas, que em última instância são biomoleculares, podendo essas ser polarizadas, eletricamente ativas, produzindo campos elétricos magnéticos, portanto vibrações, ondas que podem ser harmônicas ou desarmônicas, isto é campos elétrico (repulsivo) e magnético (negativo).

A primeira vista pode parecer reducionismo ou minimização do problema, o que não discordamos, pois acreditamos que a “mente sutilíssima” (organismo mental), mente sutil (organismo astral) e mente densa (organismo físico) sejam campos elétrico-magnéticos de freqüências várias, sendo justo postularmos as causas primeiras de todas as doenças na energia sutilíssima, partindo desta para a energia sutil concretizando-se em doença física, como tentamos assim demonstrar.

Encerrando, acreditamos que em futuro não distante pensaremos em medicamentos elétrico-magnéticos, só que na atualidade os mesmos encontram-se presentes nas religiões afro-brasileiras, eis pois preconizá-los constantemente.

Não iremos discuti-los, pois os mesmos foram apresentados em textos anteriores, mas ressaltamos que todos lidam com os aspectos da energia sutilíssima, nos aspectos elétrico magnéticos.

Visando facilitar o leitor apenas deste texto isolado e a guisa de exemplo citaremos alguns dos ritos de fundamento das religiões afro-brasileiras.

1. “Terapia do diálogo com os ancestrais” – consulta com os guias espirituais (nas engiras).

2. Terapia oracular – penetrando no inconsciente do indivíduo, e por intermédio dos augúrios reescreve o destino, retificando-o (por intermédio de vários ritos de fundamento).

3. Bori (vide textos anteriores)

(“dar de comer à cabeça” – “fortalecer a cabeça / Ori”)

4. Bará – destinação – assentamento do Exu individual

5. Ebós - sacudimentos (vários) – adimu

6. Ervas - mantém a relação harmoniosa Orunmilá – Ossaim – Exu, permitindo o bom destino, a saúde e o sucesso (comunicação – Exu).

7. Fumaçadas da Encantaria

(como se fosse defumação - de acordo com a composição das ervas temos uma finalidade (“cura do corpo”, “cura espiritual”, “cura no amor” e “cura social”)

Estes são alguns dos remédios utilizados pelas religiões afro-brasileiras, que esperamos discuti-los nas próximas publicações. Em anexo, vídeo elucidativo. Axé!




Caso não consiga assistir o vídeo, clique aqui

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 38

Um comentário:

  1. Obrigado, Obrigado, Obrigado!!!
    Que Oxalá SEMPRE olhe pelo Senhor meu PAI!
    Sei que esse caminho da cura não é fácil, mas continuo nele busco essa cura para essa neurastenia que me atrapalha. Obrigado novamente e conto com sua ajuda!
    Aranauam meu Pai!

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