segunda-feira, 22 de março de 2010

Transtornos de Humor: Síndrome Depressiva

RESUMO

Os transtornos de humor consistem de um conjunto de sinais e sintomas persistentes por semanas ou meses que representam um desvio marcante do desempenho habitual do indivíduo e que tendem a recorrer, por vezes, de forma periódica ou cíclica. O estado de humor pode apresentar-se normal, elevado ou deprimido. A psiquiatria, atualmente, utiliza o diagnóstico “depressão” para descrever o que costumava ser chamado de melancolia (“humor negro”), ou seja, a condição em que o paciente padece de desânimo, retardamento de pensamentos e de ação, bem como de autocensura delirantes.

Na medicina complementar o indivíduo é visto como uma unidade biopsicossocial. A Medicina e Terapia da Alma, conscientizando o indivíduo da causa de suas doenças, quer colocá-lo a par de seu destino, do porquê de nascer e morrer, e de que este ciclo, como afirmamos, pode ser vencido mais rapidamente. Tudo é claro, na dependência da vontade do indivíduo em deixar o convencional, os apegos e condicionamentos firmados há milhares de anos. Em se tratando de moléstias que atingem os homens, não se pode olvidar que tudo nasce na mente sutilíssima, sendo necessário, pois, tratá-la. Portanto, doença é a manifestação da desarmonia interna do indivíduo.

Palavras-chave: Depressão, Mente, Mestre Curador, Terapia da Alma, Vontade


ABSTRACT

Mood disorders consist of a set of signs and symptoms persisted for weeks or months that represent a remarkable diversion on the usual performance of the person and tend to recur, sometimes on a periodic or cyclical. The mood may be normal, elevated or depressed. Psychiatry currently uses the diagnosis "depression" to describe what used to be called melancholia ( "black humor"), ie, the condition in which the patient suffers from despondency, slowing of thought and action, as well as censorship delusional.

In complementary medicine the individual is viewed as a biopsychosocial unit. The Therapy and Medicine of the Soul, making the individual aware of the cause of their illnesses, wants to put it up on your destination, why to be born and to die, and that this cycle, as we argue, can be overcome soon. Everything is clear, depending on the individual wishes to leave the conventional attachments and conditioning signed for thousands of years. In the case of diseases that affect men, we can not forget that everything comes in very subtle mind, and therefore necessary to treat it. Therefore, diseases are manifestations of the disharmony of the individual.

Keywords: Depression, Mind, Master Healer, Care of the Soul, Will



TRANSTORNOS DE HUMOR

SÍNDROME DEPRESSIVA

Os transtornos de humor consistem de um conjunto de sinais e sintomas persistentes por semanas ou meses que representam um desvio marcante do desempenho habitual do indivíduo e que tendem a recorrer, por vezes, de forma periódica ou cíclica. O estado de humor pode apresentar-se normal, elevado ou deprimido.

Os indivíduos normais possuem uma ampla faixa de estados de humor e tem da mesma forma, um grande repertório de expressões afetivas, sentem-se no controle de seus estados de humor e afetos. Nos transtornos de humor, a sensação de controle é perdida, e há uma experiência subjetiva de grande sofrimento (Pain).

Os pacientes com humor elevado apresentam: expansividade, fugas de idéias, redução do sono, elevada auto-estima e idéias grandiosas.

O deprimido exibe: perda de energia e interesse, sentimentos de culpa, dificuldade de concentração, perda de apetite e pensamentos de morte e suicídio. Essas alterações sempre levam a comprometimentos do desempenho interpessoal, social e ocupacional.

Por dentro dos transtornos de humor direcionaremos os holofotes sobre a depressão maior ou unipolar e transtorno bipolar. Sem mais delongas discorreremos de forma sumarizada sobre a depressão ou distúrbio depressivo ou depressão maior.

Antes do relato da visão da medicina da alma, é esclarecedor dizer que depressão refere-se a uma emoção ou diagnóstico. Quando se refere a uma emoção, significa desânimo, tristeza.

A psiquiatria, atualmente, utiliza o diagnóstico “depressão” para descrever o que costumava ser chamado de melancolia (“humor negro”), ou seja, a condição em que o paciente padece de desânimo, retardamento de pensamentos e de ação, bem como de autocensura delirantes.

É interessante saber e discutir, que a psiquiatria fez distinção entre a depressão endógena e a exógena. A primeira, a endógena, é o resultado de algum distúrbio constitucional (inesperado). A segunda, a exógena, a uma reação compreensível, não obstante excessiva, em face de algum acontecimento aflitivo (Murphy)

Depois das referências tomadas da psiquiatria, dissemos que vez por outra a ela recorreríamos, penetremos nos meandros da medicina complementar e da medicina da alma ou medicina de síntese.

É necessário entender que a depressão é uma doença da alma, precisando ser reconhecida, diagnosticada; somente assim o indivíduo enfermo, sofredor poderá ser tratado, não nos efeitos, mas nas causas da enfermidade.

Na medicina complementar o indivíduo é visto como uma unidade biopsicossocial. Antes de focalizarmos a síndrome depressiva façamos algumas digressões...

O maior entrave para o ser humano é que, infelizmente, nos identificamos com nossos organismos dimensionais (mente sutilíssima, mente sutil e mente densa), portanto transitórios e perecíveis, e não com nosso Espírito, que somos nós mesmos em essência, que é permanente e imortal. Eis o grande engodo, identificar os organismos como se fôssemos nós em realidade. Eles são apenas um instrumento que usamos nesta dimensão; portanto, é nosso, mas nós não somos ele, esta é a grande inversão...

Em vez de identificarmos com os organismos deveríamos nos identificar com nosso Espírito, e com certeza teríamos vencido o egoísmo, o orgulho e a vaidade. Seríamos hígidos, sadios, não possuindo e nem adquirindo doenças; enfim, não seríamos doentes, não manifestaríamos desarmonias, desestabilidade e desequilíbrios, que são substratos para todo e qualquer sofrimento...

Além de deificar o “Eu”, nos achamos imortais. Realmente, em essência nós, Seres Espirituais, somos imortais, mas nossos veículos não o são.

Precisamos nascer-morrer-renascer tantas vezes quantas se fizerem necessárias para neutralizarmos ações negativas, e disto nos esquecemos.

Como nos achamos imortais e deificamos o “Eu”, ficamos em desalinho e transgredimos as leis; como reação, ficamos doentes. Somos a verdadeira causa das doenças. Sim, a etiologia ou causa real de todas as enfermidades somos nós mesmos, com nossos padrões de vida negativos.

Por conseguinte, de forma sumarizada, iremos demonstrar como o Mestre Curador, independente de ser médico tradicional, ensina ao paciente o significado de sua doença e como mudar os padrões negativos que a deflagraram.

Depois dessas explicações preliminares, queremos ressaltar a citação que fizemos: nascer, morrer e renascer tantas vezes quantas forem necessárias para debelar nossas desarmonias, que se exteriorizam em doenças físicas ou mentais, ambas muitas vezes se estendendo por vários ciclos existenciais (reencarnações). Sim, a Terapia da Alma pretende libertar ou interromper esse ciclo vicioso, o mais rápido possível.

A Terapia da Alma, conscientizando o indivíduo da causa de suas doenças, quer colocá-lo a par de seu destino, do porquê de nascer e morrer, e de que este ciclo, como afirmamos, pode ser vencido mais rapidamente. Tudo é claro, na dependência da vontade do indivíduo em deixar o convencional, os apegos e condicionamentos firmados há milhares de anos.

Aprofundando e ao mesmo tempo simplificando, afirmamos que a causa das doenças encontra-se em seus veículos de manifestação, que no plano físico denominamos personalidade. Estes veículos já discutidos são: mente sutilíssima, mente sutil e mente densa.

Segundo nossos estudos, em sua atuação sobre as doenças, sejam elas físicas ou mentais, a Terapia da Alma sempre leva em consideração que as mesmas são apenas manifestações da desarmonia do Ser.

As causas que levam o Espírito a estar em desarmonia são várias. A maioria deve-se a desmandos ou comportamentos dissonantes em relação a si mesmo e ao próximo; achar-se melhor que os outros e aviltá-los. Estas distorções devem-se às ilusões, aos condicionamentos.

Em verdade, o que acontece é que a Realidade foi preterida, tornando a mente confusa, desarmônica e desequilibrada. Há uma distorção da Realidade, sendo a ignorância a causa desta distorção, que faz a inversão de valores. Achar que a cognição pessoal é a melhor, a única, eis a grande confusão, a ignorância que tantos malefícios têm trazido à Humanidade.

O egoísmo, orgulho e a vaidade são “vírus” atuantes nos organismos dimensionais, tornando-os impermeáveis ao apelo do bem e da justiça. As enfermidades podem se manifestar como distúrbios do raciocínio, do julgamento, da vontade e muitas vezes originam-se de interferências negativas de outras mentes do plano físico ou do plano hiperfísico. Essa atuação pode ocorrer por vinganças do passado ou mesmo por efeito de projeções sublunares negativas (goécia) enviadas por desafetos do presente ou do passado.

A gama de enfermidades causadas pela atuação espirítica é imensa, podendo atingir toda a economia orgânica, por intermédio do sistema nervoso central e periférico, sistema cardiovascular, sistema endócrino, sistema hematopoiético, “sistema nefro-hepato-gastroentérico” e, principalmente, sistema imunológico.

A Terapia consiste, em primeiro lugar, em reconhecer a verdadeira origem das doenças espirituais. Outrossim, a diagnose das doenças espirituais depende do tirocínio do Mestre Curador, principalmente de suas faculdades de penetrar no sobrenatural, lhe permitindo visualizar o “campo invisível” do paciente e se o mesmo está sob influências de antagonistas, ou seja, de inimigos espirituais, os quais podem ser a causa desencadeadora da enfermidade que, reconhecidas, são prontamente tratadas.

O tratamento é feito principalmente pelo próprio Mestre Curador que, por intermédio de seus conhecimentos e cabedal ético, torna-se o próprio remédio. Sim, ele é o próprio remédio. Sua capacidade de dar amor e de sensibilizar-se pela dor do próximo, aliadas ao conhecimento de várias classes de “terapias” confere-lhe o poder de curar, de afastar certa classe de seres espirituais adversos e mesmo saber como combater os efeitos deletérios da goécia.

Quanto aos medicamentos utilizados, são os que podem ser magnetizados (metais, minerais, água, etc). As ervas tem seu uso por meio ritual ou medicinal. Palavras, gestos, transmissão de axé e ritos de bênçãos e de bons auspícios por parte das divindades, ancestrais primevos e mesmo guardiões de certos sítios sagrados da natureza também proporcionam abundante energização ao paciente. Os sítios vibratórios são: mar, praia limpa, mata aberta (campo), rios caudalosos em sua nascente, serras (visualização), pedreiras e cachoeiras (importantíssimos na manutenção do equilíbrio bioelétrico), tudo sob a influência dos Raios Solares ou Lunares (na dependência de cada caso).

Reiterando, em se tratando de moléstias que atingem os homens, não se pode olvidar que tudo nasce na mente sutilíssima, sendo necessário, pois, tratá-la. Disto decorre que toda doença física é simples manifestação, efeito da “mente sutil doente”, que é causa. Portanto, mente sutil doente (causa), corpo doente (efeito).

Prosseguindo em nossos apontamentos, relembremos mais uma vez que o espírito encarnado manifesta-se de forma trina por meio da personalidade. Pensamentos, sentimentos (vontade) e atitudes constituem a personalidade. Como pensamentos e vontade comandam o corpo, estando o corpo doente, pode-se inferir que a mente sutilíssima desgovernou-se e a vontade (mente sutil) debilitou-se.

Ideações, pensamentos, julgamentos, sentimentos, desejos, emoções, palavras e atitudes, quando negativas, podem provocar desarmonias nos veículos sutis, sendo que por meio dos canais sutis atingem a mente densa em seu eletromagnetismo, alterando a biologia molecular, o genoma, a Fisiologia e a Anatomia das células.

Portanto, doença é a manifestação da desarmonia interna do indivíduo.


Prosseguindo, penetremos nos conceitos da medicina e terapia da alma. Antes, porém, ressalvemos e reiteremos que todo sofrimento inicia-se na Consciência. Sim, pois se a mesma tiver uma visão distorcida da realidade (ignorância), isto acarretará sérios desequilíbrios que poderão desencadear desarmonias, instabilidades deflagradoras de doenças, as quais são efeitos, pois a causa é o próprio indivíduo, o doente que manifesta a doença (desequilíbrio, desarmonia, desestabilidade).

Todo sofrimento é doença. Afirmamos que o indivíduo pode adoecer seu psiquismo, seus sentimentos, suas ações e até socialmente, propiciando o aparecimento de “doenças físicas”.

Como toda e qualquer desarmonia é doença, não fica difícil concluir que o “Mundo” está doente. Nossa sociedade e seus costumes são doentes em fase terminal; ou seja, estamos no final de um ciclo e uma nova Sociedade – um novo homem – deve surgir.

Os padrões que temos em nossa sociedade atual são patogênicos, de altíssima “virulência” e “mortalidade”. Enquanto não banirmos a ignorância e o ódio que separam nações, povos, etnias e tradições filosófico-religiosas, não neutralizaremos os apegos do “egoísmo coletivo” (nacionalismo) e do “egoísmo individual” (exclusivismo), ambos mantenedores das misérias físicas e espirituais.

Isso se deve à desumana e cruel divisão de recursos econômicos, fruto de uma política mundial oligárquica – privilegia poucos em detrimento de muitos – responsável pela globalização da miséria, da xenofobia, da luta de classes, sendo esta última desencadeadora das “guerras civis”, declaradas ou não, que tanto tem aumentado a violência nos centros urbanos (guerrilha urbana). Mas a quem atribuir tais convulsões ou doenças sociais? Claro que ao Homem, à sua miopia e irreflexão, frutos da imaturidade e descaso e, porque não dizer da completa ignorância das coisas do espírito, das Leis que regem a Harmonia Cósmica.

Enquanto tivermos misérias imputadas ao Homem pelo próprio Homem haveremos de ter muito sofrimento, tanto maior quanto for a incapacidade de perceber que a felicidade só será completa quando não houver mais nenhum infeliz. Enquanto existir um, fica demonstrado que não se extirpou o egoísmo, orgulho e a vaidade, que não se vive o coletivo, mas sim o único.

Enquanto não conseguirmos remédios que debelem estas gravíssimas doenças sociais que denotam a ignorância, ódio e apegos do Homem, ainda teremos muitos tormentos, flagelos que se manifestam como doenças. Enquanto houver “espíritos doentes” haverá doenças; portanto, doenças são apenas efeitos da visão e do comportamento distorcidos do próprio Homem. São as reações induzidas pela ação irrefletida, passional e desarmônica do Homem para consigo mesmo, para com a natureza ou para com os outros seus iguais (semelhantes).

Esperamos ter deixado claro e patente que o melhor é prevenir, e isto deveria iniciar-se na própria sociedade, em suas relações que atualmente são as piores e mais deletérias possíveis. Não se cogita de justiça social, igualdade, fraternidade, cooperativismo; ao contrário, incentiva-se a competição como se a vida fosse uma corrida e para vencê-la se usassem de todos os meios, principalmente os ilícitos. Vencer é só o que se deseja. Mas, e daí? Venceu-se o quê?

Não prezados leitores, Irmãos Planetários, perdemos... Uma vez mais para nós mesmos, pois o bom é não vencer e nem perder; precisamos de cooperativismo, humanismo e não apenas a globalização da miséria, propugnada por uma política espúria, exercidas por profissionais promotores da cizânia e separatismos vários.

Infelizmente para eles, os que desejam apenas incentivar a competição, estão gerando para si e para os outros um mundo de dor e sofrimento, que com certeza haverá de refletir-se na saúde física e mental, aumentando ainda mais as desigualdades, globalizando as discórdias de todos os matizes.

Após essas ligeiras digressões sobre a sociedade mundial em seus aspectos geopolíticos, sociais e econômicos, façamos uma resenha sobre as patologias ou enfermidades que se enquadram nos transtornos de humor, pois as mesmas não estão dissociadas do “status quo” mantido e sustentado pela Sociedade Planetária.

Independente de aspectos geopolíticos e econômicos, milhões de pessoas tem sido acometidas das chamadas “doenças do século”, principalmente nos quatro últimos decênios; temos como exemplo a Síndrome Depressiva, a Síndrome do Pânico, as distimias e ciclotimias enfim, doenças psicossomáticas que, segundo nossa ótica, são de fundo espiritual.

A Medicina da Alma em seus aspectos epistemológicos afirma que as manifestações da maioria das enfermidades são de ordem psicossomáticas, pois em verdade, não podemos separar o psíquico do somático. Também poderíamos afirmar que toda enfermidade ou a grande maioria delas tem ascendentes imunológicos ou imunogenéticos, como alhures explicaremos.

Não podemos e nem devemos compartimentar o indivíduo, que deve ser tratado e visualizado como um todo, isto é, em seus aspectos espirituais, psíquicos, emocionais, físicos e sociais entrelaçados, sintetizados, unos.

Após estas ligeiras divagações que fizemos sobre o comportamento da Sociedade Planetária, mais fácil será o entendimento do porquê de tantas doenças, algumas inclusive inextricáveis (?!?) para o atual momento.

Versando sobre algumas doenças, pretendemos demonstrar como as mesmas são concretizações do próprio indivíduo, de seus desequilíbrios, inseguranças e desarmonias várias.

Iniciemos a faina esclarecedora pela Síndrome Depressiva que infelizmente acomete uma parcela significativa de indivíduos da Sociedade Planetária.

Esta síndrome é devida, em grande parte, ao que citamos sobre a sociedade hodierna. Infelizmente, não há mais comunicação entre as pessoas, levando-as à solidão. O que realmente predomina é a comunicação unilateral, pois as televisões com suas novelas, reality shows, programas apelativos e sensacionalistas tem impedido a conversação ou mesmo uma amizade entre as pessoas; afinal, onde encontrar tempo?

As distorções sociais e econômicas geraram a violência de múltiplo jaez. A excessiva e desumana competição proporcionou o estresse.

O medo da violência e o estresse são outros importantes fatores etiológicos da depressão, todavia há os menos citados, mas não menos importantes.

Entre esses queremos relevar o desinteresse, a não perspectiva de uma melhor qualidade de vida, tudo aliado ao descrédito do Homem em relação ao próprio Homem. Há um total ceticismo quanto à fraternidade, generosidade, fidelidade, amizade e, principalmente, em relação aos responsáveis pelo destino político, educacional, econômico e social dos países, do mundo todo.

Atualmente, devido aos fatores aludidos, há muitos mais casos de depressão do que podemos imaginar muitas vezes confundida com várias patologias cardiovasculares ou de outros sistemas do organismo. Óbvio que caberá ao médico consciencioso ou a quem o represente diagnosticá-las, afastando antes, porém, outras enfermidades.

A depressão não pode ser descartada quando não há uma relação direta entre a queixa e a patologia, quando não houver a clássica relação ou com pequenas variáveis entre causa e efeito. Este é um fator limitante de diagnóstico, pois nem sempre a depressão é evidente ou segue a queixa tradicional, isto é, ela se oculta, é subjacente; as queixas nem sempre são conclusivas.

Cansaço, labilidade emocional, nervosismo, irritabilidade, emagrecimento, anorexia, insônia, falta de vontade para a vida, para o sexo, para o trabalho e medo são alguns dos sintomas.

Com o elenco de sintomas relatados não deve fechar o diagnóstico, mas afastadas outras possibilidades, algo que um médico experiente saberá fazer, pode inferir-se que o indivíduo está com Síndrome Depressiva.

Demos alguns fatores desencadeantes, mas dentro da Medicina da Alma não olvidamos a influência ou interferência de energias negativas provindas de outros seres tanto carnados quanto desencarnados, ou seja, a influência de antagonistas espirituais que podem lesar a delicada tessitura da mente sutil, especificamente os Centros de Iluminação, desencadeando a depressão, que sendo severa poderá levar o indivíduo à morte “natural” ou antinatural (suicídio).

Infelizmente a Medicina Acadêmica, por nós respeitada, pois também somos um discípulo de Asclépio, só diagnostica e trata aquilo que os atuais conhecimentos científicos permitem, embora haja muitos médicos espiritualistas, que sem descuidar dos aspectos científicos, proporcionam a seus pacientes, segundo suas convicções outros tratamentos, não somente os preconizados pela alopatia.

Independente do tratamento ou da associação de terapêuticas, o melhor é aquele executado pelo médico consciencioso, e a maioria o é, que se interessa verdadeiramente pelo paciente e não pelo que este poderá lhe render financeiramente.

Temos convicção de que o melhor medicamento é aquele proporcionado pelo próprio médico. A segurança que transmite, o interesse que demonstra e o amor que doa ao paciente, aliados a um comprovado saber médico, calcado no cientificismo acadêmico e no humanismo, são eficazes promotores e restauradores da saúde, da homeostasia.

Precisamos e carecemos de profissionais-sacerdotes que, como antigamente, encarem sua Ciência-Arte como sagrada, o mesmo acontecendo em relação a seus pacientes.

Para isto precisamos dar ao médico condições para tal, assim como para todos os trabalhadores, que deveriam encarar suas labutas diárias, se honestas, como sagradas.

O médico precisa ouvir seu paciente, entendê-lo; o doente precisa do médico verdadeiramente amigo, que lhe afiance não ser o culpado, pois a depressão é uma doença que se não for tratada poderá se agravar, atingindo toda a economia orgânica.

Precisa o esculápio facilitar e induzir o paciente a “se gostar”, voltar-se para algo importante em sua vida, compreender que a mesma é importante e que deve retomar, o mais rápido possível, sua identidade e a vontade para a vida; deverá fazê-lo ora persuadindo, ora dissuadindo, tudo executado com leveza, amizade sincera, respeito, segurança e humanismo.

Quando possível, e sempre será, elevar sua auto-estima, que está baixa, quase nula. Como se depreende, a síndrome depressiva é de difícil diagnóstico e de laborioso ou penoso tratamento, mas não impossível de tratar, necessitando por parte do médico a capacidade de doar, de dar amor.

O tratamento varia de indivíduo para indivíduo, pois há doentes e não doenças. Independente da terapêutica que deverá ser administrada, basicamente a presença e amizade sincera do médico ou de quem o representa são os fatores mais importantes no sucesso do tratamento.

Declinemos por ora do tratamento preconizado pela Medicina Umbandista ou das religiões afro-brasileiras, que tem como sinonímia a Medicina de Alma, e nos preparemos para o próximo texto - Síndrome afetiva bipolar, que é pano de fundo, segundo nossos conceitos, de uma profunda desarmonia espiritual, culminando com uma longa gama de sinais e sintomas psicossomáticos.

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico

Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”

Publicação 21

Bibliografia

Aspectos Psicológicos e Psiquiátricos

  • ANDRADE, Arthur Guerra de. ALVARENGA, Pedro Gomes.Fundamentos de Psiquiatria. 1. ed. Barueri: Manole, 2008, 644p.
  • AUSIELLO, Dennis. GOLDMAN, Lee. Cecil - Tratado de Medicina Interna - 2 Vols. 23. ed. Rio de Janeiro: Ed. Elsevier, 2009, 2688p.
  • BICKLEY, Lynn S. Propedêutica Médica – Bates. 8. ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Koogan, 2005, 928p.
  • MURPHY, Michael J. COWAN, Ronald L. Psiquiatria – Murphy – Série Blueprints. 4. ed. Rio de Janeiro: Ed. Revinter, 2009, 152p.
  • PADRO, Cintra do. VALLE, Ribeiro do. RAMOS, Jairo.Atualização Terapêutica. 23. ed. Porto Alegre: Ed. Artes Médicas, 2007, 2400p.
  • PAIN, Isaias. Tratado de Clínica Psiquiátrica. 3. ed. São Paulo: E.P.U. Ed, 1991, 370p.
  • PINHEIRO, Raimundo. Medicina Psicossomática – Uma abordagem clínica. 1. ed. São Paulo: Fundo Editorial DYK, 1992, 125p.
  • PORTO, Celmo Celeno. PORTO, Arnoldo Leme. Semiologia Médica. 6. ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Koogan, 2005, 1356p.
  • SÓFOCLES. Édipo Rei. 1. ed. Porto Alegre: L&PM, 2001, 104p.

Aspectos Religiosos

  • RIVAS NETO, Francisco. Do Sincretismo à Convergência. In: II CONGRESSO BRASILEIRO DE UMBANDA DO SÉCULO XXI, São Paulo: Faculdade de Teologia Umbandista, 2010.
  • RIVAS NETO, Francisco. Sacerdote, Mago e Médico : cura e autocura umbandista: terapia da alma. 1. ed. São Paulo: Ícone, 2003, 493p.
  • RIVAS NETO, Francisco. Vídeo-Aula 19: A ciência do Orixá - Parte 2 - Psicanálise e Arquétipos dos Orixás. Disponível em: mms://wm01.mediaservices.ws/ftu12-ondemand/FTU_VIDEOAULA_19.wmv. Acesso em: 20 fev 2010.

Um comentário:

  1. Sua benção meu Pai!
    Aranauan, Saravá, Axé para todos!

    Estou muito feliz em ler mais uma belíssima publicação. Conceitos profundos da Ciência conectam-se com a Sabedoria Milenar das Tradições Religiosas buscando Saúde, Sustentabilidade e Espiritualidade.

    O(s) método(s) apresentado(s) nos dá confiança, pois sabemos que é possível acessar à Espiritualidade. Em suma, o caminho ofertado é Simples, porém Complexo. Já Sabemos, para Ser basta Fazer e Viver!

    E deixa a Gira girar!
    Aranauan a todos!
    Yabauara

    ResponderExcluir