segunda-feira, 10 de maio de 2010

Síndrome da Fadiga Crônica

RESUMO

A síndrome da fadiga crônica (SFC) no Canadá e no Reino Unido é denominada como encefalomielite miálgica e caracteriza-se por seis meses ou mais de fadiga grave, debilitante em geral acompanhada de mialgia (dor muscular), cefaléia (dor de cabeça), faringite (dor de garganta), febre baixa, sintomas gastrintestinais, queixas cognitivas e nódulos linfáticos hipersensíveis.

A história atípica da doença faz com que o médico considere-a como uma patologia neurológica, metabólica ou psiquiátrica, pois há esses fatores concorrentes, mas ambíguos e, mais uma vez, inconclusivos.

Sabemos que neste caso há uma profunda desarmonia no individuo como um todo. Realmente o individuo adoeceu no seu âmago, nas suas estruturas mentais e somáticas; e por que não aventar-se a hipótese de problemas de ordem espiritual? Aliás, esta síndrome é “patognomônica” de “atuação espiritual”, desarranjo grave nos campos vibratórios do indivíduo, em seus campos elétrico-magnéticos. Sim desarranjo na “arquitetura” do edifício eletrônico sutil e sutilíssimo (segundo nossos pressupostos).

Palavras-chave: Atuação Espiritual, Campos Vibratórios, Fadiga, Medicina Complementar, Síndrome da Fadiga Crônica

ABSTRACT

The chronic fatigue syndrome (CFS) in Canada and the United Kingdom is known as myalgic encephalomyelitis and is characterized by six or more months of debilitating severe fatigue, usually accompanied by myalgia (muscle pain), headache, pharyngitis (sore throat), fever, gastrointestinal symptoms, cognitive complaints and hypersensitive lymph nodes.

The unusual history of the disease makes the doctor consider it as a neurological disease, metabolic or psychiatric, as there are these competing factors, but ambiguous and, once again, inconclusive.

We know that in this case there is a profound disharmony in the individual as a whole. For real, the person is sick at its core, its mental and somatic structures, and why not suggest the hypothesis of a spiritual problem? Indeed, this syndrome is "pathognomonic" of "spiritual performance" in serious disarray vibrational fields of the individual in his electric-magnetic fields. Yes, a disarray in the "architecture" of electronic subtle and subtlest building (according to our assumptions).

Keywords: Spiritual Practice, Vibratory Fields, Fatigue, Complementary Medicine, Chronic Fatigue Syndrome

SÍNDROME DA FADIGA CRÔNICA

A síndrome da fadiga crônica (SFC) no Canadá e no Reino Unido é denominada como encefalomielite miálgica e caracteriza-se por seis meses ou mais de fadiga grave, debilitante em geral acompanhada de mialgia (dor muscular), cefaléia (dor de cabeça), faringite (dor de garganta), febre baixa, sintomas gastrintestinais, queixas cognitivas e nódulos linfáticos hipersensíveis.

O início é como uma infecção gripal, todavia não há a história natural da gripe comum, pois caracteriza-se como uma fadiga crônica de mais de seis meses.

Desde o final dos anos 80, os centros de controle e prevenção das doenças, principalmente nos EUA, definem critérios específicos para a SFC. É classificada como condição pouco específica, de etiologia (causa) desconhecida, também categorizada como mal-estar e fadiga.

A epidemiologia estima que a freqüência é de 1 caso por mil pessoas. Acontece principalmente em adulto jovem (20 a 40 anos). As mulheres tem uma probabilidade de serem afetadas 2 vezes maior que a dos homens.

Não se pode diagnosticar SFC enquanto todas as outras causas médicas ou psiquiátricas não tiverem sido excluídas.

Alguns pesquisadores tentaram associá-la ao herpes ou outros agentes virais como enterovírus, retrovírus, mas os resultados laboratoriais foram negativos. O fator instigante é que na SFC, foram encontrados marcadores inespecíficos de anormalidades imunológicas, p. ex., resposta reduzida à proliferação dos linfócitos periféricos (tipo de glóbulo branco), o que é semelhante ao encontrado em alguns indivíduos com depressão maior.

Como vimos não há um diagnóstico conclusivo, patognomônico, portanto o médico deve estar atento para a observação e apreensão do maior número possível de sinais e sintomas, caso contrário , não terá segurança para diagnosticar a SFC.

Na história dos pacientes as queixas são inconclusivas, mas a maioria deles apresenta a fadiga crônica como sintoma. Outros sintomas podem ser aventados tais como calor ou calafrios, outros reclamam de hipersensibilidade de nódulos linfáticos, sem que haja aumento dos mesmos, todavia esses e outros achados não excluem e não afirmam a doença.

A história atípica da doença faz com que o médico considere-a como uma patologia neurológica, metabólica ou psiquiátrica, pois há esses fatores concorrentes, mas ambíguos e, mais uma vez, inconclusivos.

Mas então qual seria a causa determinante? Infelizmente estamos querendo sempre rotular as coisas e na SFC não é diferente. Sabemos que há uma profunda desarmonia no individuo como um todo. Realmente o individuo adoeceu no seu âmago, nas suas estruturas mentais e somáticas; e por que não aventar-se a hipótese de problemas de ordem espiritual? Aliás, esta síndrome é “patognomônica” de “atuação espiritual”, desarranjo grave nos campos vibratórios do indivíduo, em seus campos elétrico-magnéticos. Sim desarranjo na “arquitetura” do edifício eletrônico sutil e sutilíssimo (segundo nossos pressupostos). Antes de penetrarmos no edifício elétrico-magnético do individuo portador da síndrome, reiteremos e entendamos sobre algumas das “características” médicas no que concerne ao diagnóstico e à história natural da doença.

O médico na presença de um paciente com quadro clínico, presumível, de SFC avalia a saúde física e mental pregressa. Investiga distúrbios médicos subjacentes como febre, dispnéia, sangramento, perda de peso, etc. É muito importante a atenção dada ao impacto dos sintomas no estilo de vida do paciente, o quanto o tem limitado na participação social.

Observar atentamente os sintomas sendo que o rol deles pode começar com fadiga e mialgia, continuar com artralgia inespecífica, memória e concentração prejudicadas e sono não restaurador.

Após exame físico minucioso e afastadas causas como hepatite crônica, doença neuromuscular, tumores ou doenças malignas ocultas, há de se investigar o estado mental.

No exame do estado mental há de se afastar sintomas atuais de pensamentos destrutivos, abuso de álcool e outras substâncias, depressão, ansiedade, e sinais atuais de retardo psicomotor. É necessário que se saliente que a maioria dos pacientes com a SFC tem sintomas depressivos, mas não-culpa, ideação suicida ou retardo psicomotor observáveis.

Afastadas as causas ou doenças físicas e mentais pode-se pensar em SFC.

A maioria dos tratadistas sentencia que fadiga crônica inexplicada, persistente ou intermitente durando seis meses consecutivos ou mais, que tem inicio novo ou definido, não é resultado de esforço, não é aliviada de forma substancial pelo repouso e resulta em redução significativa dos níveis anteriores de atividades ocupacionais, educacionais, sociais ou pessoais, e mais quatro dos seguintes sintomas ocorrendo ao mesmo tempo:

  1. “Comprometimento da memória de curto prazo ou da concentração;
  2. Dor de garganta;
  3. Nódulos linfáticos cervicais ou axilares hipersensíveis;
  4. Dores musculares ou em várias articulações;
  5. Cefaléia;
  6. Sono não- restaurador;
  7. Mal estar após esforço” (SADOCK)

A maioria dos pacientes, segundo estudos epidemiológicos, que foram acompanhados por até 4 anos apresentaram melhoras. O melhor prognóstico são daqueles que não tem doenças psiquiátricas pregressas ou concomitantes, embora continuem suas atividades sócio-profissionais o fazem em nível reduzido.

No encerramento deste sumário informamos que as considerações da medicina complementar e tratamento serão discutidos na publicação seguinte. Esperamos que o discurso sobre SFC tenha dado a todos subsídios para melhor entender o quanto ainda precisamos conhecer sobre as enfermidades, mas principalmente sobre nossos pensamentos, sentimentos, desejos e atitudes que, talvez sejam o grande divisor de águas no diagnóstico preciso de nossas desarmonias, que invariavelmente, se manifestam como enfermidades, tão mais intrincadas, quanto os processos cognitivos ou inconscientes que as manifestam.

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 35

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