segunda-feira, 12 de abril de 2010

Transtornos de Ansiedade: Síndrome do Pânico

RESUMO

A ansiedade é um dos sintomas psiquiátricos mais freqüentes e de maior incômodo. Outros sintomas comuns são: depressão, pesar, ideação paranóide, delírios, alucinações e alterações de pensamento. A teoria psicanalista sustenta que o contínuo conflito entre as tentações internas e proibições externas constitui a explicação fundamental da ansiedade crônica, patológica.

Os transtornos de ansiedade que resumiremos são: transtorno de pânico, agorafobia, fobia social, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e transtorno de estresse agudo. Apresentada a introdução sobre a ansiedade em algumas de suas nuanças, apresentaremos o transtorno de pânico, tido como um dos mais dramáticos e produto de nosso tempo, século XXI.

Segundo a medicina complementar, a síndrome do pânico tem seus ascendentes na energia psíquica desequilibrada atraindo um séquito de espíritos vampiros e doentes.

Palavras-Chave: Curador, Entidades Espirituais antagônicas, Medicina Complementar, Síndrome do Pânico, Transtornos de Ansiedade.

ABSTRACT

Anxiety is one of the most common psychiatric symptoms and more uncomfortable. Other common symptoms are: depression, grief, paranoid ideation, delusions, hallucinations and changes in thinking. The psychoanalytic theory contends that the continuing conflict between the internal temptations and external prohibitions is the fundamental explanation of chronic anxiety, pathological.

The anxiety disorders that we will summarize are: panic disorder, agoraphobia, social phobia, obsessive compulsive disorder (OCD) and acute stress disorder. Presented the introduction to anxiety in some of its nuances, we present the panic disorder, considered one of the most dramatic and product of our time, the twenty-first century.

According to complementary medicine, panic syndrome has its upside in the unbalanced psychic energy attracting an entourage of sick and vampires spirits.

Keywords: Healer, Spiritual Entities antagonistic, Complementary Medicine, Panic Disorder, Anxiety Disorders.

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

SÍNDROME DO PÂNICO

A ansiedade é um dos sintomas psiquiátricos mais freqüentes e de maior incômodo. Outros sintomas comuns são: depressão, pesar, ideação paranóide, delírios, alucinações e alterações de pensamento.

Pessoas normais, eventualmente, podem apresentar, de forma leve, ansiedade, depressão, pesar e ideação paranóide. As pessoas neuróticas apresentam os mesmos sintomas das pessoas normais, só que de modo intenso, severo. Os psicóticos, porém, apresentam todas as alterações citadas e mais delírios, alucinações e alterações de pensamento.

Com o descrito acima, pode-se concluir que qualquer indivíduo pode apresentar episódio de ansiedade. A ansiedade não é só negativa, pode estimular o indivíduo para uma ação mais útil e desempenhar um papel importante quanto às modificações benéficas e desenvolvimento da personalidade. Em contraste a ansiedade excessiva torna o indivíduo infeliz, como atua de forma deletéria sobre seu desempenho, e mesmo uma gama de sintomas de vários sistemas.

A ansiedade será normal ou não na dependência de sua intensidade e duração e das circunstâncias que a provocaram.

No uso corrente o medo e a ansiedade são diferenciados. O medo é uma resposta a um tempo real. A ansiedade severa, incontrolada é denominada de pânico como resultado de causas obscuras, irracionais, ou seja, o individuo não tem conhecimento do(s) motivo(s).

A ansiedade é diferentemente descrita por diferentes indivíduos, mas além da subjetividade, sua característica essencial é uma antecipação desagradável de algum tipo de perigo ou infortúnio.

O paciente com ansiedade torna-se “super-alerta”, irritável e inseguro. É propenso a falar em demasia; dorme mal e sua função e interesse sexual estão comprometidos.

Outras restrições que tem importância são: as atividades diárias, reduzindo sua produtividade no trabalho. A ansiedade está associada a uma grande variedade de manifestações periféricas (psico-fisiológicas). As mais importantes são: diarréia, vertigem, hiperidrose, reflexos aumentados, hipertensão arterial, palpitações, inquietação, síncope, taquicardia, parestesias (por exemplo extremidades formigantes), tremores, gastralgia, pirose, etc.

Atrelamos ao discurso que a ansiedade patológica (transtornos de ansiedade) tem um modelo, que apesar de ter variações, é o mais freqüente. A ansiedade parece ser desencadeada por alguma reação mínima, ou sem causa conhecida, e quando é persistente e severa. A sua cronicidade é uma evidência que a ansiedade não esta mais atuando como um sinal de perigo, mas ela mesma tornou-se um perigo, uma carga.

A teoria psicodinâmica afirma que um homem pode tornar-se ansioso por todos os tipos de estímulo, sem tornar-se consciente disso. Por exemplo, o perfume de uma mulher pode despertar impulsos sexuais reprimidos (proibidos) que causam ansiedade consciente (a teoria behaviorista tem outra explicação).

A teoria psicanalista, cremos no caso ser a mais próxima da propagada pela medicina das religiões afro-brasileiras, sustenta que o contínuo conflito entre as tentações internas e proibições externas constitui a explicação fundamental da ansiedade crônica, patológica. A própria teoria psicanalista afirma que se o indivíduo ansioso tornar-se consciente deste conflito (insight) e for capaz de resolvê-lo por intermédio de uma decisão consciente, a ansiedade será diminuída.

É importante salientar que a ansiedade é causada não tanto pela falta de gratificação dos impulsos sexuais ou agressivos, mas pelo contínuo conflito a seu respeito (Sadock). A privação leva à infelicidade, mas é o conflito que causa a ansiedade.

Após citarmos, discutindo a ansiedade, queremos aventar por hipótese, um dos mecanismos que acreditamos ter importância clínica e espiritual.

O paciente torna-se ansioso por razões desconhecidas; a ansiedade conduz a sintomas físicos assustadores; o medo produz sintomas físicos contínuos e o circulo se completa. Acreditamos que o ciclo pode ser interrompido, desde que o paciente possa ser convencido que há influencias sobrenaturais deletérias, e mais, que os sintomas físicos apresentados são decorrência de influencias. Caso não seja possível este tipo de diálogo, diagnosticar o mais rápido possível a ansiedade e tratá-la de forma adequada, o que proporcionará além de alívio e bem estar, profilaxia para futuras doenças.

Antes de citarmos os transtornos de ansiedade que iremos discutir resumidamente queremos sustentar como importantes no tratamento ou mesmo profilaxia de ansiedade patológica e outras enfermidades que: segurança e ansiedade são incompatíveis e na presença de ansiedade persistente pensar em esquizofrenia.

Os transtornos de ansiedade que resumiremos são: transtorno de pânico, agorafobia (forma de fobia em que o paciente evita espaços abertos e se torna ansioso quando se defronta com um deles), fobia social, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e transtorno de estresse agudo.

Apresentada a introdução sobre a ansiedade em algumas de suas nuanças, apresentemos o transtorno de pânico, tido como um dos mais dramáticos e produto de nosso tempo, século XXI.

Primeiramente estudemos e entendamos o que seja a Síndrome do Pânico do ponto de vista clínico e daí partamos, com toda a isenção de ânimos, para as considerações espiritualistas, com as quais esperamos deslindar suas causas (etiologia) e tratamentos (terapêutica).

Infelizmente, temos observado em consultório e no Templo uma crescente e assustadora elevação na incidência da Síndrome do Pânico. Mas, afinal, o que é a Síndrome do Pânico?

Podemos afirmar ser um quadro clínico súbito de extrema ansiedade, acompanhado de sintomas físicos.

É, pois, um quadro psicossomático, caracterizado por crises súbitas e intensas de ansiedade, com exuberante sintomatologia, tal como: tontura, falta de ar, batedeira no peito, tremores, ondas de frio e de calor, suores e, às vezes, sensação de morte iminente.

Esta síndrome atinge principalmente mulheres e adultos jovens (20 a 35 anos); na atualidade sabemos de casos em todas as faixas etárias e em ambos os sexos.

A crise de pânico acontece quando existe um estímulo (medo) que pode ser interno ou externo. Exemplo: correr um pouco e achar que o coração vai parar; comer e achar que vai engasgar, tendo “asfixia”; sentir-se mal em lugares fechados ou cheios de pessoas (elevadores, supermercados, etc) e ao sair sozinho de casa.

Estes fatores produzem uma reação de alerta no cérebro, que desencadeia sensações de ansiedade, fazendo surgir uma série de sintomas.

Os sintomas mais comuns, pois há os atípicos que devem ser melhor investigados, são: falta de ar, tontura ou sensação de desmaio, palpitação, tremor, transpiração, náusea, formigamento no corpo, dor no peito, medo de morrer e medo de perder o controle.

Quando os sintomas descritos não decorrem de substrato patológico clínico detectável (doenças crônicas ou mesmo agudas) e persistem por vários dias, seguidos ou não de medo que não cede de situações ou preocupação com novos ataques, faz o diagnóstico provável de Síndrome do Pânico.

A medicina acadêmica, não obstante seus atuais avanços tecnológicos e científicos, rotula a Síndrome do Pânico de idiopática, isto é, a causa é desconhecida.

Uma de suas explicações é a possível alteração na produção de neurotransmissores (mensageiros químicos do cérebro) como a noradrenalina e serotonina e outros neuromoduladores como CCK4 e CCK8, oligopeptídeos, derivados da colecistoquina. Estas substâncias vasoativas são responsáveis pela reação de alerta no cérebro. Em geral, essa reação só é ativada em situações de perigo ou ameaça à vida. Na síndrome do pânico, é desencadeada sem motivo aparente. (!?!)

Quanto ao tratamento, preconizam-se muitas drogas simpatolíticas, antidepressivos e mesmo certos sedativos do SNC (sistema nervoso central) de uso largamente difundido pela psiquiatria e pela neurologia, mas que são apenas sintomáticos, ou seja, não curam, apenas minimizam, mascaram os sintomas.

Segundo a medicina complementar, a síndrome do pânico tem seus ascendentes na energia psíquica desequilibrada atraindo um séquito de espíritos vampiros e doentes.

Muitas das manifestações podem ser explicadas e entendidas à luz das influências espirituais negativas, que desestruturam o livre fluxo da energética psíquica, a qual influencia todo o sistema nervoso central e periférico, como também algumas glândulas endócrinas, principalmente as supra-renais, que como sabemos são produtoras de catecolaminas (adrenalina), entre outros hormônios.

São justamente as descargas constantes de adrenalina que deflagram toda a exuberante sintomatologia do pânico, como afirmamos, devido a influências espirituais negativas (antagonistas).

Devemos também salientar que estas influências negativas, além de excitar a glândula supra-renal, fazem-no igualmente com o psiquismo do indivíduo, principalmente em nível do inconsciente. Fazem com que material do inconsciente transite de forma abrupta e incontrolada sem decodificação ou tradução para o pré-consciente da “mente” e deste para o consciente, sendo a base espiritual para várias doenças, podendo culminar com desestruturação total da mente, surgindo assim a loucura, em suas variadas matizes.

São verdadeiras injúrias cometidas à delicada tessitura interferindo, pois, nas idéias, pensamentos, vontade, sentimentos, emoções. Estes se somatizam, manifestam suas influências no universo físico, alterando inicialmente seu eletromagnetismo, desencadeando profundas alterações fisiológicas, as quais produzem sinais e sintomas. Caso não sejam tratadas podem alterar a morfologia das células-alvo de determinados órgãos, surgindo a doença manifestada no doente como enfermidade física tangível.

Neste caso o curador deverá primeiro diagnosticar, perceber as influências negativas. Se forem entidades espirituais antagônicas que estão, pela simples presença ou manifestação energética, seviciando certos núcleos de iluminação e se comprovada tal atuação, ele deverá saber os motivos, isto é, se vingança do passado, de vidas passadas ou simples simbiose devido ao comportamento do paciente.

Depois de dirimidas tais questões e que foram esgotados os recursos proporcionados pela medicina acadêmica, atuará por intermédio da terapêutica das religiões afro-brasileiras (ritos de fundamento) e de outros ritos de bênçãos e neutralização efetiva do assédio espiritual.

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 27

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