segunda-feira, 26 de abril de 2010

Transtornos de Ansiedade: Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

RESUMO

O Transtorno obsessivo compulsivo (TOC) tem como características fundamentais as obsessões ou compulsões recorrentes, graves que causam efeito expressivo. O paciente pode apresentar obsessão, compulsão ou ambas. Esses interferem de modo significativo na rotina normal do indivíduo, no desempenho ocupacional, nos relacionamentos e nas atividades habituais.

No que concerne aos sintomas do TOC assumem inúmeras formas. O aspecto mais característico é a “vacilação” e dúvida que ocorrem como consequência de uma contínua luta interna contra o sintoma. A convicção periodicamente renovada de que um sintoma absurdo deve ser enfrentado, sempre provoca uma atitude de dúvida e apreensão pelas possíveis e desconhecidas consequências.

Analisando apenas estas considerações pode-se avaliar o sofrimento desses indivíduos, os quais, como discutiremos no final do texto, estão na maioria dos casos, sob os guantes de antagonistas espirituais cruéis e desalmados, que os impedem de ter uma vida, quiçá normal.

Palavras-chave: Medicina complementar, Medicina espiritual das religiões afro-brasileiras, Obsessão, Transtorno Obsessivo Compulsivo, Vivência-terapia breve

ABSTRACT

Obsessive Compulsive Disorder has among its fundamental characteristics recurrent obsessions or compulsions, which cause severe expressive effect. The patient may present obsession, compulsion, or both. These interfere significantly in the individual's normal routine, occupational performance, relationships and on usual activities.

Regarding the symptoms, Obsessive Compulsive Disorder take many forms. The most characteristic feature is the “wobble” and doubts that occur as a result os continuous fighting against the symptom. The periodically renewed conviction that a symptom must be faced absurdity, always brings an attitude of doubt and apprehension for the unknown and possible consequences.

Analyzing only those considerations, one can evaluate the suffering of these individuals, which, as discussed at the end of the text, are in most cases, under the spiritual guantes antagonists cruel and heartless, which prevent them from having a life, maybe normal.

Keywords: Complementary medicine, spiritual medicine of african-Brazilian religions, Obsession, Obsessive Compulsive Disorder, Brief Therapy Experience

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO (TOC)

O Transtorno obsessivo compulsivo (TOC) tem como características fundamentais as obsessões ou compulsões recorrentes, graves que causam efeito expressivo.

O paciente pode apresentar obsessão, compulsão ou ambas. Esses interferem de modo significativo na rotina normal do indivíduo, no desempenho ocupacional, nos relacionamentos e nas atividades habituais.

As obsessões são pensamentos recorrentes que interferem com a consciência. Igualmente podem ser sentimentos, idéias ou sensação recorrente e intrusiva. Em contraste com estas, que são um acontecimento mental, a compulsão é só um comportamento. É um comportamento consciente, padronizado, recorrente, como contar, verificar ou evitar.

O paciente com TOC se dá conta da irracionalidade das sensações e experimenta tanto a obsessão como a compulsão – como comportamentos indesejados (egodistônicos).

O ato compulsivo consiste em uma tentativa de reduzir a ansiedade associada à obsessão, mas quase sempre não há êxito em realizá-lo. Completar o ato compulsivo pode não afetar a ansiedade, mas aumentá-la. A não realização da compulsão também aumenta a ansiedade.

O paciente como podemos deduzir, sente-se extremamente desconfortável com os seus sintomas (geralmente os dois tipos), tenta sem sucesso resistir-lhes e apresenta ansiedade se for impedido de realizar seus rituais (os atos compulsivos). Como no paciente fóbico, o obsessivo compulsivo necessita de seus sintomas como escudo contra a ansiedade. Ao contrário do paciente fóbico ele não pode objetivar seus receios, e portanto, evitar o objeto ou a situação, mas deve enfrentá-los no seu próprio estilo característico o qual se assemelha ao pensamento mágico (esperando que as coisas aconteçam pelo seu desejo e não por uma atitude ativa ou meios lógicos). Torna-se inútil apontar-lhe a irracionalidade de suas obsessões ou compulsões, pois ele o sabe e sofre por isto.

A despeito das tentações e medos obsessivos quase nunca se realizarem, eles freqüentemente levam a execução de certos atos inocentes que parecem servir como contramedidas. Estes atos (frequentemente denominados rituais) geralmente consistem de uma repetição cerimoniosa de atividades diárias comuns, como por exemplo, rotinas especiais de lavar-se, vestir e arrumar o quarto. O significado pode parecer claro para o paciente, mantendo as mãos escondidas nas mangas do paletó, como se prevenindo para não agredir a alguém ou então o ato de lavar continuamente as mãos para prevenir contaminação por germes. Às vezes, entretanto, não é claro o que a ação significa; o contar ou pisar sobre fendas de modo compulsivo. Quer o ato tenha algum significado ou não, ele procede de uma necessidade interior, e a resistência a este ato provocará ansiedade (SADOCK).

No que concerne aos sintomas do TOC assumem inúmeras formas. O aspecto mais característico é a “vacilação” e dúvida que ocorrem como consequência de uma contínua luta interna contra o sintoma. A convicção periodicamente renovada de que um sintoma absurdo deve ser enfrentado, sempre provoca uma atitude de dúvida e apreensão pelas possíveis e desconhecidas decorrências.

Normalmente a dúvida faz parte do pensamento crítico na sua forma obsessiva, ela derrota a finalidade do pensamento. Conclusões racionais e decisões lógicas tornam-se impossíveis e os infindáveis ciclos de soluções frustradas tornam a vida mental do indivíduo um disco quebrado que nunca termina. A área confusa entre a dúvida como ceticismo, e a dúvida como ruminação compulsiva, separa o mundo mental do obsessivo-compulsivo daquele da experiência cognitiva normal.

Analisando apenas estas considerações pode-se avaliar o sofrimento desses indivíduos, os quais, como discutiremos no final do texto, estão na maioria dos casos, sob os guantes de antagonistas espirituais cruéis e desalmados, que os impedem de ter uma vida, quiçá normal.

Retomando os aspectos clínicos aventados pela medicina oficial, em especial a psiquiatria, relembremos que pensamentos recorrentes que interferem com a consciência, sem que o indivíduo seja capaz de fazer nada a respeito caracterizam as obsessões. Quanto às compulsões são atos repetitivos, (comportamento) que devem ser executados, não importando o quão irracionais e inúteis possam parecer.

Alguns exemplos, explicarão, demonstrarão o que discorremos. O clássico é o do paciente que receia ter atropelado alguém com seu carro, sem estar certo disto e refaz seu caminho para verificar se há alguém caído na estrada. Outro caso é o do paciente que refere ao médico que tem inexplicável necessidade de matar alguém a quem ama, mas este receio de matar persiste mesmo que a pessoa envolvida esteja residindo fora do país. Finalmente, o exemplo do paciente que tem medo compulsivo da AIDS, não poderá ser desarmado evitando-se as vias de contaminação (sexo, drogas, etc) ou por intermédio de contínuos e repetitivos exames de HIV negativos.

Depois desta terrível constatação de sofrimento sem fim, na atualidade questiona-se a etiologia ou causa do TOC. Os fatores mais importantes tem sido os biológicos – neurotransmissores (sistema serotonérgico, noradrenérgico), a neuroimunologia e genéticos.

Os fatores comportamentais se somam aos fatores psicoemocionais, sendo este último composto pelos de personalidade e psicodinâmicos.

Antes de continuar nossa tentativa de elucidar sobre o TOC é importante salientar que o transtorno obsessivo compulsivo ocupa o 4º diagnóstico psiquiátrico mais comum, após as fobias, os transtornos relacionados às substâncias (drogas) e o transtorno depressivo maior. A prevalência na população geral é estimada em 2 a 3%. Alguns pesquisadores referem que o transtorno é encontrado em até 10% de pacientes ambulatoriais de clínicas psiquiátricas (PAIM).

Por sua prevalência, justifica-se tê-lo incluído em nossos textos que buscam identificar nos processos nosológicos, além das causas aventadas (e muito bem encaminhadas) pela medicina oficial, os aspectos sobrenaturais, os aspectos relacionados com o inconsciente profundo (segundo nossa teoria) e a interferência de outras mentes antagonistas, sejam elas do mundo dos vivos ou do mundo dos mais vivos (“mortos”).

Sumarizando e terminando descreveremos o rol de sintomas, que infelizmente, acompanham a maioria dos pacientes.

Primeiramente citaremos alguns dos sintomas apresentados nas obsessões. (KAPLAN)

- Preocupação ou nojo com excreções ou secreções do corpo (urina, fezes, saliva);

- Medo terrível que algo horrível possa acontecer (incêndios, mortes ou doenças);

- Necessidade de simetria, ordem ou exatidão;

- Números de sorte e azar;

- Pensamentos, imagens ou impulsos sexuais proibidos ou perversos;

Compulsões (KAPLAN)

- Lavar, usar duchas, banhos, lavar os dentes ou se enfeitar de forma excessiva ou com rituais;

- Rituais de repetição (por exemplo, sair e entrar pela porta, levantar e sentar na cadeira);

- Verificação de portas, fechaduras, fogão, acessórios e trava do carro;

- Limpeza e outros rituais para evitar o contato com contaminantes.

No encerramento esperamos ter demonstrado o sofrimento atroz que padece o indivíduo acometido por TOC. Por sua importância magna deixaremos o tratamento para a próxima postagem (32).

Pretendemos sumarizar os avanços da medicina oficial na terapia do TOC. Contudo, não deixaremos de aprofundar os conhecimentos proporcionados pela medicina complementar ou integrativa mormente no referente à vivência-terapia breve ou continuada e os tratamentos propugnados pela medicina espiritual das religiões afro-brasileiras.

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 31

Bibliografia

Aspectos Psicológicos e Psiquiátricos

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Aspectos Religiosos

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