segunda-feira, 8 de março de 2010

Introdução à Medicina Complementar

RESUMO

A medicina tradicional ou acadêmica tem como premissa de que o corpo é um sistema biológico e fisiológico e que os transtornos teriam uma causa que pode ser tratada com medicação, cirurgias e outros métodos tecnológicos (tecnomedicina).

A medicina complementar tem como terapia, além das tradicionais, a que trata o indivíduo em seus níveis: espiritual, psíquico, físico, social, ambiental, e estilo de vida. Não rotula doenças, pois quando o indivíduo adoece, adoece como um todo, não esse ou aquele órgão, mas sim o organismo, podendo determinados órgãos ser de choque ou alvo, o alarme que informa que há algum desequilíbrio na unidade biopsicossocial.

Pelas teorias de vários médicos e cientistas constatamos que os mesmos se ativeram ao estudo dos fenômenos – efeitos, nem cogitando das causas que se encontram, como afirmamos, na dimensão hiperfísica, nos vários níveis de densidade da energia (energias sutilíssima e sutil). A terapia dos efeitos pode e deve ajudar muito, pois ameniza as enfermidades físicas ou mentais. Mas o que proporciona a cura, na realidade, é a terapia das causas que vimos estar no “organismo das energias sutilíssima e sutil”.

Palavras-Chaves: Inconsciente, Medicina Complementar, Medicina Tradicional, Mente, Unidade Biopsicossocial.

ABSTRACT

Traditional or academic medicine has the premise that the body is a biological and physiological system and that disorders would have a cause that can be treated with medication, surgery and other technological methods (tecnomedicine).

Complementary medicine’s therapy, beyond the tradicional one, the one that care for the different levels of a person: spiritual, mental, physical, social, environmental, and lifestyle. It doesn’t label diseases, as when a person is sick, it’s sick as a whole, not this or that organ, but the body as a whole. Certain organs may be shock or target, the alarm that tells you that there is some imbalance in the biopsychosocial unity.

Theories of many doctors and scientists found that they remained within the study of phenomena - effects, not even considering the causes which are, as stated in hiperfísic size, at various levels of energy density (very subtle energies and subtle). The effects of therapy can and should help a lot because it helps reduce the physical or mental illness. But what provides the cure, in fact, is the treatment of the causes in the "body of very subtle energy and subtle."

keywords: Unconscious, Complementary Medicine, Traditional Medicine, Mind, Unit Biopsychosocial.


INTRODUÇÃO À MEDICINA COMPLENTAR

A medicina complementar se refere às várias práticas de tratamento e prevenção de doenças cujos métodos e eficácia diferem do tratamento convencional, da medicina tradicional.

Algumas abordagens podem ser usadas em associação com métodos tradicionais no diagnóstico e, principalmente, na terapêutica.

Como acontece na medicina psicossomática (biopsicossocial) o paciente é tratado como um todo em vez de se concentrar em um transtorno específico. A idéia de enfatizar o paciente como um todo e a necessidade de avaliar fatores psicossociais, ambientais e o estilo de vida na saúde e na doença estão incluídos nos princípios da medicina psicossomática.

A medicina tradicional ou acadêmica tem como premissa de que o corpo é um sistema biológico e fisiológico e que os transtornos teriam uma causa que pode ser tratada com medicação, cirurgias e outros métodos tecnológicos (tecnomedicina).

O trabalho do médico George Engel, foi um dos primeiros a levar em consideração fatores biológicos e sociais no tratamento dos pacientes. É muito similar à abordagem da medicina complementar ou integrativa, que, mais uma vez insistimos, trata a pessoa como um todo e não apenas a doença.

A medicina complementar tem como terapia, além das tradicionais, a que trata o indivíduo em seus níveis: espiritual, psíquico, físico, social, ambiental, e estilo de vida. Não rotula doenças, pois quando o indivíduo adoece, adoece como um todo, não esse ou aquele órgão, mas sim o organismo, podendo determinados órgãos ser de choque ou alvo, o alarme que informa que há algum desequilíbrio na unidade biopsicossocial.

A medicina complementar busca aproximar a medicina popular tradicional e a medicina acadêmica. Estima-se que uma pessoa em cada três use a terapia da medicina complementar em algum momento de sua vida. No começo esta terapia se atinha as enfermidades mais comuns: dorsalgia (dor nas costas), cefaléia (dor de cabeça), ansiedade e depressão.

A medicina tradicional não pode considerar sem valor muitos tratamentos milenares da medicina popular. Infelizmente, há um ceticismo quanto aos tratamentos espirituais e os propugnados pela medicina complementar.

Querem negar a eficácia dos tratamentos propostos, alicerçados na influencia da mente sobre o corpo e o efeito que fatores psicológicos têm na saúde e na doença. Afirmam que a sugestão é um remédio potente, e o placebo, o qual é uma substância inerte é eficaz em curar um transtorno, podem ser os responsáveis pela cura.

Suponhamos que os fatores aludidos sejam os responsáveis pela cura. Qual o problema? Queremos curar os pacientes, independente da fórmula usada, desde que lícita. Que adianta tantas teorias e medicamentos que atuam somente nos efeitos? Precisamos de medicamentos atuantes nas causas.

Neste momento convidamos o leitor a refletir conosco. Queremos expor algumas considerações utilizando a Espiritualidade e a medicina tradicional ou biomedicina.

A medicina tradicional está intimamente conectada a um método científico, próprio de nossos tempos. A ciência nega o que não é confirmado por ele, todavia nem sempre consegue explicações que neguem a vertente espiritual. Embora benemérita, a medicina acadêmica é transitória tal qual é o corpo físico ou organismo, só que a vida é eterna, continua sua odisséia em outras dimensões desconhecidas pela ciência na atualidade.

A psiquiatria, a psicologia que deveriam defender a alma, pois afirmam estudá-la, se encolhem e buscam explicações comportamentais no cérebro, que é manifestação da mente.

Estudamos efeitos e queremos curar causas. Na realidade só amenizamos; podemos atuar nos efeitos, mas nunca nas causas, pois as mesmas são hiperfísicas, “sobrenaturais”.

A psiquiatria percebe que em seus estudos a maioria das doenças psiquiátricas não são orgânicas. Então, o que são? São anomalias mentais, não cerebrais, são desarmonias da alma, das energias sutilíssima e sutil manifestadas na energia densa. Em verdade não estudamos, não investigamos as causas das doenças, nas suas minudências, por mais que nos esforcemos nos estudos dos efeitos.

Muitas enfermidades afetas à medicina interna ou a psiquiatria são desequilíbrios e desarmonias, não se restringem, não se constituem, não foram adquiridas no pequeno espaço de uma existência, mas são características da personalidade egressa das vidas ou experiências passadas.

Falta, pois, a medicina acadêmica segundo nossos estudos e conclusões, a noção dos princípios reencarnacionistas e o conhecimento da verdadeira localização dos vários distúrbios (psico/ neuro/ cardio/ imuno/ endocrinólogicos), cujo início não se verifica na energia densa (corpo), mas quase sempre na energia sutilíssima e sutil pré-existentes (“corpo sutil” ou inconsciente superficial).

No “corpo sutil” encontramos a causa de toda ruína orgânica ou mental, pois é portador de graves perturbações congênitas oriundas dos desvarios éticos nas várias existências ou reencarnações.

O inconsciente é realmente o porão das lembranças, das emoções, desejos, impulsos e tendências, mas não restritos apenas a uma existência. É àquela estratificação que aludimos quando discorremos sobre o inconsciente superficial, formado pelas experiências em várias existências.

Segundo A. Haynal a hipótese de uma ligação entre os estados da alma e as doenças apareceu como uma suposição intuitiva, depois como um enunciado especulativo filosófico. A feitiçaria, as curas miraculosas em todas as épocas e culturas, parecem, com efeito, mostrar a influência do psicológico (alma) sobre a doença sem contudo comprová-la cientificamente. Alguns grupos de fenômenos puderam mesmo assim comprovar essa incidência, por exemplo:

- as observações sobre o estresse (Wolff, Wolf e Goodell);

- a mortalidade mais precoce das pessoas que sofrem de conflitos psicológicos (P. Hermann);

- a experiência de situações extremas e suas conseqüências, mesmo em longo prazo, no estado de saúde das pessoas envolvidas;

- a morte vodu de pessoas condenadas por meio de magia, estudada pelo fisiologista Walter B. Cannon.

Heinroth, especialista em medicina interna e psiquiatria introduziu os termos “psicossomática” (1818) e “somatopsíquico” (1828). O primeiro exprimia sua convicção quanto à influência das paixões sexuais na tuberculose, na epilepsia e no câncer, enquanto que o segundo se aplicava às doenças em que o fator somático modificava o estado psíquico (quase inexistente).

Pelas teorias de vários médicos e cientistas constatamos que os mesmos se ativeram ao estudo dos fenômenos – efeitos, nem cogitando das causas que se encontram, como afirmamos, na dimensão hiperfísica, nos vários níveis de densidade da energia (energias sutilíssima e sutil). Afinal, o quê concluímos? Constatamos que quando estudamos fenômenos físicos, na maioria das vezes, estamos ao encontro dos efeitos e não das causas. Ao interpenetrarmos especulações nas energias sutilíssima e sutil, somos remetidos às causas. A terapia dos efeitos pode e deve ajudar muito, pois ameniza as enfermidades físicas ou mentais. Mas o que proporciona a cura, na realidade, é a terapia das causas que vimos estar no “organismo das energias sutilíssima e sutil”.

No final de nossas reflexões somos levados a concluir que, a medicina tradicional, por mais tenazes que sejam seus estudos e esforços no combate às doenças, invariavelmente, situa-se nos efeitos e não nas causas.

A medicina complementar, sem desdenhar da medicina tradicional ou acadêmica, busca as causas e a decorrente terapia que proporciona a cura efetiva (quando possível).

Antes de citarmos, de forma sumarizada, algumas abordagens terapêuticas propugnadas pela medicina complementar queremos opinar sobre a importância da relação médico-paciente.

Entre médico e paciente se instala um diálogo, o paciente assumindo uma posição de dependência inevitável, já que – é bom lembrar – ele busca ajuda para problemas que não pode resolver sozinho e cuja solução depende em parte do médico. Em face da problemática do paciente o mesmo se tranqüiliza se acalma na presença do médico. É o que chamamos de “efeito placebo” do médico. Tal fato justificaria o compromisso humanitário que se espera do médico. Esse relacionamento será motivo de um texto específico em futuras postagens.

No que concerne a abordagem terapêutica da medicina complementar, citaremos:

- Psicoterapia Integrativa

- Psicoterapia Espiritual (psicoterapia de transe)

- Psiquiatria Integrativa

- Terapia Musical (transe anímico)

- Homeopatia

- Ritos Xamânicos das religiões afro-brasileiras e outros

- Medicina Fitoterápica (grassada pelas religiões afro-brasileiras)

- Ritos de fundamento das religiões afro-brasileiras

- Vivência terapia breve (acessando o inconsciente profundo)

As terapias citadas e outras discorreremos nos textos que seguirão.

No término deste texto, pode-se questionar se estamos discutindo algo cientificamente comprovado ou apenas pressupostos. Vamos remeter a Freud para a resposta:

A opinião de Freud era que a psicanálise deveria tornar-se uma profissão independente da medicina, uma profissão de pessoas leigas que curam almas, que não necessitam de ser médicos e que não devem ser sacerdotes. Pela opinião de Freud nós não estaríamos escrevendo o texto, embora não sejamos psicanalistas, mas utilizamos em nossos pressupostos e descobertas sua teoria e de muitos outros como base analógica. Que fazer, já que sou sacerdote médico!?!

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá

Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar"

Publicação 17


Bibliografia

Aspectos Psicológicos e Psiquiátricos

· ANDRADE, Arthur Guerra de. ALVARENGA, Pedro Gomes.Fundamentos de Psiquiatria. 1. ed. Barueri: Manole, 2008, 644p.

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· BICKLEY, Lynn S. Propedêutica Médica – Bates. 8. ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Koogan, 2005, 928p.

· MURPHY, Michael J. COWAN, Ronald L. Psiquiatria – Murphy – Série Blueprints. 4. ed. Rio de Janeiro: Ed. Revinter, 2009, 152p.

· PADRO, Cintra do. VALLE, Ribeiro do. RAMOS, Jairo.Atualização Terapêutica. 23. ed. Porto Alegre: Ed. Artes Médicas, 2007, 2400p.

· PAIN, Isaias. Tratado de Clínica Psiquiátrica. 3. ed. São Paulo: E.P.U. Ed, 1991, 370p.

· PINHEIRO, Raimundo. Medicina Psicossomática – Uma abordagem clínica. 1. ed. São Paulo: Fundo Editorial DYK, 1992, 125p.

· PORTO, Celmo Celeno. PORTO, Arnoldo Leme. Semiologia Médica. 6. ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Koogan, 2005, 1356p.

· SÓFOCLES. Édipo Rei. 1. ed. Porto Alegre: L&PM, 2001, 104p.

Aspectos Religiosos

· RIVAS NETO, Francisco. Do Sincretismo à Convergência. In: II CONGRESSO BRASILEIRO DE UMBANDA DO SÉCULO XXI, São Paulo: Faculdade de Teologia Umbandista, 2010.

· RIVAS NETO, Francisco. Sacerdote, Mago e Médico : cura e autocura umbandista: terapia da alma. 1. ed. São Paulo: Ícone, 2003, 493p.

· RIVAS NETO, Francisco. Vídeo-Aula 19: A ciência do Orixá - Parte 2 - Psicanálise e Arquétipos dos Orixás. Disponível em:mms://wm01.mediaservices.ws/ftu12-ondemand/FTU_VIDEOAULA_19.wmv. Acesso em: 20 fev 2010.

2 comentários:

  1. Thomé Sabbag Neto8 de março de 2010 09:57

    Bênção, Mestre!

    É possível dizer que a raiz de todo processo patológico (físico, social ou sobrenatural) é a visão separatista e fragmentária entre o pensamento, o sentimento e o corpo?

    E será possível afirmar que essa visão é consequência da falta de ciência de que somos espíritos (razão de ser do próprio inconsciente), na medida em que inconscientizamos a nossa própria espiritualidade?

    Tive essa impressão motivado pela seguinte noção: ora, se sou um Espírito, eu sou um só, ainda que me manifeste em pensamento, sentimento e ação. Portanto, procurar a unidade de mim mesmo parece ser o remédio para toda enfermidade, do corpo, da alma e da própria sociedade.

    Estou contando os minutos para participar da Vivência Terapia Breve!

    Peço respeitosamente a sua Bênção...

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  2. Mais uma vez o Senhor alcança a arckhé, a arqueologia do pensamento, para decifrar o enigma das doenças do corpo e da alma .Como cuidar das crianças que apresentam em grande parte o desequilíbrio na unidade biopsicossocial que o senhor tão bem esclareceu no texto e ajudá-las na dimensão hiperfísica, nos vários níveis de densidade da energia delas?
    Tania

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